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21 de agosto de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

A Inteligência da Santíssima Virgem


Parte 2/7

A inteligência do homem vem a este mundo cega, diremos melhor, adormecida e ignorante. Nada sabe. É um papel onde nada está escrito. É como uma chapa fotográfica que não foi impressionada.
Essa inteligência vai despertando pouco a pouco, vai conhecendo lentamente as pessoas e os objetos que a rodeiam. Todos eles vão imprimindo nela as suas imagens. Quanto demora em despertar por completo essa inteligência: cinco, seis, sete anos! Então diz-se que a criança tem o uso da razão, que sabe distinguir o bem  do mal, que é responsável dos seus atos, que é digna de premio ou de castigo.
A inteligência da Santíssima Virgem não foi assim. Podemos dizer que Deus a criou desperta, pois a maioria dos teólogos sustentam que a Santíssima Virgem teve uso da razão no primeiro instante da sua existência, no momento da sua Imaculada Conceição.
 Convinha que assim fosse. Pedia-o a dignidade de Mãe de Deus.
São João Batista teve o uso da razão no seio de sua Mãe; por isso saltou de alegria quando teve em frente o Filho de Deus.
São João Batista foi somente o precursor do Messias, o que preparou o caminho; dignidade incomparavelmente menor que a de Maria. Portanto, o privilégio da Santíssima Virgem teve que ser maior.
Esse dom, esse conhecimento durou à Santíssima Virgem por toda a vida; nem sequer se interrompeu durante o sono, como sucede aos homens em geral.
Deus fez assim para que em todos os momentos da sua vida pudesse merecer.
Com toda a verdade podia a Santíssima Virgem dizer: eu durmo, porém a minha inteligência e o meu coração estão velando.

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