21 de junho de 2010

Orações de Santo Afonso Maria de Ligório destribuídas para cada dia da semana


Feria secunda

O Bonitas infinita ! O caritas infinita ! Deus mihi se totum dedit, factus est totus meus ! Anima mea, convoca omnes affectus tuos, teque intime coniunge Domino tuo, qui dedita opéra venit ad te, ut coniungatur tibi et redametur a te.
O Redemptor amabilis, amplector te, amor et vita mea me tibi coniungo, noli me despicere. Hei mihi ! quodam tempore vitae meae te reieci ex anima mea, et me separavi a te; sed in posterum vitam meam millies ponere potius volo, quam iterum amittere te, summum Bonum meum. Obliviscere, Domine, omnium iniuriarum, quibus te affeci , et mihi miseratus ignosce; toto corde me illarum poenitet, et prae dolore mori vellem. Quamvis autem in te peccaverim, mihi praecipis ut amem te: Diliges Dominum Deum tuum, eoo toto corde tuo. Oh, Domine mi, quis ego sum ut a me diligi cupias? Quoniam hoc desideras, amore te prosequi volo. Tu pro me mortem subire voluisti, et carnes tuas in cibum mihi dedisti, ego omnia relinquo, omnibus valedico, et te solum, amantissime Salvator, amplector. Quis me separabit a caritate- Christi? O Redemptor amabilis, et quem alium diligere volo, nisi te,'qui es infinita bonitas, e.t infinito amore dignus? Quid mihi est in coelo? et a-te quid volui super terram? Deus cordis mei, et pars mea Deus in aeternum. Profecto quidem, Deus meus, et ubinam sive in coelo, sive in terra bonum te maius invenire possum, vel qui magis quam tu me dilexerit? Adveniat regnum tuum. Oh! bone Iesu, sume, precor, hoc mane totius cordis mei dominium, illud ego tibi totum praebeo. Tu illud semper ac totum posside, et omnes affectus, qui non sunt ad te, ab eo repelle. Te solum in partem meam, et in meas divitias eligo: Deus cordis mei, et pars mea, Deus, in aeternum. Da, ut semper illud s. Ignatii a Loyola in ore habeam, et petam: Amorem tui solum eum gratia 'tua mihi dones, et dives sum satis. Da, mihi amorem et gratiam tuam, fac videlicet ut amem te, et amer a te, et dives sum satis, nec amplius ultra desidero, nec aliud quaero.
Verumtamen tu scis infirmitatem meam, et quam saepe tibi infidelis extiterim; adiuva ergo me gratia tua, nec umquam permittas me separari ab amore tuo sancto. Ne permittas me separari a te. Hoc nunc tibi dico, semperque dicere volo, et idipsum, tribue, ut repetere tibi semper queam: Ne permittas, ne permittas me separari a te. O Virgo sanctissima, spes mea, Maria, impetra mihi a Deo hanc duplicem gratiam: sanctam perseverantiam et sanctum amorem; nihil amplius a te peto.







Segunda-feira

Ó Bondade infinita! Ó caridade infinita! Deus deu-Se totalmente a mim, fez-Se todo meu! Ó minh'alma, convoca todos os teus afetos, e une-te intimamente ao teu Senhor, que amorosamente veio a ti, para unir-Se a ti e ser por ti amado em retribuição.
Ó Redentor amável, abraço-Vos, meu amor e minha vida; uno-me a Vós, não me deixeis. Ai de mim! houve um tempo na minha vida em que Vos expulsei da minha alma, e separei-me de Vós; mas, de agora em diante, prefiro mil vezes perder a minha vida a perder-Vos, meu sumo Bem. Esquecei-Vos, Senhor, de todas as injúrias com que Vos agravei, e perdoa-me a mim humilhado; arrependo-me delas de todo meu coração, e quisera morrer de dor. Porém, por tanto que contra Vós pequei, tanto me mandais que Vos ame: Ama o Senhor teu Deus, de todo o teu coração. Ó! Senhor meu, quem sou eu para que queiras ser amado por mim? Porque assim desejas, quero seguir-Vos no amor. Vos quisestes morrer por mim, e me destes a carne como comida; eu tudo deixo, de tudo me despeço, e abraço-Vos a Vós só, ó amantíssimo Salvador. Quem me separará do amor de Cristo? Ó amável Redentor, que outro quero eu amar senão a Vós, que sois a bondade infinita, e digno de infinito amor? Que quero eu no céu, e, fora de Vós, que quero sobre a terra? Deus do meu coração, e a minha Deus é eternamente a minha parte. Assim é, meu Deus, e onde, no céu e na terra, posso encontrar um bem maior que Vós, ou quem me amaria mais que Vós? Venha o Vosso reino. Ó bom Jesus! Assume, peço-Vos, nesta manhã, o domínio de todo o meu coração: ofereço-Vo-lo inteiro. Possuí-o sempre e totalmente, e expulsai dele todos os afetos que não vêm de Vós. Escolho a Vós só para minha herança e minhas riquezas: Deus do meu coraçãom e a minha herança é Deus para sempre. Dá-me que sempre tenha na boca e peça, como Santo Ignácio de Loyola: "Dai-me somente o Vosso amor e a Vossa graça, e de riquezas estou satisfeito". Dai-me o Vosso amor e a Vossa graça; fazei, pois, com que Vos ame e seja por Vós amado, e estou saciado de riquezas: nada além disso desejo, nem outra coisa quero.
Todavia conheceis a minha fraqueza, e quão frequentemente Vos fui infiel; ajude-me, pois, a Vossa graça, e nunca me permita separar-me do Vosso santo amor. "Não me permitais separar-me de Vós." Digo-Vo-lo agora e sempre o quero dizer-Vos, e dai-me, ainda, que sempre possa repetir-Vos: "Não me permitais separar-me de Vós".
Ó Virgem santíssima, esperança minha, Maria, consegui-me de Deus esta dúplice graça: a santa perseverança e o santo amor. Nada mais Vos peço.

Tradução minha.

20 de junho de 2010

Orações de Santo Afonso Maria de Ligório destribuídas para cada dia da semana


Die Dominica

Amantissime Iesu, Redemptor, et Deus, adoro te praesentem in pectore meo sub speciebus panis et vini, quibus factus es oibus et potus animae meae.
Sit infinite benedictus adventus tuus ad animam meam, Deus meus, et pro tanto beneficio tibi ex intimo corde gratias ago, et doleo eo quod digne tibi grates rependere non valeo. Et quasnam dignas gratiarum actiones habere posset humilis villicus, si rustica in domo sua ab ipso suo rege se visitatum videret, nisi ad illius pedes se procumbere, et tacito admirari et laudare tantam dignationem? Procido ergo coram te, o Rex divine, o Iesu dulcissime, teque adoro ex abysso vilitatis meae. Coniungo adorationem meam adorationi, quam tibi praestitit beatissima Virgo Maria quando in uterum suum sacrosanctum te recepit, et quo ipsa te amavit amore, eodem te prosequi vellem. O Redemptor amabilis, tu hodie verbis meis obediens, de caelo in manus meas descendisti: et ego? eheu! quoties praeceptis tuis inobediendo, te, ingrato animo, sprevi, et gratiam et amorem tuum reieci ! O bone Iesu, meorum venialn delictorum iam te mihi tribuisse confido; quod,si culpa mea, nondum mihi pepercisti, modo, quaeso, agnosce mihi, o Bonitas infinita, nam te offendisse toto corde me poenitet. Utinam, o Iesu, te semper amavissem! A die saltem quo primam missam celebravi, unice pro te amore flagrare debuissem. Tu ex millibus me in sacerdotem et amicum tuum elegisti, quid ultra facere debuisti, ut a me diligereris? Sed gratias.ago tibi quia tempus mihi praestas agendi, quod facere omisi. Ex toto corde meo te amare volo. Minime, nullum affectum in corde meo admittere volo nisi pro te, qui me tantis beneficiis ad te redamandum obstrinxisti. Deus meus et omnia. O Deus meus, quid mihi divitiae! quid honores! quid mundi voluptates! tu omnia mihi es. Tu solus eris deinceps unicum bonum, unicus amor meus. Dicam tibi cum sancto Paulino: Sibi habeant divitias suas divites, regna sua reges; mihi Christus gloria et regnum est. Fruantur reges, ac divites terrae, regnis suis, suisque divitiis, tu, o bone Iesu, divitiae meae et regnum meum mihi solus eris.
O Pater aeterne, per amorem huius Filii tui, quem hodie tibi obtuli, et in cor meum recepi, da quaeso, mihi sanctam perseverantiam in gratia tua, et donum tui sancti amoris. Tibi etiam commendo propínquos meos, amicos et inimicos; animas item purgatorii, omnesque peccatores. O Mater mea, Maria sanctissima, impetra mihi sanctam perseverantiam et Iesu Christi amorem.










Domingo

Amantíssimo Jesus, Redentor e Deus, adoro-Vos, presente em meu peito sob as espécies do pão e do vinho, nas quais Vos fizestes comida e bebida da minha alma.
Seja infinitamente bendita a Vossa vinda à minha alma, ó meu Deus, e por tamanho benefício dou-Vos graças do íntimo do meu coração, e dói-me de não poder retribuir-Vos dignamente com agradecimentos. E que dignas ações de graças pode dar um humilde servo, se se vir visitado em sua rústica casa pelo seu próprio rei, senão prostrar-se aos seus pés, e, calado, admirar e louvar tanta clemência? Prostro-me, portanto, diante de Vós, ó divino Rei, ó dulcíssimo Jesus, e adoro-Vos do abismo da minha vileza. Junto minha adoração àquela que Vos presta a beatíssima Virgem Maria, quando em Seu seio sacrossanto recebeu-Vos, e o mesmo amor com que Ela Vos amou queria eu apresentar-Vos. Ó amável Redentor, Vós, hoje, obedecendo as minhas palavras, descestes do céu para as minhas mãos; e eu? Ai! todos os dias desobedecendo os Vossos preceitos, ingratamente desprezei-Vos, e rejeitei a Vossa graça e o Vosso amor! Ó bom Jesus, confio que já me haveis dado o perdão das minhas faltas; porque se por minha culpa ainda o não fizestes, peço-Vos, então, perdoai-me, ó Bondade infinita, porque me arrependo de todo o coração de Vos ter ofendido! Oxalá, ó Jesus, Vos amasse sempre! Desde o dia em que celebrei a primeira missa, devesse tão somente arder de amor por Vós. Vós, dentre milhares, me elegestes para Vosso sacerdote e amigo; por que o teríeis feito, senão para ser por mim amado? Mas dou-Vos graças porque me dais tempo para fazer o que tenho omitido. De todo o meu coração quero amar-Vos. Nenhum afeto quero admitir no meu coração senão por Vós, que, para que Vos amasse em retribuição, me envolvestes com tantos benefícios. Meu Deus e meu tudo. Ó meu Deus, para que as riquezas, para que as honras, para que os prazeres do mundo! Vós sois tudo para mim. Vós somente sereis, daqui por diante, o meu único bem e o meu único amor. Dir-Vos-ei com São Paulino: Tenham para si as suas riquezas os ricos, os seus reinos os reis; para mim Cristo é a glória e o reino. Desfrutem os reis e ricos da terra dos seus reinos e riquezas; só Vós, ó bom Jesus, sereis minhas riquezas e meu reino.
Ó eterno Pai, por amor do Vosso Filho, que hoje Vos ofereci, e recebi em meu coração, dai-me, peço-Vos, a santa perseverância na Vossa graça e o dom do Vosso santo amor. Recomendo-Vos, também, os meus próximos, amigos e inimigos; bem como as almas e purgatório e todos os pecadores. Ó minha Mãe, Maria santíssima, consegui-me a santa perseverância e o amor de Jesus Cristo.

Tradução minha.

9 de junho de 2010

Nota de Falecimento: Prof. Orlando Fedeli

Com muito pesar, comunicamos o falecimento do Professor Orlando Fedeli, fundador e presidente da Associação Cultural Montfort, doutor em História pela USP, que se empenhou no debate contra o modernismo e o Concílio Vaticano II e pela Missa Tridentina.

Manifestamos, outrossim, nossa gratidão pelo seu legado intelectual, do qual desfrutamos, através do site e das conferências que ele mesmo nos deu em Curitiba.

Nove dias após a publicação do seu livro "No país das maravilhas: a Gnose burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho", na comemoração dos Mártires Primo e Feliciano, na tarde de 9 de junho do ano do Senhor de 2010.

Requiem æternam dona ei, Domine. Et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

Tibi, Domine, commendamus animam famuli tui Orlandi ut defunctus sæculo tibi vivat: et quæ per fragilitatem humanæ conversationis peccata commisit, tu venia misericordiosissimæ pietatis absterge. Per Christum Dominum nostrum. Amen.

Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel no II Domingo depois de Pentecostes (06/06/2010)

Pe. Paulo Iubel
II Domingo depois de pentecostes
Paróquia Imaculada Conceição
Curitiba/PR

Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel na Festa de Corpus Christi (03/06/2010)

Pe. Paulo Iubel
Festa do Corpo de Deus
Paróquia Imaculada Conceição
Curitiba/PR

O martírio pela defesa da fé - Santo Inácio de Antioquia

Carta de Santo Inácio de Antioquia aos Romanos

«Escrevo a todas as Igrejas e asseguro a todas elas que estou disposto a morrer de bom grado por Deus, se vós não o impedirdes. Peço-vos que não manifesteis por mim uma benevolência inoportuna. Deixai-me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus. Sou trigo de Deus e devo ser moído pelos dentes das feras, para me transformar em pão limpo de Cristo. Rezai por mim a Cristo, para que, por meio desses instrumentos, eu seja sacrifício para Deus.

Para nada me serviriam os prazeres do mundo ou os reinos deste século. Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra. Procuro Aquele que morreu por nós; quero Aquele que ressuscitou por nossa causa. Estou prestes a nascer. Tende piedade de mim, irmãos. Não me impeçais de viver, não queirais que eu morra. Não me entregueis ao mundo, a mim que desejo ser de Deus, nem penseis seduzir-me com coisas terrenas. Deixai-me alcançar a luz pura. Quando lá chegar serei verdadeiramente um homem. Deixai-me ser imitador da paixão do meu Deus. Se alguém O possuir, compreenderá o que quero e terá compaixão de mim, por conhecer a ânsia que me atormenta.»

(SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA, Ep. ad Romanos, 4,1-2)

7 de junho de 2010

A Comunhão Sacrílega - Santo Antônio Maria Claret

A Comunhão sacrílega

"De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice.
Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor.
Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem."

(1 Cor 11, 27-30)
(Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios)

Santo António Maria Claret

Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos.E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus.

A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espectáculos de impurezas após a Comunhão pascal.

Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente.

Segundo o famoso P. Arbiol, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas.

Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores.

Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos.

E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles, um outro caso que li na vida dos Santos Padres:

Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: "Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes." Aproximaram-se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados.

Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-telogo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos actos de humildade, confiança e de amor a Deus e,com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente.

Os frutos principais da Sagrada Comunhão dignamente recebida:

1.º Aumenta a graça.

2.º Dá luz à alma para distinguir o bem do mal, para segui-lo e evitá-lo, respectivamente.

3.º Aviva fé e esperança.

4.º Estimula a caridade.

5.º Modera a raiva e outras paixões, preservando-nos do pecado.

6.º Estamos unidos com Jesus Cristo.

7.º Dá - nos dá um espírito manso.

8.º Repele os demónios, para que não nos tentem tantas vezes.

9.º Acalma o remorso da consciência.

10.º Dá-nos uma grande confiança em Deus, na hora da morte.

11.º Dá força e alimenta a alma.

12.º Finalmente, dá-nos uma ajuda especial para perseverar no bem e chegar à glória eterna, sendo penhor de salvação.

Fonte: Blog A Saúde da Alma