7 de janeiro de 2009

ORAÇÕES PARA A SANTA MISSA


MÉTODO PARA ASSISTIR À SANTA MISSA PELA MEDITAÇÃO DAS SETE PALAVRAS DE JESUS CRISTO NA CRUZ
São Pedro Julião Eymard

No Intróito. Jesus ora pelos seus carrascos. "Pater, ignosce illis; non enim sciunt quid faciunt." "Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem." Ah! vossa culpa excede a deles, porquanto vosso conhecimento de Jesus era maior, e assim mesmo o crucificastes, pelos vossos pecados. Pedi perdão a Jesus Cristo!

Nas Orações. O bom ladrão diz a Jesus: "Memento mei cum veneris in regnum tuum ". "Lembrai-vos de mim, quando estiverdes no vosso Reino." E Jesus lhe respondeu: "Hodie mecum eris in paradiso". "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso." O ladrão, grato, une seu sofrimento ao do Salvador. Pedi a mesma graça para hoje e o dia da vossa morte.

No Ofertório. Jesus dá São João a Maria por filho. "Mulier, eccefilius tuus." "Mulher, eis teu filho." Sucederá a Jesus na sua qualidade de filho, enquanto na sua pessoa, todos os homens receberão a Maria por mãe. Agradecei a Nosso Senhor vo-la ter dado, e pedi a esta boa Mãe que vos ame e vos dirija em tudo o que for do serviço de Jesus.

No Prefácio. "Fili, ecce Mater tua." "Filho, eis tua Mãe." É como filho que Maria vos recebe. Agradecei ao divino Salvador o belo título de filho de Maria, que vos dá direito tanto sobre seu Coração materno como sobre todos os seus bens.

Na Elevação. "Sitio!" "Tenho sede!" Adorai a Jesus, novamente sacrificado no Altar, pedindo licença ao Pai para sofrer ainda por amor aos homens exclamando: "Tenho sede! Sede de corações! Sede de vossa glória!" Saciai essa sede ardente de Jesus, sede pelo sofrimento, pela salvação do mundo, pela reparação devida à Majestade de Deus tão ofendido, e sofrei e reparai com Ele.

No Pater. "Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquisti me?" "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?" Adorai os santos e inefáveis abandonos por que passou o Salvador em expiação do abandono em que o deixastes a Ele e à sua santa Lei e protestai que nunca mais o abandonareis.

Na Comunhão Jesus expira exclamando: "Pater, in manus tuas commendo spiritum meum. Consummatum est!" "Pai, entrego minha Alma em vossas Mãos. Tudo está consumado!" Adorai a Jesus na Santa Comunhão entregando a todos os homens tudo o que é — seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade. Uni-vos ao seu Ministro e adorai a Jesus descido da Cruz e colocado nos braços de sua Santíssima Mãe. Recebei-o também e apertai-o junto ao coração, onde o guardareis para sempre.

DO MODO DE ESTUDAR - S. TOMÁS DE AQUINO

Sobre o modo de estudar (Santo Tomás de Aquino)

Já que me pediste, frei João - irmão, para mim, caríssimo em Cristo -, que te indicasse o modo como se deve proceder para ir adquirindo o tesouro do conhecimento, devo dar-te a seguinte indicação: deves optar pelos riachos e não por entrar imediatamente no mar, pois o difícil deve ser atingido a partir do fácil. E, assim, eis o que te aconselho sobre como deve ser tua vida:


1. Exorto-te a ser tardo para falar e lento para ir ao locutório..
2. Abraça a pureza de consciência.
3. Não deixes de aplicar-te à oração.
4. Ama freqüentar tua cela, se queres ser conduzido à adega do vinho da sabedoria.
5. Mostra-te amável com todos, ou, pelo menos, esforça-te nesse sentido; mas, com ninguém permitas excesso de familiaridades, pois a excessiva familiaridade produz o desprezo e suscita ocasiões de atraso no estudo.
6. Não te metas em questões e ditos mundanos.
7. Evita, sobretudo, a dispersão intelectual.
8. Não descuides do seguimento do exemplo dos homens santos e honrados.
9. Não atentes a quem disse, mas ao que é dito com razão, e isto, confia-o à memória.
10. Faz por entender o que lês e por certificar-te do que for duvidoso.
11. Esforça-te por abastecer o depósito de tua mente, como quem anseia por encher o máximo possível um cântaro.
12. Não busques o que está acima de teu alcance.
13. Segue as pegadas daquele santo Domingos que, enquanto teve vida, produziu folhas, flores e frutos na vinha do Senhor dos exércitos.


Se seguires estes conselhos, poderás atingir o que queres.
Saudações.

***

Disponibilizado por sua Reverendíssima o Pe. Elílio de Faria Matos Júnior, em seu excelente blog.

6 de janeiro de 2009

O RITO DA EUCARISTIA

BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE O RITO DA MISSA
SANTO TOMÁS DE AQUINO
(Suma Teológica, III, q.83 a.4)

4. As palavras proferidas na celebração deste sacramento [a Eucaristia] são adequadas? Sim

"Já que neste sacramento [a Eucaristia] está compreendido todo o mistério de nossa salvação, ele é celebrado com maior solenidade que todos os outros.

Diz o livro do Eclesiástico: "Vigia teus passos, quando vais à Casa de Deus" (Eclo IV, 17); e "Antes de fazer a oração, prepara-te" (Eclo XVIII, 23); por isso, a celebração deste mistério é precedida, primeiro, por certa preparação para realizar dignamente o que vai seguir. A primeira parte desta preparação é um louvor a Deus, que se faz no "intróito" conforme o dito do salmista: "Quem oferece o louvor como sacrifício me glorifica, e toma o caminho no qual lhe mostrarei a salvação de Deus" (Sl XLIX, 23). Este "intróito" é freqüentemente tirado dos Salmos, ou, pelo menos, é cantado com um salmo, porque como Dionísio ensina, os salmos abarcam, sob forma de louvor, tudo quanto está contido na Sagrada Escritura. A segunda parte da preparação comporta uma lembrança da miséria presente e pede-se a misericórdia de Deus, rezando o "Kyrie eleison" ("Senhor, tende piedade"), três vezes a Deus Pai, três vezes à Pessoa do Filho, dizendo "Christe eleiron" ("Cristo, tende piedade"), e três vezes à Pessoa do Espírito Santo, repetindo "Kyrie eleison". Esta tríplice invocação se diz contra a tríplice miséria da ignorância, da culpa e da pena ou para significar que todas as Pessoas divinas existem em mútua relação. A terceira parte da preparação comemora a glória celeste para onde tendemos depois da miséria presente, dizendo "Gloria in excelsis Deo" ("Glória a Deus nas alturas"). O glória é cantado nos dias de festa, nos quais se recorda a glória celeste. Ele é omitido nos ofícios de luto, que rememoram a nossa miséria. Enfim, a quarta parte da preparação contém a "orationem" ("oração"), que o sacerdote recita pelos fiéis, para que possam dignamente celebrar estes mistérios.

Em segundo lugar, antecede à celebração uma instrução dos fiéis, pois este sacramento é um "mistério de fé". Esta parte do ensinamento se faz de uma maneira preparatória pela doutrina dos Profetas e dos Apóstolos, que é lida na igreja pelos leitores e subdiáconos. Depois de tal "lectionem" ("leitura"), o coro canta o "graduale" ("gradual"), que simboliza o progresso da vida, e o "alleluia" ("aleluia"), que simboliza a alegria espiritual. Nos ofícios de luto, canta-se o "tractus" ("trato"), que simboliza o gemido espiritual. Tudo isso deve atingir o povo, graças ao ensinamento, de que se falava. Os fiéis instruídos de maneira perfeita pelos ensinamentos de Cristo contidos no Evangelho, que é lido pelos ministros de ordens maiores, isto é, pelos diáconos. E porque cremos em Cristo, como a verdade divina, segundo o que está em João: "Se eu digo a verdade, por que não me acreditais?" (Jo VIII, 46), depois da leitura do Evangelho, canta-se o "symbolum fidei" ("símbolo da fé"), pelo qual os fiéis mostram sua adesão pela fé à doutrina de Cristo. O credo é cantado nas festas daqueles que são mencionados nele, como nas festas de Cristo, da Bem-aventurada Virgem, dos Apóstolos, que deram fundamento a esta fé e em festas semelhantes.

Assim, portanto, o povo, preparado e instruído, aproxima-se da celebração do mistério. Este é oferecido enquanto sacrifício, consagrado e consumido enquanto sacramento. Com efeito, em primeiro lugar, realiza-se a oblação; em segundo, a consagração da matéria oferecida; em terceiro, a sua recepção. Dois atos acompanham a oblação, a saber o louvor do povo no canto do "offertorii" ("ofertório"), pelo qual se simboliza a alegria dos oferentes; e a "oratio" ("oração") do sacerdote, que pede que a oferenda dos fiéis seja aceita por Deus. Daí, Davi dizer: "quanto a mim, foi na retidão do meu coração que ofereci voluntariamente tudo isto, e agora vejo com alegria teu povo, aqui presente, fazer-te essas ofertas espontâneas" (I Cr, 18); e em seguida reza dizendo: "Senhor Deus, conserva as disposições do coração de teu povo".

Continuando, a respeito da "consagração", que se realiza por força sobrenatural, os fiéis, antes de tudo, são incitados à devoção no "prefácio". Daí o sentido da admonição "sursum corda", "habemus ad Dominum" ("corações ao alto", "o nosso coração está em Deus"). Assim, depois do prefácio, os fiéis louvam com devoção a divindade de Cristo, unindo-se aos anjos, dizendo "Sanctus, Sanctus, Sanctus" ("Santo, Santo, Santo"); e a humanidade de Cristo, com as crianças, proclamando: "Benedictus qui venit" ("Bendito aquele que vem"). Prosseguindo, 1º. O sacerdote recorda, em silêncio, aqueles pelos quais o sacrifício da missa é oferecido, a saber a Igreja universal e aqueles que "detêm a autoridade" (I Tm II, 2), e especialmente "aqueles que oferecem o sacrifício e por quem ele é oferecido". 2º. "Ele recorda os santos", cuja intercessão invoca por aqueles que acabamos de indicar, ao dizer: "Communicantes et memoriam venerantes, etc." ("Unidos em comunhão, e venerando, etc."). 3º Conclui o seu pedido ao dizer: "Hanc igitur oblationem, etc." ("Dignai-Vos, pois, aceitar, Senhor, com bondade, esta oblação, etc."), afim de que seja salutar para aqueles por quem é oferecida.

Em prosseguimento, vem a própria consagração. 1º. O sacerdote pede o efeito da consagração, quando diz: "Quam oblationem tu Deus" ("Nós Vos pedimos, ó Deus, que Vos digneis abençoar esta oblação, etc."). 2º. Ele realiza a consagração por meios das palavras do Salvador, ao dizer: "Qui pridie, etc." ("E no dia anterior à Paixão, etc."). 3º. Ele se escusa por tal presunção, recorrendo à obediência à ordem de Cristo quando diz: "Unde et memores" ("Por isso, recordando, etc."). 4º. Pede que este sacrifício, que acaba de ser realizado, seja agradável a Deus, dizendo: "Supra quae propitio, etc." ("Dignai-Vos, Senhor, olhar com bondade e misericórdia para estes dons, etc."). 5º. Pede o efeito deste sacrifício e sacramento: primeiramente para quem vai participar dele, ao dizer: "Suplicces te rogamus, etc." ("Nós Vos suplicamos, etc."); depois para os defuntos, que já não podem participar, quando diz: "Memento etiam, Domine, etc." ("Lembrai-Vos também, Senhor, etc."); depois ainda e de modo especial, para os próprios sacerdotes que celebram, ao dizer: "Nobis quoque peccatoribus, etc." ("A nós também pecadores, etc.").
Em continuação, trata-se da "recepção" do sacramento. 1º. Antes de tudo, prepara-se o povo para recebê-lo. Isso se faz primeiramente pela oração comum de todo o povo, que é o Pai Nosso, no qual pedimos "panem nostrum quotidianum da nobis hodie" ("o pão nosso de cada dia nos dai hoje"); e também pela oração particular que o sacerdote recita pelos fiéis, ao dizer: "Libera nos, quaesumus, Domine" ("Livrai-nos, Senhor"). 2º. Esta preparação acontece também por meio da paz, que se dá dizendo: "Agnus Dei" ("Cordeiro de Deus"). Com efeito, este é o sacramento da unidade e da paz. Nas missas de defunto, em que este sacrifício é oferecido, não pela paz presente, mas pelo descanso dos mortos, omite-se a paz.

Dando continuação, segue-se a recepção do sacramento. 1º. Comunga o sacerdote. Depois ele distribui aos outros, porque, como diz Dionísio, quem distribui aos outros os mistérios divinos, deve antes participar deles.

Finalmente, toda a celebração da missa termina com a "ação de graças". Os fiéis exultam pela recepção do mistério, o que se exprime pela antífona da comunhão. O sacerdote o faz pela oração depois da comunhão, assim como Cristo, tendo celebrado a Ceia com os discípulos, "cantou os salmos" (Mt XXVI, 30)" (resp.).

Documentos: DECRETO DE PROTEÇÃO PAPAL AOS JUDEUS

DECRETO DE PROTEÇÃO PAPAL AOS JUDEUS

GREGÓRIO X

BISPO

SERVO DOS SERVOS DE DEUS

Gregório, bispo, servo dos servos de Deus, estende saudações e bênção apostólica aos seus amados filhos em Cristo, os fiéis Cristãos, aqueles aqui e hoje, e aqueles no futuro.

Por mais que não seja permitido aos judeus, em suas assembléias, presunçosamente, assumir para si mais do que lhes é permitido por lei, ainda assim eles não devem sofrer nenhuma desvantagem nesses [privilégios] que lhes foram garantidos [1]. Embora eles prefiram persistir em sua intransigência a reconhecer a palavra de seus profetas e os mistérios das Escrituras, [2] e, dessa maneira, chegarem ao conhecimento da Fé Cristã, e da salvação; contudo, enquanto eles fizeram um apelo por nossa proteção e ajuda, nós, portanto, admitimos tal petição e lhes oferecemos o escudo da nossa proteção pela clemência da piedade Cristã. Agindo de tal forma, nós seguimos os passos de nossos predecessores de abençoada memória, os papas de Roma – Calisto, Eugenio, Alexandre, Clemente, Inocêncio, e Honório.

Além disso, nós decretamos que nenhum Cristão deve compelir a eles ou qualquer um do grupo deles ao batismo sem o desejo. Mas, se algum deles, por convicção, se refugiar com Cristãos, por sua própria vontade, após sua intenção se manifestar, ele deverá ser feito Cristão sem nenhuma intriga. Porque, de fato, não se pode considerar que tenha a Fé Cristã, aquela pessoa que tenha se tornado Cristão coagido, sem vontade própria, nem desejo [3].

Ainda mais, nenhum Cristão deve atrever-se a apanhar, aprisionar, ferir, torturar, mutilar, matar, ou infligir qualquer violência a eles; além disto, ninguém deve atrever-se a, exceto por ação judicial das autoridades do Estado, mudar os bons costumes na terra em que vivem para o propósito de tomar o dinheiro ou bens deles ou de outros.

Ainda, ninguém deve perturbá-los de qualquer forma durante a celebração de seus festivais, seja de dia ou de noite, com paus, pedras, ou qualquer outra coisa. Também, ninguém deve extrair nenhum serviço compulsório deles, a não ser que tal serviço seja o que eles estejam acostumados a oferecer desde tempos anteriores [4].

Da mesma forma que os Judeus não podem prestar testemunho contra Cristãos, nós decretamos em adição que o testemunho dos Cristãos contra os Judeus não será válido, a não ser que existam entre estes Cristãos alguns Judeus que
lá estejam com o propósito de oferecer o testemunho [5].

Já que ocorre que alguns Cristãos perdem suas crianças e os Judeus são acusados, por seus inimigos, de, secretamente, as levarem a força e matarem-nas, e, ainda, fazerem sacrifícios com o sangue e coração destas crianças. Ocorre, ainda, que os pais destas mesmas crianças, ou outros inimigos Cristãos destes Judeus, secretamente, escondem estas crianças com o intuito de poder fazer mal a tais Judeus, e, com isso, ter a possibilidade de extorquir deles certa quantia de dinheiro para redimi-los.

Falsamente, clamam tais Cristãos, que os Judeus, secretamente e furtivamente, tomam tais crianças e matam-nas, e que os Judeus oferecem sacrifícios com o coração e sangue de tais crianças, uma vez que a lei deles, a respeito desta matéria, precisa e expressamente, proíbe os Judeus a sacrificarem, comerem ou beberem o sangue e carne de animais que tiverem garras. Isso foi demonstrado várias vezes em nossa corte por Judeus convertidos à Fé Cristã; no entanto, muitos Judeus são apanhados e detidos injustamente por causa disto.

Nós decretamos, portanto, que os Judeus não precisam obedecer a Cristãos em uma situação como essa, e ordenamos que todo Judeu aprisionado sob um pretexto tolo como esse seja imediatamente libertado, e que eles não sejam presos de agora em diante sob tão miserável pretexto, a não ser que – o que não acreditamos que ocorra – sejam pegos enquanto cometam o crime. Decretamos que nenhum Cristão fomente nada novo contra eles, mas que eles devem ser mantidos no status e posição em que eles estavam na época de nossos predecessores, da antigüidade até agora.

Decretamos, para parar a malvadeza e avareza dos homens maus, que nenhum deve se atrever a devastar e destruir os cemitérios dos Judeus, ou desenterrar corpos humanos para ganhar dinheiro [6].

Ainda mais, se alguém, após ter tomado conhecimento do presente decreto, atentar – o que, esperamos, não ocorrerá – audaciosamente contra ele, sofra a punição em sua categoria e posição, ou, seja punido pela excomunhão, a não ser que faça reparações por sua ousadia por meio de devida compensação. Ainda, desejamos que somente os Judeus, os quais não tenham atentado em fazer nada visando a destruição da Fé Cristã, sejam fortificados pelo suporte de tal proteção.

Dado em Orviedo, pelas mãos do Mestre João Lectator, vice-chanceler da Santa Romana Igreja, no 7º dia de Outubro, no primeiro indicto, [7] no ano de 1272 da Divina Encarnação, no I ano do pontificado de nosso mestre, o Papa Gregório X.

***

I. Esta sentença, escrita primeiramente por Gregório I, em 598, envolve a atitude da Igreja para com o Judeu.

2. Que profetizaram a vinda de Jesus Cristo.

3. A Igreja nunca aprovou o batismo compulsório de Judeus.

4. Até o presente ponto, Gregório X meramente repetiu as bulas de seus predecessores.

5. Em 419, o Concílio de Cartago proibiu os Judeus de testemunharem contra Cristãos; a Lei de Justiniano de 531 repete tal proibição. Aqui, Gregório X, em acordo com o princípio legal medieval de que todo homem deve ser julgado por seus pares, insiste que os Judeus só podem ser condenados se houverem tanto Judeus quanto Cristãos testemunhando contra eles. Uma lei similar para proteger os Judeus foi feita antes de 825 por Luis, o Pio (814-840), do Império Franco.

6. Os judeus tinham de pagar um resgate para ter os corpos de volta.

7. Ciclo de 15 anos.

***

Notas finais:

  1. Destaques em vermelho são do original latino.
  2. Notas de rodapé são da tradução inglesa, disponível em http://www.papalencyclicals.net/Greg10/g10jprot.htm.
  3. Traduzido por Marcos Vinicius Mattke, a partir da versão original latina e inglesa.
  4. A presente tradução para língua portuguesa do Decreto de Proteção Papal aos Judeus não é a versão portuguesa oficial da Santa Romana Igreja, inexistente até o momento da presente tradução.

1º Domingo depois da Epifania, na Oitava da Epifania: FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA: JESUS, MARIA E JOSÉ

Dominica I post Epiphaniam

Dominicaque infra Octavam Epiphaniæ

IN FESTO SANCTÆ FAMILIÆ IESU MARIÆ IOSEPH

Dominica Festumque II Classis, duplex majus, infra Octavam Epiphaniæ, privilegiata II Ordinis, colore Albo

Sagrada Família

INTROITO

Prov. XXIII, 24 e 25; Salmo LXXXIII, 2 e 3.

Exulta de alegria o pai do justo; alegrem-se o teu pai e a tua mãe, e exulte a que te gerou. Sl. Como são amáveis os vossos tabernáculos, ó Senhor dos exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor. V: Glória ao Pai.

Prov. XXIII, 24 et 25; Ps. LXXXIII, 2 et 3.

Exsultat gaudio pater Iusti, gaudeat Pater tuus et Mater tua, et exsiiltet quae genuit te. Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum! concupiscit, et deficit anima mea in atria Domini. V. Gloria Patri.

COLECTA

Ó Senhor, Jesus Cristo, que, obedecendo a Maria e José, consagrastes, com inefáveis virtudes a vida doméstica, fazei que nós, com a ajuda de um e outro, sejamos instruídos pelos exemplos de vossa Família Santa e consigamos alcançar a sua eterna companhia. Vós que viveis e reinais.

Domine Iesu Christe, qui, Mariae et Ioseph siibditus, domesticam vitam ineffabilibus virtutibus consecrasti: fac nos, utriiisque auxilio, Familiae sanctae tuae exemplis instrui; et consortium consequi sempiternum: Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate.

Et fit commemoratio Dominicæ infra Octavam Epiphaniæ

E faz-se a comemoração do Domingo (da Oitava da Epifania)

Atendei, Senhorm com a misericórdia celeste, os votos do povo suplicante, para que veja o que deve fazer, e tenha forças para o cumprir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vota, quǽsumus, Dómine, supplicántis pópuli coelésti pietáte proséquere: ut et, quæ agénda sunt, vídeant, et ad implénda, quæ víderint, convaléscant. Per Dóminum nostrum.

Deinde commemoratio ejusdem Octavæ:

Então faz-se a comemoração da mesma Oitava:

Ó Deus, que no dia de hoje revelastes, por meio duma estrela, o vosso Unigênito aos gentios, concedei propício, que, conhecendo-Vos já pela fé, sejamos conduzidos à contemplação do esplendor da vossa majestade. Pelo mesmo Jesus Cristo Senhor Nosso.

Deus, qui hodiérna die Unigénitum tuum géntibus stella duce revelásti: concede propítius; ut, qui jam te ex fide cognóvimus, usque ad contemplándam spéciem tuæ celsitúdinis perducámur. Per eúndem Dóminum.

EPÍSTOLA

Col. III, 12-17.

Irmãos: como eleitos de Deus, santos diletos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de benignidade, humildade, modéstia e paciência. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, se um tiver motivo de queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim fazei também vós. Acima de tudo isso, tende caridade que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados para formar um só Corpo; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós com abundância, com toda sabedoria: instruí-vos e exortai-vos uns aos outros. Cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus, com gratidão em vossos corações. Tudo quanto fizerdes por palavra ou por obra, seja tudo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, rendendo graças por Ele a Deus Pai.

GRADUAL

Salmo XXVI, 4; LXXXIII, 5.

Uma só coisa pedi ao Senhor, e essa procurarei: Habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida. V: Bem-aventurados os que habitam na vossa casa, Senhor: louvar-Vos-ão por todos os séculos dos séculos.

Ps. XXVI, 4; LXXXIII, 5.

Unam petii a Domino, hanc requiram, ut inhabitem in domo Domini omnibus diebus vitae meae. V. Beati, qui habitant in domo tua, Domine: in saecula saeculorum laudabunt te.

ALLELUIA

Is. XLV, 15.

Aleluia, aleluia. V: Vós sois verdadeiramente um Rei escondido, ó Deus e Salvador de Israel. Aleluia.

Is. XLV, 15.

Alleluia, alleluia. V. Vere tu es Rex absconditus, Deus Israel Salvator. Alleluia.

EVANGELHO

Lc. II, 42-52

Quando Jesus completou doze anos, subiram eles [Jesus e seus pais] a Jerusalém, segundo o costume daquela festa. E acabados aqueles dias, ao regressarem, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais dessem por isto. Julgando que Ele vinha com os da comitiva, caminharam um dia inteiro, e O procuravam entre os parentes e conhecidos. Mas não O achando, voltaram a Jerusalém para O procurar. Aconteceu que, depois de passados três dias, O acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que O ouviam, pasmavam de sua sabedoria e de suas respostas. Vendo-O, ficaram admirados. E disse-Lhe sua Mãe: Filho, por que nos fizeste isso? Eis que teu pai e eu Te procurávamos cheios de aflição. E Ele lhes disse: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles não entenderam o que Ele lhes disse. Então desceu com eles e veio para Nazaré; e lhes estava submisso. Sua Mãe conservava todas essas coisas em seu coração. Entretanto, Jesus crescia em sabedoria, em idade e graça diante de Deus e dos homens.

OFERTÓRIO

Lc. II, 22.

Os pais de Jesus levaram-no a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor.

Lc. II, 22.

Tulerunt Iesum parentes eius in Ierusalem, ut sisterent eum Domino.

SECRETA

Oferecemo-Vos, Senhor, a hóstia de propiciação, pedindo-Vos humildemente que, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e do bem-aventurado José, estabeleçais firmemente as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Placatiónis hóstiam offerimus tibi, Domine, suppliciter deprecantes: ut, per intercessiònem Deíparae Virginis cum beato Joseph, famílias nostras in pace e gratia tua fírmiter constituas. Per eumdem Dominum Nostrum Jesum Christum Filium tuum.

Pro Dominica infra Octavam Epiphaniæ:

Senhor, que o sacrifício que Vos é oferecido, nos vivifique e defenda sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Oblátum tibi, Dómine, sacrifícium vivíficet nos semper et múniat. Per Dóminum nostrum.

Pro eadem Octava:

Dignai-Vos, Senhor, olhar, propício, para os dons da vossa Igreja, pelos quais Vos apresenta, não já ouro, incenso e mirra, mas o que, pelos mesmos dons é figurado, imolado e recebido, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho: que con'Vosco vive e reina.

Ecclésiæ tuæ, quǽsumus, Dómine, dona propítius intuére: quibus non jam aurum, thus et myrrha profértur; sed quod eísdem munéribus declarátur, immolátur et súmitur, Jesus Christus, Fílius tuus, Dóminus noster: Qui tecum vivit.

PREFÁCIO

PREFÁCIO DA EPIFANIA DO SENHOR

É verdadeiramente digno e justo, necessário e salutar que sempre e em toda parte Vos demos graças, Senhor, Pai Santo, Deus onipotente e eterno, porque o Vosso Unigênito Filho, aparecendo revestido da nossa condição mortal, nos restaurou com a nova luz da sua imortalidade. Por isso, em união com os Anjos e Arcanjos, com os Tronos e Dominações, com toda a milícia do exército celeste, cantamos um hino à vossa glória, repetindo sem fim: Santo, Santo, Santo...

PRÆFATIO DE EPIPHANIA DOMINI

Vere dignum et iustum est, aequum et salutare, nos tibi semper et ubique gratias agere: Domine, sancte Pater, omnipotens aeterne Deus: Quia, cum Unigenitus tuus in substantia nostrae mortalitatis apparuit, nova nos immortalitatis suae luce reparavit. Et ideo cum Angelis et Archangelis, cum Thronis et Dominationibus, cumque omni militia caelestis exercitus, hymnum gloriae tuse canimus, sine fine dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus...

COMMUNICANTES

Unidos na mesma comunhão e celebrando o dia sacratíssimo em que o vosso Filho Unigênito, co-eterno convosco na vossa glória, apareceu de modo visível na realidade do nosso corpo de carne, veneramos a memória, em primeiro lugar, da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor nosso Jesus Cristo, e também de São José, o esposo da mesma Virgem, e dos vossos bem-aventurados Apóstolos e Mártires, Pedro e Paulo, André, Tiago, João, Tomé, Tiago, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Xisto, Cornélio, Cipriano, Lourenço, Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e de todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces, concedei sejamos sempre fortalecidos com o vosso auxílio e proteção. Por Jesus Cristo Senhor nosso. Amém.

Communicántes, et diem sacratíssimum celebrántes, quo Unigenitus tuus, in tua tecum glória coætérnus, in veritáte carnis nostræ visibíliter corporális appáruit: sed et memóriam venerántes, in primis gloriósæ semper Vírginis Maríæ, Genetrícis ejúsdem Dei et Dómini nostri Jesu Christi sed et beáti Joseph, ejusdem Virginis Sponsi, et beatórum Apostolórum ac Mártyrum tuórum, Petri et Pauli, Andréæ, Jacóbi, Joánnis, Thomæ, Jacóbi, Philíppi, Bartholomǽi, Matthǽi, Simónis et Thaddǽi: Lini, Cleti, Cleméntis, Xysti, Cornélii, Cypriáni, Lauréntii, Chrysógoni, Joánnis et Pauli, Cosmæ et Damiáni: et ómnium Sanctórum tuórum; quorum méritis precibúsque concédas, ut in ómnibus protectiónis tuæ muniámur auxílio. Per eúndem Christum, Dóminum nostrum. Amen.

COMUNHÃO

Lc. II, 51.

Jesus voltou com eles e veio para Nazaré, e vivia sujeito a eles.

Lc. II, 51.

Descendit Iesus cum eis, et venit Nazareth, et erat subditus illis.

PÓS COMUNHÃO

Fazei, Senhor Jesus, que aqueles que alimentais com os sacramentos celestes, imitem constantemente os exemplos da vossa Sagrada Família, para que, na hora da nossa morte, acorrendo ao nosso encontro a gloriosa Virgem vossa Mãe e o bem-aventurado José, mereçamos ser recebidos por Vós nos eternos tabernáculos. Vós que viveis e reinais.

Quos caelestibus reficis sacramentis, fac, Domine Iesu, sanctae Familiae tuae exempla iugiter imitari: ut, in hora mortis nostrae, occurrente gloriosa Virgine Matre tua cum beato Ioseph; per te in aeterna tabernacula recipi mereamur: Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate.

Pro Dominica infra Octavam Epiphaniæ:

Nós Vos suplicamos, Deus onipotente, que Vos sirvam na prática da virtude aqueles que Vos dignastes alimentar com os vossos sacramentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Súpplices te rogámus, omnípotens Deus: ut, quos tuis réficis sacraméntis, tibi étiam plácitis móribus dignánter deservíre concédas. Per Dóminum.

Pro eadem Octava.

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que alcancemos, com a inteligência do espírito purificado, os mistérios que celebramos com este ofício solene. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Præsta, quǽsumus, omnípotens Deus: ut, quæ sollémni celebrámus offício, purificátæ mentis intellegéntia consequámur. Per Dóminum nostrum.


4 de janeiro de 2009

Orações: ORAÇÃO DA NOITE

+ Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Meu Deus, adoro reverentemente a vossa infinita majestade; e agradeço humildemente todas as graças que me dispensastes, especialmente a mercê de me terdes conservado neste dia.

Vinde Espírito Santo, iluminar o meu entendimento, para melhor conhecer as minhas faltas, e inspirar-me um sincero arrependimento.

Fazer aqui o exame de consciência sobre qual tenha sido a nossa conduta durante o dia; percorrer os mandamentos da Lei de Deus e os preceitos da Santa Igreja, para ver se nalgum deles houve transgressão.

DECÁLOGO

  1. Adorar a Deus e amá-lo sobre a todas as coisas.
  2. Não invocar o santo nome de Deus em vão.
  3. Santificar os Domingos e Festas de Guarda.
  4. Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
  5. Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
  6. Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  7. Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
  8. Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).
  9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
  10. Não cobiçar as coisas alheias.

MANDAMENTOS DA SANTA IGREJA

  1. Ouvir Missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos Domingos e Festas de Guarda.
  2. Confessar-se ao menos uma vez em cada ano.
  3. Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
  4. Guardar abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.
  5. Contribui para as despesas do culto e para a sustentação, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja.

ATO DE FÉ

Meu Deus, creio firmemente tudo o que Vós revelastes e a Santa Igreja Católica nos ensina, porque não podeis enganar-Vos, nem enganar-nos.

Adição facultativa:

Creio, sobretudo, que há um Deus Uno em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo; que o Verbo Divino se fez homem, para nos resgatar; e que Deus recompensa o bem e reprova o mal.

ATO DE ESPERANÇA

Meu Deus, espero em Vós, porque sois onipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo ás vossas promessas.

ATO DE CARIDADE

Meu Deus, amo-Vos de todo o meu coração porque sois infinitamente bom, e por amor de Vós amo ao próximo como a mim mesmo.

ATO DE CONTRIÇÃO

Meu Deus, porque sois infinitamente bom, e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e, com o auxílio da vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão da minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim.

Meu Santo Anjo da Guarda, rogai por mim.

Meu Santo Patrono, rogai por mim.

Que o Senhor me abençoe, me preserve de todo o mal, e que as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, repousem em paz. Amém.

+Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


LEMBRAI-VOS

Oração de São Bernardo à Santíssima Virgem.

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido à vossa proteção fosse por Vós desamparado. Animado, pois, de igual confiança, ó Virgem das Virgens e minha Mãe, a Vós recorro e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não desprezeis, ó Mãe de Deus, a minha súplica, mas ouvi-me e atendei-me favoravelmente. Amém.

Nas condições requeridas (estar em estado de graça, ter a intenção habitual e recitar a oração piedosamente): Indulgência de 3 anos. Indulgência plenária uma vez por mês (ao rezar a oração indulgenciada durante 30 dias consecutivos, lucra-se, em um dia à escolha, uma indulgência plenária, ao cumprir as prescrições ordinárias.

ORAÇÃO A SÃO JOSÉ

Guarda e Pai das Virgens, S. José, a cuja fiel proteção foram confiados Jesus Cristo, a mesma inocência, e Maria, Virgem das Virgens, em nome de Jesus e Maria, esse duplo depósito que tão caro vos foi, vos rogo e suplico que me conserveis isento de toda a impureza, para que, com o espírito puro e o corpo casto, sempre sirva fielmente a Jesus e a Maria. Amém.

Ind. 3 anos; 7 anos, no mês de março e todas as quartas-feiras do ano. Ind. plen. uma vez por mês.

AO ANJO DA GUARDA

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, pois que a ti me confiou a piedade divina, hoje e sempre me governa, rege, guarda e ilumina. Amém.

Ind. 300 dias. Ind. plen. uma vez por mês.

Orações: ORAÇÃO DA MANHÃ


Pai nosso.


Ave Maria.


CREDO


Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da terra; E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; O qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos; subiu ao céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; donde há-de vir a os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Ámem.


ATO DE FÉ


Meu Deus, creio firmemente tudo o que Vós revelastes e a Santa Igreja Católica nos ensina, porque não podeis enganar-Vos, nem enganar-nos.


Adição facultativa:


Creio, sobretudo, que há um Deus Uno em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo; que o Verbo Divino se fez homem, para nos resgatar; e que Deus recompensa o bem e reprova o mal.


ATO DE ESPERANÇA


Meu Deus, espero em Vós, porque sois onipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo ás vossas promessas.


ATO DE CARIDADE


Meu Deus, amo-Vos de todo o meu coração porque sois infinitamente bom, e por amor de Vós amo ao próximo como a mim mesmo.


DECÁLOGO



  1. Adorar a Deus e amá-lo sobre a todas as coisas.

  2. Não invocar o santo nome de Deus em vão.

  3. Santificar os Domingos e Festas de Guarda.

  4. Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).

  5. Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).

  6. Guardar castidade nas palavras e nas obras.

  7. Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).

  8. Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).

  9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

  10. Não cobiçar as coisas alheias.

MANDAMENTOS DA SANTA IGREJA



  1. Ouvir Missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos Domingos e Festas de Guarda.

  2. Confessar-se ao menos uma vez em cada ano.

  3. Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.

  4. Guardar abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.

  5. Contribui para as despesas do culto e para a sustentação, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja

Sobre a Festa do Santíssimo Nome de Jesus – Domingo entre a Oitava do Natal e a Epifania

Dom Gaspar Lefebvre, OSB

In Nomine Iesu omne genu flectatur, cæelestium, terrestrium, et infernorum. Phil. II, 10.

A Igreja revela-nos as grandezas do Verbo Encarnado, cantando as glórias do seu nome.

O nome de Jesus significa Salvador: fora indicado, em sonhos, a José, com o seu significado (Mateus, 21), e à Virgem Maria pelo Arcanjo Gabriel, na altura da Anunciação (Lucas I, 13-33). O Evangelho recorda-nos estas intervenções divinas, prenúncio da missão de Jesus.

A festa do Santíssimo Nome de Jesus é de instituição relativamente recente. É de origem franciscana e a sua divulgação deve-se, em grande parte, à pregação e piedade de S. Bernardino de Sena. O Papa Inocêncio XIII estendeu-a à Igreja Universal, em 1721. A Missa e o Ofício celebram, a um tempo, a santidade, o poder e a doçura do Nome de Jesus. O hino de vésperas canta a ternura que este Santo Nome desperta na alma cristã, mas outros textos insistem, de preferência, no poder de Jesus e na majestade tremenda do Nome, que está acima de todo o nome, diante do qual todo o joelho se dobra, nos Céus, na Terra e no inferno.