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12 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


Parte 7/7


A família é a célula da sociedade. Não só no sentido jurídico e econômico, mas também em rezão de sua grande força educativa, pois é aí que nascem as virtudes que formam a vida social, o sentido de responsabilidade, a compreensão, e o domínio de si. Pode-se representar uma vida humana sem estas forças morais? Ao contrário, para que elas possam nascer na vida familiar, é preciso que o casamento seja de longa duração, constante, sem perturbação, indissolúvel, portanto. É preciso tempo para as boas coisas, particularmente para o desenvolvimento destas virtudes.
Não exageremos, pois, sustentando que o casamento indissolúvel é o traço de união da vida em sociedade. Suprimi a indissolubilidade, e o edifício da sociedade humana cairá em ruínas.
Os bancos não dão senão juros mínimos para os depósitos que se retiram a qualquer instante. Ao contrário, se se tem confiança nos bancos depositando o capital a longo prazo, recebem-se juros mais elevados. Não se tem o direito de denunciar a qualquer momento o depósito da fidelidade conjugal. É preciso levá-lo até o túmulo para se ter maior interesse. Interesse para os esposos, e também para a sociedade.
Ah! se a humanidade atual compreendesse novamente tudo isto! Se ela visse ao menos pelas amargas experiências atuais em que perigo se colocou, desprezando o mandamento divino e atacando a indissolubilidade do matrimônio! Nada melhor podemos desejar à humanidade do que ver brilhar no frontispício de cada lar, em caracteres indeléveis, o mandamento de Cristo: "Que homem não separe o que Deus uniu". Amém.

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