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29 de agosto de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

A Inteligência da Santíssima Virgem


Parte 6/7

A ciência que possuem os homens está misturada com erros e ignorâncias.
Foi o transtorno que causou nas inteligências o pecado de Adão. A Virgem Santíssima, livre desse pecado, foi também preservada dessas consequências.
A ignorância é a falta de conhecimentos: é não saber o que estamos obrigados a saber, segundo o nosso estado.
É verdade que a Santíssima Virgem não soube muitas coisas que não necessitava saber para o seu estado. Não necessitava do conhecimento das ciências físicas e naturais nem para ser Mãe de Deus nem para ser cooperadora na obra da redenção.
Não ter esse conhecimento não se considera como ignorância.
Tinha o conhecimento das ciências divinas: de Deus, da teologia, da Escritura que exigia a sua dignidade de Mãe de Deus. Sabia perfeitamente tudo o que necessitava uma esposa e uma mãe para governar a casa. Nestes conhecimentos, nada houve que a Virgem Santíssima ignorasse. Soube tudo que necessitava e quando o necessitava.
E essa ciência da Virgem Santíssima estava livre de todo o erro.
O erro provém de alguma desordem na parte inferior do homem; desordem nos sentidos, que não percebem como são as coisas; desordem na fantasia, que desfigura a realidade; desordem na paixão, que pinta as coisas da cor que lhe agrada; e na Virgem Santíssima não houve nenhuma destas desordens.
Ela percebia as coisas com exatidão. Os seus sentido perfeitíssimos não a enganavam. A sua imaginação era um espelho plano que reproduzia com toda a perfeição a realidade. Não era como os espelhos côncavos que as aumentam, nem como os espelhos convexos que as diminuem tornando-as mais pequenas.
As suas paixões estavam ordenadas e não influíam nos ditames da inteligência.
Por isso, as coisas que conhecia as julgava como eram na realidade.
Quando ignorava alguma coisa, suspendia o juízo até informar-se completamente da verdade.
Conforme os dados ou os indícios que existiam, assim era o juízo que formava. Não fazia juízos temerários. Com razão a Igreja chama à inteligência da Virgem Santíssima assento da sabedoria.
Sabedoria sem erros nem ignorâncias.
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