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29 de abril de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

A Imaculada Conceição


Parte 2/6

Os pecados dos homens tinham-se multiplicado sem conta.
Dirigiu Deus um olhar à terra e exclamou: arrependo-me de ter criado o homem. Abriu as cataratas do céu e mandou sobre a terra o dilúvio. Só uma família fiel a Deus, a família de Noé, encerrada numa arca se livra da catástrofe.
A terra era lago pantanoso coberto de cadáveres. Porém a justiça divina aplacou-se. O sol começou a iluminar de novo o cimo dos montes e um arco de cores brilhantes, sinal de reconciliação, abraçou o céu e a terra.
Sobre aquele cemitério pantanoso apareceu voando uma pomba branca. Não sabia onde pousar sem manchar-se de lodo. Divisou uma árvore verde, uma oliveira, e pousou nela, arrancou um raminho e com o ramo no bico voltou à arca de onde tinha saído.
Esta catástrofe é a imagem pálida da catástrofe espiritual que sobreveio à humanidade depois do primeiro pecado.
Um dilúvio de sofrimento cai sobre a humanidade: fome, cansaço, doenças, morte e sobretudo o pecado.
Séculos e séculos escureceu a terra esta tempestade da justiça divina; mas por fim, a misericórdia de Deus triunfa da justiça. Chegou a hora da reconciliação.
Uma pomba branca saída do coração de Deus vem trazer ao mundo o sinal dessa reconciliação de Deus com os homens. Essa pomba branca, já adivinhais quem é: a Virgem Imaculada.
A primeira criatura humana que se apresenta na terra sem a mancha do pecado original.
A primeira e a única.

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