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28 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência X

Parte 5/9


D - Não há mais tanta necessidade de insistir sobre a última constatação, de que o divórcio é também uma maldição para a própria humanidade e que o divórcio é o meio mais seguro para arruinar uma nação.
a - sei que alguns, vendo isto, hão de fazer esta reflexão: "Naturalmente! os padres são obrigados a falar assim. Respondei-me, porém, agora, não mais como padre, mas como homem que sabe compreender e compadecer-se: Se não fosseis padre, afirmaríeis tão categoricamente que o casamento não pode ser dissolvido? Rogo-vos não faleis agora como padre, mas como homem conhecedor dos corações, e das lágrimas dos que sofrem..." Bem. Vou responder. Quero responder com toda a sinceridade. Quanto mais avanço em idade, tanto mais tenho podido conhecer os corações e as almas que sofrem. Vejo mesmo o quanto, sob o ponto de vista humano, a Igreja tem razão para não dissolver o casamento.
Pois torna-se cada vez mais evidente para mim que a grande luta levantada em favor do divórcio não é senão uma parte do grande assalto que o ateísmo e o paganismo moderno abrem contra a orientação sobrenatural da humanidade, contra a religião. O fim que tem em mente os divorcistas não é, em absoluto, curar os sofrimentos dos esposos infelizes, mas sim subtrair a humanidade às leis divinas. A guerra travada contra o casamento não é senão um aspecto da grande guerra de idéias. Aquele que se orgulha de sua fé em Deus e em Cristo não pode, pois, colocar-se no campo dos inimigos.
b - De outro lado, mesmo no ponto de vista puramente humano, não posso aprovar o divórcio, porque já a sua simples possibilidade exerce uma ação desmoralizadora sobre a humanidade, paralisa seu ardor combativo, e faz retroceder muito a educação moral.
Sob qualquer aspecto que se olhe a coisa, reconhecemos que o divórcio nunca foi um acontecimento nobre e edificante, mas sempre uma tragédia, uma falência, uma ruína. Uma tragédia moral que exerce uma influência deprimente, paralisadora, corrupta sobre a vida sã e harmoniosa da família, tal como os combatentes que perdem a coragem e o ardor, quando os traidores fogem covardemente em plena batalha.
Sabendo, porém, os homens que o casamento é indissolúvel serão mais indulgentes, domarão seus caprichos, vencerão suas tendências, isto é, educar-se-ão a si mesmos. Se a possibilidade do divórcio flutua constantemente aos seus olhos, então, em cada pequeno aborrecimento buscam vergonhosamente um refúgio, e recuam com medo ante o desdobramento de forças sem as quais não podem representar nenhum progresso moral.

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