8 de agosto de 2015

Catecismo Ilustrado - Parte 52

Os Mandamentos

10º Mandamento de Deus: Não cobiçar as coisas alheias

1. Neste mandamento Deus proíbe-nos desejar os bens do próximo com dano do mesmo.
2. A concupiscência da riqueza e dos bens da fortuna causa-nos dano, fazendo crer honesto e bom, ainda que o não seja, tudo aquilo que desejamos.
3. Os que mais pecam contra este mandamento são: 1º os jogadores que esperam ganhar no jogo; 2º os comerciantes que desejam a carestia para vende por mais alto preço; 3º os advogados que desejam muitas causas para ganhar com elas.
4. Este mandamento ordena: 1º o desapego dos bens do mundo; 2º a lembrança dos necessitados; 3º a paciência na pobreza; 4º a perfeita submissão à vontade de Deus.
5. Assim fala Nosso Senhor a esse respeito no Evangelho: “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e todos os dias se banqueteava esplendidamente. Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que, coberto de chagas, estava deitado à sua porta, desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado. Quando estava nos tormentos do inferno, levantando os olhos, viu ai longe Abraão e Lázaro no seu seio. Então exclamou: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda Lázaro que molhe em água a ponta do teu dedo para refrescar minha língua, pois sou atormentado nestas chamas. Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro, ao contrário, recebeu males; agora é ele aqui consolado e tu és atormentado. Além, disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os daí podem passar para nós. O rico disse: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à minha casa paterna, pois tenho cinco irmãos, para que os advirta disto, e não suceda virem também eles parar a este lugar de tormentos. Abraão disse-lhe: Tem Moisés e os profetas; ouçam-nos. Ele, porém, disse; Não basta isso, pai Abraão, mas se alguém do reino dos mortos for ter com eles, farão penitência. Ele disse-lhe: Se não ouvem Moisés e os profetas, também não acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”. (Lucas XVI, 19-31) Também disse Jesus aos Seus discípulos: “Portanto digo-vos: Não vos preocupeis com o que é preciso para a vossa vida, com o que haveis de comer, nem com o que é preciso vestir o vosso corpo. A vida vale mais que o alimento e o corpo mais que o vestido. Considerai os corvos, que não semeiam, nem ceifam, nem tem despensa, nem celeiro, e Deus, contudo, sustenta-os. Quanto mais valeis vós do que eles? Qual de vós, por muito que pense, pode acrescentar um cevado à duração da sua vida? Se vós, pois, não podeis fazer o que é mínimo, porque estais em cuidado sobre o resto? Considerai como crescem os lírios; não trabalham, nem fiam; contudo, digo-vos que nem Salomão, com toda a sua glória, se vestia como um deles. Se, pois, a erva que hoje está no campo e amanhã se lança no forno, Deus assim a veste, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Vós, pois, não procureis o que haveis de comer ou beber; não andeis com o espírito preocupado. Porque são os homens do mundo que buscam todas estas coisas. Mas o vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Não temias, ó pequenino rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmola; fazei para vós bolsas que não envelhecem, um tesouro inesgotável no Céu, onde não chega o ladrão, nem a traça corrói. Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. (Lucas XII, 22-31)

Explicação da gravura

1º Castigo de Heliodoro, que tentava roubar o tesouro do templo de Jerusalém. 2º O rei Acab querendo obrigar Naboth a ceder-lhe a sua vinha. 3º Santo Eloi que, com o ouro que lhe dera o rei, fez dois tronos em vez de um.

7 de agosto de 2015

Padres Inventores - A ciência e a Igreja Católica

No campo das ciências e das descobertas, os padres ocupam o primeiro lugar.

Entre centenas, citemos os mais conhecidos:
Os padres Oton e Ardoíno inventaram o alfabeto.
O padre Rogério Bacon inventou o telescópio.
O padre Zeucchi aperfeiçoou-o, em 1652.
O padre Humberto, o grande, inventou a bússola.
O padre Flávio, de Nápoles, aperfeiçoou-a.
O padre Tiago, de Vitry, aplicou-a à navegação.
O padre Cassiodoro, em 505, inventou o relógio.
O Papa Silvestre II fez o primeiro relógio de rodas.
O padre Pacífico, de Verona, inventou o relógio de bolso.
O padre Welogord, em 1316, fez o primeiro relógio astrológico.
O padre Alexandre Spina, dominicano, no 13º século, inventou o óculos.
O padre Magnon inventou o microscópio.
O padre Embriaco descobriu o hidro-cronômetro e o sismógrafo.
O padre Bertoldo Schwartz inventou a pólvora.
Dom Galeno, bispo de Munster, descobriu as bombas.
São Boaventura a teoria da termodinâmica.
Os padres Lona e Becaria descobriram as leis da eletricidade.
O padre Secchi, jesuíta, descobriu a análise espectral.
O padre Procópio Divisch, em 1759, descobriu o pára-raios, e não Franklin, que fez apenas aplicá-lo à proteção das casas.
O santo padre Beda descobriu as leis das marés.
O padre Gilbert introduziu os algarismos arábicos.
O padre Guido d’Arezzo inventou as notas musicais.
O padre José Joaquim Lucas, brasileiro, inventou o melógrafo, ou modo de escrever as notas e sinais que correspondem à escrita musical.
O padre Alberto, saxonio, imaginou as leis da navegação aérea.
O padre Bartolomeu de Gusmão, em 1720, fez a aplicação destas leis aos aerostatos, 60 anos antes de Mongolfier.
O padre Amaro, monge, foi o desenhador da célebre carta marítima, em 1456, que inclinou Colombo às suas explorações.
O padre Gauthier, em 1753, aproveitando as experiências de Papin, Dickens, Watt, inventou o moderno funcionamento da navegação.
O padre Nollet inventou as máquinas elétricas e descobriu a eletricidade nas nuvens.
O padre Raul, vigário de Sfax, é o verdadeiro inventor do submarino moderno.
Um padre dominicano, italiano, é o inventor das máquinas de compor, ou linotipia.
Os padres jesuítas são os descobridores do gás.
O padre Duen fundou, em 1715, a primeira fábrica de gás.
Foi um padre brasileiro quem inventou a máquina de escrever.
O padre Painton inventou a bicicleta, em 1745.
O padre Barrant, monge, descobriu o freio das locomotivas.
O padre cavalieri, jesuíta, inventou a policromia.
O bispo Regiomontanos, de Ratisbona, descobriu a teoria da imobilidade do sol e do movimento da terra em redor dele (em 1470). Isto é, 10 anos antes do padre Copérnico.
O padre Copérnico, polaco, achou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmos e em volta do sol.
Os padres Ponce e Epée, beneditinos, estabeleceram o método da educação dos surdos-mudos, etc., etc…
O padre J. B. de La Salle foi o primeiro a fundar escolas livres.
O padre Fegenece foi o primeiro a praticar a gravura nas vidraças.
O cardeal Mezzofanti foi o maior conhecedor de línguas do século passado.
O bispo Virgílio, de Salzburg, foi o descobridor da existência dos antípodas.
O padre Alberto Magno, dominicano, descobriu o zinco e o Arsênico.
O cardeal Régio Fontana inventou o sistema métrico.
O padre Lucas de Borgo é o inventor da Álgebra.

Fonte: Livro “Ataques Protestantes às verdades católicas”. Autor: Pe. Júlio Maria.

6 de agosto de 2015

Catecismo Ilustrado - Parte 51

Os Mandamentos

9º Mandamento de Deus: Não desejar a mulher do próximo

1. Deus neste mandamento proíbe todo o desejo que contamina a pureza da alma.
2. Comprazer-se num pensamento contra a pureza é também pecado, e chamado pecado de complacência.
3. Há obrigação de confessar-se dos pecados de pensamento com todos os casos e com todas as circunstâncias que são necessárias.
4. Aquele que é atormentado por maus pensamentos deve rezar para pedir o divino auxílio e estar vigilante para não cair em tentação.
5. Este mandamento prescreve que conservemos o coração puro de toda a mácula, e que nos exercitemos na mortificação dos sentidos para reprimir a concupiscência.
6. A concupiscência é um certo impulso do ânimo pelo qual o homem é levado a desejar coisas deleitosas.
7. A concupiscência é pecado quando nos leva a desejar coisas proibidas pela lei de Deus, ou a deleitar-nos em tais coisas, ou consentir nelas e não as rejeitar.
8. Há mau desejo quando queremos praticar o mal, se fosse possível. Há mau pensamento quando imaginamos o mal sem intenção de o praticar.
O mau desejo é um pecado, ainda que se não execute, porque não temos o direito de desejar o que não é permitido fazer. O mau pensamento é pecado, quando consentido, ainda que não haja o desejo de executá-lo.

Explicação da gravura

9. A gravura representa, ajoelhada diante de Nosso Senhor, uma mulher que, levada por um mau desejo, cometera um adultério. O Evangelho narra assim o fato: “Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou para o templo e todo o povo foi ter com Ele, e Ele, sentado, os ensinava. Então os escribas e os fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; puseram-na no meio, e disseram-Lhe: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante delito de adultério. Ora Moisés, na Lei, mandou-nos apedrejar tais mulheres. E Tu que dizes?” Diziam isto para Lhe armarem uma cilada, a fim de O poderem acusar. Porém, Jesus, inclinando-Se, pôs-Se a escrever com dedo na terra. Continuando, porém, eles a interrogá-Lo, levantou-Se e disse-lhes: “Aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra”. Depois, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo isto, foram se retirando, um após outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus com a mulher diante Dele. Então, levantando-se, disse-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus disse: “Nem Eu te condeno, vai e doravante não peques mais”.” (João VIII, 1-7)

10. Em baixo à esquerda, vê-se o rei David e o profeta Nathan que o censura pelo adultério cometido com Betsabé. À esquerda está representado a parábola de que se serviu Nathan para fazer a David a enormidade do seu crime: “Havia numa cidade (do teu reino) dois homens, um rico e outro pobre. O rico tinha nove ovelhas e bois em grande número. O pobre, porém, não tinha coisa alguma, senão uma ovelhinha, que comprara e criara, e que tinha crescido em sua casa juntamente com seus filhos. Tendo chegado um hóspede a casa do rico, não querendo este tocar nas suas ovelhas para dar um banquete ao hóspede, que lhe tinha chegado, roubou a ovelha do pobre. David, sumamente indignado contra tal homem, disse a Nathan: “Viva o Senhor, um homem que tal fez é digno de morte”. Então Nathan disse a David: “Tu és esse homem. Eis o que diz o Senhor Deus de Israel: “Eu te ungi rei sobre Israel, e te livrei da mão de Saul, dei-te a casa do teu senhor, com todos os seus bens. Porque desprezaste, pois, a palavra do Senhor, até cometeres o mal diante de meus olhos? Fizeste perecer à espada Úrias Heteu, e tomaste para tua mulher a que era sua mulher, e mataste-o com a espada dos filhos de Amon. Por esta razão não se apartará jamais a espada da tua casa, porque me desprezaste, tomando a mulher de Úrias Heteu, para ser tua mulher”. Em castigo do teu crime o Senhor se vingará na tua própria família. Eis pois o que diz o Senhor: “Eu suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti... Tu procedeste ocultamente, mas eu farei estas coisas à vista de toda Israel, à luz do sol”.” David disse a Nathan: “Pequei contra o Senhor”.” (II Samuel XII, 1-4)

5 de agosto de 2015

Catecismo Ilustrado - Parte 50

Os Mandamentos

8º Mandamento de Deus (continuação): Não levantar falso testemunho

A calúnia

1. A calúnia consiste em levantar a alguém falso testemunho de um defeito que não tem ou de uma falta que não cometeu.
2. A calúnia é um pecado horrendo, que não se perdoa sem que restituamos ao próximo o crédito que lhe tiramos com esse falso testemunho.
3. Restitui-se o crédito desdizendo-se o caluniador diante de todas as pessoas que ouviram a calúnia.

Maledicência ou murmuração

4. A maledicência e a murmuração consistem em dizer mal de alguém em sua ausência, e descobrir, sem necessidade, os defeitos, e faltas do próximo.
5. A murmuração é pecado mortal se descobrimos uma falta grave ou que diminui gravemente a reputação do próximo.
6. Quem murmura tem obrigação de restituir a reputação que prejudicou a reparar todo o dano que tiver causado.
7. Se ouvirmos com gosto a murmuração, ou concorrermos para ela com perguntas, é pecado, porque somos cúmplices do mesmo.
8. São Paulo diz que o Céu está fechado para quem murmura.
9. Quando ouvimos caluniar ou murmurar devemos impedi-lo, se for possível, ou ao menos não tomar parte da calúnia ou murmuração.

O juízo temerário

10. Julgar temerariamente é assentar que o próximo fez algum mal sem termos grave fundamento para assim o julgarmos.
11. A suspeita, quando duvidamos se alguém fazia ou não fazia mal, não é juízo temerário, porque na suspeita duvidamos, e no juízo temerário pensamos que o fez.
12. Se tivermos fundamento grave para julgar, nem o juízo é temerário, nem a suspeita é injuriosa para o próximo. Só é pecado quando julgamos sem fundamento um mal grave.
13. Quando é preciso revelar os defeitos do próximo, não os devemos dar a conhecer senão a quem os possa remediar, ou áqueles que fossem prejudicados se não os advertíssemos.
14. Ainda que uma coisa seja verdadeira, será pecado dizê-la, porque a caridade proíbe-nos de tirar ao próximo a boa reputação de que ele goza.
15. Não é murmurar dizer ao próximo uma falta pública e conhecida: mas então é preciso evitar o que da nossa parte poderia revelar malícia.
16. Há circunstâncias que aumentam a gravidade da calúnia e da murmuração, por exemplo, quando dizemos mal dos nossos superiores, das pessoas consagradas a Deus, ou diante de muita gente.
17. Em geral é proibido contar a alguém o mal que se ouviu a seu respeito. A Sagrada Escritura diz que Deus detesta aqueles que, pelas suas intrigas, semeiam discórdia entre os irmãos.

Explicação da gravura

18. A gravura está dividida em três partes. A parte superior representa José conduzido à prisão por ter sido falsamente acusado pela mulher de Putifar.
19. Na parte inferior à esquerda, vê-se o sumo sacerdote Aarão e Maria sua irmã diante da Arca da Aliança. O Senhor aparecendo-lhes censura-os por terem murmurado contra Moisés. Castiga Maria com lepra que durou sete dias.

20. Na parte inferior direita, vê-se São Paulo na Ilha de Malta, onde tinha desembarcado por causa duma tempestade. Os habitantes desta ilha receberam-no afavelmente; acenderam uma fogueira para se aquecerem. Paulo deitou na fogueira alguma aparas que apanhara, saindo delas uma víbora que se lhe enruscou na mão. Os bárbaros, admirados, exclamavam: “Este homem deve ser um assassino, pois a justiça divina o persegue”. Mas Paulo sacudiu a víbora, ficando ileso. (Atos 28, 4-6)

4 de agosto de 2015

Sermão Padre Renato Coelho IBP - IX Domingo depois de Pentecostes.

Sermão: IX Domingo depois de Pentecostes
Quem está de pé não caia. Quem caiu, se levante!


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Quem está de pé, cuide para não cair, diz São Paulo. Quem está de pé é quem está em estado de graça, em amizade com Deus, com a consciência livre de pecados graves. A pessoa está de pé, pois pode andar em direção da salvação, nesse longo caminho que é a vida. Mas como em todo caminho, há obstáculos a se evitar, direções a se seguir.
Sendo católicos, temos a vantagem de termos um bom GPS (mapa) em mãos para nos direcionar, isto é, a Bíblia, a Tradição e o Magistério. Com essas fontes garantidas por Deus de serem infalíveis intérpretes de Sua vontade, sabemos como achar a rota a ser traçada em nossas vidas. Deus colocou cada um em uma posição diferente, mas a todos Deus deu o mesmo fim, o Céu, e entre o ponto em que se está e o ponto em que se deve chegar, está o caminho que cada um deve traçar. Enganam-se aqueles que querem decidir até nos mínimos detalhes a vida de outrem, pois o caminho certo que cada um deve seguir é único. Podemos dar direções gerais para os outros, mas decidir exatamente para que lado deve ser o seu próximo passo exigiria se colocar exatamente na mesma posição em que a pessoa está, o que é impossível.
Mesmo sabendo, grosso modo, a direção que temos que tomar, sendo alguém católico ou não, todos temos que lidar com obstáculos. Há bons e maus obstáculos. Os bons obstáculos são aqueles que dificultam a prática do mal. Por exemplo, é difícil roubar um banco, mas tal obstáculo é um bem, pois se não existisse tal obstáculo mais pessoas pensariam em roubar os bancos. Por outro lado, há obstáculos para a prática do bem, como as tentações da carne, do mundo e do demônio. Queremos fazer um bem, mas perdemos o tempo com futilidades. Não rezamos nas tentações escorregando de pecado venial em pecado venial até cair em pecados mais graves. Esses obstáculos devem ser combatidos.
Há, todavia, dois modos de combatê-los, um é agindo contra eles, lutando de frente, como é o caso da preguiça, em que se não nos disciplinamos com horários ou pensamentos de ocupação, facilmente buscaremos o “fazer nada” que, num primeiro momento pode ser lícito para repousar a alma para melhor agir depois, contudo facilmente extrapolamos esse mínimo necessário podendo chegar até a negligenciar deveres graves de estado. Nesse modo de combate, seria como encontrar uma ventania no sentido contrário ao que devemos ir. Devemos resistir nos segurando em pontos de apoio, que são a oração e os sacramentos, bem como o auxílio das boas companhias, até quando a ventania parar, quando poderemos continuar com maior velocidade o nosso trajeto. Lembremos que nunca somos tentados além de nossas forças, e sempre há a força de Deus para nos auxiliar naquilo que falta à nossa.
Outro modo de combate é o de desviar dos obstáculos. Há certos obstáculos que não podem ser enfrentados diretamente, de frente. Imaginemos uma cerca elétrica. Querer quebra-la ou escalá-la são duas táticas claramente infelizes, pois seremos eletrocutados e possivelmente mortos. Temos que nos desviar deles, fugindo das ocasiões de queda, ou simplesmente ignorando as tentações, sem combater diretamente contra elas dando argumentos contrários ao que sugerem. Divergir a atenção, ou evitar tal pessoa, mortificar a curiosidade, sobretudo a dos olhos e do ouvido, são táticas elementares para se vencer tais obstáculos.
Agora vejamos o outro lado da moeda, isto é, se São Paulo diz que quem está de pé cuide para não cair, então quem caiu, cuide para ficar de pé. O primeiro passo para tal é reconhecer que caiu, pois quem acha que não caiu, não tomará as providências para ficar de pé.
Infelizmente, desde o pecado original, somos incapazes de nos colocarmos de pé sozinhos. Somos capazes de cair num poço de vários metros de profundidade, mas somos incapazes de sair dele se ninguém lança uma corda. Ninguém lançara a corda se não pedimos. É preciso pedir a corda, isto é, é preciso rezar para Deus se compadecer de nós e nos livrar de nossa miséria. É preciso depois segurar na corda e querer subi-la, isto é, é preciso buscar a confissão e se confessar bem, reconhecendo o erro do próprio pecado, buscar evita-lo, e pedir perdão a Deus na figura do sacerdote devidamente capacitado.
Esse poço é escorregadio, e perto dele há outros poços mais profundos. Quanto mais tempo demoramos para sair dele, mais difícil será de alcançar a corda. Cuidemos então para buscarmos o socorro o quanto antes, assim que percebemos que caímos, pois se somos negligentes em fazê-lo, sobretudo para os que pensam em se converter apenas na hora da morte, podemos entrar num caminho sem volta, para o fundo do poço, para as regiões inferiores, que em latim chamamos de infernus.
Rezemos a Nossa Senhora, auxílio dos cristãos, para não cairmos ou não deixarmos alguém cair, e a Nossa Senhora refúgio dos pecadores, para nos levantarmos ou para ajudarmos alguém a se levantar, para que no fim, o máximo de pessoas possível chegue na alegria celeste.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.




3 de agosto de 2015

Catecismo Ilustrado - Parte 49

Os Mandamentos

8º Mandamento de Deus (continuação): Não levantar falso testemunho

A mentira

1. Mentir é falar contra o próprio pensamento com a intenção de enganar. O pai da mentira é o demônio.
2. A mentira é pecado mortal, se tem consequências graves; se as não tem, será pecado venial.
3. A mentira é: ou jocosa, aquela que se diz gracejando ou por passatempo; ou oficiosa, aquela que se diz para nos desculparmos ou em abono do próximo; ou danosa, aquela que causa dano ao próximo.
4. A mentira faz injúria a Deus, porque é oposta à verdade, e Deus é a própria verdade. A mentira causa dano à sociedade porque tira a fé e a verdade.
5. A simulação ou fingimento, e a hipocrisia são vícios que se referem à mentira; há simulação quando uma pessoa exprime com atos externos o contrário do que se sente no coração. A hipocrisia é uma simulação com que alguém procura parecer justo e virtuoso no exterior, não o sendo do interior.
6. A adulação refere-se também à mentira, porque é um vício em que, com louvores falsos ou exagerados, se procura cativar a benevolência do próximo para qualquer fim interesseiro. Deve fugir-se dos aduladores como inimigos, porque a sua adulação tende principalmente à ruína espiritual do próximo.

Explicação da gravura

7. Representa a gravura o terrível castigo da mentira. Lemos nos Atos dos Apóstolos: “Um homem, porém, chamado Ananias, de combinação com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, e, com a cumplicidade da sua mulher, reteve parte do preço e, levando a outra parte, a pôs aos pés dos Apóstolos. Pedro disse: “Ananias, como é que Satanás se apossou de teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do campo? Não é verdade que, conservando-o sem vender, era teu, e mesmo, depois de vendido, não estava em teu poder o seu valor? Por que motivo puseste em teu coração fazer tal coisa? Não mentiste aos homens mas a Deus”. Ananias, ao ouvir estas palavras, caiu e expirou; e um grande temor se apoderou de todos os que ouviram isto. Levantando-se alguns jovens, cobriram o seu corpo e levaram-no a enterrar. Passado um intervalo de quase três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que tinha acontecido. Pedro disse-lhe: “Diz-me: É verdade que vendeste por tanto o campo”? Ela disse: “Sim, por tanto”. Pedro então disse para ela: “Porque vos combinastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis que estão à porta os pés daqueles que sepultaram o teu marido e te levarão a ti”. Imediatamente, ela caiu a seus pés e expirou. Os jovens, entrando, encontraram-na morta, levaram-na e enterraram-na junto do seu marido. Então difundiu-se um grande temor por toda a Igreja e entre todos os que ouviram estas coisas”. (Atos V, 1-11)
8. Na parte inferior esquerda vê-se Eva, enganada pela serpente que lhe disse: “Se comerdes deste fruto, não morrereis, mas tornar-vos-eis semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal”. Esta mentira do demônio perdeu todo o gênero humano.
9. Nosso Senhor chama ao demônio pai da mentira na seguinte passagem do Evangelho: “Jesus disse: “Por que não conheceis vós a Minha linguagem? Por que não podeis ouvir a Minha palavra. Vós tendes por pai o demônio, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando ele diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, porque não Me acreditais? Quem é de Deus, ouve as palavras de Deus; por isso, vós não as ouvis, porque não sois de Deus”.” (João VIII, 43-48)

10. Na parte inferior direita, vê-se o profeta Eliseu e o seu servo Giesi. Este mentira dizendo-se enviado pelo profeta para pedir a Naaman um talento de prata e dois vestidos. Recebeu do general sírio dois talentos e dois vestidos. Mentiu de novo dizendo a Eliseu que não tinha saído de casa. Em castigo desta dupla mentira foi atacado de lepra, ele e todos os seus descendentes.

2 de agosto de 2015

Catecismo Ilustrado - Parte 48

Os Mandamentos

8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

1. Este mandamento proíbe-nos todos os pecados com que se pode prejudicar o próximo com a linguagem.
2. Os principais são: o falso testemunho, a mentira, a calúnia, a murmuração, os juízos temerários, a adulação.

O falso testemunho

3. O testemunho falso que se proíbe neste mandamento, é o que se dá quando uma pessoa que jurou dizer a verdade, testemunha falso.
4. O testemunho falso é grande pecado, porque: 1º faz injúria a Deus, desprezando a sua presença e invocando-o em testemunha da falsidade; 2º faz injúria ao juiz, porque o engana mentindo; 3º faz injúria ao inocente, porque lhe causa dano ocultando a verdade.
5. Nunca é lícito ocultar a verdade; o dever da testemunha é dizer a verdade, toda a verdade, e só a verdade.
6. Uma testemunha falsa é reprovada por Deus, e será por Ele castigada.

Explicação da gravura

7. A de cima representa Nosso Senhor diante de Pilatos. Um dos assistentes levanta a mão e, mostrando Jesus, afirma que O ouviu proibir de pagar tributo a César. Era isso um testemunho falso, pois Jesus dissera o contrário.
8. Narra São Marcos outro testemunho falso contra Nosso Senhor: “Os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para O fazerem morrer, e não o encontravam. Muitos depunham falsamente contra Ele, mas não concordavam os seus depoimentos. Levantaram-se uns que depunham falsamente contra Ele, dizendo: “Nós ouvimo-Lo dizer: Destruirei este templo, feito pela mão do homem, e em três dias edificarei outro, que não será feito pela mão do homem”. Porém, nem estes testemunhos eram concordes. Então, levantando-se do meio da assembleia o sumo sacerdote, interrogou Jesus dizendo: “Não respondes nada ao que estes depõem contra Ti”? Ele, porém, estava em silêncio e nada respondeu. Interrogou-O de novo o sumo sacerdote e disse-Lhe: “És Tu o Cristo, o Filho de Deus bendito”? Jesus respondeu: “Eu sou, e vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu”? (Marcos XIV, 55-63)
9. Na parte inferior esquerda vê-se a Jezabel, mulher de Acab rei de Israel, comida pelos cães. Esta mulher ímpia, querendo ver-se livre de Naboth, que se recusava a vender a sua vinha, buscou falsas testemunhas que o acusassem de blasfêmia. Naboth foi condenado à morte e lapidado. O sucessor de Acab mandou precipitar Jezabel do alto do palácio e o corpo dela foi comido pelos cães. Assim Deus a castigou.
10. Outro exemplo de testemunho falso. Lemos nos Atos dos Apóstolos: “A palavra do Senhor crescia e multiplicava-se muito o número dos discípulos em Jerusalém; e também uma grande multidão de sacerdotes aderia à fé. Estêvão, cheio de graça e de fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Porém, alguns da sinagoga chamada dos Libertos, dos Cirenenses, dos Alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, levantaram-se a disputar com Estêvão, mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito que inspirava as suas palavras. Então subornaram alguns e disseram: “Ouvimo-lo dizer palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus”. Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas; e, avançando contra ele, arrebataram-no e levaram-no ao Sinédrio, e apresentaram falsas testemunhas que diziam: “Este homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a Lei; ouvimos-lhe dizer que esse Jesus de Nazaré há-de destruir este lugar e há-de mudar as tradições que Moisés nos deixou”.” (Atos VI, 7-14)

11. Na parte inferior direita, vê-se Daniel confundindo os dois anciãos que falsamente testemunharam contra Susana. Os anciãos foram condenados à morte e lapidados.

1 de agosto de 2015

Martinho Lutero, homicida e suicida

Martinho Lutero, homicida e suicida

Eis alguns dados históricos da triste vida do fundador do protestantismo, e de seu fim trágico, depois de uma de suas muitas bebedeiras serestais com príncipes amigos.

Martinho Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim à próprio vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou, no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, "não por vocação, mas por medo da morte". Ele mesmo falou várias vezes desse "medo da morte" que determinou a sua entrada na religião, como o veremos.

LUTERO HOMICIDA

O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero - sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu "medo da morte" ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.

Lutero parecia ter-se convertido. Mas não. Sempre perturbado e contraditório, ele se declara réu confesso em uma prédica em 1529: "Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida" (WAW, 29, 50, 18). E um discurso transcrito por Veit Dietrich, afirma: "Eu me tornei monge por um desígnio especial de Deus, a fim de que não me prendessem; o que teria sido muito fácil. Mas não puderam porque a Ordem se ocupava de mim" (isto é, os superiores do Convento o protegiam) (WA Tr 1, 134, 32). Portanto, Lutero foi réu de um homicídio que cometeu quando era estudante em Erfurt. E segundo os seus biógrafos, o motivo teria sido despeito por ter o seu colega obtido melhor nota nos exames.

LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

Ele o confessa: "Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite... Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência". No entanto, chamava o Papa de "asno".

Sobre a oração dizia: "Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer 'santificado seja o vosso nome', direi: 'maldito e injuriado seja o nome dos papistas..., que o papado seja maldito, condenado e exterminado'. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso".

Sobre os mandamentos, dizia: "Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo... Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio...". Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: "Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte... Durante a vida devemos pecar".

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. "O celibato - dizia - é uma invenção maldita" - "Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher".

Sobre a Virgem Maria, "a caneta" recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que "cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou..., e com Madalena...".

Sobre Deus: "Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso..., mas é muito estúpido; é um tirano".

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

LUTERO SUICIDA

Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma "neurose de angústia gravíssima", do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em "Angústia de Lutero").

O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

"Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

"Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o 'Mestre Lutero' tinha improvisamente abandonado esta vida".

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: "Os Três Reformadores". Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.

Portanto, irmãos separados da Igreja Católica por esse falso e ébrio reformador, abram os olhos, e voltem à verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É fácil de reconhecê-la. Está claro nos Santos Evangelhos que a verdadeira Igreja de Cristo é uma só (Mt. 16, 16). E o que aí lemos: "Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja". (Cf "Folhetos Católicos" - nº 1).

Inútil imaginar que Cristo apontava para Si quando falava a Pedro. Sabemos que Cristo é a "Pedra Angular" principal da sua Igreja. Mas Ele tornou a Pedro participante dessa sua condição. Suas palavras "são palavras de vida e de verdade". Só Ele, como único Mediador "de Redenção" (1 Tim 2, 5-6), pôde fundar, e realmente fundou a sua única e verdadeira Igreja tendo também por fundamento visível, neste mundo, a Pedro e seus sucessores, os Papas. Como há um só Senhor, uma só Fé, um só batismo (E.F. 4, 5), também uma só tem que ser a Igreja desse único Senhor. É a Igreja dos primeiros cristãos, é a Igreja dos mártires, é a Igreja católica de sempre, a única que é Apostólica, porque é a única que vem desde os Apóstolos.

É a única que existiu desde Cristo e dos Apóstolos até Lutero, e até hoje, e que existirá "até o fim dos séculos" (Mt 28, 28-30). Ao passo que as dos protestantes são "uma legião". Elas começaram a partir desse falso reformador, no ano 1521, que foi o primeiro a se atrever a fazer o que só Deus pode fazer: fundar uma religião. A 1ª das religiões dessa "legião" de igrejas chamou-se igreja luterana. Mas, já no tempo de Lutero, alguns luteranos imitaram o seu mau exemplo.

Assim, Calvino fundou o calvinismo em Genebra. Logo surgiram os anabatistas, os anglicanos, os batistas, os metodistas, etc.etc. (Cf. "Folhetos Católicos", nº 14). Calcula-se hoje em vários milheiros o número de seitas oriundas dos erros luteranos. E hoje a sua nova versão, com as suas "Lojas da bênção", praticando um verdadeiro curandeirismo de Bíblias na mão. A má semente semeada pelo ébrio e neurótico monge continua a produzir seus maus frutos.

Mas a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja, continua. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Eles se assemelham hoje aos "católicos reformados" dos tempos de Lutero, com a sua falsa reforma. No entanto, a Bíblia afirma que a única Igreja de Cristo, em si mesma, "é... santa e imaculada" (Ef. 5, 27).

Nota: Os dados desse folheto são de "Martinho Lutero, homicida e suicida", Pe. Luigi Villa, rev. "Chiesa Viva", nº 258, Brescia, Itália; e de "Lutero", Pe. Pedro de I. Muños, rev. "Tradicion Católica", nº 137, Barcelona, Espanha.

Dom Licínio Rangel

Campos/RJ

Publicado neste blogue pela primeira vez em novembro/2009.