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20 de novembro de 2018

Tesouro de Exemplos - Parte 548

A DEMASIADA INDULGÊNCIA

D. João VI, rei de Portugal, era demasiado indulgente.
Certo dia apresentaram-lhe, para a assinatura, a sentença de morte de um homem, que, depois de ter sido indultado, cometera outro horrível crime.
— Não o indulteis — disse-lhe o conde de Arcos; — co meteu um crime muito infame.
— Um? — replicou o rei — não foram dois?
— Não, majestade; cometeu um só; porque o segundo cometeu-o vossa majestade...
— Como assim? Eu?...
— Sim; porque vossa majestade não devia ter perdoado o primeiro, que era um crime bárbaro.

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