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6 de novembro de 2021

Teresa de Los Andes - Deus, Alegria Infinita - Diário e Cartas

NO CALVÁRIO

Em 1917, pela salvação das almas, ofereceu-se a sofrer qualquer gênero de morte. Inclusive com "o abandono do Calvário".
E Deus aceitou seu oferecimento. Já vimos como, às vezes, eclipsava-se em sua alma a presença de Deus e acreditava-se desamparada por ele. Sua purificação mística culminou na noite do sábado, experimentando um abandono semelhante ao de Cristo na Cruz. Fo­ram momentos de dúvidas, de angústia mortal. No meio de seu delírio, dizia estar recusada por Deus e condenada por não haver correspondido fielmente a tanta graça sua. Foi a última prova de crisol para que a semelhança com Cristo fosse perfeita.
Acompanhavam-na naquela hora de crise o Pe. Blanch, antigo confessor, e várias religiosas. Pouco a pouco a tempestade interior se foi acalmando e a tranquilidade voltou a renascer em sua alma.
Por fim, seu rosto se iluminou com seu habitual sorriso e, fixando o olhar em um ponto, como se visse alguém, exclamou docemente: "Meu Esposo!"
Prevenindo possíveis escândalos de pusilânimes por esta dura prova, será oportuno recordar o que por duas vezes advertiu Sta. Teresinha, pouco antes de morrer: "Nosso Senhor morreu na cruz entre angústias, e sem dúvida foi a sua a mais bela morte de amor".
Uma vez recuperada de todo, cheia de paz, nossa enferma repetiu humildemente jaculatórias expressando sua plena confiança em Jesus e na Santíssima Virgem.

MORTE INVEJÁVEL

No domingo teve momentos de lucidez. Num deles entoou um canto litúrgico. A tarde, depois de ser assistida pelo capelão, pareceu adormecer. Na realidade sumiu-se num letargo do qual não mais voltou.
2ª-feira, 12 de abril, às 19h45min ficou docemente adormecida nos braços do Senhor. Para ela, morrer é "submergir eternamente no Amor". E a única religiosa sobrevivente de quantas a viram expirar, disse: "Dava a impressão de ir submergindo numa imensa felicidade. Seu rosto, perdendo a palidez própria da morte, se ia ruborizando e iluminando, como que irradiando a felicidade da qual gozava".
No dia 14 de abril, celebraram-se seus funerais e enterro, presididos por grande número de sacerdotes; como correspondia a quem tinha vivido imolando-se ocultamente por sua santificação.
Ir. Teresa morreu com 19 anos e nove meses, onze de carmelita.

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