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25 de janeiro de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

Nossa Senhora Virgem-Mãe

Parte 4/9

Pequena seria a grandeza de uma mãe se o esquecimento de si mesma ficasse no mundo dos pensamentos.
Daí passa ao terreno das realidades.
Uma mãe dá a seu filho tudo o que pode dar, com o maior sacrifício próprio. Fisicamente, pode-se dizer que quase tudo o que o filho é, deve-o a sua mãe.
Trouxe-o nove meses no seu seio. Mais do que dois seres diferentes, diria-se  que eram um só.
Proporcionou-lhe quase todos os elementos que formam o seu corpo.
Comunicando-lhe o seu próprio sangue, por meio dele proporcionou-lhe alimentos para o seu desenvolvimento, oxigênio para a sua respiração.
E tudo isso a custa de muitos sofrimentos. Não falando no perigo de morte, que ainda que não seja muito frequente, algum existe.
Quantos incômodos! Quanta sujeição!
Que sacrifícios tão custosos para uma mulher!
A elegância, a esbeltez, a flexibilidade do corpo.
As excursões, as diversões, a vida de sociedade.
Tudo pelo filho que traz no seu seio.
E chega o momento de o dar à luz.
Momento que espera com ansiedade uma mãe.
Momento em que começa a rasgar-se o véu do porvir, e saberá então como é o seu filho.
Esta satisfação tem de a comprar à custa de muitos sacrifícios.
O perigo da vida, ainda que distante, sempre se apresenta ameaçador.
E mesmo que não exista, sofre dores e angústias mortais.
Tudo para que seu filho viva. Assim entram os homens no mundo: fazendo chorar e fazendo sofres as suas mães. Porém ainda não termina aqui a entrega que faz de si mesma uma mãe, para o bem de seu filho.
Se é uma verdadeira mãe, continuará alimentando-o, continuará a dar-lhe parte do seu ser.
Dar-lho-á à custa de incômodos, de servidões, de renúncias a diversões, de sacrifícios dos encantos físicos.
Depois preparar-lhe-á outros alimentos, arranjar-lhe-á roupas e tudo aquilo que necessite; e para isso ficará recolhida em casa.
Nisto trabalhará todas as horas do dia; e, se não chegarem ainda, rouba-las-á à noite.
Chega um momento de angústia indescritível para uma mãe. aquele filho que tanto lhe custou, esta doente e a morte quer arrebatar-lho. a entrega de uma mãe pelo bem do seu filho chega então ao heroísmo. A mãe quereria poder dizer à morte e fazer com ela um pacto: " Morte, leva-me a mim e deixa que viva o meu filho". E como a morte não aceita a troca, a mãe luta como uma heroína para defender o seu filho.
Esquece o seu alimento, esquece o seu descanso, esquece tudo o que lhe diga respeito.
O amor e a esperança sustentam-na milagrosamente. Muito dá uma mãe a um filho, fisicamente e muitíssimo moralmente.
O coração é o que o homem tem de mais belo, e a mãe é quem principalmente molda o coração de seu filho.

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