Pe. Paulo Iubel
Paróquia Imaculada Conceição - Curitiba/PR
28 de novembro de 2010
PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO
A temeridade do pecador e o dia do Juízo
Videbunt Filium hominis venientem in nube cum potestate magna et maiestate – “Verão o Filho do homem que virá sobre uma nuvem com grande poder e majestade” (Luc. 21, 27).
Sumário. Uma consideração séria nos ensina que não há atualmente no mundo pessoa mais desprezada de que Jesus Cristo; pois é injuriado tão continuamente e com tão desenfreada liberdade, como não o seria o mais vil dos homens. Eis porque o Senhor destinou um dia, no qual virá, com grande poder e majestade, a reivindicar a sua honra. Recorramos agora ao trono da divina misericórdia, para que naquele dia não sejamos condenados pela justiça de Deus.
I. Considerando bem, não há no mundo atualmente quem seja mais desprezado que Jesus Cristo. Trata-se com mais consideração um aldeão ao ver-se por demais ofendido incessantemente e de caso pensado, como se não pudesse vingar-se quando quisesse. Por isso o Senhor marcou um dia (chamado com razão, na Escritura Sagrada, o dia do Senhor, Dies Domini), quando vai dar-se a conhecer tal como é: Cognoscetur Dominis iudicia faciens (1). Diz São Bernardo, explicando este texto: O Senhor será conhecido quando vier a fazer justiça, ao passo que agora, porque quer usar de misericórdia, é desconhecido. Então esse dia não mais se chama de misericórdia e de perdão, senão dia de ira, dia de tribulação e de angústia, dia de calamidade e de miséria (2).
Conforme nos ensina o Evangelho de hoje, esse dia será precedido de sinais pavorosos. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; na terra os povos estarão angustiados sob o rugido surdo e confuso do mar e das ondas; os homens morrerão com medo dos males que hão de vir sobre o mundo. Por fim, as virtudes dos céus (isto é, na interpretação dos Padres, os nove coros dos Anjos) se comoverão, e então se verá aparecer sobre as nuvens o filho do homem, com grande poder e majestade”, a reivindicar a glória que os pecadores nesta terra lhe quiseram tirar.
Diz Santo Thomaz: “Se, no horto de Gethsemani, com as palavras de Jesus Cristo: Ego sum, caíram por terra todos os soldados que o tinham vindo prender, que será, quando Jesus, sentado para julgar, disser aos condenados: “Aqui estou, sou eu aquele a quem tanto haveis desprezado”...; que será quando pronunciar contra eles a sentença eterna: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno! – Discedite a me, maledicti, in ignem aeternum! (3)”
II. O dia do Juízo, assim como será para os réprobos um dia de pena e de terror, será, ao contrário, para os escolhidos um dia de regozijo e triunfo; porque, então, à vista de todos os homens, as suas beatas almas serão proclamadas rainhas do paraíso e feitas esposas do Cordeiro imaculado. Oh! Que ventura experimentarão os bem-aventurados, quando Jesus, voltando-se para a direita, lhes disser: “Vinde, meus benditos filhos, vinde possuir o reino dos céus que vos foi preparado: possidete paratum vobis regnum!”
Irmão meu, o que será de ti naquele dia? São Jerônimo, quando passava os dias na Gruta de Belém, em continuas orações e mortificações, tremia só em pensar no Juízo universal. O venerável P. Juvenal Ancina, lembrando-se do Juízo ao ouvir cantar a seqüência da Missa de defuntos, Dies irae, dies illa, deixou o mundo e fez-se religioso. E tu, o que fazes para mereceres no dia do Juízo as bênçãos divinas, em companhia dos escolhidos?
Com o intuito de nos preparar para o Santo Natal, a Igreja propõe hoje o Juízo à nossa meditação. Sabendo que Nosso Senhor, na sua primeira vinda, apareceu num trono de graça e que na segunda aparecerá num trono de justiça rigorosíssima, quer que procuremos agora recorrer a Jesus afim de experimentarmos os efeitos de sua infinita misericórdia. Aproximemo-nos com confiança do trono de graça: Adeamus ergo cum fidúcia ad thronum gratiae (4).
Ah! Jesus meu e meu Redentor, Vós que um dia haveis de ser o meu juiz: perdoa-me antes que chegue esse dia. Agora, sois meu Pai, e como tal recebeis na vossa graça um filho que, arrependido, se prostra a vossos pés. Meu Pai, eu Vos amo de todo o meu coração e no futuro não me quero mais afastar de Vós, não quero mais ter a temeridade de voltar a ofender-Vos.
Mas já que conheceis a minha fraqueza, ajudai-me com a vossa graça. “Excitai, Senhor, o vosso poder e vinde em meu auxílio, afim de que, mediante a vossa proteção, livrado dos perigos iminentes por causa de meus pecados, mereça ser salvo por Vós.” (5) Fazei-o pelo amor de Maria Santíssima. (*II 113.)
---------------Sumário. Uma consideração séria nos ensina que não há atualmente no mundo pessoa mais desprezada de que Jesus Cristo; pois é injuriado tão continuamente e com tão desenfreada liberdade, como não o seria o mais vil dos homens. Eis porque o Senhor destinou um dia, no qual virá, com grande poder e majestade, a reivindicar a sua honra. Recorramos agora ao trono da divina misericórdia, para que naquele dia não sejamos condenados pela justiça de Deus.
I. Considerando bem, não há no mundo atualmente quem seja mais desprezado que Jesus Cristo. Trata-se com mais consideração um aldeão ao ver-se por demais ofendido incessantemente e de caso pensado, como se não pudesse vingar-se quando quisesse. Por isso o Senhor marcou um dia (chamado com razão, na Escritura Sagrada, o dia do Senhor, Dies Domini), quando vai dar-se a conhecer tal como é: Cognoscetur Dominis iudicia faciens (1). Diz São Bernardo, explicando este texto: O Senhor será conhecido quando vier a fazer justiça, ao passo que agora, porque quer usar de misericórdia, é desconhecido. Então esse dia não mais se chama de misericórdia e de perdão, senão dia de ira, dia de tribulação e de angústia, dia de calamidade e de miséria (2).
Conforme nos ensina o Evangelho de hoje, esse dia será precedido de sinais pavorosos. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; na terra os povos estarão angustiados sob o rugido surdo e confuso do mar e das ondas; os homens morrerão com medo dos males que hão de vir sobre o mundo. Por fim, as virtudes dos céus (isto é, na interpretação dos Padres, os nove coros dos Anjos) se comoverão, e então se verá aparecer sobre as nuvens o filho do homem, com grande poder e majestade”, a reivindicar a glória que os pecadores nesta terra lhe quiseram tirar.
Diz Santo Thomaz: “Se, no horto de Gethsemani, com as palavras de Jesus Cristo: Ego sum, caíram por terra todos os soldados que o tinham vindo prender, que será, quando Jesus, sentado para julgar, disser aos condenados: “Aqui estou, sou eu aquele a quem tanto haveis desprezado”...; que será quando pronunciar contra eles a sentença eterna: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno! – Discedite a me, maledicti, in ignem aeternum! (3)”
II. O dia do Juízo, assim como será para os réprobos um dia de pena e de terror, será, ao contrário, para os escolhidos um dia de regozijo e triunfo; porque, então, à vista de todos os homens, as suas beatas almas serão proclamadas rainhas do paraíso e feitas esposas do Cordeiro imaculado. Oh! Que ventura experimentarão os bem-aventurados, quando Jesus, voltando-se para a direita, lhes disser: “Vinde, meus benditos filhos, vinde possuir o reino dos céus que vos foi preparado: possidete paratum vobis regnum!”
Irmão meu, o que será de ti naquele dia? São Jerônimo, quando passava os dias na Gruta de Belém, em continuas orações e mortificações, tremia só em pensar no Juízo universal. O venerável P. Juvenal Ancina, lembrando-se do Juízo ao ouvir cantar a seqüência da Missa de defuntos, Dies irae, dies illa, deixou o mundo e fez-se religioso. E tu, o que fazes para mereceres no dia do Juízo as bênçãos divinas, em companhia dos escolhidos?
Com o intuito de nos preparar para o Santo Natal, a Igreja propõe hoje o Juízo à nossa meditação. Sabendo que Nosso Senhor, na sua primeira vinda, apareceu num trono de graça e que na segunda aparecerá num trono de justiça rigorosíssima, quer que procuremos agora recorrer a Jesus afim de experimentarmos os efeitos de sua infinita misericórdia. Aproximemo-nos com confiança do trono de graça: Adeamus ergo cum fidúcia ad thronum gratiae (4).
Ah! Jesus meu e meu Redentor, Vós que um dia haveis de ser o meu juiz: perdoa-me antes que chegue esse dia. Agora, sois meu Pai, e como tal recebeis na vossa graça um filho que, arrependido, se prostra a vossos pés. Meu Pai, eu Vos amo de todo o meu coração e no futuro não me quero mais afastar de Vós, não quero mais ter a temeridade de voltar a ofender-Vos.
Mas já que conheceis a minha fraqueza, ajudai-me com a vossa graça. “Excitai, Senhor, o vosso poder e vinde em meu auxílio, afim de que, mediante a vossa proteção, livrado dos perigos iminentes por causa de meus pecados, mereça ser salvo por Vós.” (5) Fazei-o pelo amor de Maria Santíssima. (*II 113.)
1. Sal. 9, 17.
2. Soph 1, 15.
3. Mat 25, 41
4. Hebr. 4, 16.
5. Or. Dom. curr.
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 7- 9.)
21 de novembro de 2010
Homilia do XXIV e Último Domingo depois de Pentecostes
Pe. Paulo Iubel
Paróquia Imaculada Conceição - Curitiba/PR
Paróquia Imaculada Conceição - Curitiba/PR
20 de novembro de 2010
VIGÉSIMO QUARTO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
O fim do mundo e o procedimento dos bons católicos em tempo de perseguição
Erit tunc tribulatio magna, qualis non fuit ab initio mundi usque modo – “Será então a aflição tão grande, que, desde que há mundo até agora, não houve outra semelhante” (Mat. 24, 21).
Sumário. A perseguição que o espírito infernal suscitará no fim do mundo, não é a única que devemos temer. Cada dia os ímpios tramam uma revolta igual à do Anticristo, como de sobejo demonstram os males que nos sobrevêem e as guerras que a Igreja Católica tem de sustentar. Aproveitemos os ensinos que Jesus Cristo nos dá no presente Evangelho: Sejamos constantes na fé; humilhemo-nos perante Deus, confessando que temos merecido os seus castigos, e rezemos com fervor, afim de que sejam abreviados os dias de provação.
I. No Evangelho de hoje Jesus Cristo nos fala da destruição de Jerusalém, e ao mesmo tempo do fim do mundo prefigurado pela ruína daquela cidade infeliz. “Será tão grande a aflição”, diz Jesus, “que desde que há mundo até agora, não houve nem haverá outra semelhante. E se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; mas hão de abreviar-se em atenção aos escolhidos: Propter electos breviabuntur dies illi.” (1) – Passando depois a dar-nos avisos apropriados àqueles tempos, recomenda-nos o Senhor especialmente a constância na fé, e prossegue: “Então, se alguém vos disser: Aqui está o Cristo, ou ei-lo acolá; não lhe deis crédito. Pois se levantarão falsos Cristos e falsos profetas; farão grandes prodígios e maravilhas tais, que (se fôra possível) até os escolhidos se enganariam. Vede que eu vo-lo adverti antes: Ecce praedixi vobis.”
Meu irmão, esperas e estás confiado que não presenciarás esta última tribulação, mas nem por isso creias que não te dizem respeito os avisos do Redentor. São Gregório afirma: “A perseguição que o espírito infernal suscitará nos últimos tempos, não é a única que devamos temer; porque cada dia os ímpios tramam a revolta do Anticristo, e até agora este mistério de iniqüidade se planeja às ocultas no seu coração: Iam nunc occultus operatur.”
Ou, para melhor dizer, já está planejado e está sendo executado pela guerra continua e múltipla movida contra a Esposa de Jesus Cristo, a Igreja Católica. – Aproveita-te, pois, dos avisos do Senhor: “Sede sóbrios e vigiai, porque vosso adversário, o diabo, como leão a rugir, anda ao redor, buscando a quem devore: resisti-lhe fortes na fé.” (2)
II. Abreviar-se-ão aqueles dias em atenção aos escolhidos. Assim como no tempo da destruição de Jerusalém foram abreviados os dias de miséria para os infelizes judeus, em atenção aos escolhidos; assim como em atenção aos mesmos serão para todos os homens abreviados os dias de tribulação na destruição final do mundo; assim Deus, em atenção às almas justas que vivem na Igreja, abreviará em sua infinita misericórdia para esta sua Esposa imaculada os dias de aflição e acelerará o desejado triunfo.
Meu irmão, se não podes de outro modo cooperar para este fim, faze-o pelo menos humilhando-te na presença de Deus, e reconhecendo que os castigos que nos oprimem são conseqüência dos nossos pecados. E, entretanto, não deixes de dirigir a Deus orações fervorosas. – Afim de que essas orações sejam mais facilmente atendidas, procura fazê-las o mais possível diante de Jesus sacramentado, que, na interpretação comum dos santos, é aquele corpo do qual fala o Evangelho e ao redor do qual se ajuntam as águias, isto é, as almas desapegadas dos afetos terrestres: Ubicumque fuerit corpus, illic congregabuntur et aquilae.
+ “Ó clementíssimo Jesus, Vós sois a nossa única salvação, a nossa vida e a nossa ressurreição. Nós Vos pedimos que não nos abandoneis em nossas angústias e tribulações; mas pela agonia do vosso Coração sacratíssimo e pelas dores de vossa Mãe imaculada, socorrei os vossos servos que remistes com vosso precioso sangue.” (3) – Excitai também, ó Senhor, a vontade dos vossos fiéis; afim de que pratiquem com maior fervor as obras de piedade, e mereçam com elas maiores remédios da vossa piedade.”(4) – A vós também, ó grande Mãe de Deus, pedimos esta graça.
Sumário. A perseguição que o espírito infernal suscitará no fim do mundo, não é a única que devemos temer. Cada dia os ímpios tramam uma revolta igual à do Anticristo, como de sobejo demonstram os males que nos sobrevêem e as guerras que a Igreja Católica tem de sustentar. Aproveitemos os ensinos que Jesus Cristo nos dá no presente Evangelho: Sejamos constantes na fé; humilhemo-nos perante Deus, confessando que temos merecido os seus castigos, e rezemos com fervor, afim de que sejam abreviados os dias de provação.
I. No Evangelho de hoje Jesus Cristo nos fala da destruição de Jerusalém, e ao mesmo tempo do fim do mundo prefigurado pela ruína daquela cidade infeliz. “Será tão grande a aflição”, diz Jesus, “que desde que há mundo até agora, não houve nem haverá outra semelhante. E se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; mas hão de abreviar-se em atenção aos escolhidos: Propter electos breviabuntur dies illi.” (1) – Passando depois a dar-nos avisos apropriados àqueles tempos, recomenda-nos o Senhor especialmente a constância na fé, e prossegue: “Então, se alguém vos disser: Aqui está o Cristo, ou ei-lo acolá; não lhe deis crédito. Pois se levantarão falsos Cristos e falsos profetas; farão grandes prodígios e maravilhas tais, que (se fôra possível) até os escolhidos se enganariam. Vede que eu vo-lo adverti antes: Ecce praedixi vobis.”
Meu irmão, esperas e estás confiado que não presenciarás esta última tribulação, mas nem por isso creias que não te dizem respeito os avisos do Redentor. São Gregório afirma: “A perseguição que o espírito infernal suscitará nos últimos tempos, não é a única que devamos temer; porque cada dia os ímpios tramam a revolta do Anticristo, e até agora este mistério de iniqüidade se planeja às ocultas no seu coração: Iam nunc occultus operatur.”
Ou, para melhor dizer, já está planejado e está sendo executado pela guerra continua e múltipla movida contra a Esposa de Jesus Cristo, a Igreja Católica. – Aproveita-te, pois, dos avisos do Senhor: “Sede sóbrios e vigiai, porque vosso adversário, o diabo, como leão a rugir, anda ao redor, buscando a quem devore: resisti-lhe fortes na fé.” (2)
II. Abreviar-se-ão aqueles dias em atenção aos escolhidos. Assim como no tempo da destruição de Jerusalém foram abreviados os dias de miséria para os infelizes judeus, em atenção aos escolhidos; assim como em atenção aos mesmos serão para todos os homens abreviados os dias de tribulação na destruição final do mundo; assim Deus, em atenção às almas justas que vivem na Igreja, abreviará em sua infinita misericórdia para esta sua Esposa imaculada os dias de aflição e acelerará o desejado triunfo.
Meu irmão, se não podes de outro modo cooperar para este fim, faze-o pelo menos humilhando-te na presença de Deus, e reconhecendo que os castigos que nos oprimem são conseqüência dos nossos pecados. E, entretanto, não deixes de dirigir a Deus orações fervorosas. – Afim de que essas orações sejam mais facilmente atendidas, procura fazê-las o mais possível diante de Jesus sacramentado, que, na interpretação comum dos santos, é aquele corpo do qual fala o Evangelho e ao redor do qual se ajuntam as águias, isto é, as almas desapegadas dos afetos terrestres: Ubicumque fuerit corpus, illic congregabuntur et aquilae.
+ “Ó clementíssimo Jesus, Vós sois a nossa única salvação, a nossa vida e a nossa ressurreição. Nós Vos pedimos que não nos abandoneis em nossas angústias e tribulações; mas pela agonia do vosso Coração sacratíssimo e pelas dores de vossa Mãe imaculada, socorrei os vossos servos que remistes com vosso precioso sangue.” (3) – Excitai também, ó Senhor, a vontade dos vossos fiéis; afim de que pratiquem com maior fervor as obras de piedade, e mereçam com elas maiores remédios da vossa piedade.”(4) – A vós também, ó grande Mãe de Deus, pedimos esta graça.
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1. Mat 24, 22.
2. I Ped 5, 8.
3. Indulg. de 100 dias.
4. Or. Dom. curr.
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 316-318.)
14 de novembro de 2010
Homilia do VI Domingo Remanescente depois da Epifania
Pe. Paulo Iubel
Paróquia Imaculada Conceição
Curitiba/PR
Paróquia Imaculada Conceição
Curitiba/PR
13 de novembro de 2010
SEXTO DOMINGO QUE SOBROU DEPOIS DA EPIFANIA
O grão de mostarda e a Igreja Católica
Simile est regnum coelorum grano sinapis, quod accipiens homo seminavit in agro suo – “O reino dos céus é semelhante a um a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo” (Mat. 13, 31).
Sumário. No Evangelho de hoje a Igreja Católica é comparada a um grão de mostarda; porque, posto que pequena na sua origem, em breve se dilatou de tal modo, que todas as nações se puseram debaixo da sua proteção. Já que temos a ventura de pertencer a esta Igreja, demos graças por isso a Deus. Se, porém, desejamos que a fé nos salve, meditemos freqüentemente nas máximas salutares da fé e façamos por não sermos do número daqueles que, vivendo no pecado ou na tibieza, são membros mortos ou moribundos.
I. O divino Redentor compara o reino dos céus, isto é, a sua Igreja, a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. E com razão; pois, assim como a mostarda é a menor das sementes, assim a Igreja de Jesus Cristo foi na sua origem muito pequena e desprezível aos olhos dos homens. – Pequena e desprezível em seu fundador; que, posto que fosse Deus, quis passar sua vida na obscuridade e nas humilhações e afinal morreu crucificado entre dois ladrões, pelo que dizia o Apóstolo que Jesus foi para os judeus escândalo e para os gentios loucura (1). – Pequena também e desprezível em sua doutrina; porque quanto à fé impõe para crer dogmas superiores e, na aparência, contrários à razão humana; quanto às obras, ensina máximas bastante difíceis e humilhantes: manda-nos sofrer as injúrias, perdoar aos inimigos, renunciar a nós mesmos. – Pequena finalmente e desprezível nos meios para se propagar; pois que para a sua dilatação foram escolhidos doze pobres pescadores, homens sem prestígio e sem instrução: Quae stulta sunt huius mundi elegit Deus (2) – “Deus escolheu o que é insensato segundo o mundo”.
Mas assim como o grão de mostarda, “quando tem crescido, é a maior de todas as hortaliças e se faz árvore, de maneira que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos”, assim também a Igreja de Jesus Cristo, pequena e desprezível na sua origem, com o auxílio de Deus cresceu em breve tempo de tal maneira, que uma multidão de pessoas, e entre estas reis, imperadores e sábios, a ela vieram abrigar-se, achando a verdadeira felicidade. – Meu irmão, dá graças ao Senhor por teres nascido no grêmio desta Igreja; cuida, porém, que não sejas um membro morto ficando no estado de pecado, ou moribundo, vivendo em tibieza voluntária.
II. O grão de mostarda, como observa Santo Agostinho, tem virtude medicinal, pois que expele do corpo os humores nocivos e fortalece os estômagos fracos. Nesta propriedade os santos intérpretes vêem uma figura, não só da Igreja em geral, mas também das verdades evangélicas, e especialmente daquelas máximas que apagam o ardor da concupiscência e nos confirmam no exercício do bem começado. Mas para experimentarmos efeito tão salutar, não nos devemos contentar com o conhecimento e a crença nestas santas máximas. À imitação do homem da parábola, devemos além disso semeá-las no campo do nosso coração, isto é, considerá-las muitas vezes antes de nossas ações, e por assim dizer, mastigá-las por uma meditação refletida; pois que também neste particular são semelhantes ao grão de mostarda, o qual, na palavra de Santo Ambrósio, é tanto mais cheiroso, quanto mais se esfrega: Quanto plus teritur, tanto pus redolet.
Ó meu Deus, que graças Vos poderei dar por me haverdes chamado com tanto amor a fazer parte da vossa família? Como podia merecer tão grande graça apesar da previsão de tantas injúrias que Vos havia de fazer?! E eu tenho a ventura de estar no seio da vossa Igreja (de ser admitido a viver na vossa casa), a companhia de tantos servos vossos, com os mais abundantes meios para a minha santificação.
Meu Senhor, espero agradecer-Vos melhor no céu, e ali cantar eternamente as vossas misericórdias para comigo. Entretanto sou vosso, e vosso quero ser sempre; já me dei todo a Vós, agora renovo a minha consagração. Quero ser-Vos fiel; não Vos quero mais ofender, custe o que custar; quero, numa palavra, ser católico (eclesiástico, religioso), não só pelo nome, mas pelo fato. – Vós, porém, ó Deus todo-poderoso, ajudai-me com a vossa graça. “Fazei que esteja sempre ocupado em meditar as vossas santas máximas, e que as minhas palavras e obras sejam sempre conformes ao vosso divino beneplácito.” (3) + Doce coração de Maria, sede minha salvação.
Sumário. No Evangelho de hoje a Igreja Católica é comparada a um grão de mostarda; porque, posto que pequena na sua origem, em breve se dilatou de tal modo, que todas as nações se puseram debaixo da sua proteção. Já que temos a ventura de pertencer a esta Igreja, demos graças por isso a Deus. Se, porém, desejamos que a fé nos salve, meditemos freqüentemente nas máximas salutares da fé e façamos por não sermos do número daqueles que, vivendo no pecado ou na tibieza, são membros mortos ou moribundos.
I. O divino Redentor compara o reino dos céus, isto é, a sua Igreja, a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. E com razão; pois, assim como a mostarda é a menor das sementes, assim a Igreja de Jesus Cristo foi na sua origem muito pequena e desprezível aos olhos dos homens. – Pequena e desprezível em seu fundador; que, posto que fosse Deus, quis passar sua vida na obscuridade e nas humilhações e afinal morreu crucificado entre dois ladrões, pelo que dizia o Apóstolo que Jesus foi para os judeus escândalo e para os gentios loucura (1). – Pequena também e desprezível em sua doutrina; porque quanto à fé impõe para crer dogmas superiores e, na aparência, contrários à razão humana; quanto às obras, ensina máximas bastante difíceis e humilhantes: manda-nos sofrer as injúrias, perdoar aos inimigos, renunciar a nós mesmos. – Pequena finalmente e desprezível nos meios para se propagar; pois que para a sua dilatação foram escolhidos doze pobres pescadores, homens sem prestígio e sem instrução: Quae stulta sunt huius mundi elegit Deus (2) – “Deus escolheu o que é insensato segundo o mundo”.
Mas assim como o grão de mostarda, “quando tem crescido, é a maior de todas as hortaliças e se faz árvore, de maneira que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos”, assim também a Igreja de Jesus Cristo, pequena e desprezível na sua origem, com o auxílio de Deus cresceu em breve tempo de tal maneira, que uma multidão de pessoas, e entre estas reis, imperadores e sábios, a ela vieram abrigar-se, achando a verdadeira felicidade. – Meu irmão, dá graças ao Senhor por teres nascido no grêmio desta Igreja; cuida, porém, que não sejas um membro morto ficando no estado de pecado, ou moribundo, vivendo em tibieza voluntária.
II. O grão de mostarda, como observa Santo Agostinho, tem virtude medicinal, pois que expele do corpo os humores nocivos e fortalece os estômagos fracos. Nesta propriedade os santos intérpretes vêem uma figura, não só da Igreja em geral, mas também das verdades evangélicas, e especialmente daquelas máximas que apagam o ardor da concupiscência e nos confirmam no exercício do bem começado. Mas para experimentarmos efeito tão salutar, não nos devemos contentar com o conhecimento e a crença nestas santas máximas. À imitação do homem da parábola, devemos além disso semeá-las no campo do nosso coração, isto é, considerá-las muitas vezes antes de nossas ações, e por assim dizer, mastigá-las por uma meditação refletida; pois que também neste particular são semelhantes ao grão de mostarda, o qual, na palavra de Santo Ambrósio, é tanto mais cheiroso, quanto mais se esfrega: Quanto plus teritur, tanto pus redolet.
Ó meu Deus, que graças Vos poderei dar por me haverdes chamado com tanto amor a fazer parte da vossa família? Como podia merecer tão grande graça apesar da previsão de tantas injúrias que Vos havia de fazer?! E eu tenho a ventura de estar no seio da vossa Igreja (de ser admitido a viver na vossa casa), a companhia de tantos servos vossos, com os mais abundantes meios para a minha santificação.
Meu Senhor, espero agradecer-Vos melhor no céu, e ali cantar eternamente as vossas misericórdias para comigo. Entretanto sou vosso, e vosso quero ser sempre; já me dei todo a Vós, agora renovo a minha consagração. Quero ser-Vos fiel; não Vos quero mais ofender, custe o que custar; quero, numa palavra, ser católico (eclesiástico, religioso), não só pelo nome, mas pelo fato. – Vós, porém, ó Deus todo-poderoso, ajudai-me com a vossa graça. “Fazei que esteja sempre ocupado em meditar as vossas santas máximas, e que as minhas palavras e obras sejam sempre conformes ao vosso divino beneplácito.” (3) + Doce coração de Maria, sede minha salvação.
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1. I Cor. 1, 23.
2. I Cor. 1, 27.
3. Or. Dom. curr.
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 298-300.)
6 de novembro de 2010
QUINTO DOMINGO QUE SOBROU DEPOIS DA EPIFANIA
A parábola do joio e a Igreja Católica
Simile factum est regnum coelorum homini, qui seminavit bonum semen in agro suo – “O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo” (Mat. 13, 24).
Sumário. Pela bondade divina achamo-nos no campo da Igreja Católica, e talvez até numa comunidade fervorosa, onde o Senhor semeou e ainda semeia o trigo das graças celestiais. Demos graças ao Senhor e aproveitemo-nos da sua misericórdia. Mas ao mesmo tempo examinemo-nos para ver se não somos porventura para o nosso próximo joio pernicioso ou, pior ainda, semeadores de joio. Jesus Cristo disse que no dia da colheita, isto é, do Juízo, o joio será jogado no fogo do inferno.
I. O divino Redentor compara o reino dos céus “a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas quando dormiam os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo e foi-se. E, tendo crescido a erva, e dando o fruto, então apareceu também joio. Chegando, porém, os servos do pai de família disseram-lhe: Senhor, porventura não semeaste boa semente no teu campo? Donde, pois, tem o joio? E lhes respondeu: O homem inimigo é que fez isto: “Inimicus homo hoc fecit.”
É uma verdade inegável que a Igreja Católica é um campo no qual as ervas más crescem junto com o bom trigo, e muitas vezes o sufocam e corrompem. Deus semeou, quer dizer, criou o gênero humano, não somente bom, senão também santo pela justiça original. O demônio, porém, pela sugestão do primeiro pecado, semeou o mal por cima, e semeou-o sempre e em toda a parte, de tal maneira que até no Colégio dos apóstolos houve um traidor, Judas. – O que aqui se diz da Igreja em geral, é também muitas vezes verdade nas famílias particulares, nas quais se relaxa o espírito dos santos Fundadores e se introduzem maus usos, contrários às regras.
Meu irmão, conforme espero, achas-te numa comunidade fervorosa; e por isso rende graças a Deus por haver tão copiosamente semeado em ti o trigo precioso das suas graças. Mas vive, ao mesmo tempo, num temor salutar, e examina-te para ver se para teu próximo nunca foste joio pernicioso, ou, pior ainda, semeador de joio. Ah! Quanto há que, não contentes de serem maus para si mesmos, o querem ser também para os outros, pela sua inobservância, pelos seus maus exemplos e escárnios, pelo maldito espírito de partido, semeando a discórdia entre os confrades bons!
II. Continua a narração evangélica dizendo que: “os servos do pai de família perguntaram ao seu dono: Queres que vamos e arranquemos o joio? Ele respondeu: Não, para que não suceda que, colhendo o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo: Ne forte, colligentes zizania, eradicetis simul cum eis et triticum. Deixai crescer um e outro até a colheita, e então direi aos segadores: “Colhei primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.”
Assim é, diz Santo Agostinho: o Senhor permite que os pecadores vivam no meio dos justos, não somente para dar aos pecadores tempo para se converterem, mas também para fornecer aos justos ocasião para se exercitarem nas virtudes. – Virá, porém, o tempo da colheita, isto é, Segundo a explicação do próprio Jesus, o fim do mundo. E então, “assim como é colhido o joio e se queima no fogo, assim o Filho do homem enviará os seus anjos que tirarão do seu reino todos os escândalos e os que obram a iniqüidade e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Quem tem ouvidos de ouvir, ouça: Qui habet aures audiendi, audiat (1).
Ó amabilíssimo Jesus, lavrador divino, que baixastes do céu à terra para semear na minha alma a boa semente da virtude, e depois a regastes com o vosso preciosíssimo sangue, para que produza frutos de vida eternal; ah, arrancai do meu coração o joio do vício que por inveja o demônio, meu inimigo, semeou por cima. E, afim de que no futuro não sobrevenha mais tamanha desgraça, preserve-me do sono da tibieza e abrasai-me no vosso santo amor. – “Guardai-me, ó Senhor, com a vossa perpétua misericórdia, e fazei que, assim como ponho toda a minha esperança na vossa graça celeste, assim seja sempre coberto com a vossa proteção.”(2) – Fazei-o pelo amor de vossa e minha amadíssima Mãe Maria.
Sumário. Pela bondade divina achamo-nos no campo da Igreja Católica, e talvez até numa comunidade fervorosa, onde o Senhor semeou e ainda semeia o trigo das graças celestiais. Demos graças ao Senhor e aproveitemo-nos da sua misericórdia. Mas ao mesmo tempo examinemo-nos para ver se não somos porventura para o nosso próximo joio pernicioso ou, pior ainda, semeadores de joio. Jesus Cristo disse que no dia da colheita, isto é, do Juízo, o joio será jogado no fogo do inferno.
I. O divino Redentor compara o reino dos céus “a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas quando dormiam os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo e foi-se. E, tendo crescido a erva, e dando o fruto, então apareceu também joio. Chegando, porém, os servos do pai de família disseram-lhe: Senhor, porventura não semeaste boa semente no teu campo? Donde, pois, tem o joio? E lhes respondeu: O homem inimigo é que fez isto: “Inimicus homo hoc fecit.”
É uma verdade inegável que a Igreja Católica é um campo no qual as ervas más crescem junto com o bom trigo, e muitas vezes o sufocam e corrompem. Deus semeou, quer dizer, criou o gênero humano, não somente bom, senão também santo pela justiça original. O demônio, porém, pela sugestão do primeiro pecado, semeou o mal por cima, e semeou-o sempre e em toda a parte, de tal maneira que até no Colégio dos apóstolos houve um traidor, Judas. – O que aqui se diz da Igreja em geral, é também muitas vezes verdade nas famílias particulares, nas quais se relaxa o espírito dos santos Fundadores e se introduzem maus usos, contrários às regras.
Meu irmão, conforme espero, achas-te numa comunidade fervorosa; e por isso rende graças a Deus por haver tão copiosamente semeado em ti o trigo precioso das suas graças. Mas vive, ao mesmo tempo, num temor salutar, e examina-te para ver se para teu próximo nunca foste joio pernicioso, ou, pior ainda, semeador de joio. Ah! Quanto há que, não contentes de serem maus para si mesmos, o querem ser também para os outros, pela sua inobservância, pelos seus maus exemplos e escárnios, pelo maldito espírito de partido, semeando a discórdia entre os confrades bons!
II. Continua a narração evangélica dizendo que: “os servos do pai de família perguntaram ao seu dono: Queres que vamos e arranquemos o joio? Ele respondeu: Não, para que não suceda que, colhendo o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo: Ne forte, colligentes zizania, eradicetis simul cum eis et triticum. Deixai crescer um e outro até a colheita, e então direi aos segadores: “Colhei primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.”
Assim é, diz Santo Agostinho: o Senhor permite que os pecadores vivam no meio dos justos, não somente para dar aos pecadores tempo para se converterem, mas também para fornecer aos justos ocasião para se exercitarem nas virtudes. – Virá, porém, o tempo da colheita, isto é, Segundo a explicação do próprio Jesus, o fim do mundo. E então, “assim como é colhido o joio e se queima no fogo, assim o Filho do homem enviará os seus anjos que tirarão do seu reino todos os escândalos e os que obram a iniqüidade e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Quem tem ouvidos de ouvir, ouça: Qui habet aures audiendi, audiat (1).
Ó amabilíssimo Jesus, lavrador divino, que baixastes do céu à terra para semear na minha alma a boa semente da virtude, e depois a regastes com o vosso preciosíssimo sangue, para que produza frutos de vida eternal; ah, arrancai do meu coração o joio do vício que por inveja o demônio, meu inimigo, semeou por cima. E, afim de que no futuro não sobrevenha mais tamanha desgraça, preserve-me do sono da tibieza e abrasai-me no vosso santo amor. – “Guardai-me, ó Senhor, com a vossa perpétua misericórdia, e fazei que, assim como ponho toda a minha esperança na vossa graça celeste, assim seja sempre coberto com a vossa proteção.”(2) – Fazei-o pelo amor de vossa e minha amadíssima Mãe Maria.
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1. Mat. 13, 43.
2. Or. Dom. curr.
(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 280-282.)
2 de novembro de 2010
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