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26 de maio de 2015

Comungai Bem. Padre Luiz Chiavarino.

É PRECISO ESTAR EM JEJUM DESDE A MEIA-NOITE

D. — Padre, diga-me algo sobre o jejum prescrito antes de receber a comunhão.
M. — Quem vai comungar sabendo não estar em jejum comete um sacrilégio, exceto no caso de dispensa por motivos de doença ou por outras razões graves.
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D. — E quais seriam esses motivos?
M. — Preste atenção e procure entendê-lo bem: A Igreja permite aos moribundos e doentes em estado grave, que comunguem sem estar em jejum. Nesses casos a Comunhão lhes é administrada como Viático. Permite também a Comunhão duas vezes por semana, aos que a mais de um mês se acham doentes sem esperança de melhora. Esses, se não podem ficar em jejum, podem tomar algum líquido como café, leite, remédios, ovos batidos, caldo, etc.
D. — Padre, não haverá perigo de abusos?
M. — Certo que sim. Feita a lei, feita a trapaça, diz o provérbio. Enganam-se nisso os mesmos doentes, os padres e confessores. Mas, a trapaça é sempre trapaça e, portanto uma ação perversa.
Piedade que nos induza a desobedecer à Igreja nunca será agradável a Deus.
D. — E os que estão dispensados?
M. — Desses existem muito poucos, pois a Igreja é prudente e rigorosa e procede com pés de chumbo ao conceder tais dispensas. E os que gozarem desse privilégio deverão ater-se estritamente ao que lhes foi concedido sem alargá-lo nem interpretá-lo conforme o próprio capricho. E para norma segura em questão tão importante submetam-se ao juízo do confessor que certamente saberá interpretar tal dispensa conforme as diretrizes eclesiásticas, antes que condescender com os caprichos individuais.
D. — E se alguém se achar nas mesmas condições de outrem que obteve a dispensa do jejum, poderá conforme seu critério, ir comungar sem estar em jejum?
M. — Por mais critério que um tenha, não poderá ir comungar sem estar em jejum, antes de pedir a devida dispensa à legítima autoridade eclesiástica. E se for comungar sem ela, cometerá toda vez um sacrilégio.
D. — O confessor poderá dispensá-lo?
M. — De modo algum. O confessor nunca pode conceder tais dispensas. Quem não puder ficar em jejum e desejar comungar após ter ingerido qualquer alimento líquido ou remédio, precisa pedir a dispensa ao Bispo, que a concederá segundo os ditames da Santa Sé. O confessor agiria muito mal intrometendo-se em tal assunto mesmo com o pretexto de piedade, mas em vez, fará bem se ele mesmo se dirigir ao Bispo para obter tal dispensa.
D. — Ele não pode dar essa dispensa?
M. — Absolutamente. Sei que existem confessores que por ignorância ou presunção pretendem saber mais que a Igreja e concedem facilmente aos seus penitentes essas dispensas. Fazem, porém, muito mal. Deus certamente não aprovará tal procedimento.
D. — E como se explica que Jesus Cristo distribuiu a Comunhão aos Apóstolos, sem que eles estivessem em jejum ? E também nos primeiros tempos da Igreja eram as crianças que sem estarem em jejum consumiam as sagradas espécies.
M. — É certo o que você diz: Porém, mais tarde por surgirem inconvenientes e abusos, a Igreja sempre inspirada por Deus achou melhor estabelecer o jejum absoluto (natural) para todos que quisessem comungar; portanto, precisamos abaixar a cabeça às determinações dos Papas, isto é, da Igreja; quem ouve e obedece a Igreja, escuta e obedece a Deus. Quem não faz assim não está com Deus.
Um zeloso missionário contou-me que um seu companheiro missionário, movido pelas insistências de uma sua penitente, permitiu-lhe comungar algumas vezes sem que estivesse em jejum. Vindo a saber disso o Bispo suspendeu-o de confessar por três meses e ameaçou suspendê-lo até da Missa se tornasse a dar tais permissões. Daqui você pode deduzir como os Bispos não concedem levianamente tais dispensas.
D. — Padre, mais uma pergunta: Não poderá suceder que algumas pessoas principalmente mulheres, levadas por falsa piedade, ousem comungar duas ou mais vezes no mesmo dia?
M. — Não só poderá suceder, mas sim muitas vezes já sucedeu isso. Um santo Bispo costumava dizer que as mulheres, (não todas) são como os chifres dos bois: duros, torcidos e http://alexandriacatolica.blogspot.com.br
ocos. Duros, isto é, cerrados nas próprias ideias, quase sempre erradas; torcidos, no que se refere à instrução, no mais das vezes deficiente; ocas no sentido comum da palavra. Admitido isso não é de estranhar que algumas delas repitam a Comunhão duas ou três vezes por dia ocasionando assim grande desordem na própria alma.
D. — Logo, não é permitido comungar mais de uma vez no mesmo dia?
M. — Não, pois que depois da comunhão, verdadeira comida, não se está mais em jejum.
Há, porém, um caso excepcional: Se alguém de manhã, suponhamos, recebeu a comunhão e à tarde sobrevem-lhe um perigo de morte, então a Igreja permite que o doente receba pela segunda vez a comunhão em forma de Viático.
Impossível calcular o número de profanações que tem que aguentar na Eucaristia

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