28 de novembro de 2011
26 de novembro de 2011
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO DO EVANGELHO DOMINICAL
Introdução
um pouco extensa, mas necessária,
PARA OS SACERDOTES
um pouco extensa, mas necessária,
PARA OS SACERDOTES
Peço aos queridos sacerdotes lerem esta introdução: nada de novo lhes ensinará, talvez, porém relembrar-lhes-à umas verdades práticas que facilmente ficam sepultadas no esquecimento.
I. Razão de ser deste trabalho
Um comentário apologético do Evangelho Dominical é quase uma novidade das Homilias, tanto estamos acostumados a ver apenas: comentários literal, dogmático e moral.
Em tempos idos, tais comentários eram suficientes, porque as crianças recebiam dos pais a instrução necessária para firmar sua fé e não deixar dúvidas em seu espírito. Deste modo, podia o sacerdote enxertar, sobre estas noções, comentários evangélicos, dogmáticos e morais, que eram compreendidos porque encontravam alicerces.
Hoje, infelizmente, estamos numa época de “falta de tempo, de gosto e de espírito religioso produtivo”, de modo que raros são os pais que ensinam a doutrina católica a seus filhos; uma mãe cristã ensina ainda a reza, ministra-lhes umas verdades fundamentais, porém, muitas vezes de modo superficial, mal assimilado, feito às pressas, sem deixar uma convicção sólida no espírito da criança.
Este trabalho fundamental e básico da convicção tem que ser refeito pelo sacerdote, no púlpito, nas Homilias do Domingo ou no catecismo de perseverança.
Para muitos, a religião é uma espécie de opinião, igual às opiniões sociais ou políticas: tomam o que lhes agradam, rejeitam o que não agrada e duvidam de uma doutrina que mal conhecem.
Para reagir contra este abuso e retificar esta idéia falsa da religião, é preciso preparar a inteligência e a vontade para a aquisição de um espírito de fé, mais intenso e mais ativo. E tal preparação se faz pela apologética.
E o presente trabalho é de intensa apologética.
Em tempos idos, tais comentários eram suficientes, porque as crianças recebiam dos pais a instrução necessária para firmar sua fé e não deixar dúvidas em seu espírito. Deste modo, podia o sacerdote enxertar, sobre estas noções, comentários evangélicos, dogmáticos e morais, que eram compreendidos porque encontravam alicerces.
Hoje, infelizmente, estamos numa época de “falta de tempo, de gosto e de espírito religioso produtivo”, de modo que raros são os pais que ensinam a doutrina católica a seus filhos; uma mãe cristã ensina ainda a reza, ministra-lhes umas verdades fundamentais, porém, muitas vezes de modo superficial, mal assimilado, feito às pressas, sem deixar uma convicção sólida no espírito da criança.
Este trabalho fundamental e básico da convicção tem que ser refeito pelo sacerdote, no púlpito, nas Homilias do Domingo ou no catecismo de perseverança.
Para muitos, a religião é uma espécie de opinião, igual às opiniões sociais ou políticas: tomam o que lhes agradam, rejeitam o que não agrada e duvidam de uma doutrina que mal conhecem.
Para reagir contra este abuso e retificar esta idéia falsa da religião, é preciso preparar a inteligência e a vontade para a aquisição de um espírito de fé, mais intenso e mais ativo. E tal preparação se faz pela apologética.
E o presente trabalho é de intensa apologética.
II. Que é apologética?
É a demonstração da verdadeira religião contra todos os seus adversários, quer sejam incrédulos, quer sejam heréticos.
O grande ponto de controvérsia está nesta questão: É ou não é a verdade, a doutrina da Igreja Católica?
Esclarecidos pela fé, nós católicos respondemos: Sim, é a pura e imutável verdade!
Mas os adversários têm o direito de pedir provas de uma afirmação tão categórica.
Estas provas são dadas pelo ensino apologético.
Há no mundo um fato público, visível, inegável, para todos: É a existência da Igreja Católica, que há 18 séculos proclama bem alto: Eu sou a única religião verdadeira! Aquele que crer em mim se salvará. Aquele que me rejeitar será rejeitado por Deus!
Para nós, católicos, tal verdade não se discute: é de absoluta certeza.
Infelizmente, há uns que ignoram e outros que negam tal verdade.
A uns e outros a Apologética dá uma resposta.
Tal resposta, para ser completa, deve apresentar três partes em sua demonstração:
1) O fundamento;
2) Os meios;
3) Os fatos.
O fundamento compreende:
a existência de Deus,
a imortalidade da alma,
a Providência divina,
a lei natural,
a necessidade da religião.
Os meios de demonstração são: os milagres e profecias, provando que a religião cristã foi divinamente revelada e divinamente provada pelos milagres.
Os fatos são:
a existência da religião cristã,
a sua admirável história,
a sua preeminência sobre as demais religiões,
a aplicação das profecias,
os milagres do antigo e novo Testamento.
Uma vez provado que a religião cristã é a única religião divina, torna-se fácil provar que esta única religião é conservada e ensinada pela Igreja Católica, tendo, ela só, insculpidos na fronte os característicos da instituição de Jesus Cristo.
Neste novo quadro vêm agrupar-se sucessivamente:
os erros das seitas dissidentes,
o Papado no Evangelho,
a necessidade da infalibilidade,
a hierarquia da Igreja,
a Igreja e o Estado,
o Papa e a Eucaristia.
É tudo isso que vamos expor nestas instruções apologéticas.
O grande ponto de controvérsia está nesta questão: É ou não é a verdade, a doutrina da Igreja Católica?
Esclarecidos pela fé, nós católicos respondemos: Sim, é a pura e imutável verdade!
Mas os adversários têm o direito de pedir provas de uma afirmação tão categórica.
Estas provas são dadas pelo ensino apologético.
Há no mundo um fato público, visível, inegável, para todos: É a existência da Igreja Católica, que há 18 séculos proclama bem alto: Eu sou a única religião verdadeira! Aquele que crer em mim se salvará. Aquele que me rejeitar será rejeitado por Deus!
Para nós, católicos, tal verdade não se discute: é de absoluta certeza.
Infelizmente, há uns que ignoram e outros que negam tal verdade.
A uns e outros a Apologética dá uma resposta.
Tal resposta, para ser completa, deve apresentar três partes em sua demonstração:
1) O fundamento;
2) Os meios;
3) Os fatos.
O fundamento compreende:
a existência de Deus,
a imortalidade da alma,
a Providência divina,
a lei natural,
a necessidade da religião.
Os meios de demonstração são: os milagres e profecias, provando que a religião cristã foi divinamente revelada e divinamente provada pelos milagres.
Os fatos são:
a existência da religião cristã,
a sua admirável história,
a sua preeminência sobre as demais religiões,
a aplicação das profecias,
os milagres do antigo e novo Testamento.
Uma vez provado que a religião cristã é a única religião divina, torna-se fácil provar que esta única religião é conservada e ensinada pela Igreja Católica, tendo, ela só, insculpidos na fronte os característicos da instituição de Jesus Cristo.
Neste novo quadro vêm agrupar-se sucessivamente:
os erros das seitas dissidentes,
o Papado no Evangelho,
a necessidade da infalibilidade,
a hierarquia da Igreja,
a Igreja e o Estado,
o Papa e a Eucaristia.
É tudo isso que vamos expor nestas instruções apologéticas.
III. O preâmbulo da fé
Os teólogos chamam a apologética o preâmbulo da fé. Vejamos a razão e a certeza desta denominação.
Muitos pregadores queixam-se da inutilidade de seus sermões e conferências.
Pode haver nesta queixa muita humildade, que ignora o bem produzido; pode haver também muita verdade.
Estará, talvez, o assunto bem adaptado às necessidades do presente?
Estamos atravessando uma crise de caráter e portanto, de fé.
A fé, embora sincera, é muitas vezes fraca, vacilante, porque não tem base.
A fé é uma virtude sobrenatural, porém, no homem, o sobrenatural está como enxertado sobre o natural.
Faltando a disposição natural na pessoa, o sobrenatural não encontra base sólida e, afora um milagre, não se sustenta.
É fácil provar isto. Basta analisar o ato de fé.
A fé completa percorre três etapas:
A credibilidade (é crível).
A credidade ou conveniência (convém crer).
A fé propriamente dita (creio).
Deve a fé apresentar-se com títulos sérios ou credenciais que mostram que esta ou aquela verdade é crível: são os motivos da credibilidade.
À vista destas credenciais, o espírito convence-se especulativamente de que deve crer em tais verdades críveis: é o assentimento de simples credibilidade.
Depois, saindo da ordem teórica, o espírito passa à determinação prática e diz: Se tal coisa é crível, convém, pois, crer! Sãos os ato de credidade.
A vontade, então orientada pela inteligência, faz o ato livre de fé: Á crível, convém crer, creio!
Muitos pregadores queixam-se da inutilidade de seus sermões e conferências.
Pode haver nesta queixa muita humildade, que ignora o bem produzido; pode haver também muita verdade.
Estará, talvez, o assunto bem adaptado às necessidades do presente?
Estamos atravessando uma crise de caráter e portanto, de fé.
A fé, embora sincera, é muitas vezes fraca, vacilante, porque não tem base.
A fé é uma virtude sobrenatural, porém, no homem, o sobrenatural está como enxertado sobre o natural.
Faltando a disposição natural na pessoa, o sobrenatural não encontra base sólida e, afora um milagre, não se sustenta.
É fácil provar isto. Basta analisar o ato de fé.
A fé completa percorre três etapas:
A credibilidade (é crível).
A credidade ou conveniência (convém crer).
A fé propriamente dita (creio).
Deve a fé apresentar-se com títulos sérios ou credenciais que mostram que esta ou aquela verdade é crível: são os motivos da credibilidade.
À vista destas credenciais, o espírito convence-se especulativamente de que deve crer em tais verdades críveis: é o assentimento de simples credibilidade.
Depois, saindo da ordem teórica, o espírito passa à determinação prática e diz: Se tal coisa é crível, convém, pois, crer! Sãos os ato de credidade.
A vontade, então orientada pela inteligência, faz o ato livre de fé: Á crível, convém crer, creio!
IV. O ato da fé
Estes três atos que acabamos de assinalar encadeiam-se e não podem ser separados.
Para que a fé penetre numa alma é preciso recorrer aos motivos que iluminam a inteligência e estimulam a vontade: são os motivos de credibilidade.
Os motivos de credidade são uma espécie de impulso dado à vontade para crer: convém crer!
A vontade tira a conclusão e diz: creio. – É o ato de fé.
A graça divina intervém nestas várias operações para iluminar a inteligência e inspirar a parte afetiva; ela é menos necessária, talvez, para a credibilidade, mas absolutamente necessária para a credidade (convém crer) e para a adesão final: creio.
O motivo da fé é a autoridade de Deus revelador; o meio ordinário e a regra comum é a autoridade da Igreja.
Pode-se comparar estas três etapas da fé às três etapas da impressão de um livro:
O censor do livro: Nihil Obstat. É bom... não há impedimento.
O Bispo diz: Imprimi potest: pode ser impresso...
O autor, entregando o livro à tipografia, tira a conclusão e diz: Imprimatur. Seja o livro impresso.
Em suma, estes três atos são: É bom – convém – faço!
Assim, o homem ouvindo uma exposição apologética, aprende os motivos de credibilidade: É crível. A sua vontade instruída diz logo: - Creia pois! (credidade) e, estimulada pela graça e pela inteligência, a vontade exclama: creio, Senhor!
Bem compreendido o que acabamos de dizer do ato de fé integral, podemos, com segurança, tirar uma conclusão de grande alcance.
A falta de fé sólida e convicta é o grande mal da nossa época.
É preciso, não simplesmente ensinar a doutrina, o dogma e a moral; é preciso, antes de tudo, aumentar e fundamentar a fé.
Ora, o caminho desta fé integral é o que chamamos, - introduzir nos espíritos os preâmbulos da fé.
Estes preâmbulos são a Apologética, contendo:
1o. Os motivos de credibilidade, mostrando as razões, as belezas, os atrativos, o lado racional das verdades religiosas: é preciso mostrar que a religião é crível.
2o. É preciso deduzir destas noções a necessidade de abraçar e praticar esta religião, pelos motivos de credidade ou conveniência. Se a religião é crível, convém crer nela.
3o. Só depois deste preparo do espírito e da vontade, haverá um ato de fé integral, baseado de um lado sobre o conhecimento da religião e de outro lado sobre a autoridade de Deus, revelador da religião.
Assim sendo, o primeiro ensino a dar aos fiéis é o ensino apologético; donde a necessidade de um curso completo sobre o assunto, durante um ano inteiro, na pregação dominical.
Para que a fé penetre numa alma é preciso recorrer aos motivos que iluminam a inteligência e estimulam a vontade: são os motivos de credibilidade.
Os motivos de credidade são uma espécie de impulso dado à vontade para crer: convém crer!
A vontade tira a conclusão e diz: creio. – É o ato de fé.
A graça divina intervém nestas várias operações para iluminar a inteligência e inspirar a parte afetiva; ela é menos necessária, talvez, para a credibilidade, mas absolutamente necessária para a credidade (convém crer) e para a adesão final: creio.
O motivo da fé é a autoridade de Deus revelador; o meio ordinário e a regra comum é a autoridade da Igreja.
Pode-se comparar estas três etapas da fé às três etapas da impressão de um livro:
O censor do livro: Nihil Obstat. É bom... não há impedimento.
O Bispo diz: Imprimi potest: pode ser impresso...
O autor, entregando o livro à tipografia, tira a conclusão e diz: Imprimatur. Seja o livro impresso.
Em suma, estes três atos são: É bom – convém – faço!
Assim, o homem ouvindo uma exposição apologética, aprende os motivos de credibilidade: É crível. A sua vontade instruída diz logo: - Creia pois! (credidade) e, estimulada pela graça e pela inteligência, a vontade exclama: creio, Senhor!
V. Necessidade da apologética
Bem compreendido o que acabamos de dizer do ato de fé integral, podemos, com segurança, tirar uma conclusão de grande alcance.
A falta de fé sólida e convicta é o grande mal da nossa época.
É preciso, não simplesmente ensinar a doutrina, o dogma e a moral; é preciso, antes de tudo, aumentar e fundamentar a fé.
Ora, o caminho desta fé integral é o que chamamos, - introduzir nos espíritos os preâmbulos da fé.
Estes preâmbulos são a Apologética, contendo:
1o. Os motivos de credibilidade, mostrando as razões, as belezas, os atrativos, o lado racional das verdades religiosas: é preciso mostrar que a religião é crível.
2o. É preciso deduzir destas noções a necessidade de abraçar e praticar esta religião, pelos motivos de credidade ou conveniência. Se a religião é crível, convém crer nela.
3o. Só depois deste preparo do espírito e da vontade, haverá um ato de fé integral, baseado de um lado sobre o conhecimento da religião e de outro lado sobre a autoridade de Deus, revelador da religião.
Assim sendo, o primeiro ensino a dar aos fiéis é o ensino apologético; donde a necessidade de um curso completo sobre o assunto, durante um ano inteiro, na pregação dominical.
VI. Conclusão
Concluamos que o presente curso de Apologia é de incontestável necessidade, para preparar as almas ao dom da fé, que lhes mostra a religião, não mais como uma simples opinião, mas como uma verdade revelada por Deus.
A exposição destas verdades, longe de ser árida, como uns pensam, excita nos ouvintes um imenso interesse de conhecer melhor a religião e de praticá-la integralmente.
Fruto de longa experiência no púlpito e na administração paroquial, o presente livro não tem outra ambição senão a de ajudar os zelosos sacerdotes no desempenho de sua atarefada e às vezes espinhosa missão de instruir os fiéis e de excitar neles uma fé sincera, fundada e ativa.
Nada de novo ensina, é certo, aos sacerdotes, porém, coordena, divide, adapta e deduz do Evangelho, numa ordem lógica, umas tantas verdades, que não se nota à primeira vista, mas cuja explanação relembrará aos pregadores o que sabem e lhes mostrará o modo prático de expor estas verdades ao povo.
Seja este livro nas mãos do nosso clero zeloso, um instrumento para a salvação das almas, é a única aspiração do autor.
A exposição destas verdades, longe de ser árida, como uns pensam, excita nos ouvintes um imenso interesse de conhecer melhor a religião e de praticá-la integralmente.
Fruto de longa experiência no púlpito e na administração paroquial, o presente livro não tem outra ambição senão a de ajudar os zelosos sacerdotes no desempenho de sua atarefada e às vezes espinhosa missão de instruir os fiéis e de excitar neles uma fé sincera, fundada e ativa.
Nada de novo ensina, é certo, aos sacerdotes, porém, coordena, divide, adapta e deduz do Evangelho, numa ordem lógica, umas tantas verdades, que não se nota à primeira vista, mas cuja explanação relembrará aos pregadores o que sabem e lhes mostrará o modo prático de expor estas verdades ao povo.
Seja este livro nas mãos do nosso clero zeloso, um instrumento para a salvação das almas, é a única aspiração do autor.
P. Júlio Maria S.D.N
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(MARIA, P. Júlio. Comentário Apologético do Evangelho Dominical. O Lutador, 1940, p. 9 - 16)
21 de novembro de 2011
19 de novembro de 2011
VIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
O Clero na Igreja
A nossa exposição apologética seria incompleta, se depois de termos estudado o Papado e o Episcopado na Igreja, nada disséssemos do Sacerdócio, que é o vínculo vivo a unir a autoridade docente da Igreja à docilidade discente dos fiéis.
Entre os dois está o Sacerdócio.
O Evangelho de hoje nos mostra o Filho do Homem ressuscitando a filha de Jairo, chefe da Sinagoga de Cafarnaum.
Este mesmo Jesus continua a ressuscitar mortos espirituais através dos séculos, por meio do Sacramento da Confissão. E o ministro principal, o dispensador de misericórdia divina é o Sacerdote.
O seu papel é, pois, importantíssimo na Igreja; é essencial, embora em grau inferior ao do Bispo, que faz parte da Igreja docente, enquanto o simples sacerdote é o canal transmissor da Igreja docente para a Igreja discente, ou fiéis.
Vamos estudar hoje brevemente estes dois pontos importantes.
1. O que é Sacerdócio
2. Como se compõe o Sacerdócio
Estes dois pontos vão revelar umas verdades novas na hierarquia da Igreja, geralmente mal conhecidas.
Entre os dois está o Sacerdócio.
O Evangelho de hoje nos mostra o Filho do Homem ressuscitando a filha de Jairo, chefe da Sinagoga de Cafarnaum.
Este mesmo Jesus continua a ressuscitar mortos espirituais através dos séculos, por meio do Sacramento da Confissão. E o ministro principal, o dispensador de misericórdia divina é o Sacerdote.
O seu papel é, pois, importantíssimo na Igreja; é essencial, embora em grau inferior ao do Bispo, que faz parte da Igreja docente, enquanto o simples sacerdote é o canal transmissor da Igreja docente para a Igreja discente, ou fiéis.
Vamos estudar hoje brevemente estes dois pontos importantes.
1. O que é Sacerdócio
2. Como se compõe o Sacerdócio
Estes dois pontos vão revelar umas verdades novas na hierarquia da Igreja, geralmente mal conhecidas.
I. O que é o Sacerdócio
Como já vimos, o Papa e os Bispos formam essencialmente a Igreja docente, mas aí não se limita a sua extensão.
Entre a parte docente e a parte discente, que é formada pelos fiéis, há o Sacerdócio, ou Padres propriamente ditos.
Por numerosos que sejam os Bispos, pois o Papa é livre de multiplicá-los conforme as necessidades, faltaria qualquer coisa à hierarquia da Igreja, à sua adaptação às necessidades, se entre os Bispos e o povo, não houvesse intermediários.
Eis porque um dia, escapou do peito do divino Mestre este brado angustioso: Ó! Como é grande a messe, mas os operários são poucos. (Luc. X. 2)
Que fará Jesus para remediar esse mal?
Além do Papa e dos Bispos, ele cria os Sacerdotes.
Não basta, de fato, ter um governo organizado; é preciso ter oficiais e ministros que, penetrando no meio do povo, transmitam e façam executar as ordens dos chefes, sigam de perto a observância destas ordens e assinalem os abusos que podem introduzir-se no meio do rebanho.
É o papel do simples Sacerdote, do Padre encarregado do ministério das almas, dos missionários semeadores da palavra divina.
Os Sacerdotes são os sucessores dos setenta e dois discípulos, escolhidos e ordenados pelo Salvador, como os Bispos são os sucessores dos doze Apóstolos, como o Papa é o Sucessor de S. Pedro, chefe dos Apóstolos.
Os Padres não possuem os poderes dos Bispos, mas são seus súditos, seus auxiliares no ministério, devendo-lhes submissão, respeito e obediência.
Há uma gradação visível e clara entre o Papa, os Bispos e os Padres.
O Papa deve confirmar os seus irmãos.
O Bispo deve pregar o Evangelho a todas as criaturas.
O Sacerdote deve ir à procura das ovelhas desgarradas.
Ao Papa, Jesus entrega as chaves do reino do Céu.
Aos Bispos, ele impõe as mãos.
Aos Sacerdotes, ele manda irem dois a dois, por todas as cidades.
Não impõe as mãos aos últimos... Não sopra sobre a fronte deles... Ele deixa a seus Apóstolos o encargo de fazê-lo, para bem marcar a dependência em que devem ficar: cordeiros com respeito ao povo; ovelhas com respeito aos Bispos.
Os poderes dos Padres, como os dos Bispos, como os do Papa, vêm diretamente de Jesus Cristo, mas são exercidos sob a dependência hierárquica estabelecida pelo próprio Jesus Cristo.
Os Bispos exercem os seus poderes sob a direção do Papa, os Padres exercem os seus poderes sob a direção dos Bispos.
Do mesmo modo que os poderes dos Bispos não dependem do Papa, assim os poderes dos Padres não dependem dos Bispos; é o exercício destes poderes que está sujeito ao beneplácito do superior.
O Sacerdócio, como o Episcopado e como o Papado, é de instituição divina e como tal é eterno, indestrutível como eles, ou melhor: há apenas um único Sacerdócio cuja plenitude está no Episcopado e cuja fonte e coração está no Papado.
Há, deste modo, três graus na hierarquia: o Papado, o Episcopado, o Sacerdócio.
É uma imagem da Santíssima Trindade neste mundo.
O Papa é o princípio da autoridade.
O Bispo é como o verbo do Papa em sua Diocese.
O Padre, unido ao Papa e ao Bispo, é como o Santificador das almas em sua paróquia.
É pelo Padre que o povo se une ao Bispo e ao Papa.
Todos os fiéis estão representados no Padre.
Todos os Padres estão representados no Bispo.
Todos os Bispos estão representados no Papa.
Augusta e sublime missão a do Padre!
Entre a parte docente e a parte discente, que é formada pelos fiéis, há o Sacerdócio, ou Padres propriamente ditos.
Por numerosos que sejam os Bispos, pois o Papa é livre de multiplicá-los conforme as necessidades, faltaria qualquer coisa à hierarquia da Igreja, à sua adaptação às necessidades, se entre os Bispos e o povo, não houvesse intermediários.
Eis porque um dia, escapou do peito do divino Mestre este brado angustioso: Ó! Como é grande a messe, mas os operários são poucos. (Luc. X. 2)
Que fará Jesus para remediar esse mal?
Além do Papa e dos Bispos, ele cria os Sacerdotes.
Não basta, de fato, ter um governo organizado; é preciso ter oficiais e ministros que, penetrando no meio do povo, transmitam e façam executar as ordens dos chefes, sigam de perto a observância destas ordens e assinalem os abusos que podem introduzir-se no meio do rebanho.
É o papel do simples Sacerdote, do Padre encarregado do ministério das almas, dos missionários semeadores da palavra divina.
Os Sacerdotes são os sucessores dos setenta e dois discípulos, escolhidos e ordenados pelo Salvador, como os Bispos são os sucessores dos doze Apóstolos, como o Papa é o Sucessor de S. Pedro, chefe dos Apóstolos.
Os Padres não possuem os poderes dos Bispos, mas são seus súditos, seus auxiliares no ministério, devendo-lhes submissão, respeito e obediência.
Há uma gradação visível e clara entre o Papa, os Bispos e os Padres.
O Papa deve confirmar os seus irmãos.
O Bispo deve pregar o Evangelho a todas as criaturas.
O Sacerdote deve ir à procura das ovelhas desgarradas.
Ao Papa, Jesus entrega as chaves do reino do Céu.
Aos Bispos, ele impõe as mãos.
Aos Sacerdotes, ele manda irem dois a dois, por todas as cidades.
Não impõe as mãos aos últimos... Não sopra sobre a fronte deles... Ele deixa a seus Apóstolos o encargo de fazê-lo, para bem marcar a dependência em que devem ficar: cordeiros com respeito ao povo; ovelhas com respeito aos Bispos.
Os poderes dos Padres, como os dos Bispos, como os do Papa, vêm diretamente de Jesus Cristo, mas são exercidos sob a dependência hierárquica estabelecida pelo próprio Jesus Cristo.
Os Bispos exercem os seus poderes sob a direção do Papa, os Padres exercem os seus poderes sob a direção dos Bispos.
Do mesmo modo que os poderes dos Bispos não dependem do Papa, assim os poderes dos Padres não dependem dos Bispos; é o exercício destes poderes que está sujeito ao beneplácito do superior.
O Sacerdócio, como o Episcopado e como o Papado, é de instituição divina e como tal é eterno, indestrutível como eles, ou melhor: há apenas um único Sacerdócio cuja plenitude está no Episcopado e cuja fonte e coração está no Papado.
Há, deste modo, três graus na hierarquia: o Papado, o Episcopado, o Sacerdócio.
É uma imagem da Santíssima Trindade neste mundo.
O Papa é o princípio da autoridade.
O Bispo é como o verbo do Papa em sua Diocese.
O Padre, unido ao Papa e ao Bispo, é como o Santificador das almas em sua paróquia.
É pelo Padre que o povo se une ao Bispo e ao Papa.
Todos os fiéis estão representados no Padre.
Todos os Padres estão representados no Bispo.
Todos os Bispos estão representados no Papa.
Augusta e sublime missão a do Padre!
II. Como se compõe o Sacerdócio
O Sacerdócio é um só: - é a participação ao Sacerdócio de Jesus Cristo. Como já disse, os Sacerdotes são os auxiliares dos Bispos na administração dos Sacramentos e na pregação da palavra divina: Sacedotem oportet praedicare.
O Sacerdócio embora único quanto ao Sacramento e a seus efeitos é duplo quanto ao modo de viver: há o Sacerdote regular e o Sacerdote secular.
O primeiro, além de ter as obrigações do Sacerdócio, é ligado a Deus pela prática dos conselhos evangélicos de obediência, castidade e pobreza.
O segundo é ligado por um destes conselhos, pela castidade, mas deve também ao Bispo, em virtude das ordens recebidas, inteira obediência.
Pertencendo ao mesmo Sacerdócio, tanto Padres regulares como seculares, em virtude, do Sacramento da Ordem que receberam, estão na mesma linha: são ministros de Deus, na dispensação das coisas sagradas, como o seu nome indica: Sacra dans: dando coisas sagradas.
O estado de vida destas duas categorias é diferente. O Padre regular, além das obrigações dos votos que faz, sujeita-se a uma regra, que indica o seu modo de viver e de agir. Daí o seu nome regular.
O Padre secular, porém, tem apenas de cumprir os seus deveres de Sacerdote e com as obrigações de seu ministério, podendo ordenar a sua vida como entende. E, como o seu nome indica, vive no meio do século: é secular.
O que, pois, difere é o modo de viver deles. Este modo constitui um estado: estado de perfeição para o Padre regular, ou religioso; e estado secular para o Padre secular.
Comparando, portanto, o Sacerdote regular e o secular, quanto ao Sacerdócio, vemos que são irmãos, que estão na mesma linha.
Comparando-os quanto ao estado, vemos ser o Padre regular superior ao secular, porque o estado que abraçou é mais perfeito e obriga a maior perfeição do que o estado do Padre secular.
Notemos bem que se trata aqui do estado ou modo de viver e não de pessoas inferiores; como num estado inferior pode haver pessoas superiores,
O hábito não faz o monge;
A casa não faz o santo;
O estado não faz a superioridade.
Se cada pessoa cumprisse perfeitamente todos os deveres de seu estado, então sim, existiria praticamente uma gradação. As misérias humanas, no entanto, são numerosas, de modo que pode haver casados mais santos do que certos celibatários e certos celibatários, no mundo, podem sobrepujar um religioso do claustro; assim pode haver, e há de fato, Sacerdotes seculares mais virtuosos e mais zelosos do que certos Sacerdotes regulares. O defeito não é do estado, é da pessoa. Se o regular cumprisse perfeitamente seus deveres de estado, seria, com certeza, mais virtuoso, mais zeloso, mais abnegado que o secular que se contentasse com cumprir simplesmente os deveres que lhe são impostos.
Em outros termos de comparação: tanto o regular como o secular, cumprindo bem os seus deveres de estado, o regular será mais virtuosos.
Se, porém, o secular cumprir bem estes deveres e o regular entregar-se ao relaxamento, claro é que, como pessoa, o secular supera o regular, porque o fervor está acima do relaxamento.
Mas se ambos cumprirem seus deveres, repito, o regular estará muito acima do secular, pela razão de serem seus deveres mais elevados e levarem a mais alta santidade que os do secular.
O Sacerdócio embora único quanto ao Sacramento e a seus efeitos é duplo quanto ao modo de viver: há o Sacerdote regular e o Sacerdote secular.
O primeiro, além de ter as obrigações do Sacerdócio, é ligado a Deus pela prática dos conselhos evangélicos de obediência, castidade e pobreza.
O segundo é ligado por um destes conselhos, pela castidade, mas deve também ao Bispo, em virtude das ordens recebidas, inteira obediência.
Pertencendo ao mesmo Sacerdócio, tanto Padres regulares como seculares, em virtude, do Sacramento da Ordem que receberam, estão na mesma linha: são ministros de Deus, na dispensação das coisas sagradas, como o seu nome indica: Sacra dans: dando coisas sagradas.
O estado de vida destas duas categorias é diferente. O Padre regular, além das obrigações dos votos que faz, sujeita-se a uma regra, que indica o seu modo de viver e de agir. Daí o seu nome regular.
O Padre secular, porém, tem apenas de cumprir os seus deveres de Sacerdote e com as obrigações de seu ministério, podendo ordenar a sua vida como entende. E, como o seu nome indica, vive no meio do século: é secular.
O que, pois, difere é o modo de viver deles. Este modo constitui um estado: estado de perfeição para o Padre regular, ou religioso; e estado secular para o Padre secular.
Comparando, portanto, o Sacerdote regular e o secular, quanto ao Sacerdócio, vemos que são irmãos, que estão na mesma linha.
Comparando-os quanto ao estado, vemos ser o Padre regular superior ao secular, porque o estado que abraçou é mais perfeito e obriga a maior perfeição do que o estado do Padre secular.
Notemos bem que se trata aqui do estado ou modo de viver e não de pessoas inferiores; como num estado inferior pode haver pessoas superiores,
O hábito não faz o monge;
A casa não faz o santo;
O estado não faz a superioridade.
Se cada pessoa cumprisse perfeitamente todos os deveres de seu estado, então sim, existiria praticamente uma gradação. As misérias humanas, no entanto, são numerosas, de modo que pode haver casados mais santos do que certos celibatários e certos celibatários, no mundo, podem sobrepujar um religioso do claustro; assim pode haver, e há de fato, Sacerdotes seculares mais virtuosos e mais zelosos do que certos Sacerdotes regulares. O defeito não é do estado, é da pessoa. Se o regular cumprisse perfeitamente seus deveres de estado, seria, com certeza, mais virtuoso, mais zeloso, mais abnegado que o secular que se contentasse com cumprir simplesmente os deveres que lhe são impostos.
Em outros termos de comparação: tanto o regular como o secular, cumprindo bem os seus deveres de estado, o regular será mais virtuosos.
Se, porém, o secular cumprir bem estes deveres e o regular entregar-se ao relaxamento, claro é que, como pessoa, o secular supera o regular, porque o fervor está acima do relaxamento.
Mas se ambos cumprirem seus deveres, repito, o regular estará muito acima do secular, pela razão de serem seus deveres mais elevados e levarem a mais alta santidade que os do secular.
III. Conclusão
Resumamos a parte doutrinal desta curta exposição.
O sacerdócio é o grande instrumento de santificação para o mundo.
O Sacerdócio é um só, como Sacramento, porém, os sacerdotes podem ter diferente estado de vida: Uns consagram-se a Deus, deixando tudo por amor dele, sem esperança de remuneração temporal: é o clero regular, são os religiosos.
Outros limitam-se aos deveres de seu Sacerdócio ou ministério, ficam no mundo; podem até ajudar aos pais e cuidar de seu futuro, podem possuir bens, etc.: é o clero secular
Há aqui uma tríplice distinção a fazer entre eles: de ordem, de estado, de ofício.
Como Ordem, os dois são iguais, pois só há um Sacramento de Ordem.
Como estado, o religioso é mais perfeito, pois além das virtudes próprias do sacerdote, ele se obriga a cumprir os conselhos evangélicos.
Como ofício, ambos estão na mesma linha, pois ambos se dedicam de um ou outro modo à salvação das almas.
O Sacramento da Ordem é de instituição divina.
Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares, onde ele estava para ir. (Luc. X. 1)
O estado religioso também é de instituição divina: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo quanto tens e dá aos pobres e depois vem e segue-me. (Math. XIX, 21)
O ministério sacerdotal também é de instituição divina: Ide, eis que eu vos mando como cordeiros entre lobos. (Luc. X. 3)
Há uns erros a respeito destas verdades. Há quem pense ter sido a vida religiosa instituída no século 3o. Não! Foi instituída por Jesus Cristo. E a opinião mais provável é que, como diz Suarez, os Apóstolos eram verdadeiramente religiosos ou regulares.
O que foi oficialmente instituído no século 3o são os Institutos religiosos: porém, estado e instituto são completamente distintos.
No princípio, todos os Sacerdotes eram religiosos tendo vida comum. Nosso Senhor mandou-os dois a dois, isto é, em vida comum.
Foi mais tarde, devido ao desenvolvimento da Igreja e a falta de Sacerdotes, que os Bispos se viram na contingência de separar os Sacerdotes e de mandá-los isoladamente à administração das paróquias.
O que começou no tempo de Jesus Cristo foi a vida religiosa e foi no decurso dos tempos que a vida de Padre secular foi se introduzindo nos costumes, devido às necessidades do momento.
Terminemos com a palavra decisiva de Pio IX, em seu breve de 17 de Março de 1866. “Vemos, escreve este Pontífice, que as antigas leis da Igreja, não somente aprovavam, mas ordenavam que os Padres, os diáconos e subdiáconos vivessem juntos, pondo em comum tudo o que lhes vinha do ministério das Igrejas; e era-lhes recomendado que tendessem com todas as suas forças a reproduzir a vida Apostólica, que é a vida comum. Não podemos, pois, senão louvar e recomendar a todos aqueles que se unem para levar este gênero de vida eclesiástica”.
Eis restabelecida e confirmada a confraternização, a unificação do clero regular e secular, seguindo cada um o estado que escolheu, e cumprindo com zelo os seus deveres de estado para trabalharem juntos na salvação das almas e para o triunfo da santa Igreja.
O sacerdócio é o grande instrumento de santificação para o mundo.
O Sacerdócio é um só, como Sacramento, porém, os sacerdotes podem ter diferente estado de vida: Uns consagram-se a Deus, deixando tudo por amor dele, sem esperança de remuneração temporal: é o clero regular, são os religiosos.
Outros limitam-se aos deveres de seu Sacerdócio ou ministério, ficam no mundo; podem até ajudar aos pais e cuidar de seu futuro, podem possuir bens, etc.: é o clero secular
Há aqui uma tríplice distinção a fazer entre eles: de ordem, de estado, de ofício.
Como Ordem, os dois são iguais, pois só há um Sacramento de Ordem.
Como estado, o religioso é mais perfeito, pois além das virtudes próprias do sacerdote, ele se obriga a cumprir os conselhos evangélicos.
Como ofício, ambos estão na mesma linha, pois ambos se dedicam de um ou outro modo à salvação das almas.
O Sacramento da Ordem é de instituição divina.
Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares, onde ele estava para ir. (Luc. X. 1)
O estado religioso também é de instituição divina: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo quanto tens e dá aos pobres e depois vem e segue-me. (Math. XIX, 21)
O ministério sacerdotal também é de instituição divina: Ide, eis que eu vos mando como cordeiros entre lobos. (Luc. X. 3)
Há uns erros a respeito destas verdades. Há quem pense ter sido a vida religiosa instituída no século 3o. Não! Foi instituída por Jesus Cristo. E a opinião mais provável é que, como diz Suarez, os Apóstolos eram verdadeiramente religiosos ou regulares.
O que foi oficialmente instituído no século 3o são os Institutos religiosos: porém, estado e instituto são completamente distintos.
No princípio, todos os Sacerdotes eram religiosos tendo vida comum. Nosso Senhor mandou-os dois a dois, isto é, em vida comum.
Foi mais tarde, devido ao desenvolvimento da Igreja e a falta de Sacerdotes, que os Bispos se viram na contingência de separar os Sacerdotes e de mandá-los isoladamente à administração das paróquias.
O que começou no tempo de Jesus Cristo foi a vida religiosa e foi no decurso dos tempos que a vida de Padre secular foi se introduzindo nos costumes, devido às necessidades do momento.
Terminemos com a palavra decisiva de Pio IX, em seu breve de 17 de Março de 1866. “Vemos, escreve este Pontífice, que as antigas leis da Igreja, não somente aprovavam, mas ordenavam que os Padres, os diáconos e subdiáconos vivessem juntos, pondo em comum tudo o que lhes vinha do ministério das Igrejas; e era-lhes recomendado que tendessem com todas as suas forças a reproduzir a vida Apostólica, que é a vida comum. Não podemos, pois, senão louvar e recomendar a todos aqueles que se unem para levar este gênero de vida eclesiástica”.
Eis restabelecida e confirmada a confraternização, a unificação do clero regular e secular, seguindo cada um o estado que escolheu, e cumprindo com zelo os seus deveres de estado para trabalharem juntos na salvação das almas e para o triunfo da santa Igreja.
EXEMPLOS
1. Bismarck e o diabo
Conta um jornal católico alemão que um Bismarck passeava no parque de Potsdam, quando foi cumprimentado por um desconhecido, que trajava e falava com distinção e elegância.
Conversavam sobre as Congregações que Bismark estava perseguindo e exilando.
De repente, o Chanceler de Ferro exclamou com ardor violento: Mais uns dias e não haverá mais uma única Congregação, ouçam, nem uma só!
- O senhor é mais forte do que eu, retorquiu o desconhecido. Há 19 séculos que eu trabalho para suprimí-las e nada consegui até hoje.
- Mas quem é o senhor? Interrogou espantado o Chanceler.
- Eu, sou o diabo.
- O diabo... repetiu trêmulo Bismarck, mas o desconhecido, já conhecido agora, desaparecera.
Conversavam sobre as Congregações que Bismark estava perseguindo e exilando.
De repente, o Chanceler de Ferro exclamou com ardor violento: Mais uns dias e não haverá mais uma única Congregação, ouçam, nem uma só!
- O senhor é mais forte do que eu, retorquiu o desconhecido. Há 19 séculos que eu trabalho para suprimí-las e nada consegui até hoje.
- Mas quem é o senhor? Interrogou espantado o Chanceler.
- Eu, sou o diabo.
- O diabo... repetiu trêmulo Bismarck, mas o desconhecido, já conhecido agora, desaparecera.
2. Para que servem os Padres
Em Bordeus, vinham no mesmo carro do trem, um senhor de sociedade e um operário.
Numa das estações, um sacerdote estava esperando outro trem.
- Para que serve esta gente? Diz o viajante ao operário, seu companheiro.
O operário ficou calado.
O trem retoma a sua marcha, atravessando um lugar deserto.
O operário, de repente aproxima-se de seu companheiro e com um acento áspero na voz lhe diz à queima roupa:
- Senhor, estamos aqui numa região deserta, longe das estações; se eu quisesse estrangulá-lo aqui, ninguém o saberia.
- Mas, exclama o burguês horrorizado, isso não lhe daria proveito nenhum.
- Desculpe-me, antes de deixar Bordeus, o senhor recebeu no Banco 30 contos de réis, que estão ali na sua maleta...
O homem passou por todas as cores e suando frio, olhava com terror para os braços vigorosos e os punhos de aço do operário.
- Fique sossegado, senhor, eu fui educado pelos Padres e eles me ensinaram a temer a Deus e a respeitar o bem alheio... Está vendo que esta gente ainda serve para qualquer coisa. Sem eles o senhor seria agora um homem morto.
Numa das estações, um sacerdote estava esperando outro trem.
- Para que serve esta gente? Diz o viajante ao operário, seu companheiro.
O operário ficou calado.
O trem retoma a sua marcha, atravessando um lugar deserto.
O operário, de repente aproxima-se de seu companheiro e com um acento áspero na voz lhe diz à queima roupa:
- Senhor, estamos aqui numa região deserta, longe das estações; se eu quisesse estrangulá-lo aqui, ninguém o saberia.
- Mas, exclama o burguês horrorizado, isso não lhe daria proveito nenhum.
- Desculpe-me, antes de deixar Bordeus, o senhor recebeu no Banco 30 contos de réis, que estão ali na sua maleta...
O homem passou por todas as cores e suando frio, olhava com terror para os braços vigorosos e os punhos de aço do operário.
- Fique sossegado, senhor, eu fui educado pelos Padres e eles me ensinaram a temer a Deus e a respeitar o bem alheio... Está vendo que esta gente ainda serve para qualquer coisa. Sem eles o senhor seria agora um homem morto.
3. Do Cura d’Ars
Deixem uma paróquia sem Padre durante 20 anos e o povo adorará os animais!
4. De Pio X
Precisamos de Padres que queiram ir para a cadeia!
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(MARIA, P. Júlio. Comentário Apologético do Evangelho Dominical. O Lutador, 1940, p. 418 - 427)
14 de novembro de 2011
12 de novembro de 2011
Máximas Eternas
Meditações para cada dia da semana
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Sábado
Sobre a Eternidade das Penas
Considera como o inferno não tem fim: sofre-se todas as penas e todas são eternas. De modo que passar-se-ão cem anos daquelas penas, mil anos, e o inferno estará começando. Passar-se-ão cem mil, cem milhões, mil milhões de anos e de séculos e o inferno começará sempre de novo. Se um anjo levasse a um condenado a notícia que Deus o quer tirar do inferno quando passados tantos milhões de séculos quantas forem as gotas de água, as folhas de todas as árvores frondosas, os grãos de areia do mar e da terra, vocês ficariam espantados; mas a verdade é que Ele (o condenado) faria uma festa tão grande que vocês não superariam se recebessem a notícia de ter conquistado um reinado. Sim, pois o condenado diria a si mesmo: É verdade que muitos séculos terão que escoar-se, mas chegará um dia em que eles acabarão...Mas, ao contrário, este fim não chegará jamais; passar-se-ão todos estes séculos e o inferno de novo, começará; multiplicar-se-ão estes séculos pelos números de grãos de areia, das gotas, das folhas e, mesmo assim, o inferno começará outra vez. Todo condenado faria, com Deus, o seguinte pacto: “Senhor, acrescei minha pena o quanto quiseres, basta que haja um termo e ficarei contente”. Mas não, este termo jamais existirá. Se ao menos o danado pudesse enganar-se a si mesmo e iludir-se dizendo: “Quem sabe um dia, Deus terá piedade de mim e me tirará do inferno!”. Não, o danado verá sempre, diante de si, a sentença de sua danação eterna e, então, dirá: “De maneira que todas estas penas que agora padeço, não terão nunca fim? Nunca?”. Durarão para sempre, sempre...Ó nunca! Ó eternidade! Ó inferno! Como? Os homens crêem na tua existência e mesmo assim pecam e seguem vivendo em pecado?
Meu irmão, preste atenção, pense que ainda mereces o inferno, se pecares. Já arde sob teus pés esta horrenda fornalha; e neste momento em que estás lendo, quantas almas nela estão caindo? Pense que se você lá chegar não mais sairá. E se algumas vezes já mereceste o inferno, agradece a Deus por lá não estar; e depressa remedia o quanto puderes, depressa; chora por teus pecados; leia este ou outro livreto de espiritualidade, todos os dias; torna tua devoção a Maria com o Santo Rosário diariamente e com o jejum todos os sábados; resiste às tentações chamando freqüentemente por Jesus e Maria; foge às ocasiões de pecar e se Deus te chamar a deixar o mundo, cada coisa feita para escapar de uma eternidade de penas é pouco, é nada. “Nulla nimia securitas, ubi periclitatur aeternitas” (S.Bern). Não há cautela bastante para nos assegurar a vida eterna. Veja quantos anacoretas, para escapar do inferno, foram viver em grutas, em desertos...E você, que tantas vezes mereceu o inferno, o que faz? Que faz? Cuidado para não te danares. Dá-te a Deus. “Maria ajudai-me”.
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Sábado
Sobre a Eternidade das Penas
Considera como o inferno não tem fim: sofre-se todas as penas e todas são eternas. De modo que passar-se-ão cem anos daquelas penas, mil anos, e o inferno estará começando. Passar-se-ão cem mil, cem milhões, mil milhões de anos e de séculos e o inferno começará sempre de novo. Se um anjo levasse a um condenado a notícia que Deus o quer tirar do inferno quando passados tantos milhões de séculos quantas forem as gotas de água, as folhas de todas as árvores frondosas, os grãos de areia do mar e da terra, vocês ficariam espantados; mas a verdade é que Ele (o condenado) faria uma festa tão grande que vocês não superariam se recebessem a notícia de ter conquistado um reinado. Sim, pois o condenado diria a si mesmo: É verdade que muitos séculos terão que escoar-se, mas chegará um dia em que eles acabarão...Mas, ao contrário, este fim não chegará jamais; passar-se-ão todos estes séculos e o inferno de novo, começará; multiplicar-se-ão estes séculos pelos números de grãos de areia, das gotas, das folhas e, mesmo assim, o inferno começará outra vez. Todo condenado faria, com Deus, o seguinte pacto: “Senhor, acrescei minha pena o quanto quiseres, basta que haja um termo e ficarei contente”. Mas não, este termo jamais existirá. Se ao menos o danado pudesse enganar-se a si mesmo e iludir-se dizendo: “Quem sabe um dia, Deus terá piedade de mim e me tirará do inferno!”. Não, o danado verá sempre, diante de si, a sentença de sua danação eterna e, então, dirá: “De maneira que todas estas penas que agora padeço, não terão nunca fim? Nunca?”. Durarão para sempre, sempre...Ó nunca! Ó eternidade! Ó inferno! Como? Os homens crêem na tua existência e mesmo assim pecam e seguem vivendo em pecado?
Meu irmão, preste atenção, pense que ainda mereces o inferno, se pecares. Já arde sob teus pés esta horrenda fornalha; e neste momento em que estás lendo, quantas almas nela estão caindo? Pense que se você lá chegar não mais sairá. E se algumas vezes já mereceste o inferno, agradece a Deus por lá não estar; e depressa remedia o quanto puderes, depressa; chora por teus pecados; leia este ou outro livreto de espiritualidade, todos os dias; torna tua devoção a Maria com o Santo Rosário diariamente e com o jejum todos os sábados; resiste às tentações chamando freqüentemente por Jesus e Maria; foge às ocasiões de pecar e se Deus te chamar a deixar o mundo, cada coisa feita para escapar de uma eternidade de penas é pouco, é nada. “Nulla nimia securitas, ubi periclitatur aeternitas” (S.Bern). Não há cautela bastante para nos assegurar a vida eterna. Veja quantos anacoretas, para escapar do inferno, foram viver em grutas, em desertos...E você, que tantas vezes mereceu o inferno, o que faz? Que faz? Cuidado para não te danares. Dá-te a Deus. “Maria ajudai-me”.
11 de novembro de 2011
Máximas Eternas
Meditações para cada dia da semana
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Sexta-Feira
Sobre o Inferno
Considera como o inferno é uma prisão infeliz, cheia de fogo. Neste fogo estão submersos os condenados, tendo um abismo de fogo acima, um abismo aos lados, um abismo abaixo. Fogo nos olhos, fogo na boca, fogo por inteiro. Todos os sentidos têm sua própria pena: os olhos cegos pelo fumo e pelas trevas, aterrorizados pela vista dos demônios e dos outros condenados. Com a audição escutarão dia e noite urros contínuos, prantos e blasfêmias. O olfato será afetado pelo fedor daqueles corpos mal cheirosos. O paladar atormentado por uma ardente sede e por uma fome canina, sem jamais obter uma gota d’água nem uma côdea de pão. Por isso, aqueles infelizes encarcerados, abrasados, pela sede, devorados pelo fogo, afligidos por todo tipo de tormentos, choram, gritam, desesperam-se, mas não existe, nem existirá, quem os alivie ou console. Ó inferno, inferno! Muitas só crêem quando em ti caem. Que dizes, tu que está lendo? Se tivesses, agora, que morrer, para onde irias? Tu que não suportas uma centelha de vela em tua mão, suportarás, depois, o estar em um lago de fogo, desconsolado e abandonado por todos, por toda a eternidade? A memória dos condenados será sempre atormentada pelo remorso da consciência: Este é o verme que sempre roerá o condenado, pensar no porque, por poucos prazeres envenenados, danou-se voluntariamente. Ó Deus, o que lhe padecerão, então, aqueles prazeres momentâneos, depois de cem mil, milhões de anos de inferno? Este verme recordar-lhe-á o tempo que Deus pôs à sua disposição para salvar-se; as comodidades que lhe apresentou o Senhor; os bons exemplos dos companheiros; os bons propósitos feitos, mas nunca seguidos. E então verá que não mais existe remédio para sua eterna ruína. O intelecto conhecerá o grande bem que perdeu: o Paraíso e Deus. “Ó Deus, ó Deus, perdoai-me por amor de Jesus Cristo”.
Pecador, tu que agora não te importas em perder o paraíso e Deus, conhecerás a tua cegueira ao ver os bem-aventurados triunfarem e gozar no reino dos céus; e tu, como um cão fétido, serás expulso daquela pátria santa privado, da bela face de Deus, da companhia de Maria, dos Anjos e dos santos. Então, delirando, gritarás: “Ó paraíso de contentes, ó Deus infinito, não és, e nem serás, mais meu?”. Então vamos com a penitência...Muda de vida: não esperes que o tempo termine. Dê-te a Deus: começa a amá-lo verdadeiramente . Roga a Jesus, Roga a Maria – que eles tenham piedade de ti.
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Sexta-Feira
Sobre o Inferno
Considera como o inferno é uma prisão infeliz, cheia de fogo. Neste fogo estão submersos os condenados, tendo um abismo de fogo acima, um abismo aos lados, um abismo abaixo. Fogo nos olhos, fogo na boca, fogo por inteiro. Todos os sentidos têm sua própria pena: os olhos cegos pelo fumo e pelas trevas, aterrorizados pela vista dos demônios e dos outros condenados. Com a audição escutarão dia e noite urros contínuos, prantos e blasfêmias. O olfato será afetado pelo fedor daqueles corpos mal cheirosos. O paladar atormentado por uma ardente sede e por uma fome canina, sem jamais obter uma gota d’água nem uma côdea de pão. Por isso, aqueles infelizes encarcerados, abrasados, pela sede, devorados pelo fogo, afligidos por todo tipo de tormentos, choram, gritam, desesperam-se, mas não existe, nem existirá, quem os alivie ou console. Ó inferno, inferno! Muitas só crêem quando em ti caem. Que dizes, tu que está lendo? Se tivesses, agora, que morrer, para onde irias? Tu que não suportas uma centelha de vela em tua mão, suportarás, depois, o estar em um lago de fogo, desconsolado e abandonado por todos, por toda a eternidade? A memória dos condenados será sempre atormentada pelo remorso da consciência: Este é o verme que sempre roerá o condenado, pensar no porque, por poucos prazeres envenenados, danou-se voluntariamente. Ó Deus, o que lhe padecerão, então, aqueles prazeres momentâneos, depois de cem mil, milhões de anos de inferno? Este verme recordar-lhe-á o tempo que Deus pôs à sua disposição para salvar-se; as comodidades que lhe apresentou o Senhor; os bons exemplos dos companheiros; os bons propósitos feitos, mas nunca seguidos. E então verá que não mais existe remédio para sua eterna ruína. O intelecto conhecerá o grande bem que perdeu: o Paraíso e Deus. “Ó Deus, ó Deus, perdoai-me por amor de Jesus Cristo”.
Pecador, tu que agora não te importas em perder o paraíso e Deus, conhecerás a tua cegueira ao ver os bem-aventurados triunfarem e gozar no reino dos céus; e tu, como um cão fétido, serás expulso daquela pátria santa privado, da bela face de Deus, da companhia de Maria, dos Anjos e dos santos. Então, delirando, gritarás: “Ó paraíso de contentes, ó Deus infinito, não és, e nem serás, mais meu?”. Então vamos com a penitência...Muda de vida: não esperes que o tempo termine. Dê-te a Deus: começa a amá-lo verdadeiramente . Roga a Jesus, Roga a Maria – que eles tenham piedade de ti.
10 de novembro de 2011
Máximas Eternas
Meditações para cada dia da semana
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Quinta-Feira
Sobre o Juízo Final
Considera que tão logo a alma sair do corpo será conduzida para diante do tribunal do Senhor Deus, para ser julgada. O Juiz é um Deus Onipotente, por ti maltratado, e encolerizado. Teus acusadores são os demônios inimigos; os processos são teus pecados; a sentença sem apelo; a pena o inferno... Não existem mais companheiros, parentes, amigos... Deverás ter-te com Deus.Então perceberás a feiúra de teus pecados e não poderás desculpá-los como agora fazes. Serás examinado a respeito de teus pecados por pensamentos, por palavras, por complacência, por obras, por omissões e escândalos. Tudo será pesado na grande balança da Justiça Divina e se faltares em algo estarás perdido. “Meu Jesus e meu juiz, perdoa-me antes de julgar-me”. Considera como a Divina Justiça há de julgar toda a gente no vale de Josafá, quando (no fim do mundo) ressuscitarão os corpos para receber, junto com a alma, o prêmio ou a pena. Reflete que se fores condenado pegarás de volta teu mesmo corpo que, então, servira de prisão para tua alma desventurada. Na ocasião deste amargo encontro a alma amaldiçoará o corpo e o corpo à alma, de maneira que a alma e o corpo que agora concordam entre si na procura de prazeres proibidos, unir-se-ão a força, depois da morte, para serem verdugos de si mesmos. Se te salvares do dito encontro, teu corpo ressurgirá belo, impassível e resplandecente: e assim em corpo e alma serás digno da vida santa. E assim acabará tua cena neste teatro da vida. Acabar-se-ão todas as riquezas, os prazeres, as pompas desta terra; tudo acabou. Somente existem duas eternidades, uma de glória e outra de pena; uma bem-aventurada e outra infeliz: uma de alegrias, outra de tormentos. No Paraíso os justos, no inferno os pecadores. Pobre daquele que tiver amado o mundo e por causa dos míseros prazeres desta terra tudo terá perdido: a alma, o corpo, o paraíso e Deus. Considera a eterna sentença. Cristo Jesus voltar-se-á contra os réprobos e a eles dirá: Acabaram? Acabaram? Já, minha hora chegou, hora de verdade e de justiça, hora de desdém e de vingança. E vai, celerados, vocês amaram a maldição, que ela caia sobre vocês: Que vocês sejam malditos nos tempos, malditos por toda a eternidade. Saí da minha frente, ide, privados de quaisquer bens e carregados de todas as penas, para o fogo eterno”. “Discedite a me, maledicti, in ignem aeternum” (Mt 25,41). Depois Jesus se voltará para os eleitos e dirá: “Vinde filhos meus benditos, possuir o reino dos céus posto para vós. Vinde para ser herdeiros das minhas riquezas, companheiros de minha glória; vinde cantar, em eterno, as minhas misericórdias; vinde do exílio à Pátria, das misérias à alegria; vinde das lágrimas ao riso, vinde das penas ao eterno repouso: “Venite, benedicti Patris Mei, possidete paratum vobis regnum” (Mt 25,34)”. “Jesus meu, espero, eu também, ser um destes benditos. Eu Vos amo acima de todas as coisas; desta hora em diante bendizei-me; e bendizei-me Vós, Maria minha Mãe”.
Por Santo Afonso Maria de Ligório
Tradução do Italiano para o Português de Pier Giorgio Citeroni
Atos de preparação às meditações
1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.
Meditação para Quinta-Feira
Sobre o Juízo Final
Considera que tão logo a alma sair do corpo será conduzida para diante do tribunal do Senhor Deus, para ser julgada. O Juiz é um Deus Onipotente, por ti maltratado, e encolerizado. Teus acusadores são os demônios inimigos; os processos são teus pecados; a sentença sem apelo; a pena o inferno... Não existem mais companheiros, parentes, amigos... Deverás ter-te com Deus.Então perceberás a feiúra de teus pecados e não poderás desculpá-los como agora fazes. Serás examinado a respeito de teus pecados por pensamentos, por palavras, por complacência, por obras, por omissões e escândalos. Tudo será pesado na grande balança da Justiça Divina e se faltares em algo estarás perdido. “Meu Jesus e meu juiz, perdoa-me antes de julgar-me”. Considera como a Divina Justiça há de julgar toda a gente no vale de Josafá, quando (no fim do mundo) ressuscitarão os corpos para receber, junto com a alma, o prêmio ou a pena. Reflete que se fores condenado pegarás de volta teu mesmo corpo que, então, servira de prisão para tua alma desventurada. Na ocasião deste amargo encontro a alma amaldiçoará o corpo e o corpo à alma, de maneira que a alma e o corpo que agora concordam entre si na procura de prazeres proibidos, unir-se-ão a força, depois da morte, para serem verdugos de si mesmos. Se te salvares do dito encontro, teu corpo ressurgirá belo, impassível e resplandecente: e assim em corpo e alma serás digno da vida santa. E assim acabará tua cena neste teatro da vida. Acabar-se-ão todas as riquezas, os prazeres, as pompas desta terra; tudo acabou. Somente existem duas eternidades, uma de glória e outra de pena; uma bem-aventurada e outra infeliz: uma de alegrias, outra de tormentos. No Paraíso os justos, no inferno os pecadores. Pobre daquele que tiver amado o mundo e por causa dos míseros prazeres desta terra tudo terá perdido: a alma, o corpo, o paraíso e Deus. Considera a eterna sentença. Cristo Jesus voltar-se-á contra os réprobos e a eles dirá: Acabaram? Acabaram? Já, minha hora chegou, hora de verdade e de justiça, hora de desdém e de vingança. E vai, celerados, vocês amaram a maldição, que ela caia sobre vocês: Que vocês sejam malditos nos tempos, malditos por toda a eternidade. Saí da minha frente, ide, privados de quaisquer bens e carregados de todas as penas, para o fogo eterno”. “Discedite a me, maledicti, in ignem aeternum” (Mt 25,41). Depois Jesus se voltará para os eleitos e dirá: “Vinde filhos meus benditos, possuir o reino dos céus posto para vós. Vinde para ser herdeiros das minhas riquezas, companheiros de minha glória; vinde cantar, em eterno, as minhas misericórdias; vinde do exílio à Pátria, das misérias à alegria; vinde das lágrimas ao riso, vinde das penas ao eterno repouso: “Venite, benedicti Patris Mei, possidete paratum vobis regnum” (Mt 25,34)”. “Jesus meu, espero, eu também, ser um destes benditos. Eu Vos amo acima de todas as coisas; desta hora em diante bendizei-me; e bendizei-me Vós, Maria minha Mãe”.
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