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8 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


O FIM DO CASAMENTO TAMBÉM EXIGE SUA INDISSOLUBILIDADE


Parte 5/7


O casamento deve ainda ser indissolúvel, pois só assim ele pode realizar seu magnifico destino, e atingir seu fim.
Qual o fim do matrimônio?
A) Seu fim primeiro é assegurar, dignamente, a conservação da espécie humana.
a - Os filhos podem vir à vida, mesmo fora do matrimônio, mas não se pode educá-los senão no quadro pacífico da vida familiar: Entre seres vivos cujos filhos são capazes, desde o seu nascimento, de viver por si mesmos e que encontram por si o que lhes é necessário à subsistência, é evidente que não há necessidade de uma vida familiar duradoura. Consideremos, porém, o recém-nascido. Há na terra ser mais débil, mais fraco que ele? O pintinho busca seu alimento, no mesmo dia que deixa o ovo. A criança, ao contrário, até a idade de 14 a 16 anos, e algumas vezes 20 e 24, tem necessidade de seus pais.
Enquanto seus pais educam o primeiro filho, chega um segundo e depois mais um outro, e a difícil e santa tarefa começa novamente. Isto não é uma indicação muito expressiva da natureza, mostrando que o casamento não pode ser concluído por tempo limitado, mas deve durar até a morte.
b - O inverso também vale. Pois se os filhos têm o direito de que a fragilidade de sua juventude encontre um apoio na vida familiar firmemente organizada, por sua vez os pais envelhecidos têm o direito de esperar o auxílio de seus filhos já  crescidos.
A indissolubilidade do matrimônio não é, pois, uma invenção humana, uma ideia arbitrária, e nem um constrangimento exterior que se possa mudar no correr das idades, mas é a expressão de uma necessidade intima do homem, que não se modificará enquanto a natureza e a constituição do homem não se transformarem. Portanto, nunca.
Sabeis como se protege, com forte muro, a fonte que jorra misteriosamente na calma da floresta, como se recolhe em um reservatório, para que a lama não manche suas águas vivificantes e límpidas. Pois bem, a humanidade encerrou as fontes santas da vida no quadro austero do casamento, para que a fonte da vida humana, não fosse manchada pelas impurezas.
B) Outro fim do casamento é o auxílio recíproco e a união perfeita dos esposos. Isto, porém, não se realiza senão dentro do casamento indissolúvel.
a - O mundo das idéias no homem é bem outro que o das mulheres: desejos, caprichos, tendências, tudo é diferente, e os dois sexos precisam completar mutuamente suas próprias faculdades. Este complemento recíproco não se realiza, contudo, senão dentro de uma união inseparável. E, sem ela, permaneceriam certas falhas tanto no homem como na mulher.
O homem, por exemplo, em parte alguma, como no lar, pode satisfazer sua capacidade natural e sua tendência para o domínio. Assim também, em nenhuma outra parte, ele encontra para seus negócios mais íntimos, suas decepções, suas fadigas, tanta compreensão como junto de sua esposa amável, que lhe dulcifica a vida com seus sorrisos. Em compensação, sem a família, não se desenvolvem na alma da mulher tantas qualidades, sobretudo o amor generoso até o sacrifício.
b - examinemos, em seguida, a fusão perfeita das almas, sem a qual não se pode imaginar a união completa dos esposos, mas que não se realiza sem a indissolubilidade.

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