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14 de fevereiro de 2009

Vida de São João Bosco - O HOMEM E O SANTO


CAPÍTULO XIX

O HOMEM E O SANTO

AMÁVEL SIMPLICIDADE DO SANTO EM SE DEIXAR RETRATAR.

DOM BOSCO durante a vida permitiu com toda a simplicidade que lhe retratassem a fisionomia física e moral. Fotografaram-no a confessar seus meninos, sentado no meio do primeiro grupo de missionários, circundado por uma turma de garotinhos, na atitude de dar a bênção aos filhos do Conde Vimercati em Roma. Fotografaram-no na França, na Espanha, em vários lugares, no centro de um grupo de amigos ou de benfeitores. Fizeram-no "posar" diante de uma tela, sentado, de pé, de joelhos, durante horas a fio.

Pintaram-lhe também a alma, a vida e as obras. Pois ainda enquanto vivia, saíram várias biografias dele, principalmente em francês, biografias que no-lo descrevem em largos traços. Esses livros eram vendidos e acreditamos até que ele próprio tenha ajudado a propaganda para a venda, pois uma vez em Marselha declarou que tudo isso fornecia meios com que fazer viver suas casas super-povoadas de meninos. Sabemos que isso se apresentou como objeção em Roma quando se tratou de sua causa de beatificação; mas o advogado de suas virtudes serviu-se até disso mesmo para demonstrar a simplicidade evangélica de seu coração, que não via no fato uma homenagem a sua pessoa mas simplesmente um meio dos mais modernos para difundir o bem e fazê-lo amar. Seguindo o preceito de N. Senhor Jesus Cristo, ele permitia a propaganda, não para se mostrar diante dos homens, mas sim para que os homens conhecendo suas obras glorificassem o Pai que está nos céus. E esta distinção tão própria soube-a exprimir assim: "Hoje em dia o mundo vive imerso na matéria; portanto é preciso que nós lhe façamos conhecer o bem que vamos realizando. Se um homem com as suas orações multiplicar os milagres, mas dentro do próprio quarto, ninguém dará por isso. E no entanto o mundo para sua salvação precisa de ver e tocar essas maravilhas".

Por isso, é que o Santo se deixava fotografar, reproduzir nas telas e descrever nos livros. Deus seja bendito, pois essa licença que ele deu à arte nos vai facilitar o trabalho; o testemunho das pessoas que viveram com ele nos traz também suas luzes; a leitura de seus escritos nos fornece preciosa documentação. Vamos pois, à luz convergente desses três focos, completar sua fisionomia física e moral que se nos mostra com toda a nitidez.

Do livro Dom Bosco, de A. Auffray SDB

Tradução de D. João Resende Costa,
Arcebispo de Belo Horizonte

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