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1 de agosto de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 539 e 540

UM HOMEM DE CARÁTER

1. O tenente de cavalaria N. N. provera-se de malha de ferro, em uso naquela época entre os militares, que a traziam debaixo da farda como defesa. Um dia o Comandante teve a curiosidade de ver a malha do tenente para conhecer-lhe a qualidade e a estrutura. O tenente de bom grado prontificou-se a atender aquela inocente curiosidade de seu superior; desabotoou a farda à altura do peito e, nesse instante, apareceu aos olhos do Comandante um Crucifixo bastante grande que o tenente costumava trazer ao pescoço.
— Como? — exclamou o superior — o sr., um soldado, um tenente, não se envergonha de trazer isso consigo?
— Comandante — respondeu o outro — envergonhar-me disso? Saiba que não poderia respeitar nem obedecer ao meu soberano, se antes não respeitasse nem obedecesse ao meu Deus crucificado!
O Comandante admirou a franqueza do tenente, apertou-lhe a mão e disse:
— Bravo, tenente!
Este ficou um pouco desconcertado pelo temor de que aquele protesto lhe causasse algum retardamento na promoção com que contava. O primeiro boletim militar, porém, entre outras promoções, trouxe também a do bravo tenente.

2. O mesmo militar N. N., enviado a uma cidade por motivo de negócios, dirigiu-se a um hotel e pediu um quarto. Ao entrar no aposento notou que não havia ali nenhum símbolo religioso ou sinal de fé. Abriu então a sua valisa, tirou um Crucifixo, que sempre o acompanhava, e pendurou-o à cabeceira da cama. O camareiro não pode deixar de protestar, dizendo ao hóspede que, naquele hotel, por ordem do patrão, não era lícito expor nenhum sinal de religião.
Como? — perguntou o militar — sou católico e não terei o direito de pendurar sobre o meu leito a bandeira da minha fé? Mas que prepotência é essa?
O camareiro, porém, insistia com ele para que tirasse dali o Crucifixo. O militar, que não transigia, abriu a valise e colocou dentro o Crucifixo, desceu as escadas e, chamando um carro, mandou tocar para- outro hotel.

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