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6 de novembro de 2016

Oração do Santo Terço na Capela da Polícia Militar

Prezados Leitores, Salve Maria!

Como é do conhecimento de todos, todas as sextas-feiras fazemos a oração do terço do rosário na Capela da Polícia Militar às 19:30 horas. O Grupo São Pio V iniciou a prática de tal devoção por inúmeras razões, mas duas razões são especiais, quais seriam elas?

1) Como nos ensina São Luís Maria Grignion de Montfort, quem rezar o rosário fiel e devotamente, até o fim da vida, ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma "coroa de glória que jamais fenecerá. Ainda que estivésseis na beira do abismo, ainda que já tivésseis um pé no inferno, ainda que tivésseis vendido vossa alma ao demônio, ainda que fôsseis um herege empedernido e obstinado, vós vos converteríeis mais cedo ou mais tarde e vos salvaríeis - desde que (notai bem as palavras do Santo) rezásseis todos os dias o santo rosário, devotamente, até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de vossos pecados.

2) Obter as vantagens de rezar o Rosário em comum, como ensina São Luís, "De todas as maneiras de rezar o Rosário, a mais gloriosa a Deus, mais salutar à alma e mais terrível ao demônio, é salmodiá-lo ou rezá-lo publicamente em dois coros. Deus gosta das reuniões. Todos os Anjos e bem-aventurados reunidos no céu lá cantam incessantemente os seus louvores. Os justos da terra, reunidos em muitas comunidades, nelas rezam em comum dia e noite. Nosso Senhor expressamente aconselhou essa prática aos seus discípulos, e lhes prometeu que todas as vezes que estivessem dois ou mais reunidos em seu nome, Ele estaria no meio deles. Que felicidade ter Jesus Cristo em nossa companhia! Para possuí-Lo, basta nos reunirmos para rezar. Essa a razão pela qual os primeiros cristãos se reuniam tão freqüentemente para rezar em comum, apesar das perseguições dos imperadores que lhes proibiam tais reuniões. Eles preferiam se expor à morte a faltar a uma reunião na qual teriam a companhia de Jesus Cristo. Esse modo de rezar em comum é mais salutar à alma, porque:

a) Normalmente o espírito está mais atento na oração pública do que na particular;

b) Quando se reza em comum, as orações de cada particular se tomam comuns a toda a assembléia e constituem todas juntas uma única oração; assim, se algum particular não reza tão bem, outro na assembléia que reze melhor lhe supre a falta;

c) Uma pessoa que recita o terço sozinha tem somente o mérito de um terço; mas se o reza com trinta pessoas, tem o mérito de trinta terços. São essas as regras da oração pública. Que lucro! Que vantagem!; e

d) A oração pública é mais poderosa que a particular para aplacar a cólera de Deus e atrair a sua misericórdia. A Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, sempre se serviu dela em tempos de calamidade pública. O Papa Gregório XIII declarou numa Bula que se deve crer piedosamente que as orações e as procissões dos devotos do Rosário tinham contribuído muito para obter de Deus a grande vitória dos cristãos em 1571, no golfo de Lepanto, sobre a esquadra dos turcos. O Rei Luís, o Justo, de feliz memória, cercando La Rochelle, onde os hereges revoltosos se mantinham fortificados, escreveu à rainha sua mãe que mandasse fazer orações públicas pela prosperidade de suas armas. A rainha mandou rezar o Rosário publicamente na igreja dos dominicanos de Paris. Essa prática teve início no dia 20 de maio de 1628. A rainha-mãe e a rainha reinante compareceram, juntamente com o senhor duque de Orléans, os Cardeais de la Rochefoulcaut e de Bérulle, vários Prelados, toda a corte e uma multidão inumerável de fiéis. O Arcebispo lia em alta voz as meditações sobre os mistérios do Rosário e dava início em seguida ao Pai-Nosso e às Ave-Marias de cada dezena, e os religiosos com os assistentes respondiam. Após o terço, levava-se a imagem de Nossa Senhora em procissão, cantando suas ladainhas. Prosseguiu-se com essa devoção todos os sábados, com fervor admirável e evidente bênção do Céu, pois o rei triunfou sobre os ingleses e entrou vitorioso em La Rochelle no dia de Todos-os-Santos do mesmo ano. Vê-se por aí qual é a força da oração pública. Por fim, o Rosário recitado em comum é bem mais terrível ao demônio, porque se constitui por esse modo um corpo de exército para atacá-lo. Ele triunfa por vezes mais facilmente da oração de um particular, mas se ela está unida à dos outros, ele só dificilmente pode triunfar. É fácil quebrar uma única vara; mas se ajuntais com muitas outras num feixe, já não se consegue quebrar. Os soldados se unem para combater os inimigos; os maus se unem para fazer suas orgias e bailes; os próprios demônios se unem para nos perder. Por que então os cristãos não se unirão para ter a companhia de Jesus Cristo, para aplacar a cólera de Deus, para atrair a sua graça e a sua misericórdia, para vencer e aniquilar mais poderosamente os demônios? O Rosário rezado em voz alta, em dois coros, é um santo costume que Deus misericordioso estabeleceu nos lugares em que preguei missões, para conservar e aumentar o fruto delas e para impedir o pecado. Antes que esse costume fosse estabelecido, não se viam naquelas cidades e aldeias senão bailes, libertinagens, dissoluções, imodéstias, blasfêmias, querelas, divisões; e só se ouviam canções desonestas e palavras de sentido malicioso. Agora ouve-se o som dos cânticos e das salmódias de Pai-Nossos e Ave-Marias; e se vêem santos agrupamentos de vinte, trinta, cem pessoas e até mais, cantando como religiosos os louvores de Deus, em horas determinadas. Há mesmo lugares em que se reza o Rosário em comum todos os dias, em três horas diferentes do dia. Que bênção do Céu! Como há réprobos por toda a parte, não duvideis de que também nos vossos lugares haverá pessoas más que negligenciem de ir rezar o terço, que se queixarão e até farão tudo o que puderem para vos impedir de prosseguir nesse santo exercício. Mas perseverai firmes! O destino desses infelizes é o inferno, onde ficarão para sempre separados de Deus. É normal que já aqui, antecipadamente, se separem da companhia de Jesus Cristo e dos que O servem.

Venha rezar conosco e obter os frutos da oração em público.

Um grande abraço em Cristo Nosso Senhor

Associação Civil São Pio V

21 de agosto de 2015

COMUNICADO - ORAÇÃO DO TERÇO DO ROSÁRIO

Prezados Amigos, Salve Maria!

Comunicamos que serão suspensas a "Oração do Terço do Rosário" na Capela Nossa Senhora Aparecida nas datas indicadas a seguir:

Data: 14/08/2015
Motivo: O Pároco responsável pela Capela Nossa Senhora Aparecida estará rezando Missa de sétimo de falecimento às 19:30 horas.

Data: 21/08/2015
Motivo: Os responsáveis pela organização e condução da "Oração do Terço do Rosário" estarão na cidade de São Paulo para a ordenação sacerdotal dos Diáconos Pedro Gubitoso e Tomás Parra e ordenação diaconal dos Subdiáconos José Luís Zucchi e Thiago Bonifácio. Seminaristas do Seminário São Vicente de Paulo (Instituto do Bom Pastor - IBP) em Courtalain.

Salientamos que a oração do terço retornará normalmente a partir do dia 28/08/2015, no horário das 19:30 horas.

Administração do Blog São Pio V

27 de junho de 2015

Terço e Ladainha pelas Almas do Purgatório

"TERÇO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO
(Cópia de um livro franciscano)

Na cruz do Terço, reza-se o De Profundis:

Do profundo abismo em que me acho, clamo a Vós, Senhor, ouvi a minha voz!
Sejam Vossos ouvidos atentos à voz de minhas súplicas.
Se olhardes, Senhor,para as nossas iniquidades, quem poderá, Senhor, subsistir em Vossa presença?
Porém, Vós sois cheio de misericórdia e eu espero em Vós, Senhor; por casa da Vossa Lei.
Pus minha confiança no Senhor, e em Sua palavra.
Espere assim todo Israel no Senhor, desde da aurora até a noite.
Porque o Senhor é cheio de misericórdia e nEle se encontra copiosa Redenção.
E Ele mesmo há de remir a Israel de todas as iniquidades.

V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno!
R. E a luz perpétua os alumie. Amém.
V. Senhor, ouvi a minha oração.
R. E chegue até Vós o meu clamor!

Pai-Nosso.

Em cada conta grande, reza-se a oração particular de cada dezena e o Oferecimento do precioso Sangue. Em cada conta pequena, reza-se: “Meu Jesus, misericórdia!” ou “Jesus, dai-lhes o descanso eterno!”.

Oferecimento: Pai Eterno, eu Vos ofereço o Sangue preciosíssimo de Jesus Cristo em expiação dos meus pecados, pela necessidade da Santa Igreja e pelas almas do Purgatório.

Oferecimento de cada dezena com uma intenção particular:
Primeira dezena: Eu Vos ofereço, ó meu Salvador, esta primeira dezena pelas almas de meus parentes, pelo Sangue preso que derramaste por elas na Vossa agonia no Jardim das Oliveiras.
Segunda dezena: Eu Vos ofereço, ó meu Salvador, esta segunda dezena pelas almas dos meus benfeitores: pelo Sangue precioso que derramaste por elas na Vossa flagelação.
Terceira dezena: Eu Vos ofereço, ó meu Salvador, esta terceira dezena pelas almas do Purgatório, especialmente pelas mais aflitas ou abandonadas; pelo Sangue precioso que Vós derramaste por elas, levando a cruz até o Calvário.
Quarta dezena: Eu Vos ofereço, ó meu Salvador, esta quarta dezena pelas almas de meus amigos, e por todos os que me foram recomendados; pelo Sangue precioso que Vós derramastes por elas na cruz, e pelas dores que Maria, Vossa Santíssima Mãe, sofreu junto de Vossa cruz.
Quinta dezena: Eu Vos ofereço, ó meu Salvador, esta quinta dezena pela alma de meu pai (mãe, qualquer outro ente querido): eu Vos ofereço por esta(s) alma(s) o Sangue precioso e a água sagrada que correram por ela (elas) do Vosso Coração transpassado pela dura lança; pela chaga deste divino Coração, ó meu Jesus, abri-lhe(s) a porta do Céu e concedei-me a graça de um dia reunir-me a ela(s) para sempre. Amém.

Ao fim do Terço: Pai-Nosso.

LADAINHA PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai pelas almas do Purgatório.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
São Miguel,
Santos Anjos e Arcanjos,
Coro dos Espíritos bem-aventurados,
São João Batista,
São José,
Santos Patriarcas e Santos Profetas,
São Pedro,
São Paulo,
São João,
Santos Apóstolos e Santos Evangelistas,
Santo Estêvão,
São Lourenço,
Santos Mártires,
São Gregório,
Santo Ambrósio,
Santo Agostinho,
São Jerônimo,
Santos Pontífices e Santos Confessores,
Santos Doutores,
Santos Sacerdotes e Santos Levitas,
Santos Frades e Santos Eremitas,
Santas Virgens e Santas Viúvas,
Vós todos, Santos amigos de Deus,

Sede-nos propício, perdoai-lhes, Senhor.
Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor.

De seus sofrimentos, livrai-as, Senhor.
Da Vossa cólera,
Da severidade da Vossa justiça,
Do remorso da consciência,
Das tristes trevas que as cercam,
Dos prantos e gemidos,
Pela Vossa encarnação,
Pelo Vosso nascimento,
Pelo Vosso doce nome,
Pela Vossa profunda humildade,
Pela Vossa obediência,
Pelo Vosso infinito amor,
Pela Vossa agonia e Vossos sofrimentos,
Pela Vossa paixão e Vossa Santa cruz,
Pela Vossa Santa ressurreição,
Pela Vossa admirável ascensão,
Pela vinda do Espírito Santo consolador,
No dia do julgamento,

Ainda que sejamos pecadores, nós Vos pedimos, ouvi-nos!
Vós que perdoastes aos pecadores e salvastes o Bom ladrão,
Vós que nos salvais por misericórdia,
Vós que tendes as chaves da morte e do inferno,
Dignai-Vos livrar das chamas nossos parentes, amigos e benfeitores,
Dignai-Vos salvar todas as almas que gemem longe de Vós,
Dignai-Vos ter piedade daqueles que não tem intercessores neste mundo,
Dignai-Vos admiti-los no número de Vossos eleitos,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai-lhes o descanso eterno. (três vezes)

ORAÇÃO
Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de Vossos servos e de Vossas servas a remissão de todos os pecados, a fim de que, pelas humildes orações da Vossa Igreja, eles obtenham o perdão que sempre desejaram. É o que nós Vos pedimos por elas, ó Jesus, que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
R. Amém."

O Santo Rosário

OS PAPAS E O ROSÁRIO

SÃO PIO X

"O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias".

LEÃO XIII(Encíclica Supremi Apostolus, 1883)

"Ninguém ignora quantos dissabores e amarguras causaram à Santa Igreja de Deus, a finais do século XII, os hereges albigenses que, nascidos da seita dos últimos maniqueus, encheram de seus perniciosos erros o Sul da França e outros países do mundo latino, e levando adiante o terror de suas armas, ameaçaram estender por toda a parte o seu domínio com o extermínio e a morte. Contra tão terríveis inimigos, Deus misericordioso suscitou o egrégio e santíssimo Pai e Fundador da Ordem dominicana. Este, pela integridade da sua doutrina, pelo exemplo das suas virtudes e seus trabalhos apostólicos, empreendeu com ânimo varonil a luta pela Igreja Católica, não com a violência nem com as armas, mas fiado na excelsa súplica que com o nome de santo Rosário de Maria foi o primeiro a instituir e, quer por si quer pelos seus filhos, espalhou ao longe e ao largo. Compreendeu, por divina inspiração e assistência, que em virtude dessa oração, como por meio de poderosíssima máquina bélica, venceria as hostes inimigas e confundiria a sua impiedade e audácia. Assim aconteceu, como o provam os fatos. Graças a este modo de orar recebido e posto em prática por instituição do Pai São Domingos, começou a restabelecer-se a piedade, a fé e a concórdia e foram destruídos os propósitos dos hereges, muitos extraviados regressaram ao bom caminho e o furor dos ímpios foi dominado pelas armas católicas empregadas para os reduzir".

PIO XII(Encíclica Ingruentium malorum, 1951)

"Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E Nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família. De novo, pois, e categoricamente, não hesitamos em afirmar de público que depositamos grande esperança no Rosário de Nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo".

JOÃO XXIII
(Carta Apostólica Il religioso convegno, 1961)

"Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, ... o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos".

Como se deve Rezar o Rosário

Não é o prolongamento de uma oração que agrada a Deus e lhe conquista o coração, mas o seu fervor. Uma só Ave-Maria bem rezada tem mais mérito do que cento e cinqüenta mal rezadas.

Vejamos, pois, a maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus e nos tornarmos santos.

Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.

Aconselhamos o Rosário a todas as pessoas: aos justos, para que perseverem e cresçam na graça de Deus; e aos pecadores também, mas para que saiam de seus Pecados.

Deus não permita que por nossos conselhos um pecador empedernido transforme o manto da proteção de Nossa Senhora em manto de condenação para velar seus crimes! Ou que transforme o Rosário, que é remédio para todos os males, num veneno mortal e funesto! A corrupção do ótimo é péssima.

Um homem depravado costumava rezar diariamente o Rosário. Certo dia, a Virgem lhe mostrou belos frutos numa bandeja cheia de imundícies. O homem teve horror àquilo, e Ela lhe disse: "É assim que tu me serves, apresentando-me belas rosas num recipiente sujo e corrompido. Achas que posso recebê-las com agrado?"

Não basta, para rezar bem, exprimir nossos pedidos pela excelente forma de oração que é o Rosário, mas é preciso aplicar nisso uma grande atenção, pois Deus ouve antes à voz do coração que à da boca.

Rezar a Deus com distrações voluntárias seria uma grande falta de respeito, que tornaria os nossos Rosários infrutíferos e nos encheria de pecados.

Como pretender que Deus nos ouça, se nós mesmos não nos ouvimos? E se enquanto invocamos a terrível Majestade que faz a todos tremerem, nos colocamos voluntariamente a correr atrás de uma borboleta?

Proceder assim é afastar a bênção do Senhor e correr o risco de vê-la mudada em maldição: "Maldito o que faz a obra de Deus com negligência" (Jer 48, 10).

De fato não é possível rezar o Rosário sem nenhuma distração involuntária; é até mesmo bem difícil rezar uma única Ave-Maria sem que a imaginação sempre mutante não vos afaste em algo a atenção. Mas vós podeis rezar sem distrações voluntárias, e deveis adotar todos os meios para diminuir as involuntárias e fixar a atenção.

Para isso, colocai-vos na presença de Deus, pensando que Ele e sua santa Mãe tem os olhos postos sobre vós.

Pensai que vosso Anjo da Guarda está à vossa direita, colhendo as Ave-Marias que rezais, quando elas são bem rezadas, como se fossem rosas, para com elas tecer uma coroa para Jesus e Maria; e que, pelo contrário, o demônio está à vossa esquerda e ronda em torno de vós para devorar vossas Ave-Marias e as anotar no seu livro da morte, se elas são rezadas sem atenção, devoção e modéstia.

Sobretudo, não deixeis de fazer os oferecimentos das dezenas em honra dos mistérios, e de vos representar na imaginação a Nosso Senhor e à sua Santíssima Mãe no mistério que estais honrando.

Lê-se na vida do Beato Hermann, da Ordem premonstratense, que quando ele rezava o Rosário com atenção e devoção, meditando nos mistérios, a Santíssima Virgem lhe aparecia toda esplendorosa de luz, com uma beleza e majestade arrebatadoras.

Mas, tendo sua devoção esfriado e não rezando mais o Rosário senão às pressas e sem atenção, Ela lhe apareceu com a face enrugada, triste e desagradada.

Hermann se espantou com a mudança, e a Virgem lhe disse: "Apareço diante dos teus olhos como me encontro na tua alma, pois tu me tratas como a uma pessoa vil e desprezível. Onde está aquele tempo em que me saudavas com respeito e atenção, meditando os meus mistérios e admirando as minhas grandezas?"

Como não há oração mais meritória à alma e mais gloriosa a Jesus e a Maria do que o Rosário bem rezado, também não há nenhuma que seja mais difícil para bem rezar e na qual seja mais difícil perseverar, sobretudo por causa das distrações que vêm como que naturalmente na repetição freqüente da mesma oração.

Quando se reza o Ofício da Santíssima Virgem, ou os Sete Salmos, ou algumas outras orações, a variedade dos termos em que essas orações são concebidas detém a imaginação e recreia o espírito, dando por isso facilidade à alma para bem rezá-las.

Mas no Rosário, como há sempre os mesmos Pais-Nosso e Ave-Marias para rezar, e a mesma forma a manter, é difícil que não se acabe aborrecendo, que não se acabe adormecendo e que não se o abandone para procurar outras formas de oração mais agradáveis e menos cansativas.

Por isso, é preciso ter infinitamente mais devoção para perseverar na recitação do santo Rosário do que para qualquer outra oração, ainda mesmo os Salmos de Davi.

O que aumenta essa dificuldade é a nossa imaginação volátil e a malícia do demônio, infatigável para nos distrair e nos impedir de rezar.

Que faz esse espírito maligno enquanto estamos rezando nosso Rosário contra ele?

Antes de começar a oração, ele aumenta nosso aborrecimento, nossas distrações e nossas prostrações. Enquanto rezamos, ele nos acossa de todos os lados. E depois que tivermos rezado com muita dificuldade e distrações, elo nos sopra ao ouvido: "Nada rezaste que preste; teu terço de nada valeu; melhor farias se trabalhasses e cuidasses dos teus negócios; perdes tempo rezando tantas orações vocais sem atenção; uma meia-hora de meditação ou uma boa leitura valeriam muito mais; amanhã, quando estiveres com menos sono, rezarás com mais atenção, deixa o resto do teu Rosário para amanhã".

É assim que o demônio, com seus artifícios, freqüentemente consegue que abandonemos o Rosário, inteiro ou em parte, ou faz com o que troquemos ou o deixemos para o dia seguinte...

Não lhe deis crédito, caro devoto do Rosário, e não desanimeis, ainda que durante todo o Rosário vossa imaginação tenha estado preenchida com distrações e pensamentos extravagantes, se vós os procurastes expulsar da melhor forma possível logo quando vos destes conta deles.

Vosso Rosário é tanto melhor quanto mais meritório for; ele é tanto mais meritório quanto mais difícil for, ele é tanto mais difícil quanto menos naturalmente for agradável à alma e mais cheio for dessas miseráveis pequenas moscas e formigas que fazem a imaginação correr de um lado para o outro apesar da vontade, não dando à alma tempo para saborear o que reza e repousar em paz.

Se for preciso combater, durante o Rosário, contra as distrações, combatei valentemente de armas na mão, ou seja, prosseguindo o Rosário, ainda que sem nenhum gosto nem consolação sensível.

É um combate terrível, mas é salutar à alma fiel.

Se deixais cair as armas, quer dizer, se abandonais o Rosário, sois vencidos, e então o demônio, como vencedor, vos deixará em paz, mas no dia do Juízo vos acusará por vossa pusilanimidade e infidelidade.

"Quem é fiel nas pequenas coisas também o será nas grandes" (Lc 16, 10). Quem é fiel em rejeitar as menores distrações na menor parte de suas orações, será também fiel nas maiores coisas.

Coragem, pois, bom e fiel servidor de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, que tomastes a resolução de rezar o Rosário todos os dias! Que a multidão das moscas (chamo assim as distrações que vos fazem guerra enquanto rezais) não vos faça deixar covardemente a companhia de Jesus e de Maria, na qual estais quando dizeis vosso Rosário. A partir daqui indicarei os meios para diminuir as distrações.

Invocai inicialmente o Espírito Santo para bem rezar o vosso Rosário, e colocai-vos em seguida um momento na presença de Deus.

Antes de começar cada dezena, parai um pouco para considerar o mistério que estais celebrando, e pedi sempre, pela intercessão de Maria Santíssima, uma das virtudes que mais ressaltam naquele mistério ou da qual tendes mais necessidade.

Tomai, sobretudo, cuidado com dois erros comuns, que cometem quase todos os que rezam o terço ou o Rosário:

O primeiro é não formular nenhuma intenção, de sorte que se lhe perguntais porque estão rezando, não vos saberiam responder. Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a imitar ou algum pecado a evitar.

O segundo erro que se comete freqüentemente é não ter em vista, ao começar o Rosário, outra coisa senão acabá-lo o quanto antes.

É uma pena ver como a maior parte das pessoas rezam o Rosário. Rezam-no com uma precipitação espantosa, devoram até a maior parte das palavras. Não se cumprimentaria desse modo ridículo ao último dos homens e, no entanto se imagina que Jesus e Maria se sentem honrados com isso!...

O Beato Alano de la Roche e outros autores, entre os quais Belarmino, contam que um bom sacerdote aconselhou a três penitentes que tinha, e que eram três irmãs, que rezassem devotamente todos os dias o Rosário, durante um ano, para formar um belo vestido de glória para Nossa Senhora. Acrescentou que isso era um segredo que ele tinha recebido do céu.

As três irmãs o rezaram durante um ano. No dia da Purificação, à noite, quando as três estavam deitadas, a Virgem, acompanhada por Santa Catarina e Santa Inês, entrou no quarto delas, vestida com um traje todo resplandecente de luz, no qual estava escrito, com letras de ouro: "Ave Maria, cheia de graça".

A Rainha do Céu se aproximou do leito da mais velha das irmãs e lhe disse: "Eu te saúdo, minha filha, que tantas vezes e tão bem me saudaste. Venho agradecer-te o belo vestido que me fizeste".

As duas santas Virgens que A acompanhavam lhe agradeceram também e as três desapareceram.

Uma hora depois, a Virgem veio mais uma vez ao quarto, com as mesmas acompanhantes. Trajava um vestido verde, mas sem ouro nem luz. Aproximou-se do leito da segunda irmã e lhe agradeceu o vestido que lhe fizera.

Mas, como esta segunda irmã já tinha visto a Santíssima Virgem aparecer à mais velha com maior brilho, perguntou-Lhe o motivo: “É porque ela me fez um vestido mais bonito, rezando o Rosário melhor do que tu” - respondeu a Virgem.

Cerca de uma hora depois, Nossa Senhora apareceu uma terceira vez à mais jovem das irmãs, vestida com trapos sujos e rasgados, e disse: "Ó filha, tu assim me vestiste, Eu te agradeço por isso".

A jovem, coberta de confusão, exclamou: "Oh! Senhora, perdão por Vos ter vestido tão mal! Peço-Vos tempo para rezar melhor o Rosário e Vos preparar um vestido mais belo".

Tendo desaparecido a visão, a jovem, muito aflita, contou ao confessor o que se tinha passado. Ele exortou as três a rezarem o Rosário com mais perfeição do que antes.

Ao cabo de um ano, no mesmo dia da Purificação, a Virgem novamente lhes apareceu, vestida com um traje maravilhoso e mais uma vez acompanhada por Santa Catarina e Santa Inês, que levavam coroas, e lhes disse: "Tende certeza, filhas, do Reino dos Céus, no qual entrareis amanhã, com grande alegria", ao que as três responderam: "Nosso coração está pronto, caríssima Senhora, nosso coração está pronto".

A visão desapareceu. Na mesma noite, sentiram-se mal, mandaram procurar o confessor, receberam os últimos sacramentos e agradeceram ao confessor pela santa devoção que lhes tinha ensinado.

Depois, a Santíssima Virgem lhes apareceu, acompanhada por grande número de virgens, fez vestir as três irmãs com vestidos brancos. Depois partiram as três, enquanto os Anjos cantavam: "Vinde, esposas de Jesus Cristo, recebei as coroas que vos estão preparadas desde a eternidade".

Há muitas verdades a aprender com essa história:

1° Como é importante ter bons confessores que inspirem bons exercícios de piedade e em particular o santo Rosário;

2° Como é importante rezar o Rosário com atenção e devoção;

3° Como a Santíssima Virgem é benigna e misericordiosa para com aqueles que se arrependem do passado e se propõem a proceder melhor;

4° Como Ela é generosa para recompensar durante a vida, na hora da morte e na eternidade, os pequeno serviços que Lhe são prestados fielmente.

Acrescento que se deve rezar o Rosário com modéstia, quer dizer, tanto quanto possível de joelhos com as mãos postas, tendo o Rosário nas mãos.

Se, entretanto, se está doente, pode-se rezá-lo na cama; se em viagem, pode-se rezá-lo caminhando; se por qualquer enfermidade não se pode estar de joelhos, pode-se rezar de pé ou sentado.

Pode-se até mesmo rezar o Rosário trabalhando quando não se pode deixar o trabalho por causa dos deveres profissionais; pois o trabalho manual nem sempre é contrário à oração vocal.

Aconselho-vos a dividir o vosso Rosário em três terços, em três diferentes horas do dia; é melhor dividi-lo assim do que rezá-lo de uma só vez.

Se não tendes tempo para rezar o terço do Rosário de uma só vez, rezai uma dezena aqui, uma dezena acolá, de tal forma que, apesar das vossas ocupações e negócios, tenhais o Rosário inteiro rezado antes de vos deitardes à noite.

(São Luís Maria Grignion de Montfort. A eficácia maravilhosa do santo Rosário, Séria Cultura Religiosa n° 11, Artpress – São Paulo – 2000, Capítulo 6, p. 50-59)

3 de abril de 2015

Oração do Terço


Prezados Leitores, Salve Maria!

Comunicamos a todos que na próxima sexta-feira (03/04/2015), excepcionalmente, não teremos a oração do Santo Terço na Capela da Polícia Militar. Retornando a sua normalidade na sexta-feira do dia 10/04/2015.

O Blog São Pio V deseja a todos uma Santa e Feliz Páscoa.

6 de fevereiro de 2015

Oração do Terço

Prezados leitores, Salve Maria!



Para quem mora em Curitiba ou na região Metropolitana, e para quem está de passagem pela cidade, comunicamos que haverá Oração do Terço no dia 06/02/2015, com exposição das relíquias de Santa Maria Goretti, São Paulo da Cruz e Santa Gemma Galgani.

Relíquias: O primeiro exemplo do culto de uma relíquia por crentes cristãos surge em 156 em Smyrna (atual Esmirna na Turquia), a propósito do martírio de São Policarpo relatado, por exemplo, nas obras de Eusébio de Cesareia. Depois de ter sido queimado na fogueira, os discípulos do mártir recuperaram os ossos calcinados do seu mestre e acolheram-nos como objetos sagrados. Mais tarde diversos milagres foram atribuídos a esta relíquia e a busca por objetos semelhantes tornou-se cada vez mais popular, conduzindo por exemplo, à descoberta da cruz da crucificação de Jesus Cristo em cerca de 318.

A Igreja Católica definiu a seguinte classificação de relíquias:
Primeira Classe, parte do corpo de um santo (ossos, unhas, cabelo, etc.)
Segunda Classe, objetos pessoais de um santo (roupa, um cajado, os pregos da cruz, etc.)
Terceira Classe, inclui pedaços de tecido que tocaram no corpo do santo, ou, no relicário onde uma porção do seu corpo está conservada.

É proibido, sob pena de excomunhão, vender, trocar ou exibir para fins lucrativos relíquias de primeira e segunda classe. As relíquias são guardadas geralmente por pessoas da família no caso de ser um objeto

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Local: Capela Nossa Senhora Aparecida - Capela da Polícia Militar
Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 2057 - Rebouças - Curitiba - Paraná (fica entre as ruas Almirante Gonçalves e Baltazar Carrasco dos Reis)

Horário do Terço: 19:30 horas

Administração do Blog São Pio V


Santa Maria Goretti:
Maria Teresa Goretti, Corinaldo, 16 de Outubro de 1890 - Nettuno, 6 de Julho de 1902 (11 anos), foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte. Morreu como consequência dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio.
Seu nome de batismo era Maria Teresa Goretti, nasceu em 16 de Outubro de 1890, em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini. Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.
Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros. Em 1899, mudaram-se para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lazio, onde viviam em um prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, cujo filho Alessandro Serenelli viria a ser seu algoz, três anos depois.
O pai de Maria contraiu malária e morreu quando esta tinha apenas nove anos, em 6 de maio de 1900. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor. Era uma vida difícil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.
Em 5 de Julho de 1902, Alessandro, então com 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa. Ele entrou e a ameaçou de morte se ela não fizesse o que ele mandava. A intenção do rapaz era estuprá-la, porém, ela não se submeteu, ajoelhou-se, protestando que seria um pecado mortal e avisando Alessandro que poderia ir para o Inferno. Ela desesperadamente lutou para evitar o estupro, gritava "Não! É um pecado! Deus não gosta disto!". Alessandro primeiro tentou controlá-la, mas como ela insistia que preferia morrer, ele a apunhalou 11 vezes. Ferida, Maria tentou alcançar a porta, mas ele a agarrou e deu mais três punhaladas, antes de fugir.
A irmã menor de Maria acordou com o barulho e começou a chorar. Quando o pai de Alessandro e a sua mãe chegaram, encontraram Maria sangrando. Levaram-na para o hospital em Netuno. Ela foi operada, sem anestesia, mas os ferimentos estavam além da capacidade dos médicos. Durante a cirurgia, Maria recobrou os sentidos e insistiu que preferia ficar acordada. O farmacêutico do hospital respondeu: "Maria, quando estiveres no céu, pense em mim" Ela olhou para o homem e disse: "Mas quem sabe qual de nós chegará primeiro ao céu?" Ele respondeu "Você, Maria". "Então ficarei feliz em pensar em você". No dia seguinte, ela perdoou seu agressor e afirmou que gostaria de encontrá-lo no Céu. Morreu vinte horas após o ataque enquanto olhava uma bela pintura da Virgem Maria. Inspirada em suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente.

São Paulo da Cruz:
Paulo da Cruz, nascido Paulo Danei Massari foi um santo católico italiano e o fundador dos Passionistas.
Paulo Danei Massari nasceu em Ovada, na Itália, tendo-se mudado, mais tarde, para Castellazzo Bormida, não muito longe da sua terra natal. A sua mãe ensinou-o a ver na Paixão de Jesus Cristo a força para superar todas as provas e dificuldades. Assim, enamorado de Jesus crucificado desde criança, quis entregar-Lhe toda a sua vida.
Por volta de 1715-1716, desejoso de servir a Cristo, apresentou-se em Veneza e alistou-se no exército. Queria lutar contra os turcos, que então ameaçavam a Europa, com mística de cruzado. Enquanto adorava o Santíssimo Sacramento numa igreja compreendeu que não era aquela a sua vocação.
Abandonou a carreira militar, serviu durante alguns meses uma família e regressou a casa. Embora o seu tio sacerdote prometesse deixar-lhe toda a sua herança no caso de vir a casar, Paulo renunciou à oferta.
Segundo um testemunho, uma aparição da Virgem Maria permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida do futuro Instituto, que teria sempre Jesus Cristo crucificado como centro. O bispo de Alexandria, Mons. Gattinara, ouvido o conselho de confessores prudentes, revestiu-o com o hábito da Paixão, a 22 de Novembro de 1720. Passou 40 dias na sacristia da igreja de S. Carlos, em Castellazzo. O seu estado de espírito, durante aquela "quarentena" conservaram-se até hoje com o nome de "Diário Espiritual". Além disso, elaborou um esboço das regras, destinadas a possíveis companheiros, aos quais chamava de "Os Pobres de Jesus". O seu irmão João Baptista, que o visitava, quis associar-se a ele, mas Paulo, naquela altura, não o permitiu.
O bispo autorizou-o a viver na ermida de Santo Estevão, em Castellazzo, e a realizar apostolado como leigo. No verão de 1721, viajou até Roma, no intuito de obter uma audiência papal para explicar as luzes recebidas sobre uma futura Congregação. Os oficiais do Monte Quirinal, onde residia o papa, não o deixaram entrar, pois pareceu-lhes tratar-se de mais um aventureiro.
Aceitou a humilhação que o configurava a Jesus crucificado e, na Basílica de Santa Maria Maior, perante a Virgem "Salus Populi Romani", fez voto de se consagrar a promover a memória da Paixão de Jesus Cristo.
De regresso à sua terra, deteve-se um pouco em Orbetello, na ermida da Anunciação do Monte Argentário. Ao chegar a Castellazzo, encontrou-se com o seu irmão João Baptista e, juntos, resolveram levar uma vida eremítica no Monte Argentário. Depois, a convite de Mons. Pignatelli, deslocaram-se para a ermida de Nossa Senhora, em Gaeta.
Mais tarde, Mons. Cavallieri recebeu-os durante algum tempo, em Troia, tendo regressado a Gaeta, mas, desta vez, para o Santuário da Virgem da "Civita", em Itri. Os esforços de fundar uma comunidade fracassavam sempre. Para serem pregadores da Paixão era necessário tornarem-se sacerdotes. Por isso, resolveram viajar para Roma. Enquanto estudavam a Teologia, foram prestando o seu serviço no hospital, atendendo os doentes infectados pela peste. O Papa saudou-os no Monte Célio, junto à igreja chamada "La Navicella" (Santa Maria em Navicella), e deu-lhes uma autorização oral de poderem fundar a ordem no Monte Argentário. Uma vez ordenados sacerdotes, em 1727, os dois irmãos abandonaram Roma e dirigiram-se para o Monte Argentário.
Iniciaram o seu apostolado entre pescadores, lenhadores, pastores etc. Rapidamente foram-se juntando companheiros, entre eles o seu irmão António e sacerdotes bem preparados. Os bispos dirigiam-lhes pedidos para missionarem as terras daquela zona. Quando ali se declarou a guerra dos Presídios, Paulo exercia o seu ministérios em ambas as facções, sendo bem recebido dos dois lados.
O primeiro convento, dedicado à Apresentação, foi inaugurado em 1737. Paulo apresentou as Regras para o novo Instituto, em Roma. Depois de algumas alterações, viriam a ser aprovadas pelo papa Bento XIV em 1741.
O Fundador foi contemporâneo de grandes pregadores como São Leonardo de Porto Maurício, a quem cumprimentou em determinada ocasião, e Santo Afonso Maria de Ligório, a quem não chegou a conhecer. Tal como a eles, o amor a Jesus crucificado impelia-o para o serviço apostólico das missões.
Embora tenha sido sempre Superior Geral, desde 1747, não deixou de pregar nem de escrever cartas como diretor espiritual. O Instituto teve alguma oposição dentro de um sector da Igreja, facto que determinou a suspensão da fundação de vários conventos, até que uma comissão pontifícia deliberasse em favor dos Passionistas.
Defendeu sempre, com grande determinação, para toda a Congregação, o espírito de solidão, pobreza e oração, não só com os seus conselhos, mas indicando também o exemplo do seu irmão João Baptista. Quando este morreu em 1765, Paulo sentiu-se como um órfão.
Após a supressão da Companhia de Jesus, Clemente XIV levou os Padres da Missão à igreja de S. André do Quirinal e concedeu a Paulo da Cruz a casa e a Basílica dos Santos João e Paulo, que eles mantinham no Monte Célio. Nela, a dois passos do Coliseu de Roma, viveu o santo os últimos anos da sua vida; ali recebeu as visitas de Clemente XIV, em 1774, e de Pio VI em 1775, e ali faleceu, uns meses mais tarde.
As suas relíquias conservam-se em capela própria, inaugurada na basílica em 1880.
Em sua homenagem, há um mosteiro com o nome de São Paulo da Cruz em São Carlos.

Santa Gemma Galgani:
Gemma Maria Humberta Pia Galgani (Gemma Galgani, como é mais conhecida) é uma santa da Igreja Católica. Grande mística e uma das maiores e mais populares santas modernas da Igreja Católica.
Gemma nasceu a 12 de março de 1878 em Borgo Nuovo, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato Giovanni Leonardi. A mãe de Gemma era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi abençoada com oito filhos. Batizaram a filha como "Gemma" que, em italiano, significa jóia.
Ela foi a quinta a nascer e a primeira menina da família, desenvolveu uma atração irresistível pela oração desde muito pequena. Esse carinho pela oração lhe veio de sua piedosa mãe, que lhe ensinou fé católica. Foi ela também que lhe infundiu o amor pelo Cristo Crucificado.
Sua mãe morreu de tuberculose quando ela estava com sete anos e desde então passou a ter muito trabalho doméstico e muitos problemas pessoais e espirituais. Mas ela os suportou com paz e extraordinária paciência. Desde muito cedo experimentava fenômenos sobrenaturais como visões, êxtases, revelações, manifestações sobrenaturais miraculosas e estigmas periódicos.
Quando tinha 18 anos seu pai morreu e ela entrou para a casa de Mateo Giannini como serviçal doméstica. Ela desejava entrar para o convento das passionistas em Lucca, no qual o seu conselheiro espiritual era o diretor, mas foi rejeitada devido sua fragilidade física, saúde precária, que incluía uma meningite espinhal, e por ter visões místicas. Mais tarde, Gemma curou-se graças a intercessão de São Gabriel da Virgem Dolorosa.
Entre 1899 e 1901 Gemma sofreu por 18 meses os estigmas da Crucificação de Cristo (stigmata), além das marcas dos espinhos e dos açoites de Jesus. Experimentou visões de Cristo e da Virgem Maria e do seu Anjo da Guarda. Quando em êxtase, fenômenos sobrenaturais manifestavam-se nela, entre os quais a mudança do som de sua voz e o falar em linguagem usada na época de Cristo (aramaico), da qual não poderia ter conhecimento, visto que apenas poucos luminares em Roma foram capazes de decifrar suas visões e revelações (fenômeno conhecido como glossolalia religiosa).
Gemma faleceu em 11 de abril de 1903 e pouco depois sua devoção se difundiu. Sua popularidade aumentou em 1943 quando suas cartas para o padre Germano (seu diretor espiritual) foram publicadas.
Foi beatificada em 1933 e canonizada pelo Papa Pio XII em 1940.

30 de janeiro de 2015

Oração do Terço

Prezados leitores, Salve Maria!



Para quem mora em Curitiba ou na região Metropolitana, e para quem está de passagem pela cidade, comunicamos que haverá Oração do Terço no dia 30/01/2015:

Local: Capela Nossa Senhora Aparecida - Capela da Polícia Militar
Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 2057 - Rebouças - Curitiba - Paraná (fica entre as ruas Almirante Gonçalves e Baltazar Carrasco dos Reis)

Horário do Terço: 19:30 horas

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23 de janeiro de 2015

Oração do Terço

Prezados leitores, Salve Maria!



Para quem mora em Curitiba ou na região Metropolitana, e para quem está de passagem pela cidade, comunicamos que haverá Oração do Terço no dia 23/01/2015:

Local: Capela Nossa Senhora Aparecida - Capela da Polícia Militar
Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 2057 - Rebouças - Curitiba - Paraná (fica entre as ruas Almirante Gonçalves e Baltazar Carrasco dos Reis)

Horário do Terço: 19:30 horas

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11 de fevereiro de 2010

A Ladainha de Nossa Senhora, ou Ladainha Lauretana

Origem das ladainhas

A palavra ladainha vem do grego e significa súplica. Mas desde o início da Igreja ela foi utilizada para indicar não quaisquer súplicas, mas as que eram rezadas em conjunto pelos fiéis que iam em procissão às diversas igrejas. Há, naturalmente, numerosas ladainhas, dependendo do que é pedido nas diversas procissões.

Quando a casa na qual morou Nossa Senhora na Palestina foi transportada milagrosamente para a cidade de Loreto (Itália), em 1291, a feliz novidade espalhou-se rapidamente, dando início a numerosas peregrinações. Com o correr do tempo, uma série de súplicas a Nossa Senhora foi sendo composta pelos peregrinos que ali iam, os quais A invocavam por seus principais títulos de glória. Posteriormente essa ladainha era cantada diariamente no Santuário, e os peregrinos que de lá voltavam a popularizaram em todo o orbe católico. Chama-se lauretana por ter sua origem em Loreto.

Algumas invocações têm sido acrescentadas pelos Papas ao longo dos tempos, outras são agregadas para honrar a proteção de Nossa Senhora a alguma Ordem religiosa, como fazem os carmelitas, os quais rezam a ladainha lauretana carmelitana, com quatro invocações a mais. Mas o corpo central das ladainhas permanece o mesmo.

Composição da Ladainha

No início da Ladainha Lauretana, as invocações não se dirigem a Nossa Senhora, mas a Nosso Senhor e à Santíssima Trindade, pois dizemos Senhor, tende piedade de nós, Jesus Cristo, ouvi-nos, etc. Depois invocamos o Padre Eterno, o Filho e o Espírito Santo. Por quê?

Tudo em Nossa Senhora nos conduz a seu divino Filho, e por meio dEle à Santíssima Trindade, que é nosso fim último. Isto é algo que os protestantes não entendem ou não querem entender: Maria Santíssima é o melhor caminho para se chegar a Deus.

Após essa introdução da ladainha, seguem-se três invocações, nas quais pronunciamos o nome da Virgem (Santa Maria) e lembramos dois de seus principais privilégios: o ser Mãe de Deus e Virgem das virgens. A seguir, há um grupo de 13 invocações para honrarmos a Maternidade de Nossa Senhora, e outras seis para honrar sua Virgindade. Em seguida, 13 figuras simbólicas; quatro invocações de sua misericórdia e, finalmente, 12 invocações dEla enquanto Rainha gloriosa e poderosa.

Em geral, é no grupo das 13 invocações com figuras simbólicas que surgem as maiores dificuldades de compreensão. Nossa civilização fechou-se para o simbolismo, e aquilo que poderia ser até evidente em outras épocas, hoje ficou obscurecido pelo exclusivismo concedido ao espírito prático. A própria vida contemporânea contribui para isto. Assim, por exemplo, como explicar ou ressaltar, a pessoas que ficam fechadas em cidades feias e perigosas, a beleza de uma estrela? Igualmente, o ritmo de vida corrida e excitante de hoje não favorece a meditação ou a contemplação das maravilhas da criação.

Alguns significados

Vejamos então o significado destas 13 invocações simbólicas.

Espelho de Justiça — Justiça, aqui, entende-se em seu sentido mais amplo de santidade. Nossa Senhora é chamada assim, porque Ela é um espelho da perfeição cristã. Toda perfeição pode ser admirada nEla, do mesmo modo como podemos admirar uma luz refletida na água.

Sede da Sabedoria — Nosso Senhor Jesus Cristo é a Sabedoria, pois, enquanto Deus, tudo sabe e tudo conhece. Ora, Nossa Senhora durante nove meses encerrou dentro de si seu divino Filho; Ela foi, portanto, a sede da Sabedoria. E continua a sê-lo, pois é nEla que encontramos infalivelmente a Nosso Senhor.

Causa de Nossa Alegria — a verdadeira alegria não é o riso. Rir muito nem sempre significa felicidade. É muito mais feliz a mãe carregando amorosamente seu filho do que um papalvo que ri à-toa. E a maior alegria que um homem pode ter é a de salvar-se e estar com Deus por toda a eternidade. Ora, antes da vinda de Nosso Senhor, o Céu estava fechado para nós. Foi o sacrifício do Calvário que nos reconciliou com o Criador e nos proporcionou a verdadeira e eterna felicidade. Como foi por meio de Nossa Senhora que o Redentor da humanidade veio à Terra, Maria Santíssima é, pois, a causa de nossa maior alegria.

Vaso Espiritual — Nada tem mais valor do que a verdadeira Fé. Na Paixão e Morte de Nosso Senhor, quando até os Apóstolos duvidaram e fugiram, foi Nossa Senhora quem recolheu e guardou, como num vaso sagrado, o tesouro da Fé inabalável.

Vaso Honorífico — Em nossa época, a honra quase não é considerada. Pelo contrário, muitas vezes a falta de caráter e a sem-vergonhice são louvadas. Mas a honra e a glória, na realidade, valem muito. E Nossa Senhora guardou cuidadosamente em sua alma todas a graças recebidas, e manteve a honra do gênero humano decaído. Se não tivesse existido Nossa Senhora, ficaria faltando na criação quem representasse a perfeição da criatura, fiel até o extremo heroísmo.

Vaso Insigne de Devoção — Devoto quer dizer dedicado a Deus. A criatura que mais se dedicou e viveu em função de Deus foi Nossa Senhora, tendo-o realizado de forma tal, que melhor é impossível.

Rosa Mística — A rosa é a rainha das flores. É aquela que possui de forma mais definida e esplêndida tudo quanto carateriza uma flor. Igualmente Nossa Senhora, no campo da vida espiritual ou mística, possui de forma mais primorosa tudo aquilo que representa a perfeição.

Torre de Davi — Lemos na Sagrada Escritura que o rei Davi tomou a fortaleza de Jerusalém dos jebuseus e edificou a cidade em torno dela. "E Davi habitou a fortaleza, e por isso se chamou cidade de Davi" (Paralipômenos, 11-7). Naturalmente, o rei Davi fortificou a cidade, para torná-la inexpugnável, e a dotou de forte guarnição. A Igreja Católica é a nova Jerusalém, e nela temos uma torre ou fortaleza que nenhum inimigo pode invadir ou destruir, que é Nossa Senhora. Ela constitui o ponto de maior resistência e melhor defesa. Por isso, nesta invocação honramos a Nossa Senhora reconhecendo que nunca houve, nem haverá, quem melhor proteja os fiéis e defenda a honra de Deus do que Ela.

Torre de Marfim — O marfim é um material que tem caraterísticas raras na natureza. Ele é ao mesmo tempo muito forte e muito claro. Igualmente Nossa Senhora é muito forte espiritualmente, a maior inimiga dos inimigos de Deus, e de uma pureza alvíssima. Assim Ela contraria a idéia falsa de que as coisas de Deus devam ser sempre muito doces, suaves e fracas, ou que a verdadeira força têm-na os impuros.

Casa de Ouro — O ouro é o mais nobre dos metais. Por isso, sempre que desejamos dar alguma coisa que seja insuperável, a oferecemos em ouro — uma medalha de ouro numa competição, por exemplo. Se tivéssemos que receber o próprio Deus, procuraríamos fazê-lo numa casa que não fosse superável, neste sentido uma casa de ouro. E a Virgem Santíssima é a casa de ouro que acolheu Nosso Senhor quando veio ao mundo.

Arca da Aliança — No Antigo Testamento, na Arca da Aliança ficavam guardadas as tábuas da lei dadas por Deus a Moisés e um punhado do maná recebido milagrosamente no deserto. Por isso ela lembrava as promessas e a proteção de Deus. Nossa Senhora é, no Novo Testamento, a Arca da Aliança que protege o povo eleito da Igreja Católica e lembra as infinitas misericórdias de Deus.

Porta do Céu — Nossa Senhora é invocada desse modo, pois foi por meio dEla que Jesus Cristo veio à Terra, e é por Ela que nos vêm todas as graças, as quais têm como finalidade nos levar ao Céu, nossa morada eterna. Assim, Ela favorece nossa entrada no Céu, como a porta favorece a entrada num local.

Estrela da Manhã — Pouco antes de nascer o sol, quando a escuridão é maior e vai começar a clarear, aparece no horizonte uma estrela de maior luminosidade. Depois, quando as outras estrelas desaparecem na claridade nascente, ela ainda permanece. Assim foi Nossa Senhora, pois seu nascimento significava que logo nasceria o Sol de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando a Fé se perdia até entre o povo eleito, Ela continuava a acreditar e esperar. Ela é o modelo da perseverança na provação e o anúncio da Luz que virá.

Temos assim, resumidamente, algumas explicações das invocações da Ladainha Lauretana. Esperemos que a compreensão delas nos ajude a rezar com maior fervor tão meritória oração.

André Damino, Na escola de Maria, Ed. Paulinas, 4ª edição, São Paulo, 1962.

30 de janeiro de 2010

Origem do "Salve Rainha"

Fonte: Orações e Milagres Medievais



Origem da “Salve Rainha”: hino da Primeira Cruzada completado por São Bernardo

Quantas vezes dos lábios piedosos a todo momento, um pouco por toda parte, se levanta ao Céu a oração Salve Rainha! Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, Salve, etc., etc.
Mas, quantos sabem qual é a sua origem? Sabem que foi composta especificamente como um canto de guerra para os Cruzados?
Pois bem, eis a origem dela.
Ela é atribuída ao bispo de Puy, Dom Adhemar de Monteuil, membro do Concílio de Clermont, onde foi resolvida a primeira Cruzada.
Adhemar participou da Cruzada na qualidade de legado apostólico e compôs a Salve Rainha, ou Salve Regina em latim, para que se tornasse o canto de guerra dos cruzados.
A princípio, a antífona acabava por estas palavras: nobis post hoc exilium ostende.
A tríplice invocação que a termina presentemente foi acrescentada por São Bernardo, e merece ser narrado como se fez.
Na véspera do Natal do ano de 1146, São Bernardo, mandado para a Alemanha como legado do Papa, fazia sua entrada solene na cidade de Spira, depois de uma viagem memorável na qual os milagres foram numerosos.
O bispo, o clero, os cidadãos todos, com grande pompa vieram ao encontro do santo.
Conduziram-no, ao toque dos sinos e dos cânticos sagrados, através da cidade até a porta da capital.
Ali, o imperador e os príncipes germânicos o receberam com todas as honras devidas ao legado do Papa.
Enquanto o cortejo penetrava no recinto sagrado, o coro cantou a Salve Rainha, antífona predileta do piedoso abade de Claraval.
Bernardo, conduzido pelo imperador em pessoa e rodeado da multidão do povo, ficou profundamente comovido com o espetáculo que presenciara.
Acabado o canto, prostrando-se três vezes, Bernardo acrescentou de cada vez uma das aclamações, enquanto caminhava para o altar sobre o qual brilhava a imagem de Maria: O clemens! O Pia! O dulcis Virgo Maria! — Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!

(Fonte: “Maria ensinada à mocidade”, Livraria Francisco Alves, Rio, 1915)