5 de março de 2010

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 132

132) Que é a Confirmação ou Crisma?
A Confirmação ou Crisma é o Sacramento que nos faz perfeitos cristãos e soldados de Jesus Cristo e nos imprime esse caráter.
Quantas obras primas de arte não inspirou a simpática figura de São Sebastião!
Olha-o neste quadro, amarrado a uma árvore, atingido pelas flechas dos archeiros mauritanos.
Seu semblante traduz a veemência de uma grande dor reprimida. A inclinação do corpo diz que ele se oferece a Deus em holocausto.
Tinha sido ele antes abandonado nas campinas romanas. Recolhido pelos cristãos, que por ele zelavam, o intrépido jovem apresentou-se ao imperador Diocleciano e, mostrando-lhe suas cicatrizes tintas de sangue, repreendeu-o pela sua ferocidade contra os cristãos. Depois disso foi morto a golpes de clavas.
Sebastião era militar e capitão das guardas pretorianas. Servia fielmente a seu Imperador, mas antes de tudo servia a seu Deus. Como cristão, era soldado de Cristo e morreu valorosamente como soldado.
Todo cristão deve militar com denôdo sob as insígnias de Cristo. Pelo Batismo, ele nasce para a vida sobrenatural, fazendo-se cristão, mas ainda é débil e imperfeito.
O Sacramento da Crisma, no entanto, aumenta-lhe a vida sobrenatural recebida no Batismo; torna-o perfeito cristão. A Crisma acrescenta à graça do Batismo uma graça especial, que nos faz chegar à santidade perfeita. Ela consagra-nos perpétuamente como soldados de Cristo e dá-nos força para professar e defender a fé, mesmo à custa da própria vida. "Recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia, e na Samaria e até às extremidades da Terra" (Atos, 1,8).

4 de março de 2010

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 131

131) De que maneira a Confirmação nos faz perfeitos cristãos e soldados de Jesus Cristo?
A Confirmação faz-nos perfeitos cristãos e soldados de Jesus Cristo, dando-nos a abundância do Espírito Santo, isto é, da sua graça e dos seus dons.
Era o dia de Pentecostes, o qüinquagésimo depois da Páscoa. Reunidos no Cenáculo com Maria e as santas mulheres, os Apóstolos, em oração, esperavam pela vinda do Espírito Santo. Fizera-lhes essa promessa o próprio Divino Mestre. Foi assim que veio do céu, de repente, um rumor como de vento impetuoso, o qual encheu toda a sala onde estavam. Línguas de fogo pousaram-se sobre a cabeça de cada um deles e ficaram todos repletos do Espírito Santo "e começaram a falar várias línguas, conforme o Espirito Santo lhes concedia que falassem" (Atos, 2,4).
Vê-se na gravura o grande acontecimento representado pelo gênio de Ticiano. Irradia-se do alto um foco de luz, cujos raios desprendem-se da mística pomba, figura do Espírito Santo. Uma incontida alegria invade o coração dos Apóstolos e das santas mulheeres, reunidos em torno de Maria, sua Mestra e Rainha.
A descida do Espírito Santo transformou completamente os Apóstolos. Eram eles antes pobres pescadores, ignorantes e medrosos. Tornaram-se depois mestres do mundo, intrépidos pregadores do nome de Jesus. Selaram todos, com o martírio, o seu ardente amor a Cristo.
Nas almas que recebem o Sacramento da Crisma com as devidas disposições, produzem-se os mesmos prodígios. Além da graça, recebem abundante efusão dos dons do Espírito Santo, conforme diz a oração do ritual, ao se conferir este Sacramento: "Manda, Senhor, para estes teus servos, o teu Espírito Consolador, doador dos sete dons: Espírito de sabedoria e de inteligêncial; Espírito de conselho e de fortaleza; Espírito de Ciência e de piedade e enche-os com o Espírito de teu santo temor".

3 de março de 2010

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 130

130) Quem é o ministro do Batismo?
O Ministro do Batismo é, de ordinário, o sacerdote, mas em caso de necessidade, pode ser também qualquer pessoa, contanto que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja.
Durante a última guerra de 1939-1945, ao passo que um tiroteio aéreo noturno expelia dos ares uma chuva de fogo, num casebre, onde se instalara uma companhia de pioneiros, nascia uma criança. Sua pobre mãe tremia de dor e de susto. Sobreviveria o menino? Sua débil aparência poucos sinais dava de vida. Era preciso batizá-lo, mas onde encontrar um sacerdote naquele momento de perigo e de pânico geral? Foi então que o tenente comandante, tomando uma bilha com água, derramou-a sobre a cabeça da criança, pronunciando as palavras da forma.
Mas o ministro do Batismo não é o Sacerdote? De fato. Por isso mesmo é ele chamado ministro ordinário desse sacramento, cujo poder lhe foi dado pelo próprio Jesus Cristo. O Sacerdote administra o Batismo com rito solene, mas em caso de necessidade, qualquer pessoa pode administrar o Batismo privado, ainda mesmo que seja um herege ou infiel, contanto que use a matéria e a forma prescritas e tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.
O Batismo é absolutamente necessário à salvação. Eis o motivo pelo qual é permitido administrá-lo em qualquer tempo ou lugar e por qualquer pessoa, no caso de perigo de morte. A água é um elemento que se encontra em toda parte e a forma é facil de se reter na memória. A quantas crianças abandonadas e a quantos enfermos não abrem os missionários as portas do céu! E essas almas cantarão, jubilosas e por toda a eternidade, o hino da gratidão e do amor: "Eu me regozijarei sobremaneira no Senhor, e a minha alma exultará no meu Deus, porque Ele me revestiu com roupagem da salvação e me cobriu com o manto da justiça" (Isaías, 61,10).

2 de março de 2010

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 129

129) Qual é a forma do Batismo?
Forma do Batismo são as palavras: Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Depois da prodigiosa aparição da cruz e da vitória sobre o Imperador Maxêncio, Constantino abraçou o Cristianismo e deu plena liberdade de culto aos cristãos, cumulando-os de benefícios.
Diz a história que ele foi batizado em Roma, com a máxima solenidade, pelo Papa São Silvestre.
Ve-se na gravura, artisticamente representado, o Batismo de Constantino: o Pontífice derrama a água lustral sobre a cabeça do augusto batizando, enquanto pronuncia as palavras rituais: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
O Batismo pode ser conferido por imersão, por infusão (como hoje se usa no rito romano) e por aspersão. Constantino foi batizado por imersão, conforme o costume dos primeiros tempos da Igreja. Ei-lo imerso na piscina batismal, enquanto um Diácono se apressa a revesti-lo com a veste cândida, símbolo da graça. Esse rito exprimia não só a purificação espiritual que o sacramento opera na alma, mas também a nossa sepultura e ressurreição com Cristo, segundo a bela expressão de S. Paulo: "Nós fomos, pois, sepultados com Ele, a fim de morrer para o pecado pelo batismo, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova" (Romanos, 6,4).

1 de março de 2010

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 128

128) Como se confere o Batismo?
O Batismo confere-se derramando água sobre a cabeça do batizando e dizendo ao mesmo tempo as palavras da forma.

28 de fevereiro de 2010

Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel no II Domingo da Quaresma (27/02/2010)

Pe. Paulo Iubel
Paróquia da Imaculada Conceição
Curitiba/PR

"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 127

127) Que é o Batismo?
O Batismo é um sacramento que nos faz cristãos, isto é, discípulos de Jesus Cristo, filhos de Deus e membros da Igreja.
Nicodemos, um fariseu muito conceituado pela sua cultura, foi procurar Jesus secretamente, à noite.
"Mestre - disse-lhe ele - sabemos que foste enviado por Deus para ensinar, porque ninguém pode fazer os prodígios que tu fazes, se Deus não estiver com ele". Nicodemos reconheceu em Jesus Cristo o Profeta, e mesmo o Messias que veio inaugurar o novo reino de Deus.
Talvez Nicodemos, como descendente de Abraão, pensasse em ocupar nesse reino um dos primeiros lugares. Jesus, porém, lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo". Disse-lhe então Nicodemos: "Como pode um homem renascer se já está velho?" Respondeu-lhe Jesus: "Quem não renascer por meio da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do espírito é espírito.
Não te maravilhes se eu te disser: é preciso que nasçais de novo". Eis aqui a mais clara explicação do modo pelo qual devemos nascer para a vida espiritual da graça: pela água e pelo Espírito Santo, isto é, pelo Santo Batismo.
É tão sobrenatural entrar-se no reino de Deus que o homem jamais poderia, consegui-lo por suas próprias forças. Para isso é-lhe necessária a graça do Espírito Santo, que o tornará participante da natureza divina, fazendo-o filho de Deus. Daí a necessidade absoluta que temos de receber o Batismo. Este, com efeito, ao mesmo tempo que purifica a alma de toda a mácula do pecado quer original, quer atual, nela infunde a graça santificante, formando assim o homem novo, o cristão, filho de Deus e da Igreja. "Para nós cristãos, há dois nascimentos: um terreno, outro celeste; um da carne, outro do espírito; um do pai e da mãe; outro de Deus e da Igreja" (Santo Agostinho).