Quando desmontar o presépio?
Conforme o costume imemorial da Igreja, o presépio é conservado até 02 de fevereiro, dia da Festa da Apresentação do Senhor no Templo e Purificação Legal da Santíssima. Quarenta dias após o nascimento do Salvador, a Virgem Maria e São José levaram o Menino Jesus para o Templo de Jerusalém, de modo a ser cumprido o ritual da purificação de Maria Santíssima e realizado a redenção do primogênito, confirme a lei mosaica, sendo o Menino Deus assim apresentado a Deus Pai.
Festa esta pela qual se fecha o ciclo de Natal, com a última contemplação do Menino Deus, e no qual iniciamos o ciclo pascal, já entrevendo o sacrifício redentor do Calvário nas palavras do profeta Simeão a Nossa Senhora: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.
Natal, Epifania e Apresentação do Senhor são como que três painéis de um tríptico litúrgico, sendo a Festa da Apresentação, o último painel.
Deste modo, os três Reis Magos são instaurados no presépio no dia 06 de janeiro, Festa da Epifania, sendo desmontado no dia 02 de fevereiro, quando se encerra o ciclo de Natal.
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5 de janeiro de 2022
Quando desmontar o presépio?
2 de outubro de 2015
SOCIALISMO: Cavalo de Tróia a Serviço do Comunismo - Parte 4
4. A Igreja primitiva foi comunista?
As ordens religiosas são comunistas?
Amados Filhos, provavelmente já tereis
ouvido ou lido afirmarem que a Igreja primitiva foi comunista e que as atuais
Ordens Religiosas o são.
Depois do que dissemos a respeito do
marxismo, compreendereis que somente um ignorante ou uma pessoa de má fé pode
afirmar uma monstruosidade tal.
Mas, mesmo se abstrairmos do marxismo,
nem a Igreja primitiva praticou, nem as Ordens Religiosas praticam o comunismo.
Vede bem que o essencial do comunismo é a negação do direito de propriedade.
Ora, examinemos sob este aspecto a Igreja primitiva. Levadas da vontade de seguir de perto o exemplo do Divino Mestre e realizar os conselhos evangélicos, várias famílias cristãs de Jerusalém resolveram viver no voto de pobreza. Para isto venderam tudo o que tinham e entregaram o dinheiro aos Apóstolos para que com ele fosse mantida a comunidade. Notai bem: os indivíduos desta comunidade renunciavam a seus bens porque queriam. Quem não quisesse viver na pobreza, não precisava. Assim disse São Pedro a Ananias: "Conservando o campo, ele não ficava teu? E vendendo‑o, não dependia de ti o que farias com o dinheiro?" (At. 5, 4).
Ora, examinemos sob este aspecto a Igreja primitiva. Levadas da vontade de seguir de perto o exemplo do Divino Mestre e realizar os conselhos evangélicos, várias famílias cristãs de Jerusalém resolveram viver no voto de pobreza. Para isto venderam tudo o que tinham e entregaram o dinheiro aos Apóstolos para que com ele fosse mantida a comunidade. Notai bem: os indivíduos desta comunidade renunciavam a seus bens porque queriam. Quem não quisesse viver na pobreza, não precisava. Assim disse São Pedro a Ananias: "Conservando o campo, ele não ficava teu? E vendendo‑o, não dependia de ti o que farias com o dinheiro?" (At. 5, 4).
A Igreja permitia que os que quisessem
viver sem possuir nada pessoalmente, o fizessem. Mas, de um lado, isto era
livre; de outro, o imóvel ou o dinheiro apurado passava a ser propriedade da
comunidade. Ficava pois de pé o direito de propriedade da comunidade; não era
negado nem transferido ao Estado.
Para desiludir os comunistas utópicos,
devemos dizer que a primeira tentativa de realizar o ideal da pobreza não foi
bem sucedida. Consumidos os capitais apurados na venda dos imóveis, criou‑se em
Jerusalém uma situação difícil, e foi preciso as outras comunidades cristãs
enviarem periodicamente esmolas para Jerusalém a fim de sustentarem os irmãos
que tinham renunciado a seus bens. Verificou‑se que o voto de pobreza só é
possível junto do voto de castidade, e que o estado de pobreza evangélica não é
possível quando há família, mulher e filhos. Para pessoas casadas o caminho da
santidade está no trabalho e na reta administração das riquezas temporais. Mais
tarde a Igreja retomou a experiência, primeiro com indivíduos isolados, os
anacoretas, depois com pequenas comunidades de eremitas, os cenobitas; só
depois que raiou a liberdade para o Cristianismo é que dois grandes Santos
organizaram a vida de pobreza evangélica aliada à obediência e à castidade: no
Oriente, São Basílio; no Ocidente, São Bento. Mas, se o monge renuncia a toda
propriedade pessoal, o mosteiro passa a ser o proprietário. Verifica‑se o que
se dá muitas vezes na família: se os indivíduos não são donos, a família é a
proprietária.
Vejamos agora o valor que tem a
afirmação de que as Ordens Religiosas são comunistas ou socialistas.
Ninguém afirmará que as doutrinas
filosóficas, sociológicas, teológicas do comunismo se encontram realizadas nas
Ordens Religiosas. Tal afirmação é tão absurda, que ninguém a tomaria a sério.
Restaria então o tipo de vida econômica das Ordens Religiosas. Perguntamos: o
tipo de vida econômica que o comunismo pretende implantar é aquele que as
Ordens Religiosas realizam há tantos séculos? Para respondermos com clareza a
este absurdo, que no entanto se repete com enfadonha monotonia, vamos analisar
um pouco mais de perto o tipo de vida econômica das Ordens Mendicantes. É
sabido que são elas que realizam o ideal de pobreza evangélica mais absoluto
entre as comunidades religiosas. Verificado que nelas não há sombra do tipo econômico
comunista, fica provado que as outras Ordens e Congregações, em que o tipo de
pobreza é mais suave, a fortiori não podem ser
tachadas de comunistas.
Nas Ordens Mendicantes mais rigorosas,
não só os Religiosos individualmente nada possuem de próprio, mas nem mesmo a
Ordem, as Províncias ou conventos são os titulares das propriedades. Em lugar
deles a Santa Sé ou a Diocese são os proprietários formais. A administração dos
bens destinados à Ordem, à Província ou ao convento é realizada por pessoas
nomeadas pela Santa Sé ou pela Diocese. Mas, se a propriedade não é
nominalmente da Ordem, etc., os frutos do patrimônio que existir, ou as esmolas
dadas pelos fiéis, se aplicam formalmente à manutenção daquele convento e
daquela comunidade para que são destinados. Assim, os Religiosos não têm os
ônus da propriedade e de sua administração, caridosamente suportados pela
Autoridade Eclesiástica, mas têm as rendas necessárias para se manterem. É a
realização da pobreza de Cristo e da fé na Providência. É o "nihil habentes,
et omnia possidentes" de São Paulo (2 Cor. 6, 10) . Assim, as Ordens
Mendicantes são a mais formal refutação do comunismo. Porque:
a) A renúncia às propriedades é uma
afirmação clara da existência do direito de propriedade, pois ninguém renuncia
seriamente ao que não existe.
b) Cada comunidade e cada Religioso tem
o direito de viver dos frutos do patrimônio e das esmolas que tocam ao
convento, e que são administrados pela Autoridade Eclesiástica em favor da
comunidade, e não arbitrariamente.
c) O Religioso renuncia ao direito de
propriedade voluntariamente. O comunismo nega este direito e confisca as
propriedades violentamente.
d) O Religioso abraça a pobreza
voluntária para melhor seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo e santificar melhor
sua alma na esperança da vida eterna. O comunismo diz que destrói a propriedade
particular para proporcionar a todos os homens a maior soma de prazeres nesta
terra, uma vez que não existe a vida eterna.
e) Na realidade, a pobreza voluntária
dos Religiosos os leva a maior liberdade no serviço de Deus. O comunismo,
prometendo a maior soma de prazeres, realmente tem por fim escravizar os
homens, e depois, por meio da fome, obrigá‑los à total apostasia de Deus.
f) A pobreza voluntária das Ordens
Religiosas serve a Deus. O comunismo serve a Satanás.
Concluindo, devemos pois dizer que a
afirmação de que as Ordens Religiosas realizam o tipo econômico do comunismo é
uma verdadeira blasfêmia.
Carta Pastoral Sobre a Seita Comunista – seus erros, sua ação
revolucionária e os deveres dos católicos na hora presente. D. Geraldo de
Proença Sigaud, S. V. D. Publicada em 6 de janeiro de 1962 na cidade de
Diamantina, MG. 2º. Edição, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1963. Cap. IV, pp.
94-1014.
30 de setembro de 2015
SOCIALISMO: Cavalo de Tróia a Serviço do Comunismo - Parte 3
3. Socialismo cristão
Os fautores da Revolução realizaram
esta proeza de enfeitarem o socialismo com o rótulo de cristão. Com um
semblante comovido tais socialistas cristãos condenam o capitalismo como
intrinsecamente mau, pior do que o comunismo. E com comoção dizem que no
comunismo há muita coisa boa. Seu ódio à América do Norte é violento.
Suas simpatias pela Rússia são difíceis
de esconder. Consideram o capital uma abominação quando nas mãos daquele que o
amealhou com seu suor, mas o acham admirável quando nas mãos do Estado. Têm uma
confiança cega no Estado, e uma desconfiança irremediável da iniciativa
particular. Têm antipatia à ordem desigual e hierárquica de uma sociedade de
classes, e têm prazer de se proletarizar. Mas confessam‑se e comungam, e se
dizem católicos progressistas.
É possível um socialismo cristão? Sua
Santidade o Papa Pio XI já respondeu a esta questão na Encíclica Quadragesimo Anno: "Se este erro, como todos os
mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda‑se
contudo numa concepção da sociedade humana diametralmente oposta à verdadeira
doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos
contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro
socialista" (Edit. Vozes, p. 44, n.° 119).
E se o socialismo for muito moderado?
Mesmo neste caso continua incompatível com o Catolicismo. Pio XI é explicito
também neste ponto. Ouçamo‑lo: "E se o socialismo estiver tão moderado no
tocante à luta de classes e à propriedade particular, que não mereça nisto a
mínima censura? Terá por isto renunciado à sua natureza
essencialmente anticristã? Eis uma dúvida que a muitos traz
suspensos. Muitíssimos católicos, convencidos de que os princípios cristãos não
podem abandonar‑se nem jamais obliterar-se, volvem os olhos para esta Santa Sé
e suplicam instantemente que definamos se este socialismo repudiou de tal
maneira as suas falsas doutrinas, que já se possa abraçar e quase batizar, sem
prejuízo de nenhum princípio cristão. Para lhes respondermos, como pede a Nossa
paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se considere como doutrina,
quer como fato histórico, ou como "ação", se é verdadeiro
socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos
sobreditos, não pode conciliar‑se com a doutrina católica, pois concebe a
sociedade de um modo completamente avesso à verdade cristã" (Encíclica Quadragesimo Anno, Edit. Vozes, p. 43, n.° 117).
Realmente, Deus estabeleceu uma ordem
natural, que não é licito ao homem violar, e a esta ordem pertencem dois pontos
que todo socialismo viola. São os seguintes:
a) O papel subsidiário do Estado. O
Estado não existe para absorver ou substituir os indivíduos, as famílias e as
associações, mas para realizar as tarefas que estes elementos não podem
realizar por si mesmos. Assim João XXIII, na Encíclica Mater et Magistra: "Essa ação do Estado, que
protege, estimula, coordena, supre e complementa, apóia‑se no "princípio de subsidiaridade" (A. A. S., XXIII,
1931, p. 203), assim formulado por Pio XI na Encíclica Quadragesimo Anno:"Permanece,
contudo, firme e constante na filosofia social aquele importantíssimo princípio
que é inamovível e imutável: assim como não é lícito subtrair aos indivíduos o
que eles podem realizar com as próprias forças e indústria para confiá‑lo à coletividade,
do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades
menores e inferiores poderiam conseguir, é uma injustiça ao mesmo tempo que um
grave dano e perturbação da boa ordem. O fim natural da sociedade e de sua ação
é coadjuvar os seus membros e não destruí-los nem absorvê‑los" (ibid., p. 203) (apud
"Catolicismo", n.° 129, de setembro de 1961).
b) O indivíduo, as famílias, as
associações têm direito de possuir bens de raiz, bens móveis e bens produtivos.
O Estado não pode açambarcar estes bens para si. Os homens têm o direito e o
dever de proverem às suas necessidades, e o Estado não pode se arvorar em
Providência e suprimir este direito ou substituir‑se a este dever.
Por isto tudo, o socialismo é condenado
pelo direito natural, e não pode haver socialismo cristão.
29 de setembro de 2015
SOCIALISMO: Cavalo de Tróia a Serviço do Comunismo - Parte 2
2. Socialismo e seus matizes
A vantagem tática do socialismo, para
os que dirigem a seita comunista, é que o socialismo pode tomar coloridos mais
suaves. O comunismo é vermelho-sangue. O socialismo pode ir do rubro ao cor‑de‑rosa.
O comunismo tem dificuldade de se fazer passar por cristão. O socialismo
arranja modos de se dizer cristão, e assim realizar a Revolução paulatinamente
e por etapas.
28 de setembro de 2015
SOCIALISMO: Cavalo de Tróia a Serviço do Comunismo - Parte 1
D. GERALDO DE PROENÇA SIGAUD, S. V. D.
1. Socialismo e comunismo
O socialismo ensina a mesma doutrina
marxista que o comunismo. Tem o mesmo objetivo, a Revolução, e quer a mesma
organização econômica da sociedade. É materialista, rejeita a Religião, a
moral, o direito, Deus, a Igreja, os direitos da família, do indivíduo. Quer
que todos os meios de produção estejam nas mãos do Estado, e igualmente toda a
educação, todos os transportes, as finanças, e que o Estado seja o soberano
senhor de todas as forças da nação. Deseja a supressão da diferença entre as
classes sociais. Também para o socialismo, a pessoa existe para o Estado, não o
Estado para a pessoa (cf. Leão XIII, EncíclicaRerum Novarum, Edit. Vozes, pp. 5
e 6).
A diferença que há entre os socialistas e os comunistas é uma diferença de método. Os comunistas desejam a implantação imediata da ditadura do proletariado para realizar a Revolução. Os socialistas recorrem a meios "legais" para obter o mesmo objetivo. Recorrem às eleições, às greves legais, às agitações sem derramamento de sangue, para conseguir leis de nacionalização, de ensino laico. Vão fazendo a nação deslizar para o comunismo em geral sem convulsões violentas. O socialismo é uma rampa pela qual as nações vão resvalando para o comunismo quase sem perceberem.
A diferença que há entre os socialistas e os comunistas é uma diferença de método. Os comunistas desejam a implantação imediata da ditadura do proletariado para realizar a Revolução. Os socialistas recorrem a meios "legais" para obter o mesmo objetivo. Recorrem às eleições, às greves legais, às agitações sem derramamento de sangue, para conseguir leis de nacionalização, de ensino laico. Vão fazendo a nação deslizar para o comunismo em geral sem convulsões violentas. O socialismo é uma rampa pela qual as nações vão resvalando para o comunismo quase sem perceberem.
23 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 17
XVII. O IDEAL DO
COMUNISMO: A SOCIEDADE SEM CLASSES; O IGUALITARISMO
95. Qual o ideal
remoto da sociedade comunista?
A sociedade comunista ideal, diz a
seita, será, depois dos horrores da ditadura do proletariado, uma sociedade sem
classes nem proprietários, onde todos serão iguais, todos trabalharão, cada
qual segundo as suas forças, e cada um receberá da sociedade tudo o de que
precisar. Será este o paraíso na terra.
96. Este ideal
corresponde à vontade de Deus?
Este ideal é oposto à vontade e aos
planos de Deus em pontos essenciais:
a) Deus não quer que este mundo seja um
paraíso, e sim um lugar em que ao lado de puras alegrias nós encontremos
grandes sofrimentos, e assim, carregando a nossa cruz, nos santifiquemos. Nosso
paraíso nos espera na outra vida.
b) Deus quer que cada indivíduo procure
o seu bem-estar por seu esforço pessoal, amparado pelo Estado, mas não
substituído por ele.
c) Deus quer que entre os homens haja
desigualdades, as famílias formem classes distintas, umas mais altas que as
outras, sem hostilidade recíproca, com caridade, e sem exagerada diferença: não
deve haver alguns miseráveis, e outros excessivamente ricos.
97. Deus quer então
que haja pobres e ricos, nobres e plebeus?
Está de acordo com os
planos de Deus que existam pobres e ricos, gente humilde e gente importante,
mas baseada toda esta hierarquia na justiça e na caridade.
98. Qual a última
causa da desigualdade entre os homens?
A última causa da desigualdade entre os
homens é a sua liberdade. Dada a natural desigualdade de talentos e virtudes
entre os homens, estes só podem ser mantidos num mesmo nível econômico mediante
uma ditadura de ferro, que suprima toda liberdade e toda iniciativa.
99. Como se chama a
tendência que leva o homem a odiar as diferenças sociais, a querer uma
sociedade sem classes?
A tendência que leva a querer que todos
sejam iguais e a odiar as diferenças de classe chama-se: igualitarismo.
100. Quais são os
vícios que alimentam o igualitarismo?
Os vícios que alimentam o igualitarismo
são:
a) a inveja, que não tolera que o
próximo seja melhor, ou mais sábio, ou mais rico;
b) o orgulho, que não tolera ninguém
acima de nós;
c) a soberba, que não se conforma com
os planos de Deus.
101. Que manda a
justiça social?
A justiça social manda que o Estado
providencie que cada família possa conseguir por seu trabalho o necessário para
seu sustento, educação de seus filhos e formação de uma reserva para o futuro,
de modo que haja o menor número possível de miseráveis, e os ricos não sejam
demasiadamente ricos. Assim a sociedade será como uma pirâmide: com pessoas que
vivem só de seu trabalho, pequenos proprietários, pessoas remediadas, ricos, e
alguns muito ricos.
102. A justiça social
manda que todos sejam iguais em fortuna e posição social?
Não. Que todos os indivíduos e famílias
fossem iguais seria uma injustiça social, porque importaria na destruição da
liberdade, da iniciativa privada e do direito dos filhos a herdar dos pais.
A boa sociedade católica e humana é
desigual, hierarquizada.
Fonte: D. Geraldo de Proença Sigaud,
S.V.D., Arcebispo de Diamantina, Catecismo
Anticomunista, 3ª. Ed. Editora Vera Cruz. São Paulo, 1963.
20 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 16
87. Quais são os
pontos mais visados pela seita comunista em sua campanha para dominar um país?
Os pontos mais visados pela campanha
comunista no primeiro período, que é o da destruição da sociedade católica, são
os seguintes: direito de propriedade, forças armadas, pátria, família, e
sobretudo a Religião. Para quebrar todas as resistências, procura-se encher o
povo de ódio contra tudo isto.
88. Que reformas o
comunismo apregoa, para dominar um país?
Para dominar um país o comunismo
apregoa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária,
depois vem a reforma urbana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter
mais ou menos acentuadamente expropriatório e socialista.
89. Em que consiste a
reforma agrária que os comunistas querem?
Os comunistas, tomando por pretexto a
situação não raras vezes lamentável do trabalhador rural, e a conveniência de
favorecer-lhe o acesso à condição de proprietário, promovem o confisco das propriedades
rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas
sob o controle absoluto do Estado.
90. De que maneira
uma tal reforma agrária prepara a Revolução desejada pelo comunismo?
De tal reforma agrária o comunismo tira
diversas vantagens:
a) ela destrói as elites rurais, coluna
indispensável da ordem social;
b) cria uma grande desordem no campo,
com lutas, violências, homicídios;
c) daí nasce uma grande penúria e
grande fome no campo e na cidade;
d) assim se enfraquece a nação e se
leva o povo ao desespero. Com isto as resistências anticomunistas ficam
prejudicadas, e o Partido pode dar o golpe da Revolução.
91. A Igreja concorda
com uma reforma agrária que viole o direito de propriedade?
A Igreja condena toda reforma agrária
que não respeite como sagrado o direito da propriedade, seja do grande
fazendeiro, como do pequeno sitiante. Em ambos os casos este direito é sagrado.
92. Que reforma
agrária a Igreja abençoa?
A Igreja abençoa uma reforma agrária
que atenda aos seguintes pontos fundamentais:
a) respeito pela legítima propriedade,
qualquer que seja o seu tamanho;
b) fornecimento por parte do Estado, de
assistência técnica, social e financeira ao lavrador;
c) colonização da imensa reserva de
terras inaproveitadas da União, Estados e Municípios;
d) concessão de crédito aos grandes
proprietários que queiram dividir e colonizar suas terras;
e) concessão de crédito a juros baixos
e prazo longo, para os agricultores que queiram adquirir terras, montar suas
fazendas ou sítios;
f) assistência religiosa e educacional
aos homens do campo;
g) facilitar a formação de cooperativas
agrícolas, livres, de iniciativa particular;
h) facilitar o armazenamento e
transporte dos produtos da agricultura.
93. A Igreja proíbe a
expropriação de uma gleba para fins sociais?
A Igreja admite a expropriação de uma
gleba para fins sociais, mas com grandes cautelas:
a) é preciso que se trate de alcançar
um bem comum proporcionadamente grande, ou de afastar um mal proporcionadamente
grande;
b) é preciso que não haja outra solução
que não seja dispor da gleba;
c) é necessário que se tenha antes
tentado, sem êxito, a aquisição amigável do imóvel;
d) é necessário que o dono receba, no
ato da desapropriação, e em dinheiro, o preço justo, correspondente ao valor
real e atual do imóvel, seja esse valor grande ou pequeno.
94. Há casos
especiais de desapropriação?
Sim. Por exemplo, se a finalidade da
obra a ser executada em determinada gleba o exigir, o Estado poderá
desapropriar, além desta, as glebas vizinhas, a fim de que a obra aproveite ao
maior número de pessoas.
17 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 15
85. Qual a técnica
que o comunismo usa para conquistar as elites?
A técnica usada pelo comunismo para
conquistar as elites consiste em promover o convívio e a colaboração delas com
núcleos da seita. Os comunistas aos poucos as vão levando a pensar à maneira
materialista. Levam-nas primeiro a agir como materialistas, para terminarem pensando
como materialistas.
Os comunistas usam também um processo
de mudança da maneira de pensar, em geral sem discutir, que denominam de
“lavagem cerebral”.
86. Que meios usa o
comunismo para conquistar as massas?
Os grandes meios utilizados pelos
comunistas para conquistar as massas são a revolta e as promessas. Pela
revolta, o comunismo açula a classe operária contra os ricos. Pelas promessas
desperta nos corações a inveja e a cobiça. Para conquistar as inteligências do
povo usa da propaganda, menos para convencer do que para saturar os cérebros
com as idéias que convêm ao Partido, e tirar as que lhe são contrárias. Ao
Partido não interessa se a propaganda diz verdades ou mentiras: o que interessa
é martelar até que a idéia pegue.
15 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 14
77. Haverá outro meio
de preparar os homens para o comunismo?
Outro meio de preparar os homens para o
comunismo é o socialismo.
78. Que vem a ser o
socialismo?
O socialismo é o sistema que professa
que todos os meios de produção, de transporte, o ensino, a assistência, toda a
propriedade, devem pertencer ao Estado.
79. Para o
socialismo, qual é o papel do indíviduo?
Para o socialismo o individuo é meio e
não fim da sociedade. Por isto o Estado deve se ocupar de tudo, e cuidar do
indivíduo em todos os setores, deixando a este somente aquilo que o Estado
mesmo não pode fazer.
80. Neste caso, o
socialismo é o mesmo que o comunismo?
Não. O fim de um e outro é o mesmo o
estabelecimento de uma sociedade sem classes, a abolição da propriedade privada
e da iniciativa privada, e a entrega ao Estado de todos os meios de produção. A
diferença está em que o socialismo procura alcançar estes objetivos com meios
brandos, usando da propaganda doutrinária e das eleições, enquanto que o
comunismo prefere recorrer à violência. Os meios são diferentes, mas o fim é o
mesmo. O socialismo é como uma rampa pela qual o mundo desliza suavemente da
ordem natural e divina para o comunismo.
81. Há formas
moderadas de socialismo?
Há formas moderadas de socialismo. Tais
formas existem sempre que se exagera, em medida maior ou menor, a ação do
Estado, em detrimento da iniciativa individual ou da propriedade privada.
82. Pode o católico
ser socialista?
O católico não pode ser socialista,
porque o socialismo contradiz a doutrina da Igreja, que estabelece o seguinte
princípio: o Estado existe para realizar as tarefas de bem comum de que nem os
indivíduos, nem as famílias, nem as sociedades intermediárias são capazes por
si mesmos. Este princípio defendido pela Santa Igreja, e de modo especial
pelo Santo Padre João XXIII na Encíclica “Mater et Magistra”, chama-se o
“princípio da subsidiariedade”.
83. Que dizem os
Papas sobre o socialismo moderado?
Os Papas dizem que, consistindo o
socialismo, ainda que moderado, no exagero da ação estatal, é sempre condenado,
porque incompatível com a justiça e a ordem natural estabelecida por Deus. Por
isto disse Pio XI que o socialismo — mesmo quando moderado — “não pode
conciliar-se com a doutrina católica” (Encíclica “Quadragesimo Anno”).
84. Que dizer então
do chamado “socialismo cristão” ou “católico”?
O chamado “socialismo cristão” ou
“socialismo católico” é uma aberração tão grande como se alguém falasse de um
protestantismo católico ou de um círculo quadrado.
12 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 13
66. Que tem feito a
Igreja pelos pobres e operários?
A Igreja, ao longo da Historia, aboliu
a escravatura, defendeu os fracos e pobres, ensinou os ricos e poderosos a
amparar os humildes, difundiu a justiça e a caridade. Organizou os
trabalhadores em grandes sociedades chamadas corporações, que cuidavam de sua
formação técnica, de sua prosperidade material, do bem espiritual deles e de
sua família, lhes davam assistência na doença e cuidavam dos seus filhos em
caso de morte. Estas associações sofreram um golpe de morte com a Revolução
Francesa, mas duraram em muitos países até as agitações do ano de 1848; na
Alemanha elas ainda existem.
67. Depois de 1848 a
Igreja não fez mais nada pelos operários?
O individualismo introduzido pela
Revolução Francesa destruiu as corporações católicas e deixou os operários
entregues à própria sorte. Então a Igreja empreendeu um grande trabalho em
favor deles, simultaneamente em três pontos.
68. Qual foi a
primeira frente que a Igreja atacou?
A Igreja Católica procurou, de início,
principalmente minorar a miséria das pessoas. Para este fim multiplicou as
Santas Casas, os orfanatos, asilos para velhos, Oratórios festivos, creches, e
obras de assistência social. Assim é que, para dar um exemplo, no Estado de São
Paulo, atualmente, de cada cem instituições de caridade ou de assistência,
oitenta são mantidas pela Igreja Católica. Os comunistas não mantêm nenhuma. As
vinte restantes pertencem a outras igrejas, às organizações leigas e ao Poder
público. Nos outros Estados do Brasil, a proporção de obras mantidas pela Igreja
é ainda maior. E note-se que as instituições de caridade e assistência mantidas
e dirigidas pela Igreja funcionam admiravelmente. Basta ver um hospital
dirigido por Religiosas.
69. Qual foi a
segunda frente que a Igreja atacou?
Enquanto fundava e organizava
instituições de caridade e de assistência, a Igreja lutava para corrigir os
defeitos da sociedade que geravam tanta miséria. Desde o Papa Pio IX, e
principalmente no pontificado de Leão XIII, Ela insistiu com os ricos, os
patrões, o Estado e os trabalhadores para que se lembrassem da ordem social que
Deus quer e Jesus Cristo fundou, e se aplicassem a melhorar as condições de
vida do operário. Os Papas ensinaram que o trabalho não é mercadoria, e que o
homem que trabalha tem direito a um salário nas seguintes condições: a) que lhe
permita viver com dignidade; b) que dê para criar e educar os filhos; c) que
possibilite ao trabalhador diligente e econômico formar um pecúlio que melhore
a sua situação e lhe garanta o futuro.
70. Os ensinamentos
dos Papas tiveram resultado?
Os ensinamentos dos Papas já
modificaram completamente, em muitos países, a mentalidade dos patrões e dos
operários, e melhoraram felizmente as condições destes últimos. Mas a Igreja
continua a insistir, e o atual Pontífice, Sua Santidade o Papa João XXIII,
publicou há pouco a Encíclica “Mater et Magistra”, em que ensina mais uma vez
como os patrões devem tratar os trabalhadores, para que haja justiça, caridade
e paz.
71. Qual foi a
terceira frente em que a Igreja empreendeu o grande trabalho em favor dos
operários?
A Igreja, enquanto atendia as misérias
mais gritantes e imediatas, e ensinava aos patrões e operários como deviam ser
as suas relações de acordo com a justiça e a caridade, promovia a organização
destes e daqueles em associações, que se chamam corporações, círculos
operários, etc. Estas organizações formam nos vários países grandes
confederações, como na França a Confederação dos Trabalhadores Cristãos, na
Itália a Associação Católica dos Trabalhadores Italianos, no Brasil a
Confederação dos Círculos Operários etc.
72. Em que mais
os Papas insistiram?
Os Papas insistiram em que os operários
se unam, para juntos defenderem os seus direitos, respeitando, porém, os
direitos dos patrões. Os Papas aconselham a estes que, na medida do possível,
melhorem o salário e as condições dos trabalhadores, dando-lhes mais do que o
estritamente justo.
73. Quais os Papas
que mais se salientaram , na ação em favor dos direitos do operário, e da
justiça e harmonia entre as classes sociais?
Todos os Papas se têm desvelado pela
melhora da dura situação que começou para os operários com a Revolução Francesa.
De um modo especial devem-se mencionar os seguintes Pontífices: Leão XIII,
autor da Encíclica “Rerum Novarum”; Pio XI, autor da Encíclica “Quadragesimo
Anno”; João XXIII, autor da Encíclica “Mater et Magistra”.
74. Que Papas se
salientaram na luta contra o comunismo?
Todos os Papas, de Pio IX a João XXIII,
tem condenado o comunismo. A Encíclica “Divini Redemptoris” de Pio XI trata
especialmente do assunto, com grande, clareza e vigor. Durante o pontificado de
Pio XII, a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício fulminou com a pena de
excomunhão quem pertence ao Partido Comunista ou colabora com ele.
75. Quais as
conseqüências práticas desta excomunhão?
Os membros do Partido Comunista e os
que com ele colaboram não podem receber os Sacramentos nem ser padrinhos de
batismo, confirmação e casamento, ficam privados de enterro religioso e
sepultura eclesiástica, e não se pode celebrar em público missa em sufrágio de
suas almas.
76. Os comunistas têm
direito de divulgar suas doutrinas, de viva voz, ou pela imprensa, rádio e
outros meios de propaganda?
Não. Segundo a doutrina católica o erro
não tem direito de ser difundido. Cumpre ao Poder Público proibir-lhe a
propaganda.
6 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 12
XII. O MATERIALISMO
DO OCIDENTE PREPARA O CAMINHO DO COMUNISMO
64. Que atitudes dos
cristãos preparam a vitória do comunismo?
Como o comunismo nasce do materialismo,
da sensualidade e do orgulho, o materialismo prático dos cristãos que vivem
como se não houvesse a eternidade cria o caldo de cultura em que o bacilo
comunista prolifera.
65. Dê alguns
exemplos destes materialistas práticos.
Posso dar os seguintes exemplos: quem só se preocupa com ganhar dinheiro; quem procura gozar dos prazeres da vida, embora lícitos, sem se interessar pela prática da oração e da penitência; quem se entrega ao jogo; quem freqüenta lugares suspeitos; quem se veste com sensualidade, sem modéstia; quem dança as danças modernas; quem lê revistas obscenas ou sensuais; os freqüentadores do cinema e da televisão imorais; quem se desinteressa pela graça santificante, pecando como se não houvesse pecado.
Posso dar os seguintes exemplos: quem só se preocupa com ganhar dinheiro; quem procura gozar dos prazeres da vida, embora lícitos, sem se interessar pela prática da oração e da penitência; quem se entrega ao jogo; quem freqüenta lugares suspeitos; quem se veste com sensualidade, sem modéstia; quem dança as danças modernas; quem lê revistas obscenas ou sensuais; os freqüentadores do cinema e da televisão imorais; quem se desinteressa pela graça santificante, pecando como se não houvesse pecado.
3 de setembro de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 11
60. Como se implanta
o regime comunista?
O regime comunista é implantado, em
geral, pela violência. Os comunistas procuram chegar ao poder de qualquer modo:
por eleições, por pressão de tropas estrangeiras, por golpes armados. Uma vez
no poder, destroem toda oposição, e implantam a ditadura, em nome do
proletariado.
61. Então são os
operários que passam a mandar?
Não. Os operários não mandam. Eles
passam à situação de escravos, trabalham onde o governo os manda trabalhar, não
podem se afastar dali; recebem o salário que o governo quer e, se reclamam,
podem até ser fuzilados.
62. O comunismo
admite direito à greve?
Nos países que quer dominar, o
comunismo exige que a lei estabeleça o direito de greve; e organiza paredes
para desmantelar a economia nacional. Mas, uma vez dominado o país, não tolera
a greve em nenhuma hipótese, e sujeita o operário à mais tirânica escravidão.
63. É somente pela
violência que o comunismo é implantado?
Em geral o comunismo é implantado pela
violência; mas ele é preparado por muitas atitudes dos cristãos.
31 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 10
58. Quem inventou
este regime?
Quem inventou este regime foi Satanás,
que sabe que o melhor meio de levar os homens à perdição eterna é fazê-los
rebelarem-se contra a ordem constituída por Deus.
59. Como que Satanás
consegue adeptos para este regime?
Prometendo aos homens o paraíso na
terra se eles renunciarem a Deus e ao Céu, Satanás consegue enganá-los como o
fez a nossos primeiros pais, e o resultado é o inferno na terra e na
eternidade.
29 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 9
IX. A PROPRIEDADE,
A VIDA HUMANA E A ESCRAVIDÃO DO OPERARIADO
49. O indivíduo, no
regime comunista, não pode possuir nada?
No regime comunista o indivíduo não é
dono de nada. Tudo é do Estado.
50. O comunismo não
admite por vezes o direito de propriedade?
Quando está no poder, o comunismo às
vezes concede o uso de algum imóvel a um ou outro trabalhador. Mas não
reconhece o direito de propriedade, pois pode tomar tudo a todos, quando
quiser. O homem, no regime comunista, não tem sequer direito ao fruto do seu
trabalho.
51. No regime
comunista ninguém é, então, dono de nada?
No regime comunista ninguém é dono de
nada: nem do dinheiro, nem da fábrica, nem do campo, nem da casa, nem da
profissão, nem de si mesmo. Tudo é do Estado, tudo depende do Estado.
52. Então o regime
comunista é de escravidão?
O regime comunista estabelece a mais
completa escravidão, pois não reconhece ao homem nenhum direito.
53. O comunismo
respeita a vida humana?
Não. Uma vez que o homem não passa de
animal, o comunismo trata a vida humana como nós tratamos a dos bois. Se fôr
preciso, mata-se. Assim, para dominar a Rússia foi preciso assassinar cerca de
20 milhões de russos, ou fuzilando-os, ou deixando-os morrer de fome. Nos
campos de concentração da União Soviética, ao tempo de Stalin, calcula-se que
havia 16 milhões de homens e mulheres de todas as categorias, padres,
intelectuais, operários, que trabalhavam como escravos e acabaram morrendo de
miséria. Para conquistar o poder, os comunistas chineses assassinaram vários
milhões de pessoas. Para dominar os católicos da Espanha, as milícias
bolchevistas mataram onze Bispos e 16.852 Sacerdotes e Religiosos, bem como
muitos milhares de pais de família.
54. No regime
comunista, o operário pode se queixar, fazer greve, trocar de serviço?
Não. O Partido marca onde o operário
deve trabalhar. Neste trabalho ele deve produzir o máximo. Não pode reclamar, e
nem é bom pensar em greve, porque quem pensar vai para o degredo na Sibéria,
para um campo de concentração ou para a forca. No regime comunista o operário
não tem direito algum.
55. Os comunistas
mantêm sempre os operários na miséria?
Até hoje a situação material dos
operários em todos os países comunistas é em geral miserável. Todavia, a Rússia
promete que no ano 2000 os trabalhadores russos terão a mesma situação que têm
atualmente os seus colegas ocidentais. O comunismo não se interessa pelo
bem-estar dos operários senão enquanto ele é útil para a Revolução, por isso,
se os operários, obtido o bem-estar, começam a desobedecer, volta de novo a
miséria. O comunismo trata os trabalhadores como reses, ou como escravos. O
senhor de escravos dava-lhes comida porque lhe interessava que eles fossem
fortes e sadios, para poderem trabalhar. Mas, se em dado momento parecer
necessário às autoridades comunistas reduzir gravemente o padrão de vida da
classe trabalhadora, em favor do desenvolvimento das industrias do Estado ou do
seu poderio militar, fá-lo-ão sem hesitação, pois para elas o operário é
escravo e o escravo não tem direito.
56. Nos países não
comunistas, o comunismo quer melhorar a situação dos operários?
Não. Nos países não comunistas o
comunismo quer que os operários fiquem tão miseráveis, que cheguem ao
desespero, e assim provoquem greves e desordens, as quais os comunistas
aproveitarão para derrubar o governo legítimo e implantar a sua ditadura.
57. Nos países
dominados pelos comunistas não há diferenças de riqueza e de classe social?
O comunismo promete abolir as
diferenças de riqueza e de classe. Mas isto é contra a natureza humana.
Destruindo a moral e o direito, o comunismo favorece um grupo de dirigentes e
de membros do Partido, que dispõem de grandes riquezas e vivem com fartura e
luxo em casas suntuosas, enquanto o operário em geral passa privações, e
obrigado a trabalhar onde o Partido manda, tem para morar somente um quarto,
onde se amontoam os pais, os filhos e todos os membros da família, sem cozinha,
nem banheiro próprios. A diferença entre os que mandam e os outros é muito
maior que entre os capitalistas e os operários.
27 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 8
47. Como se chama
esta oposição entre os proletários e os demais cidadãos?
Esta oposição se chama luta de classes.
48. Esta luta durará
muito?
Para os comunistas, esta luta não
terminará senão quando no mundo inteiro só houver a classe dos proletários,
isto é, dos trabalhadores que não têm nada de próprio.
25 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 7
VII. O PROLETÁRIO É
O ÚNICO HOMEM IDEAL, SEGUNDO O COMUNISMO
43. Se não há
Direito, como pode, segundo os comunistas, existir a sociedade?
A sociedade, segundo os comunistas,
existirá sem Direito: existirá pela força.
44. Em mãos de quem
ficará a força na sociedade?
Aqueles que representam o homem mais
perfeito hão de ter em suas mãos a força na sociedade.
45. Quem representa o
homem mais perfeito, de acordo com o comunismo?
Segundo o comunismo, os proletários não
tem nenhuma raiz que os prenda ao passado ou à sociedade presente, e portanto
são os homens mais livres de limitações; são eles que, unidos, constituem a
maior força revolucionária. Para a seita comunista o proletário é, pois, o
homem mais perfeito. De fato, em sua mentalidade não existem os “entraves” e as
“degenerescências” que ligam as outras classes à ordem social vigente. Por isso
mesmo, a seita o considera como o instrumento ideal da Revolução.
46. Que devem fazer
os proletários, de acordo com o comunismo?
De acordo com o comunismo, os
proletários devem mover guerra às outras classes, e implantar a ditadura do
proletariado, que pela violência extermine a Igreja, o Clero, os nobres, os
ricos, os proprietários, os que se realçam pela inteligência, todos os homens
independentes, e assim destrua tudo o que se opõe à Revolução.
22 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 6
37. Sobre que
virtudes se baseia a Cristandade?
A Cristandade se baseia principalmente
sobre as seguintes virtudes: a fé, a castidade e a humildade.
38. Que paixões
desordenadas são a mola da Revolução?
O orgulho, que rejeita a fé; a
sensualidade que rejeita a castidade; a soberba, que rejeita a humildade, são
as molas principais da Revolução.
39. Quais são
as conseqüências destas paixões?
Do orgulho, que rejeita a fé, nasce a
negação da vida eterna como fim da existência terrena, bem como a negação de
Deus, e de Cristo como Senhor do homem.
Da sensualidade, que rejeita a
castidade, nasce o desejo de gozar esta vida de todas as formas, e em
conseqüência ela conduz ao desprezo e a dissolução da família.
E da soberba, que rejeita a humildade,
nasce a revolta contra a autoridade divina e humana, e contra todas as
limitações que o homem pode sofrer. De modo especial ela conduz ao igualitarismo,
isto é, ao ideal comunista de uma sociedade sem classes.
40. Que se entende aí
por classe social?
Classe social é um conjunto de pessoas
— e suas respectivas famílias — cujas funções na sociedade são diversas, porém
iguais em dignidade. Exemplo: advogados, médicos, engenheiros,
fazendeiros, oficiais das Forças Armadas, apesar da diversidade de suas
funções, constituem com suas famílias uma mesma classe social.
Todas as classes sociais são dignas,
mas não iguais em dignidade. Por exemplo: o trabalho manual é digno e foi até
exercido pelo Verbo Encarnado; todavia, a dignidade do trabalho intelectual é
intrinsecamente maior: o espírito é mais do que a matéria.
41. A que título a
família faz parte da classe social?
De acordo com a lei natural e a
doutrina da Igreja, a família participa de algum modo, não só do patrimônio,
como da dignidade, honra e consideração de seu chefe, com o qual forma um só
todo e a cuja classe social pertence. Sendo inerente à família a transmissão
aos filhos, não só do patrimônio dos pais, como também, de certo modo, da honra
e consideração que se prende ao nome paterno, a presença da família na classe
social dá a esta um certo caráter de continuidade hereditária.
42. Então uma pessoa
não pode passar para uma classe a que não pertence a sua família?
Pode. Não se deve confundir classe
social com casta. No regime pagão das castas existe entre estas uma barreira
intransponível. Cada pessoa pertence necessariamente, por toda a vida, à casta
em que nasceu. Isto, quaisquer que sejam suas ações, boas ou más. Na
civilização cristã, não há castas impermeáveis, mas classes sociais permeáveis.
Ou seja, a pessoa pertence à classe em que nasceu, mas pode elevar-se a
outra se tiver um mérito saliente. Bem como pode decair, em razão de seu mau
procedimento. Assim, o princípio da hereditariedade se harmoniza com o
postulado da justiça.
O comunismo, ao invés, quer uma
sociedade sem classes, em que todos sejam iguais, no que contraria o princípio natural
da hereditariedade e as exigências da justiça.
20 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 5
33. Qual é para o
comunismo o critério supremo da verdade, da moral e do direito?
O critério supremo da verdade, da moral
e do direito é para o comunismo a ação revolucionária. Assim como para o
católico o fim supremo é a vida eterna, para o comunista o fim supremo da vida
é a Revolução.
34. Que é a
Revolução?
Revolução, com maiúscula, é a rejeição
de Deus, de Cristo, da Igreja, e de tudo o que deles provém; é a organização da
vida humana somente segundo a razão humana e as paixões humanas. Seu ideal é a
Cidade do homem sem Deus, oposta à Cristandade e à ordem natural, que é a
Cidade de Deus.
35. Que é a
Cristandade?
Cristandade é a sociedade temporal
organizada segundo Deus, isto é, de acordo com o direito natural e a palavra de
Deus, revelada por Jesus Cristo, transmitida, interpretada e aplicada à vida
pela Igreja Católica.
36. Quais são os
fundamentos da Cristandade?
Os fundamentos da Cristandade são dois:
o direito natural e a Revelação, trazida por Jesus Cristo e transmitida pela
Igreja Católica.
17 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 4
28. Qual é a
definição do homem?
Para o católico: o homem é um animal
racional, dotado de personalidade e de direitos.
Para o comunista: o homem é um animal
trabalhador.
29. Qual é o papel do
trabalho na vida?
Para o católico; o trabalho é meio de
conseguir certos recursos que possibilitam ao homem gozar dos bens que Deus
criou para ele. O trabalho existe para o homem.
Segundo o comunismo, o homem existe
para o trabalho. O trabalho é o fim da vida.
30. Se o homem é um
animal trabalhador, deve ele trabalhar sempre?
Para a seita comunista quem não
trabalha não é homem. Quanto mais o homem trabalha, mais homem é. Assim, ele
pode mudar a sua própria natureza, vivendo somente para o trabalho.
31. Então o homem não
tem uma natureza estável, que Deus lhe deu?
Segundo a doutrina católica, tem. Deus
constituiu a natureza humana imutável.
Para o comunista, uma lei universal
levou a matéria até a forma humana. Esta forma está em evolução. É o homem que
dá a si mesmo a sua natureza, mediante o trabalho. O homem é o criador de si
próprio.
32. Quem deve, então,
ser adorado?
Para o católico, Deus deve ser adorado,
porque é o Criador do céu e da terra.
O comunista recusa adoração a Deus. Em
vez de adorar ao Criador, ele adora o Estado comunista e totalitário.
16 de agosto de 2015
Catecismo Anticomunista - Parte 3
III. PONTOS BÁSICOS
DA DIVERGÊNCIA ENTRE COMUNISMO E CATOLICISMO
17. Então a
divergência entre a seita comunista e o Catolicismo se verifica só no campo
religioso?
Não. Além do campo religioso, há muitos
outros campos em que as divergências entre a seita comunista e o Catolicismo
são irredutíveis.
18. Em que outros
pontos fundamentais existe esta divergência radical?
Esta divergência existe em todos os
pontos. Mas ela é mais fundamental em relação à verdade e à moral, à família, à
propriedade e à desigualdade social.
19. Que ensina o
comunismo a respeito da verdade?
Ensina a Igreja que Deus criou o mundo
e criou a alma humana, que é inteligente. A alma conhece a verdade das coisas.
Ela afirma que uma coisa é idêntica a si mesma, dizendo o que é, é; o que não
é, não é.
O comunismo ensina que não há verdade.
Uma coisa pode ser e não ser, ao mesmo tempo. Uma coisa é ela e o contrário
dela.
20. Então o comunismo
não admite a verdade?
Não. Para o comunista não interessa que
uma afirmação corresponda à realidade ou não. Para ele, “verdade” é o que ajuda
a fazer a Revolução. A mesma afirmação pode ser hoje e amanhã, sucessivamente,
“verdade” e “mentira”, de acordo com a conveniência do Partido. Assim, houve
tempo em que Stalin era um herói para a seita comunista. Hoje é um bandido
declarado. Não há verdade objetiva.
21. Que outra grande
divergência existe entre o comunismo e o Catolicismo?
O Catolicismo ensina que Deus é
absolutamente santo. E por isto, as ações humanas que estão de acordo com Deus
são boas; e as que vão contra a ordem que Ele estabeleceu são más.
O comunismo, que é materialista, ensina
que não existe moral. Quando uma ação é útil ao Partido, é boa; quando
prejudica o Partido, é má.
22. Dê um exemplo.
Para o católico as boas relações dos
filhos com os pais constituem um bem.
Para o comunista, essas boas relações
podem ser um bem, e podem ser um mal. Se os pais se opõem à Revolução, o filho
deve odiá-los, denunciá-los, e, se for preciso, depor nos processos contra eles
e até matá-los. Se os pais trabalham para a Revolução, o filho deve
mostrar-lhes amor e colaborar com eles.
23. Poderia dar outro
exemplo?
Outro exemplo seria o seguinte. Se o
Brasil entrar em guerra contra a Rússia, o comunismo ensina que os brasileiros
deverão trair sua Pátria, trabalhar para que os nossos soldados sejam
derrotados e o Brasil dominado pelos soviéticos. Mas, se por desgraça o Brasil
passar a aliado da Rússia, os brasileiros deverão mudar de orientação e lutar
pela vitória do Brasil.
Em resumo: é bom o que ajuda a
Revolução, é mau o que a combate ou prejudica.
24. O comunismo
ensina a respeitar as famílias?
Como o homem é um animal, a família
vale tanto como um casal de bichos. Por isto o comunismo ensina a dissolver as
famílias, a violentar as mulheres dos povos que não são comunistas, e a
respeitar as “famílias” dos que o são.
25. Que aconteceria
às nossas famílias católicas se o comunismo dominasse o Brasil?
Os pais que resistissem à profanação do
seu lar poderiam ser mortos; as filhas e esposas ficariam expostas à violação;
as famílias perderiam suas propriedades e seriam arruinadas e destruídas.
26. O comunismo acha
que o Direito é sagrado?
Como não admite a existência de Deus
nem da alma, o comunismo não reconhece a dignidade do homem e nega que o
Direito exista. Somente reconhece a força.
27. Pode dar um
exemplo?
Se eu der um osso a um cão, este não
adquire um direito ao osso. Posso lhe tirar o osso sem ferir nenhum direito. A
razão é a seguinte: não tendo alma, o cão não é uma pessoa. Não sendo pessoa,
não tem direito. Uma vez que para o comunismo o homem não é pessoa, e sim
animal, ele não tem direito. O Estado lhe dá o que quiser, e quando quiser lhe
tira. O homem é menos que um escravo; é uma rês.
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