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14 de abril de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XI


Parte 3/8

B - "Contudo a Igreja deveria mostrar-se indulgente. Não vivemos mais na Idade Média, mas no século do rádio, do avião, e da eletricidade. A Igreja não sabe desta multidão de dramas que se originam do fato de não permitir ela o divórcio?"
a - Sim, conhece-os. E como ela se compadece disto! Como ela se compadece destes homens que compreenderam séria e conscienciosamente a grande questão do casamento, e não são responsáveis se desposaram uma boneca frívola, leviana e dissipadora. Como ela se compadece destas mulheres que se apresentaram com todo idealismo de uma alma pura diante do altar de seu casamento, e encontraram, em lugar de cavalheiro ideal sonhado em seu quarto de jovem, um marido grosseiro, brutal e insuportável. Como poderia a Igreja não se compadecer dos sofrimentos destes inocentes! Como não veria ela todas estas rixas, discórdias e amarguras que nascem, quando são obrigados à vida comum, dois seres que gostariam mais de se dizerem imediatamente um eterno adeus!
Ninguém diga, pois, que a Igreja ignora o heroísmo sobre humano exigido pela indissolubilidade do casamento; sabe que há casamentos infelizes, onde guardar a fidelidade até a morte equivale a um verdadeiro martírio.
b - Mas por que, então, não se abranda esta severidade aparentemente exagerada? 
É porque ela nada pode modificar no mandamento formal de Cristo. E é também porque vós não vedes senão um lado da questão, enquanto que ela vê igualmente o outro. Vedes só os numerosos sofrimentos que a indissolubilidade pode causar. Mas a Igreja vê também os valores indispensáveis que dependem desta mesma indissolubilidade. Ela vê que atualmente milhares e milhares de pessoas sofrem por causa da indissolubilidade, e seria não milhares de homens mas a humanidade inteira que se arruinaria, se fosse possível o divórcio.
Até quando manterá, pois, a indissolubilidade do casamento? Enquanto houver homens sobre a terra. Homens que devam executar a vontade de Deus: " O homem não separe o que Deus uniu" (Mt 11, 6).
E se por causa disto perde ela sempre mais fiéis? Mesmo assim. E se com isto ela perde novos países, como perdera outrora a Inglaterra? Ainda mesmo assim. Porque ela pode tudo sacrificar, menos uma coisa: O mandamento de Cristo.

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