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10 de setembro de 2017

Dom Columba Marmion - Jesus Cristo nos seus mistérios.

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JESUS CRISTO, COROA DE TODOS
OS SANTOS
(Festa de Todos os Santos)


DEUS pôs todas as coisas sob os pés do Seu Filho: constituiu-O chefe de toda a Igreja, que é o Seu corpo e a Sua plenitude.
Estas linhas de S. Paulo indicam-nos o mistério de Cristo, considerado no Seu Corpo Místico que é a Igreja .
Em todas as conferências precedentes, tivemos a satisfação de contemplar a própria pessoa de Jesus, os Seus estados humilhações, lutas, grandezas, triunfos; não podemos desprender os nossos olhares dessa adorável Humanidade, que é para nós o modelo de toda a virtude e a fonte única de toda a graça.
Mas todos os mistérios do Homem-Deus têm como fim o estabelecimento e a santificação da Igreja : Propter nos et propter nostram salutem. Jesus Cristo veio para constituir uma sociedade que pudesse «aparecer diante d'Ele gloriosa, sem mancha nem ruga, santa e imaculada».
Tão estreita e íntima é a união contraída com ela, que Ele é a cepa e ela os ramos. Ele a cabeça e ela o
corpo, Ele o Esposo e ela a Esposa. Assim unidos, formam o que Santo Agostinho tão justamente chama o «Cristo total».
Cristo e a Igreja são inseparáveis; não se concebe um sem o outro. Por isso, ao terminar estas conferências sobre a pessoa de Jesus e Seus mistérios, devemos falar-vos dessa sociedade que S. Paulo chama «O complemento de Cristo», sem a qual o mistério de Jesus não atinge a sua perfeição.
Como sabeis, neste mundo, esta união inefável opera-se na fé, pela graça e pela caridade; consuma-se nos esplendores dos céus e na visão beatífica. Eis porque, chegada ao fim do ciclo que se propõe percorrer, a Liturgia celebra por uma festa solene - Todos os Santos - a glória do reino de Jesus. Reúne num mesmo louvor toda a multidão da sociedade dos eleitos para exaltar o seu triunfo e glória, incitando-nos ao mesmo tempo a seguir-lhes o exemplo, para compartilharmos da sua felicidade.
É que esta sociedade é una, como Jesus Cristo é um. Ao tempo deve seguir-se a eternidade; neste mundo as almas aspiram à perfeição, mas o termo não se encontra senão nessa sociedade gloriosa;  além disto, o nosso grau de beatitude mede-se pelo grau de caridade que atingimos na hora em que deixamos este mundo.
Explicar-vos-ei, em primeiro lugar, as razões que temos para tender a esta beatitude celeste; veremos em seguida os meios de a conseguir

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