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6 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


A PRÓPRIA ESSÊNCIA DO MATRIMÔNIO EXIGE SUA INDISSOLUBILIDADE



Parte 4/7


Esta severidade da Igreja é uma consequência lógica, que decorre da própria essência do casamento.
Como recordaremos mais tarde, as razões morais, pedagógicas e sociais falam em favor da indissolubilidade do casamento. Outra é a importância do argumento que provêm da essência do matrimônio, e pelo qual é simplesmente impossível dissolvê-lo, porque a indissolubilidade pertence-lhe essencialmente.
O que não se compõe de partes não pode ser dividido em partes, é claro. Ora, os esposos cristãos, após seu casamento, não formam mais partes independentes porque o casamento cristão é a imagem   da união mística de Cristo e da Igreja. Mas esta união santa entre Cristo  e sua Igreja é perpétua e indissolúvel, e subsistirá, enquanto houver homens sobre a terra. Sendo assim, pois, esta união santa entre o homem e a mulher, reprodução da de Cristo e da Igreja, deve durar tanto quanto for possível a união matrimonial entre duas pessoas, portanto até a morte de uma das partes.
É uma verdade tão clara e uma realidade tão irrevogável que a Igreja nada aí pode mudar. É, pois, infundada e destinada à destruição, porque nasce de uma ignorância quanto à essência do matrimônio, a esperança de alguns de que, um dia, a Igreja, com o tempo, mudará seu ponto de vista tão rigoroso e amenizará esta questão do laço matrimonial. Ela não o fará, por que não o pode. A própria essência do casamento protesta contra a sua dissolução. Em matemática dizem que "um e um fazem dois". Pelo casamento, porém, Deus estabeleceu que "um e um fazem um", isto é, que pelo matrimônio um homem e uma mulher se unem em um novo misterioso organismo, tornando-se cada um membro do corpo do outro. É o que declara o próprio São Paulo, quando escreve a respeito do amor de esposo: "Os maridos devem amar suas mulheres como seus próprios corpos" (Ef 5, 28).
No matrimônio cristão, o homem e a mulher, unem-se, pois, em um novo organismo místico, como há uma união mística entre Cristo e sua Igreja. Aquilo que por essência é um, não pode ser separado em dois. Cristo não pode estar separado da Igreja, e o homem não pode também separar-se de sua esposa.

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