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15 de maio de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

Livre de Pecado Pessoal


Parte 2/5

Nem mancha de pecado, nem sequer imperfeição moral. A imperfeição moral é diferente do pecado.
O pecado é uma desobediência a Deus, quando Deus manda uma coisa; e segundo essa desobediência seja maior ou menor, o pecado será maior ou menor, o pecado será mais ou menos grave.
Porém Deus às vezes não manda; unicamente aconselha: aconselha ou no Evangelho, onde estão os chamados conselhos evangélicos, ou por inspirações interiores, ou por insinuação dos superiores, ou pela razão que nos diz o que é mais perfeito. Quando a alma não segue o conselho de Deus, comete uma imperfeição moral. Talvez a dúvida vos assalte: porém essa imperfeição moral, o não seguir os conselhos de Deus, não é um pecado?
A opinião dos teólogos divide-se: uns dizem que essa falta de atenção para om Deus sempre encerra alguma culpa, ainda que seja muito leve; outros dizem que não implica pecado algum.
Seja como for, o certo é que a Santíssima Virgem correspondeu sempre a todas as inspirações divinas: Deus inspirou-lhe que fizesse voto de virgindade e ela assim fez; Deus inspirou-lhe que contraísse matrimônio com São José e ela cumpriu; Deus propôs-lhe ser Mãe; a Virgem expôs a dificuldade que tinha nisso, resolveu-a o anjo e ela aceitou a vontade divina. O coração da Santíssima Virgem estava sempre a dizer: Faça-se em mim a vossa vontade.
Na Santíssima Virgem nada havia que a impedisse de proceder com toda a perfeição, que a estorvasse de corresponder a todas as graças. Nela não havia concupiscência; nela não havia nenhuma desordem nas potências nem nos sentidos; por isso, não houve nela nenhuma imperfeição moral.

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