16 de julho de 2019

Noite Profunda, Pão de Cada Dia - Santa Teresinha

Jesus estava dormindo em minha barquinha, mas a noite era tão escura que me era impossível vê-lo; nada me iluminava, nem um relâmpago sequer vinha rasgar as nuvens tenebrosas. Não resta dúvida, é bem triste o clarão dos relâmpagos, mas se a tempestade tivesse, ao menos, se desencadeado abertamente, eu teria podido enxergar Jesus, por um instante... Mas era a noite, a noite profunda da alma... Como Jesus no jardim da agonia, sentia-me só, não encontrando consolo nem na terra nem nos céus. O Bom Deus parecia ter-me abandonado! A natureza dava a  impressão de acompanhar minha amarga tristeza...

O meu desejo de sofrimento estava saciado. A aridez era meu pão cotidiano. Mas apesar de privada de toda consolação, era a mais feliz das criaturas, uma vez que todos os meus desejos estavam satisfeitos...

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