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4 de novembro de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

APÊNDICE

MORTE E GLORIFICAÇÃO

A MORTE NÃO É ASSUSTADORA

Ir. Teresa teve sempre o pressentimento de que sua vida seria curta. Já a ouvimos urgir o Pe. Blanch para que lhe dissesse onde se santificaria mais depressa, porque "Nosso Senhor me deu a entender que viverei pouco".
Nunca temeu a morte. Já em sua primeira comunhão pediu a Jesus que a levasse. E com 14 anos, acreditando que morreria na operação de apendicite, despediu-se candorosamente de Jesus e da Virgem, dizendo-lhes antes de aspirar o clorofórmio: "Logo vos contemplarei face a face. Adeus".
Em plena maturidade espiritual, já carmelita, assegurará que para ela "a morte não tem nada de assustador" porque vai levá-la aos "braços daquele que amou na terra sobre todas as coisas".
É a consequência natural de viver segundo as exigências do batismo.
Para quem, morrendo ao seu egoísmo, entra no Plano do Pai dobrando-se inteiramente ao seu querer, a morte - como para Cristo - é simplesmente "a hora de passar deste mundo ao Pai" (Jo 13, 1). Sentindo-se verdadeiro filho e persuadido que o caminho traçado pelo Pai é o que lhe convém, habituou-se a dizer sempre amém; a dar continuamente seu sim, em tudo, como Cristo, o Irmão mais velho. Está, pois, tão treinado que o último sim, o dará também com brio e serenidade, e cruzará a fronteira do tempo para a eternidade elegantemente, sem sobressaltos. Vem daí que os autênticos podem rir-se da morte e desafiá-la, dizendo com Paulo: "Onde está teu aguilhão? Onde está teu poder para triunfar?"
Como tua força está no pecado, está desarmada para mim que me glorio de ser, não rebelde a Deus, mas filho submisso que tem por bom tudo que o Pai dispõe. Vivo perdido em suas mãos amorosas e fortes, e nelas cairei quando me deres teu golpe.
Ir. Teresa, que apregoa esta doutrina, será consequente ao chegar a sua hora.

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