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21 de maio de 2015

Comungai Bem. Padre Luiz Chiavarino.

AMOR IMENSO DE JESUS

D. — Padre, estou cada vez mais satisfeito com suas explicações. Faça o favor de explicar-me o seguinte:
Jesus Cristo é Deus e por isso, na sua onisciência, previra todos estes abusos e sacrilégios cometidos por seus filhos através dos séculos. Por que então mesmo assim, instituiu a Eucaristia?
M. — Ah! Meu amigo! Jesus Cristo é Deus e previu também a ingratidão dos homens, por Ele remidos, a traição de Judas, o ódio dos fariseus, a vileza de Pilatos, sua paixão e morte horrorosas.
Apesar disso submeteu-se a todas estas provas somente visando àqueles que aproveitariam os frutos de sua redenção.
Deus também previu que o pão causaria indigestão a muitos, e que muitos ficariam embriagados com vinho; não obstante, Ele criou o pão e criou o vinho. Assim também Ele previra todos os sacrilégios na Comunhão, contudo instituiu-a igualmente, com o único fim de proporcionar a todos um penhor eterno de seu imenso amor; para ser o alimento e a força de nossas almas débeis, o remédio para nossas enfermidades espirituais. Sobretudo Ele instituiu a Eucaristia para nos facilitar o caminho para o céu.
D. — Logo, Jesus Cristo instituindo a Eucaristia preferiu o próprio desprezo antes que privar-nos de tão grande benefício?
M. — Precisamente. Jesus Cristo é semelhante a uma carinhosa mãe. Você nunca pensou como é que se formou na terra o amor materno? As mães já sabem por experiência comum quanto irão padecer antes e depois do nascimento dos filhinhos; preveem e conhecem que eles serão ingratos, revoltosos, desobedientes; cientes de que terão amargas desilusões em troca de tantos sacrifícios, têm diante dos olhos o exemplo de tantas mães, suas companheiras, amigas e até parentes; contudo, resignadas e decididas exclamam: que iremos fazer? Faça-se a vontade de Deus.

Enquanto averiguam a realidade do que haviam previsto, e as humilhações, as ingratidões e os desprezos vêm bater-lhes à porta, elas não se arrependem, não maldizem sua própria sorte e os próprios filhinhos. Antes, pacientemente suportam e toleram as suas diabruras, sempre prontas a dar a própria vida por amor dos filhos. Sentem-se mais felizes e gozam muito mais com um beijo de um filho carinhoso, do que sofrem com as má-criações e ingratidões de todos os outros filhos.
D. — Isso é verdade. Dia a dia se pode verificar o que o senhor diz, em todas as mães.
M. — Então, se o amor materno, que é um amor humano, possui tais prerrogativas, que diremos do amor divino?
D. — Está bem, Padre. Porém, Jesus Cristo, quando instituiu a Eucaristia para alimento das almas, deveria tê-la deixado unicamente como prêmio para os bons cristãos.
M. — Pois Ele fez isso mesmo. Deixou a Eucaristia como alimento e prêmio para os bons; Jesus, porém, não excluiu os maus, nem os afasta, somente os condenou.
D. — Então, por quê é que os maus comungam sacrilegamente?
M. — Porque são perversos e dominados por inominável malícia. Se Jesus Cristo os tolera é porque sua misericórdia é infinita. Jesus veio ao mundo para salvar todos os homens embora pecadores, aos quais tem um amor especial não como pecadores, mas sim para que se convertam e possam salvar-se. Por esta razão suporta-os por muito tempo, dirigindo-lhes continuamente aquele misericordioso convite: Vinde a mim todos. Vinde a mim todos vós, fatigados e oprimidos sob o peso de vossos pecados e Eu vos aliviarei. Em suma, permite que vivam pecaminosamente, esperançoso de que um dia se convertam e voltem à casa paterna. Você conhece a parábola do joio no meio do trigo?
Na Última Ceia Jesus institui a Eucaristia
* * *
Um grande fazendeiro comprou boas sementes e mandou os servos semeá-las em seu campo. Os servos executaram a ordem. Mas, quando as sementes nasceram, notaram com grande surpresa que juntamente com o trigo havia nascido também o joio. Imediatamente foram avisar ao patrão, dizendo-lhe:
— Se o senhor quiser, iremos imediatamente arrancar aquela em daninha.

— Absolutamente não — respondeu o patrão — a fim de que não aconteça que juntamente com o joio arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita, e então separaremos o trigo para os celeiros e o joio atirá-lo-e-mos ao fogo.
Veja aqui, meu querido discípulo, o conselho sapientíssimo de Deus: Esperar, ter paciência, e no tempo da colheita, isto é, na hora da morte, o trigo, os bons e os justos irão para o céu; os maus, o joio, serão lançados no fogo eterno.
A mesmíssima coisa acontece na Comunhão: os que a recebem dignamente irão para o Céu, pois a comunhão é um penhor de vida eterna: pelo contrário os sacrílegos, por si mesmos, já estão condenados ao inferno.
D. — Que adianta então, comungar mal? Que proveito os maus tiram disso?
M. — O mesmo proveito que auferem os criminosos com seus delitos e traições contra a Pátria e a família. Eles cometem tão bárbaros crimes levados unicamente por ódio, má vontade ou ganância, e pelos mesmos motivos é que os sacrílegos comungam.
São os piores criminosos, pobres desgraçados pelos quais devemos rezar.
D. — Hei de rezar muito por eles, pois que aprendi que rezar pelos pecadores é um dever de caridade. Agora passemos a outra questão.

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