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26 de setembro de 2017

As Mais Belas Histórias do Cristianismo - Parte 3

3. SANTO ESTÊVÃO, PROTOMÁRTIR DO CRISTIANISMO


Das mais belas do cristianismo é a história de Estêvão, diácono escolhido pelos apóstolos, o primeiro a derramar o sangue por Cristo, inaugurando a série gloriosa e ininterrupta de uma legião de mártires que no decorrer dos séculos se imolariam pela fé e por Cristo.

Protomártir do cristianismo, em Estêvão admiramos a força e o valor do jovem que não recua diante de seus inimigos, e, favorecido pela graça de Deus, deixa que se derrame seu sangue novo e que seus
membros sejam lapidados pelos judeus em plena primavera da vida.

As queixas dos helenistas contra os hebreus, de que suas viúvas eram desprezadas nas distribuições quotidianas, foram o motivo que levou os apóstolos a proporem aos demais fiéis a escolha de diáconos que se encarregariam de distribuição material. Foram escolhidos em numero de sete: Estêvão, Filipe, Procor, Nicanor, Tímon, Parmenas e Nicolau, grego convertido.

A primeira missão destes homens era a administração material da comunidade; depois ocupar-se-iam também da pregação na ajuda aos apóstolos, que sobre eles impuseram as suas mãos, chamando sobre eles a graça do Espírito Santo.

Estes homens, mais novos, de ampla visão, de grandes iniciativas, menos apegados às tradições judaicas, vão dar um grande impulso e vigor à consolidação da doutrina no seio da Igreja nascente.

A história de Estêvão mostra-nos a atividade e ação vigorosa dos diáconos. "E a palavra do Senhor frutificava, e multiplicava-se muito o número dos discípulos em Jerusalém." (Atos VI, 7).

Decidido em seus argumentos, de poder atrativo em suas eloqüentes pregações, Estêvão, helenista, encarna um espírito novo, pronto a confundir os velhos crentes, cujas teorias e crenças combate acremente, com firmeza e inteligência, sem que eles lhe possam oferecer resistência.

Conduzem-no até o Sinédrio, acusando-o de blasfemar contra o lugar santo e a lei, contra Deus e Moisés. Aí, perante o príncipe dos sacerdotes, em discurso rigoroso e entusiasmado, acusa a nação que fora predestinada, mas se mostrara infiel, censurando os antepassados de Israel que mataram os que prediziam a vinda do justo, e aos fanáticos judeus de terem sido os traidores e homicidas daquele que trouxera a salvação.

Para os judeus aquilo fora mais do que uma provocação e vociferam contra ele, enraivecendo-se.

Estêvão, tranqüilo, fixa no céu os seus olhos, "onde vê a glória de Deus e Jesus que estava em pé à direita de Deus. E disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à mão direita de Deus" (Atos VII, 55).

As pedras cortam seu corpo jovem de verdadeiro atleta da fé.

Arrastam-no com violência para fora da cidade e o apedrejam. As pedras cortam o seu corpo jovem de verdadeiro atleta da fé. A um canto um estudante fariseu contempla toda a cena, guardando as roupas dos carrascos: era Saulo. Estêvão ainda encontra fôrças para orar: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, posto de joelhos, clamou em alta voz, dizendo: "Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu no Senhor" (Atos VII, 58-59).

Estêvão, para conquistar a coroa de seu nome (Stefanos = a coroa), combateu com as armas do amor: o amor que venceu os judeus que o assassinavam; o amor na prece pelos que o lapidavam, intercedendo pelos seus algozes. O ódio cruel de Saulo foi transformado pelo amor da oração de Estêvão, e aquele que fora seu perseguidor na terra, é hoje o seu companheiro no céu.

Esta a história de Santo Estêvão que deu ao cristianismo 0 primeiro testemunho de fidelidade. Com singeleza e inspiração os Atos dos Apóstolos nos descrevem o seu martírio, cujo sangue foi semente fértil de um cristianismo pujante, a cada instante selado como sangue vigoroso de milhares e milhares de mártires, num testemunho vibrante de fé e da verdadeira vida da Igreja, de quem foi Santo Estêvão o protomártir, o primeiro da série gloriosa que proclama a grandeza da vida futura no céu. Pela sua posse, cheios de fé nas palavras de vida eterna do Divino Mestre, na esperança de alcançarem a glória e se unirem para sempre ao seu Deus pela caridade, sacrificam a sua vida, tudo que lhes passa dar a terra, e se oferecem a Deus como verdadeiras vítimas imoladas no altar da renúncia e do amor cristão.

No sangue .do santo levita Estêvão, "a Igreja oferece as primícias do martírio a Cristo, o Rei dos Mártires."

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