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2 de fevereiro de 2018

Retratos de Nossa Senhora, Juan Rey, S. J.,

RETRATOS DE NOSSA SENHORA

Nossa Senhora Virgem-Mãe

Parte 7/9

Depois de andar a pensar nove meses como seria o seu filho, quando Maria o teve por fim nos seus braços, quando viu que as profecias e as criações da sua imaginação não igualavam a realidade, então, sim, esqueceu-se por completo de si mesma para pensar no seu filho e sacrificar-se por Ele.
Doravante só terá olhos para ver o seu filho, ouvidos para escutar os seus desejos, mãos para trabalhar por ele, lábios para o beijar, coração para o amar.
Ela dará a Jesus tudo o que uma mãe pode dar a um filho, e mais ainda porque aquele seu filho não tinha pai na terra.
Dar-lhe-á à custa dos maiores sacrifícios: pátria, lar, comodidades, tudo. Como mãe ideal, sofrerá também o martírio da separação, quando lho peça o Eterno Pai.
Primeiro será uma breve separação, de três dias, mas muito dolorosa: "procuramos-te com o coração dorido". Era o prelúdio do martírio. Depois, será uma separação maior, quando Jesus abandonar a casinha de Nazaré para consagrar-se à vida apostólica. Por fim a separação mais dolorosa. Os verdugos o levarão para conduzi-lo aos tribunais, condená-lo à morte, e cravá-lo numa cruz.
Este sacrifício supremo pede-lho seu próprio Filho; e ela aceita-o com heroísmo de Rainha dos mártires.
Maria de pé, junto à cruz de seu filho, presenciando a sua agonia, chorando, com o coração despedaçado, mas não abatida nem desesperada.
Maria com os braços abertos, porque lhe arrancaram deles o cadáver de seu filho, com os olhos fixos no céu, oferecendo a Deus o sacrifício da sua alma, aí tendes a maternidade na sua grandeza mais heroica. Aí tendes a mãe ideal.

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