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19 de abril de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 95

CRISTO RESSUSCITOU

Em 1918, fui testemunha de um fato estupendo que me impressionou. Por ocasião da Páscoa, os bolchevistas de Petrogrado organizaram a sua propaganda ateísta. Spitzberg, o mais hábil e enérgico dos oradores comunistas, expunha com muita ênfase as provas da impossibilidade da Ressurreição de Jesus Cristo.
Para se compreender melhor o que se deu então, é preciso saber que, durante a semana da Páscoa, os russos tem o costume de saudar-se, dizendo: “Cristo ressuscitou!”, ao que o outro responde: “Ressuscitou verdadeiramente!”
É um uso antigo, geral, comovente.
Spitzberg, o orador comunista, falava com vivacidade, fazia-se de espirituoso e alcançava sucesso. Interrompiam-lhe o discurso risadas e aplausos. Suas últimas palavras foram acolhidas com uma salva de palmas.
Então, no fundo da sala, ergueu-se um venerando sacerdote, com uma cruz de ouro sobre o peito. Dirigindo-se ao presidente da assembléia, disse:
— Peço licença para responder ao orador.
— Sim, responde o outro mal-humorado; mas sede breve, cidadão, pois dou-vos apenas cinco minutos.
— Obrigado! gastarei menos de cinco minutos.
Subiu à tribuna, fez o sinal da cruz, beijou com devoção sua cruz de ouro, fez uma profunda inclinação ao auditório e pronunciou com voz clara e firme a saudação: “Cristo ressuscitou!”
“Ressuscitou verdadeiramente!”, respondeu em coro a assembléia, isto é, aqueles mesmos que acabavam de ouvir e aplaudir o orador do ateísmo.
O prelado abençoou a multidão, fez inclinação profunda, desceu da tribuna e saiu. Ninguém ousou molestá-lo.
O efeito, porém, do discurso de Spitzberg estava irremediavelmente abalado.
Sejamos também nós cristãos corajosos, pois é assim que se deve responder à impiedade.

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