3 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 54

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTÃ

4. S. Francisco Solano, aos trinta anos de idade, foi um dia visitar Montilla, cidade que o vira nascer.
Sua primeira visita foi a igreja paroquial de São Tiago. Ali, dirigindo-se a pia batismal, onde se tornara cristão, ajoelhou-se e rezou o Credo com a fronte apoiada sobre a pedra da pia.

2 de fevereiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência IX


 A VONTADE DIVINA EXIGE A INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO



Parte 2/7


A) O nosso primeiro argumento, em favor da indissolubilidade do matrimônio, é naturalmente a vontade do próprio Deus.
a - Deus criou, no princípio, um homem e uma mulher, um casal portanto. Por aí, já Ele manifestava a vontade de que o casamento não existisse senão entre um homem e uma mulher. Mas Ele ainda manifesta, continuamente, por este fato curioso e inexplicável para a razão humana, que o número de homens e de mulheres é constantemente o mesmo. Mais ou menos nasce o mesmo número de rapazes e de moças. Este fenômeno natural, particular e independente da vontade humana, proclama também que o Mestre e Criador do mundo não destinou e criou senão uma mulher para cada homem.
E quando os judeus diziam ao Salvador que a Lei mosaica permitia ao marido, em alguns casos, repudiar sua mulher, Nosso Senhor respondeu-lhes categoricamente: "Foi por causa da natureza de vossos corações que Moisés permitiu repudiar vossas mulheres, mas no começo não foi assim". (Mt 19,8)
É bem verdade. No começo não foi assim. Quando da criação, a unidade e indissolubilidade do casamento constituíam uma lei positiva, e Cristo a restabeleceu em todo seu rigor.
b - Como restabeleceu? Pelas palavras eternamente memoráveis e universalmente conhecidas; "O homem deixará seu pai e sua mãe, unir-se-á a sua mulher, e serão dois numa só carne... Que o homem não separe o que Deus uniu... Eu vô-lo digo, aquele que repudia sua mulher, e casa com outra, comete um adultério; e aquele que se casa com uma mulher repudiada torna-se adúltero" (Mt 19, 5-6-9).
"Aquilo que Deus uniu"... Como Deus une os esposos? Primeiro pelo amor ardente que Ele acende nos dois jovens corações. Em seguida pela virtude do Sacramento. E enfim pelos filhos que Ele lhes dá, quando o amor conjugal se manifesta na união mais íntima.
O que Deus uniu de maneira tão múltipla, o homem não tem, pois, o direito de dissolver e separar. Por nenhum título, qualquer outra pessoa tem o direito de profanar e ferir o santuário da família. Os esposos, pois, não podem, eles mesmos, dissolver o seu casamento, nem por um acordo comum, nem por uma decisão unilateral.
Os termos empregados por Nosso Senhor Jesus Cristo mostram inteira e claramente que Ele quis pôr novamente em vigor a noção do casamento, que se afrouxara no Testamento Antigo. As palavras que acabamos de citar e outros ensinamentos de Nosso Senhor (Mt 5, 31-32) formam a base do dogma fundamental da Igreja, segundo o qual um casamento válido e consumado nunca pode ser dissolvido.

1 de fevereiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 53

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTA

3. Ao conde José Mlodeki, durante a feroz perseguição iniciada em 1863 pelo governo russo contra os católicos poloneses, despojaram-no de todos os bens, e logo lhe prometeram devolvê-los caso renunciasse á fé católica.
Seus bens estavam avaliados em cinco milhões.
— A minha fé não se põe preço, respondeu altivamente; fiquem vocês com a minha fazenda, eu fico com a minha fé.

31 de janeiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth

Conferência IX


A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO


Parte 1/7


Em 19 de junho de 1934, na Câmara dos Senhores, o conde José Karolyi, hoje junto de Deus, pronunciou um discurso, do qual citaremos algumas linhas nesta instrução.
"O estado húngaro sacrificou milhões e milhões para o futuro material, moral e nacional da  jovem geração, e contudo verificamos, com tristeza, que uma crise e uma decadência cada vez mais deploráveis, manifestaram-se na sociedade e na família. A falta esta na base da família, da sociedade, do estado. O número de divórcios é cada vez maior, e aumenta-se a quantidade de crianças que crescem sem pai e sem mãe. De que servem os numerosos sacrifícios pecuniários que o estado húngaro fez pela geração futura? De que serve a educação moral que ela recebe nas instituições e escolas, se, em casa, no seio da família ela não vê senão coisas que a escandalizam, e contempla muitas vezes uma vida em oposição ao exemplo moral? Segundo a história, a pureza da vida familiar, em todos os países, e em todas as nações, é a escala do progresso ou da decadência nacional.
Conforme as estatísticas nacionais, prossegue o orador, o número de divórcios em nossa Hungria mutilada, é exatamente quatro vezes maior que a cifra de 1913. As colunas de nossos jornais estão cheias de casos de divórcios, de escândalos familiares e de crimes, cometidos por crianças, homicídios e parricídios. Julgo que o governo e o parlamento não tem o direito de ver tudo isto sem agir. É preciso que o poder público e a legislação intervenham energicamente nesta explosão revolucionária das paixões humanas, e de irresponsabilidade!"
Assim falava este nobre coração, inquieto pela sorte de sua pátria.
Mas quando vemos os legisladores leigos contemplar, também consternados, as consequências prejudiciais que se originam do divórcio e dos abalos sofridos pela família, podemos imaginar a dor provada pela Igreja. Com efeito, é ela que em primeiro lugar deplora a perda destes incomensuráveis valores morais enterrados sob as ruínas do santuário familiar destruído.
É também esta solicitude que me conduz, nesta série de instruções sobre o casamento cristão, a consagrar três a este dogma fundamental do cristianismo, a indissolubilidade do casamento. Nos dois primeiros, mostraremos o grande ideal cristão: a indissolubilidade do matrimônio, e os motivos pelos quais nossa santa religião ainda hoje persiste imquebrantavelmente nesta ideia. No terceiro consideramos as calamitosas consequências desta triste aberração, o divórcio.
Em nossos dias, o número de divórcios eleva-se assustadoramente. Parece que a humanidade volta novamente para a poligamia dos tempos que precederam a vinda de Cristo, quando muito com esta diferença que naquela época se possuíam ao mesmo tempo tantas esposas quanto o permitiria sua situação de fortuna, ao passo que atualmente se pode tomá-las, uma após outra, enquanto houver ocasião de divorciar.
A Igreja, apesar desta calamitosa epidemia, e desta terrível falta de senso moral, continua com uma coragem inquebrantável a proclamar, defender e exigir a indissolubilidade do casamento.
Mas sobre que razão se apóia a religião católica, para manter com uma lógica rígida e grave a indissolubilidade do casamento? Tal é o ponto levantado nesta instrução.
Tríplice resposta. O casamento deve ser indissolúvel, pois é:
1 - da Vontade divina
2 - da própria essência do matrimônio
3 - do fim do matrimônio.
Há ainda um quarto argumento decisivo em prol da indissolubilidade: o interesse da humanidade. A exposição dos três primeiros exige tanto tempo que sou obrigado a deixar o quartp para a próxima instrução.

30 de janeiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 52

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTA

2. Venâncio, rapaz de quinze anos, foi denunciado como cristão a Antíoco, governador da cidade de Camerino. Confessou sua fé sem fazer caso de promessas nem de ameaças. O governador mandou açoitá-lo e depois metê-lo no cárcere. Para ali mandou um homem enganador e astuto, chamado Átalo, o qual disse que também fora cristão, mas abandonara a fé por ver que era uma loucura privar-se dos bens presentes por uma esperança vã de futuros e deixar o que se possui pelo que nunca há de chegar. Repeliu-o Venâncio e desfez seus embustes.
Foi o Santo atirado aos leões que não lhe fizeram mal algum.
Sofreu inauditos tormentos. Cansavam-se os verdugos de atormentá-lo, e ele não se cansava de padecer por Jesus Cristo.
Por fim foi decapitado e entrou glorioso no céu.
Sua festa celebra-se em toda a Igreja a 18 de maio.

29 de janeiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência VIII


Parte 6/6


Quando o veneno penetra no organismo humano, ou falta um elemento essencial na alimentação, este organismo reage, dando sinais de dor. O homem torna-se corado ou empalidece, a febre, as palpitações, as fraquezas tornam-no incapaz para o trabalho. Se a sociedade atual, este grande organismo humano, tem palpitações, fraquezas e febre, uma das causas principais é que o veneno das idéias frívolas sobre o matrimônio penetrou em seu organismo. Falta-lhe a força nutritiva da família cristã.
Não permitamos este envenenamento, nem uma leviandade qualquer a respeito do matrimônio. Não podemos, nós católicos, participar desta anarquia, muito menos quanto ao matrimônio. Queremos que aí também reine a ordem. Uma ordem que repouse sobre as sólidas experiências dos séculos passados, sobre as leis da natureza e sobre as leis de Deus.
Queremos que a família seja, em miniatura, como um Estado bem governado, com divisão de trabalho, autoridade e obediência, honestidade e fidelidade ao dever. Queremos aí uma união tão forte, que só a morte possa rompê-la. Queremos que a bênção, a concórdia e o amor do trabalham nasçam desta instituição, que na realidade, hoje, é a fonte de tantas maldições, divisões e discórdias.
Pois reconhecemos que a família atual necessita realmente de reforma.
Mas isto não se dará pelo casamento de experiência ou de camaradagem, que nada mais são que estrumes orvalhados com o perfume das belas expressões literárias da licença e da frivolidade dos costumes, - mas sim pela fidelidade, honestidade e disciplina, colocando novamente o matrimônio na altura moral a que o elevou o único e verdadeiro reformador da humanidade, o Redentor do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

28 de janeiro de 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 51

O QUE PODE O AMOR A FÉ CRISTA

1. Em Damasco, na Síria, durante a perseguição religiosa de 1860, disseram os turcos a um menino cristão de catorze anos: “Ou você se faz muçulmano, ou lhe cortamos a cabeça” “Cortem-me a cabeça, se quiserem — respondeu o menino — mas eu sou e serei sempre cristão”.
No mesmo instante aqueles bárbaros cumpriram a ameaça e a Igreja contou com mais um mártir.

27 de janeiro de 2016

Casamento e Família - Dom Tihamer Toth.

Conferência VIII


Parte 5/6


A base, o fundamento, a célula da sociedade humana é a família. Destruí-a e toda a sociedade se desmorona. Dissolvei a família, e os povos caem na imoralidade, a revolução é inevitável.
As leis de Cristo condenam, da maneira mais formal, a dissolução do casamento. Mas o homem moderno ouve, incessantemente, clamar a seus ouvidos que isto é a maneira antiquada de ver as coisas, e que os nervos inquietos do homem atual não suportam mais a fidelidade até a morte: Casai-vos, pois, ousadamente por experiência, e contraí casamentos de camaradagem, mesmo que clame a lei religiosa.
E os homens abandonam a sã razão, seguem estas fórmulas sedutoras, e no mundo inteiro aumenta o número de famílias abaladas e desfeitas.
E coisa curiosa, que vemos nós? Será, agora, mais feliz a humanidade? agora que há tantas mulheres abandonadas, após a "experiência" quanto os cogumelos após as chuvas, será a vida mais pacífica, mais alegre, mais perfeita que antes, quando não se conheciam estes novos e monstruosos termos?
Nada disto. Entre as ruínas do Santuário do lar, destruído, multiplica-se a má erva dos vícios vergonhosos, com os quais os nossos antepassados nem sequer sonharam.
Deus, sim, pode de diversos modos falar aos homens. Fala pelos mandamentos, enquanto ele escuta a sua razão. Quando, porém, a sã razão é desprezada e se calcam aos pés as leis divinas, e os homens correm cegamente para sua perdição, então ele permite este dilúvio que tudo arrebata, permite que a sombra infernal dos vícios vergonhosos tudo assole, a fim de que eles não possam mais, impunemente, calcar aos pés seus mandamentos.
c - E agora somente é que nós compreendemos bem por que a Igreja se opõe a estes novos gêneros de casamentos. Opõe-se porque todos eles ferem o dogma fundamental da indissolubilidade do matrimônio. Ora, como veremos, é da própria essência da religião cristã nunca permitir, sobre pretexto algum, que mãos criminosas se levantem contra esta lei. O matrimônio não é uma excursão de fim de semana, mas sim o ponto de partida de uma viagem, que se prosseguem em comum, para eternidade.
É um dos méritos inesquecíveis da Igreja católica, e a sociedade deve ser-lhe eternamente grata, por ter defendido corajosamente, em todas as épocas, a indissolubilidade do casamento, apesar do despotismo dos poderosos, dos raciocínios capciosos dos pseudo-filósofos, e das retumbantes palavras lançadas à multidão.
A Igreja teria evitado tantas calúnias, sarcasmos e ataques, não teria sofrido tantas perdas dolorosas se ao menos de quando em vez, nos casos mais graves, tivesse fechado os olhos sobre este ponto! Por causa da Reforma perdeu a metade da Alemanha. Podeis imaginar a dolorosa ferida que isto lhe causou. Mas pouco depois vem o divórcio de Henrique VIII da Inglaterra. E a igreja bastaria dizer uma só palavra: "declaro dissolvido o casamento de Henrique VIII". Nada mais que essa palavra, para não perder, depois da metade da Alemanha, toda a Inglaterra. A Igreja, porém, não disse esta palavra. Perdeu a Inglaterra, mas salvou o matrimônio.