8 de junho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 129

COM DEUS NÃO SE BRINCA

Fazia 120 anos que, em Messina (Itália), não se verificava nenhum terremoto. Os habitantes daquela cidade, não obstante as advertências de pessoas competentes, haviam construído prédios de vários andares, pois julgavam-se muito seguros. Mas eis o que aconteceu.
Pelo Natal de 1908, um jornal socialista local atreveu-se a interpelar ironicamente o Menino Jesus, escrevendo:
“Jesusinho, envia-nos um tremor de terra, se tens força para tanto”. Essa blasfêmia apareceu no dia 26 de dezembro. No dia 28 verificou-se uma catástrofe, como a cidade jamais vira outra semelhante. Em poucos minutos 60.000 pessoas, isto é, um terço da população, perdiam a vida.
Declarou-se, além disso, um pavoroso incêndio que destruiu ou danificou quase todas as casas.
Assim castigou Deus aquela blasfêmia.

7 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIII


Parte 11/11


Pois, aquele que cometeu este pecado e dele não fez penitência deve esperar duas espécies de castigos aqui mesmo na terra, todos os dois terríveis. Ou bem a sua consciência se desperta, e então não encontra em parte alguma repouso ante as sombras fúnebres dos pequeninos assassinados, ou então ele se endurece no pecado, e mata a sua consciência juntamente com os filhos, e neste caso cai em uma aridez de alma tão indescritível, que lhe fica apenas um traço humano durante toda a sua vida.
Não se trata, em ambos os casos, de uma vida conjugal feliz e pacífica, mas só de um desgosto e de uma licença desenfreada, como o provam tantos exemplos tristes... 
Senhor, nós vô-lo pedimos humildemente, dai à nossa pátria, que deles tanto precisa, esposos generosos, amantes de seus filhos. Amém.

6 de junho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 128

INCIDENTE NUMA PROCISSÃO

Em Stuttgart (Alemanha), por ocasião da procissão de Corpus Christi, deu-se, faz alguns anos, o seguinte incidente.
Num dos pontos de espera estavam agrupados numerosos espectadores, quase todos protestantes, o que não é de admirar naquela cidade. A ponta da procissão estava a chegar, quando um senhor, metendo-se pelo meio da multidão, foi colocar-se diante de uma senhora assim que ela não podia ver nada. Zangada, ela exigiu que ele saísse de sua frente. Mas o importuno negou-se, dizendo: “Sou católico, portanto tenho o direito de colocar-me na frente para ver passar a procissão dos católicos”.
A dama, sem se desconcertar, replicou: “Como? o sr. é católico? Então o seu lugar não é aqui. Nós, protestantes, assistimos à procissão, mas vós, católicos, deveis acompanhá-la”. E tanta razão tinha aquela senhora, que, nem bem acabara de falar, e o intruso já havia desaparecido.

5 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIII


Parte 10/11


C - Mas,mesmo em outro sentido, os filhos são o consolo dos pais. 
a - Como é dolorosamente vazio e abandonado o destino do solteirão e da solteirona, que, entregues a si mesmos, completamente sós, sem consolo, sem afeição e sem apoio, arrastam sua velhice, porque não tem filhos, porque são troncos de árvores que florescem frivolamente na primavera, e nem pensaram que havia também um outono em que se colheriam os frutos. É incrível que os jovens esposos que temem os filhos não se interroguem, para saberem quem os ajudará e os amará na sua velhice, em seu abandono.
b - examinaremos, porém, uma outra questão: Quem os amará em sua viuvez?  Se um dos esposos morre, o outro fica só: Certamente se há vários filhos ficam ao sobrevivente muitos cuidados; mas se não há filhos, então ele se encontra num abandono cem vezes mais penoso. Que consolo para o viúvo ou para a viúva a presença dos filhos cuja tagarelice recorda a voz do caro desaparecido e cujos olhos revivem o olhar do morto!
É o que experimentava o poeta norte-americano Longfellow, quando, após 19 anos de felicidade, a morte arrebata-lhe a esposa. Em uma de suas cartas escreveu estas linhas: "É uma coisa penosa reconstruir uma existência destruída. Tudo cai como a areia. Mas eu experimento e sou paciente... Meus filhos vão todos bem, isto me consola, e me dá coragem". "Minhas filhinhas tagarelam alegremente em meu quarto, como duas avezitas. Estão alegres por celebrarem o aniversário de suas bonecas... Que mundo maravilhoso o das crianças! Como é cheio de vida e de fantasia! Sou feliz por contemplar estas agitações, e sinto a doçura das palavras que foram pronunciadas um dia por lábios benditos: "Deixai vir a mim as criancinhas".
É com estas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, um pouco modificadas, que desejo terminar esta instrução: Deixai as criancinhas virem ao mundo.
Ficamos sempre profundamente emocionados, cada vez que lemos na Sagrada Escritura, o morticínio dos Santos Inocentes, cometido por Herodes. Que gritos de dor nos lábios das mulheres de Belém. Com que desespero não apertaram, contra o peito, os seus filhos, quando os algozes chegaram para matar estas vitimas inocentes! Compadecemo-nos destas mães enlutadas!
O mundo atual porém tudo mudou. O mundo atual produziu mães, que não procuram com angustiado amor salvar da morte os seus filhos, mas vão elas mesmas procurar os algozes, e pagam bem para que tirem a vida a estas crianças inocentes. Haverá no vocabulário humano uma expressão bastante forte que possa caracterizar este crime? Terá o céu bastantes raios para castigar dignamente esta monstruosidade?
Creio que sim.



4 de junho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 127

MISSA PELO ESPOSO FALECIDO

S. Matilde, esposa do imperador Henrique e mãe de Otão Magno, quando recebeu a noticia da morte de seu marido, acontecida numa expedição guerreira, a primeira coisa que fez foi ajoelhar-se aos pés do Crucifixo e rezar por ele.
Chegado o cadáver, a santa imperatriz levou os três filhos à câmara ardente, mandou que eles se ajoelhassem bem perto dos despojos do pai, e disse-lhes: “Meu filhos, lembrai-vos de que, se tendes direito de subir ao trono de vosso pai, um dia descereis também ao túmulo como ele”.
E mandou chamar imediatamente um sacerdote que, naquele mesmo dia, celebrou pela alma do imperador. Grande foi a satisfação da imperatriz, entre as lágrimas pela perda de seu marido, por se ter encontrado um padre ainda em jejum e, portanto, em condições de rezar a santa missa de corpo presente.

3 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIII


Parte 9/11


B - "Mas vários filhos custam mais caro", tal a objeção mais comum.
Dou-lhe agora uma resposta muito curiosa e incrível.
Não, meus irmãos. O filho único custa mais que vários filhos.
a - Por toda parte onde há um só filho, não se conhecem as palavras privação e sacrifício; ao contrário, onde há vários, os pais são mais econômicos e trabalhadores.
Os esposos que afastam os filhos por meios culpáveis são mais irritáveis, menos afetuosos entre si, não se sentem bem entre paredes de seu lar vazio e mudo.
Onde não há crianças, não há mais alegria, nem raios de sol, nem sorrisos, nem calor. É preciso procurar tudo isto fora do lar. E isto custa tão caro que se poderia, com a mesma soma, educar vários filhos.
Recordo-me o que conta em um de seus livros uma romancista húngara que passara o mais feliz e alegre natal, numa família de oito filhos, onde os pais trabalhavam duramente para sustentá-los. E quando ela perguntou aos pais, que riam com seus filhos, de que eram feitos aqueles brinquedos e presentes de todas as formas, a mãe respondeu com semblante alegre: "De madeiras, de trapos... e de amor".
b - O filho contribui, pois, assim, para a realização e conservação da felicidade familiar. É verdade, o filho causa também uma multidão de cuidados, despesas, temores e sacrifícios, mas é igualmente verdade que o filho dá em troca muitas coisas aos pais: dá-lhes alegrias, sol, vivacidade, esperança, um apoio para o futuro, enfim, é um reforço da vida conjugal.
É assim que se compreende esse fato curioso, que em 50% de lares divorciados não há sequer um filho, e que em 25% há apenas um. Pode-se, pois, tirar daí uma conclusão: Mais filhos, menos divórcios, pois, seguindo os planos admiráveis da divina providência, são as mãozinhas fracas da criança que mantém unidos os braços robustos de dois adultos.
Mas, ao mesmo tempo, que prova terrível de que o filho não é obstáculo à felicidade dos pais, e que não é a sua ausência que traz a felicidade! Pois, muitas vezes, os lares que se separam são precisamente aqueles cuja felicidade não foi perturbada pela presença de filhos.
É justamente o contrário.
O sexto mandamento, o grande mandamento da felicidade, une igualmente interna e exatamente.
Aquele que vive no âmbito do matrimônio transgredindo as leis divinas dá facilmente o segundo passo, pelo qual se torna infiel também fora do casamento.

2 de junho de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 126

TENHO MEDO DAS CONTAS...

No século passado vivia na Westfália um velho e pio sacerdote. Cada dia, ao por do sol, dirigia-se ao cemitério onde recitava um terço, pelas almas do purgatório. Quando, certa vez, um amigo lhe perguntou por que fazia aquela visita todos os dias a tarde, o velho pároco deu esta bela resposta: “Faz muitos anos que sou vigário desta freguesia e quem sabe se por, negligência minha (ou porque não dei bastante exemplo, ou porque não fiz quanto devia fazer), causei dano aos que agora talvez estejam penando no purgatório, enquanto seus corpos repousam debaixo desta terra fria. Tenho medo das contas, que hei de dar a Deus depois de minha morte. Esta é a razão por que, todos os dias a esta hora, venho rezar aqui, a fim de expiar, por este ato de caridade para com as almas, as faltas que posso ter cometido”.
Exemplo comovente e digno de imitação.

1 de junho de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência XIII


II - UM PECADO CONTRA OS INTERESSES DOS PAIS


Parte 8/11


Precisamos adiantar na exposição das nossas ideias. A exclusão culpável do filho é não só um pecado contra Deus e contra o filho, mas o é, ainda, contra os interesses bem compreendidos dos pais.
A - Primeiramente, o filho único não é um filho, é um cuidado perpétuo.
a - A vida dos pais é uma inquietação contínua: Pode resfriar-se, pode acontecer-lhe qualquer coisa, e, sem ele, tudo estaria acabado para nós; esse receio é fundado porque as estatísticas demonstram que morrem muito mais crianças nas famílias de um ou dois filhos, do que nas numerosas..
b - Se nestas famílias numerosas, um dos filhos morre, naturalmente os pais sentem e se enlutam, mas, ao menos, lhes ficam os outros para consolá-los. Que fica, porém, após a morte do filho único? o berço vazio, o quarto da criança emudece, seus brinquedos órfãos, ficam os amargos remorsos de consciência, recordando que poderia ser de outro modo, se mãos criminosas não contrariassem os planos divinos.
Como é racional o provérbio: "A criança é um vaso; quebra-se facilmente", é pois bom ter vários.