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27 de janeiro de 2019

Tesouro de Exemplos - Parte 588

TRAÇO EDIFICANTE DA VIDA DE S. JACINTO

S. Jacinto, descendente de uma família nobre pelo sangue e pela religião, foi apóstolo dos poloneses. Pertencia à Ordem de S. Domingos e, junto com seu irmão Ceslau, fundou vários conventos e evangelizou a Polônia, a Prússia, a Rússia e a Tartária. Faleceu em Cracóvia aos 15 de agosto de 1257.
Encontrava-se ele na cidade de Kiew, na Rússia, onde construirá um convento e uma igreja magnífica dedicada à Rainha do céu.
Um dia, após a celebração da santa Missa, ouve dizer que os Tártaros, inimigos do nome cristão, tinham avançado até os muros da cidade e dentro em pouco a tomariam de assalto. Essa notícia causou-lhe grande terror porque sabia das horríveis profanações a que costumavam. entregar-se aqueles infiéis bárbaros e brutais. Que faz o Santo? Aproxima-se respeitosamente do Sacrário, dele retira a divina Eucaristia, coloca-a sobre o seu coração e esconde-a debaixo da túnica. Em seguida, ordena aos religiosos que o sigam, para escaparem aos bárbaros. Mas, chegando à porta da igreja, ouve uma voz forte que o chama: “Jacinto! Jacinto!” Tentou saber de onde vinha aquela voz e não o descobrindo, continuou a caminhar. A voz brada de novo: “jacinto! Jacinto!” O Santo para, ouve e fica convencido de que a voz vem duma grande e artística imagem da Santíssima Virgem. E a voz continua: “Jacinto, meu filho, então é assim que, subtraindo o Filho dos ultrajes dos Tártaros, abandonas a Mãe ao furor deles?” O Santo, em sua simplicidade angélica, responde que a sua força não dá sequer para mover do lugar a pesada estátua. Maria insiste: “Se tivesses um pouco de amor, meu filho, como te pareceria leve esse peso que te amedronta! Tem confiança em Jesus que sustenta o mundo em suas mãos: Ele torna tudo fácil”. O bom servo de Maria exclama: “Bem! se não é preciso mais que fé e amor, eis-me aqui, SS. Virgem, minha Mãe!" E, correndo para a estátua, inclina-se diante dela, toma-a nos braços e leva-a para fora da igreja e da cidade, seguido de todos os seus religiosos, sem encontrar os inimigos. Tomaram a direção de Cracóvia e, durante a viagem, novo milagre! Chegado à margem do rio Boristeno, que é muito largo e que não havia remédio senão atravessar., jacinto não encontra uma barca sequer. Cheio de confiança na onipotência do Mestre adorável, que leva consigo, e na intercessão de sua augusta Rainha, segura com uma das mãos a estátua e com a outra a Eucaristia, e abençoa o rio; depois, sem hesitar um instante, entra na água. Ó prodígio! a água não cede sob seus passos, e ele anda sobre as ondas como outrora S. Pedro na Galiléia; nem a sola de seu calçado ficou molhada! Os religiosos, testemunhas daquela proteção admirável do céu, lançam-se também às águas e atravessam o rio com a mesma facilidade. E contam as atas da canonização que, por muitos anos, ainda se podiam ver os sinais dos pés do Santo sobre as águas do rio, fato presenciado por milhares de pessoas.
Enfim, chegando a Cracóvia, Jacinto depositou sobre o altar-mor da igreja dos Dominicanos o santo cibório com o divino Sacramento, e sobre um altar lateral a imagem da Santíssima Virgem, que retomou imediatamente seu peso natural.
Não é mister acrescentar que essa igreja de Cracóvia se tornou, daí em diante, um santuário muito frequentado pelos devotos de Nossa Senhora, que ali obtém até hoje inúmeras graças.
Festa de S. Jacinto: 16 de agosto.

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