Pe. Paulo Iubel
Paróquia da Imaculada Conceição
Curitiba/PR
28 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 127
127) Que é o Batismo?
O Batismo é um sacramento que nos faz cristãos, isto é, discípulos de Jesus Cristo, filhos de Deus e membros da Igreja.
Nicodemos, um fariseu muito conceituado pela sua cultura, foi procurar Jesus secretamente, à noite.
"Mestre - disse-lhe ele - sabemos que foste enviado por Deus para ensinar, porque ninguém pode fazer os prodígios que tu fazes, se Deus não estiver com ele". Nicodemos reconheceu em Jesus Cristo o Profeta, e mesmo o Messias que veio inaugurar o novo reino de Deus.
Talvez Nicodemos, como descendente de Abraão, pensasse em ocupar nesse reino um dos primeiros lugares. Jesus, porém, lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo". Disse-lhe então Nicodemos: "Como pode um homem renascer se já está velho?" Respondeu-lhe Jesus: "Quem não renascer por meio da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do espírito é espírito.
Não te maravilhes se eu te disser: é preciso que nasçais de novo". Eis aqui a mais clara explicação do modo pelo qual devemos nascer para a vida espiritual da graça: pela água e pelo Espírito Santo, isto é, pelo Santo Batismo.
É tão sobrenatural entrar-se no reino de Deus que o homem jamais poderia, consegui-lo por suas próprias forças. Para isso é-lhe necessária a graça do Espírito Santo, que o tornará participante da natureza divina, fazendo-o filho de Deus. Daí a necessidade absoluta que temos de receber o Batismo. Este, com efeito, ao mesmo tempo que purifica a alma de toda a mácula do pecado quer original, quer atual, nela infunde a graça santificante, formando assim o homem novo, o cristão, filho de Deus e da Igreja. "Para nós cristãos, há dois nascimentos: um terreno, outro celeste; um da carne, outro do espírito; um do pai e da mãe; outro de Deus e da Igreja" (Santo Agostinho).
O Batismo é um sacramento que nos faz cristãos, isto é, discípulos de Jesus Cristo, filhos de Deus e membros da Igreja.
Nicodemos, um fariseu muito conceituado pela sua cultura, foi procurar Jesus secretamente, à noite.
"Mestre - disse-lhe ele - sabemos que foste enviado por Deus para ensinar, porque ninguém pode fazer os prodígios que tu fazes, se Deus não estiver com ele". Nicodemos reconheceu em Jesus Cristo o Profeta, e mesmo o Messias que veio inaugurar o novo reino de Deus.
Talvez Nicodemos, como descendente de Abraão, pensasse em ocupar nesse reino um dos primeiros lugares. Jesus, porém, lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo". Disse-lhe então Nicodemos: "Como pode um homem renascer se já está velho?" Respondeu-lhe Jesus: "Quem não renascer por meio da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do espírito é espírito.
Não te maravilhes se eu te disser: é preciso que nasçais de novo". Eis aqui a mais clara explicação do modo pelo qual devemos nascer para a vida espiritual da graça: pela água e pelo Espírito Santo, isto é, pelo Santo Batismo.
É tão sobrenatural entrar-se no reino de Deus que o homem jamais poderia, consegui-lo por suas próprias forças. Para isso é-lhe necessária a graça do Espírito Santo, que o tornará participante da natureza divina, fazendo-o filho de Deus. Daí a necessidade absoluta que temos de receber o Batismo. Este, com efeito, ao mesmo tempo que purifica a alma de toda a mácula do pecado quer original, quer atual, nela infunde a graça santificante, formando assim o homem novo, o cristão, filho de Deus e da Igreja. "Para nós cristãos, há dois nascimentos: um terreno, outro celeste; um da carne, outro do espírito; um do pai e da mãe; outro de Deus e da Igreja" (Santo Agostinho).
Flores da Eucaristia - 29 de Fevereiro
Estamos publicando o dia 29 de fevereiro, o qual consta no livro Flores da Eucaristia, para que a obra disponiblizada fique completa.
“Tem confiança, ó minha alma! Que a vista de tua pobreza não te desanime, que as tuas misérias não te afastem de Jesus, que as tuas próprias faltas te sirvam de títulos à sua infinita bondade!
Jesus fez da Eucaristia um pão para os fracos e para os fortes, um remédio contra o pecado, uma poderosa arma contra o demônio, o prodígio contínuo de sua vida ressuscitada a se prolongar em seus membros enfermos e sofredores.
Aproxima-te, portanto, da Santa Eucaristia, de Jesus oculto, vitima perpétua de amor, teu pão vivo, e, aos seus pés, encontrarás a graça, a força do bem, a luz e o amor!
Jesus é a verdade e a caridade. O fogo purifica rapidamente o ferro corroído, transformando-o em arma poderosa; é também o fogo que faz secar a lenha verde e aquosa, incorporando-a a si; e a madeira seca se torna, em poucos instantes, num carvão ardente.
Lança, portanto as tuas misérias nesse fogo divino, como a palha é jogada no lume; mergulha a tua veste batismal, já maculada, no sangue puro e venerável do Cordeiro de Deus, e ela se tornará toda branca, toda bela!
“Tem confiança, ó minha alma! Que a vista de tua pobreza não te desanime, que as tuas misérias não te afastem de Jesus, que as tuas próprias faltas te sirvam de títulos à sua infinita bondade!
Jesus fez da Eucaristia um pão para os fracos e para os fortes, um remédio contra o pecado, uma poderosa arma contra o demônio, o prodígio contínuo de sua vida ressuscitada a se prolongar em seus membros enfermos e sofredores.
Aproxima-te, portanto, da Santa Eucaristia, de Jesus oculto, vitima perpétua de amor, teu pão vivo, e, aos seus pés, encontrarás a graça, a força do bem, a luz e o amor!
Jesus é a verdade e a caridade. O fogo purifica rapidamente o ferro corroído, transformando-o em arma poderosa; é também o fogo que faz secar a lenha verde e aquosa, incorporando-a a si; e a madeira seca se torna, em poucos instantes, num carvão ardente.
Lança, portanto as tuas misérias nesse fogo divino, como a palha é jogada no lume; mergulha a tua veste batismal, já maculada, no sangue puro e venerável do Cordeiro de Deus, e ela se tornará toda branca, toda bela!
Flores da Eucaristia - 28 de Fevereiro
Quando uma pobre alma sem virtudes, sem merecimentos adquiridos, mas que reconhece o seu estado e o confessa ingenuamente, se aproxima de Nosso Senhor e Lhe fala com a simplicidade e o abandono de um filho para sua mamãe, outra coisa não impele senão a doçura da intimidade. Ousaria acaso falar assim de coração aberto na presença de testemunhas? Não; ela ouviu Jesus segredar-lhe: “Vinde a Mim, vós que estais acabrunhados e Eu vos aliviareis”. Acercou-se então, e, no segredo, deixou expandir-se o coração, num tocante abandono.
É esse convite, suave e intimo, que nos chama á Comunhão; sem ele, jamais teríamos coragem de nos aproximar da Santa Mesa, pois a graça de preparação à Comunhão é uma graça de confiança e não uma graça de exame, nem mesmo uma graça de oração. Essas disposições são boas, não há duvida, mas a verdadeira preparação é ter confiança nestas palavras: “Vinde, sou o Deus de vosso coração, não temais”.
E esta preparação honra muito mais a Deus do que se vos lançásseis por terra, sem ânimo.
É esse convite, suave e intimo, que nos chama á Comunhão; sem ele, jamais teríamos coragem de nos aproximar da Santa Mesa, pois a graça de preparação à Comunhão é uma graça de confiança e não uma graça de exame, nem mesmo uma graça de oração. Essas disposições são boas, não há duvida, mas a verdadeira preparação é ter confiança nestas palavras: “Vinde, sou o Deus de vosso coração, não temais”.
E esta preparação honra muito mais a Deus do que se vos lançásseis por terra, sem ânimo.
27 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 126
126) Que caráter imprimem na alma o Batismo, a Confirmação e a Ordem?
O Batismo imprime na alma o caráter de cristão; a Confirmação, o de soldado de Jesus Cristo; a Ordem, o de seu ministro.
O Batismo imprime na alma o caráter de cristão, isto é, de pessoa integrada no Corpo Místico de Cristo, a sua Igreja. Assim como um filho, embora com certos defeitos físicos, conserva a semelhança com seu pai, assim o batizado conservará eternamente a impressão cristã que recebeu no santo Batismo. E este é um título de nobreza que nos leva a viver conforme nosso divino modêlo - Jesus Cristo - e com Ele combater as gloriosas batalhas da fé.
A Crisma introduz o cristão na milícia de Cristo e o declara combatente na defesa dos direitos de Deus e de sua Igreja. Ao soldado entregam-se armas, ao crismado a Igreja confia o encargo de a defender, combatendo os inimigos da fé e da virtude.
A Igreja assim o exige, porque pela Confirmação o cristão atingiu sua maturidade espiritual.
A Ordem imprime o caráter de ministro de Deus. Por este sacramento é o homem elevado à mais alta dignidade na Terra. Por meio dele, recebe o grande poder de instruir, guiar e santificar as almas.
Representa o quadro abaixo S. Jorge, o cavaleiro lendário, que enfrenta, vitorioso e impávido, o dragão. S. Jorge é um belíssimo exemplo para os cristãos de hoje, Ele representa o caráter firme, revestido das armaduras do cristão segundo as leis de Deus. Com efeito, cada um de nós deve combater em prol da virtude e da fé. "Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos que lutar sómente contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e potestades do inferno" (Efésios, 6, 11-12).
O Batismo imprime na alma o caráter de cristão; a Confirmação, o de soldado de Jesus Cristo; a Ordem, o de seu ministro.
O Batismo imprime na alma o caráter de cristão, isto é, de pessoa integrada no Corpo Místico de Cristo, a sua Igreja. Assim como um filho, embora com certos defeitos físicos, conserva a semelhança com seu pai, assim o batizado conservará eternamente a impressão cristã que recebeu no santo Batismo. E este é um título de nobreza que nos leva a viver conforme nosso divino modêlo - Jesus Cristo - e com Ele combater as gloriosas batalhas da fé.
A Crisma introduz o cristão na milícia de Cristo e o declara combatente na defesa dos direitos de Deus e de sua Igreja. Ao soldado entregam-se armas, ao crismado a Igreja confia o encargo de a defender, combatendo os inimigos da fé e da virtude.
A Igreja assim o exige, porque pela Confirmação o cristão atingiu sua maturidade espiritual.
A Ordem imprime o caráter de ministro de Deus. Por este sacramento é o homem elevado à mais alta dignidade na Terra. Por meio dele, recebe o grande poder de instruir, guiar e santificar as almas.
Representa o quadro abaixo S. Jorge, o cavaleiro lendário, que enfrenta, vitorioso e impávido, o dragão. S. Jorge é um belíssimo exemplo para os cristãos de hoje, Ele representa o caráter firme, revestido das armaduras do cristão segundo as leis de Deus. Com efeito, cada um de nós deve combater em prol da virtude e da fé. "Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos que lutar sómente contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e potestades do inferno" (Efésios, 6, 11-12).
Flores da Eucaristia - 27 de Fevereiro
Vossa fraqueza e indigência espirituais devem constituir o fundamento de vossa humildade. Resignai-vos suavemente à vossa incapacidade, o que produzirá uma doce paz, pela qual vos unireis a Deus. Aliás, a perfeição seria agradecer-Lhe a vossa miséria, que glorifica as suas inefáveis grandeza, e, diante das menores graças, bendizer a Deus, considerando-as favores grandiosos que Ele concede apesar de vossa indignidade.
Nosso Senhor nos deixa na condição que nos é própria, e nos manifesta o nosso nada, que devemos contemplar serenamente e Lhe oferecer, por entre ações de graças. Deus não se recusará a lançar-lhe o seu olhar, enviar-lhe um belo raio que o faça produzir ao menos uma pequenina flor, ou algumas espigas, que os anjos recolherão nos celeiros do Céu.
O Profeta dizia e o Sacerdote repete cada manhã: “Porque estás triste, ó minha alma, e porque te perturbas? Espera em Deus!”
Eis a resposta, eis o remédio: mansidão, esperança e confiança na misericórdia d’Aquele que não abandona criatura alguma saída de suas mãos, pois a todos criou no seu amor e para os seus desígnios de amor.
Nosso Senhor nos deixa na condição que nos é própria, e nos manifesta o nosso nada, que devemos contemplar serenamente e Lhe oferecer, por entre ações de graças. Deus não se recusará a lançar-lhe o seu olhar, enviar-lhe um belo raio que o faça produzir ao menos uma pequenina flor, ou algumas espigas, que os anjos recolherão nos celeiros do Céu.
O Profeta dizia e o Sacerdote repete cada manhã: “Porque estás triste, ó minha alma, e porque te perturbas? Espera em Deus!”
Eis a resposta, eis o remédio: mansidão, esperança e confiança na misericórdia d’Aquele que não abandona criatura alguma saída de suas mãos, pois a todos criou no seu amor e para os seus desígnios de amor.
26 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 125
125) Que é o caráter?
O caráter é um sinal distintivo espiritual que nunca se apaga.
Juliano, o apóstata, imperador romano, nasceu e foi educado na religião cristã.
Renegou-a, porém, assim que subiu ao trono.
Tentou então paganizar o Império, já oficializado cristão por seu tio, Constantino Magno.
Para este fim abriu novamente os templos dos ídolos, ordenando que se lhes oferecessem sacrifícios. Perseguiu outra vez os cristãos, não tanto com suplícios, mas com a privação de empregos e com zombarias.
A convicção de que trazia em si o caráter de cristão atormentava-o terrivelmente.
Tentava por isso cancelá-lo por cerimônias sacrílegas e, ao mesmo tempo, ridículas.
Banhava-se com água benta, aspergia-se com o sangue das vítimas, punha freqüentemente a mão na testa, para constatar se o caráter havia desaparecido. Mas que ilusão! O caráter era indelével e com ele morreu numa batalha, envergonhado e despeitado.
Nem o pecado, nem a apostasia, nem a própria morte podem apagar na alma o sinal sagrado do Batismo, da Confirmação e da Ordem.
Com esse sinete espiritual quis Jesus marcar os seus diletos e distingui-los eternamente dos outros, pois consagraram-se a seu serviço. Eis porque S. Pedro escrevia aos primeiros cristãos: "Vós, porém, sois uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma gente santa, um povo de conquista, para que publiqueis as perfeições d'Aquele que das trevas vos chamou à sua luz admirável" (I.ª Pedro, 2,9).
O caráter é um sinal distintivo espiritual que nunca se apaga.
Juliano, o apóstata, imperador romano, nasceu e foi educado na religião cristã.
Renegou-a, porém, assim que subiu ao trono.
Tentou então paganizar o Império, já oficializado cristão por seu tio, Constantino Magno.
Para este fim abriu novamente os templos dos ídolos, ordenando que se lhes oferecessem sacrifícios. Perseguiu outra vez os cristãos, não tanto com suplícios, mas com a privação de empregos e com zombarias.
A convicção de que trazia em si o caráter de cristão atormentava-o terrivelmente.
Tentava por isso cancelá-lo por cerimônias sacrílegas e, ao mesmo tempo, ridículas.
Banhava-se com água benta, aspergia-se com o sangue das vítimas, punha freqüentemente a mão na testa, para constatar se o caráter havia desaparecido. Mas que ilusão! O caráter era indelével e com ele morreu numa batalha, envergonhado e despeitado.
Nem o pecado, nem a apostasia, nem a própria morte podem apagar na alma o sinal sagrado do Batismo, da Confirmação e da Ordem.
Com esse sinete espiritual quis Jesus marcar os seus diletos e distingui-los eternamente dos outros, pois consagraram-se a seu serviço. Eis porque S. Pedro escrevia aos primeiros cristãos: "Vós, porém, sois uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma gente santa, um povo de conquista, para que publiqueis as perfeições d'Aquele que das trevas vos chamou à sua luz admirável" (I.ª Pedro, 2,9).
Flores da Eucaristia - 26 de Fevereiro
A confiança é necessária à oração. Ela nos é infundida pelo Espírito Santo, que nos comunica o espírito de filhos de adoção, a confiança filial que faz a alma dirigir-se a Deus como a um Pai.
Essa confiança é um dom permanente e um hábito que devemos por em exercício.
Acontece na ordem da graça o mesmo que na ordem da natureza. A criança pede instintivamente; constitui-lhe uma necessidade pedir à sua mamãe, e procurá-la para obter o que deseja. E faz assim por confiança: é uma das manifestações de seu amor. Por isto, certa mãe tinha razão de se queixar de que seu filho não a amava, porque jamais lhe pedia qualquer coisa.
Devemos, portanto recorrer à bondade de Deus, fazê-la distribuir graças ativamente, pedindo-as com confiança. Lembremo-nos de que, embora pecadores, somos sempre filhos, e que Ele é Pai.
Essa confiança é um dom permanente e um hábito que devemos por em exercício.
Acontece na ordem da graça o mesmo que na ordem da natureza. A criança pede instintivamente; constitui-lhe uma necessidade pedir à sua mamãe, e procurá-la para obter o que deseja. E faz assim por confiança: é uma das manifestações de seu amor. Por isto, certa mãe tinha razão de se queixar de que seu filho não a amava, porque jamais lhe pedia qualquer coisa.
Devemos, portanto recorrer à bondade de Deus, fazê-la distribuir graças ativamente, pedindo-as com confiança. Lembremo-nos de que, embora pecadores, somos sempre filhos, e que Ele é Pai.
25 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 124
Flores da Eucaristia - 25 de Fevereiro
As criaturas, em geral, fazem esperar os que lhe solicitam favores.
Jesus, porém, vem ao nosso encontro. Infunde-nos mesmo a esperança com a qual não ousávamos mais contar; anima-nos à confiança, faz-nos renascer à vida.
O momento mais suave entre todos, na vida do pecador, o momento mais tocante, e que lhe fará sempre derramar lágrimas de felicidade, é o momento da conversão, em que Jesus lhe faz sentir que está perdoado, dizendo: “Vai em paz!”
É uma agonia que termina; o pecador sai do túmulo, renasce à vida. Confessar-se lhe foi custoso, sim, mas agora somente experimenta alegria, semelhante à mãe depois de ter dado ao mundo o primogênito.
Jesus pede somente que o pecador se ponha de joelhos, e lhe diga por entre lágrimas: “Pequei, Senhor, não sou digno de ser perdoado!”
Não resiste então, e perdoa tudo!
Vede como Nosso Senhor, em vida, sabia perdoar. Não repreende a mulher adúltera; humilha os seus acusadores e os faz fugir. Absténs de fitá-la com receio de fazê-la corar, e a despede absolvida. E longe de censurar Madalena, por suas desordens, elogia-a e defende-a, coroando-a com estas belas palavras: “Ela muito amou”.
Jesus, porém, vem ao nosso encontro. Infunde-nos mesmo a esperança com a qual não ousávamos mais contar; anima-nos à confiança, faz-nos renascer à vida.
O momento mais suave entre todos, na vida do pecador, o momento mais tocante, e que lhe fará sempre derramar lágrimas de felicidade, é o momento da conversão, em que Jesus lhe faz sentir que está perdoado, dizendo: “Vai em paz!”
É uma agonia que termina; o pecador sai do túmulo, renasce à vida. Confessar-se lhe foi custoso, sim, mas agora somente experimenta alegria, semelhante à mãe depois de ter dado ao mundo o primogênito.
Jesus pede somente que o pecador se ponha de joelhos, e lhe diga por entre lágrimas: “Pequei, Senhor, não sou digno de ser perdoado!”
Não resiste então, e perdoa tudo!
Vede como Nosso Senhor, em vida, sabia perdoar. Não repreende a mulher adúltera; humilha os seus acusadores e os faz fugir. Absténs de fitá-la com receio de fazê-la corar, e a despede absolvida. E longe de censurar Madalena, por suas desordens, elogia-a e defende-a, coroando-a com estas belas palavras: “Ela muito amou”.
24 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 123
123) Quai são os sacramentos que se recebem só uma vez?
Recebem-se só uma vez o Batismo, a Confirmação e a Ordem.
Jesus, nosso Redentor, instituiu os sacramentos para comunicar-nos, com sua divina graça, um vislumbre de sua vida divina.
Todavia, a graça de Deus, assim como pode aumentar em nós, também pode cessar. Por esse motivo, Jesus Cristo estabeleceu que alguns sacramentos possam ser recebidos tantas vezes, quantas sejam úteis e necessárias à nossa santificação. Ele mesmo ordenou que a Eucaristia seja freqüentemente distribuída aos fiéis e que estes se confessem todas as vezes que cometerem um pecado grave. De igual modo seja a Extrema-Unção administrada em todas as moléstias graves que nos sobrevierem. O Matrimônio pode ser contrário mais de uma vez, contanto que um dos cônjuges tenha falecido.
O Batismo, a Crisma e a Ordem porém, só podem ser recebidos uma vez, durante a nossa vida. Com efeito, estes três sacramentos, além de nos comunicarem a graça, imprimem na alma um carater indelével. Por eles, a alma consagra-se perpétuamente a Nosso Senhor Jesus Cristo e nunca poderá revogar tal consagração.
Este lindo quadro de Guercino representa uma alma perpétuamente consagrada a Deus pelo sinete do sacramento. Pertence a Cristo, combate por Ele, com as armas da cruz, as santas batalhas da fé. Enfrenta, calma e resoluta, as insídias infernais. Coisa alguma a atemoriza, pois está revestida da própria força de Deus. "Porque pelo Batismo, estais mortos para as coisas terrenas, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Colossenses, 3,3).
Recebem-se só uma vez o Batismo, a Confirmação e a Ordem.
Jesus, nosso Redentor, instituiu os sacramentos para comunicar-nos, com sua divina graça, um vislumbre de sua vida divina.
Todavia, a graça de Deus, assim como pode aumentar em nós, também pode cessar. Por esse motivo, Jesus Cristo estabeleceu que alguns sacramentos possam ser recebidos tantas vezes, quantas sejam úteis e necessárias à nossa santificação. Ele mesmo ordenou que a Eucaristia seja freqüentemente distribuída aos fiéis e que estes se confessem todas as vezes que cometerem um pecado grave. De igual modo seja a Extrema-Unção administrada em todas as moléstias graves que nos sobrevierem. O Matrimônio pode ser contrário mais de uma vez, contanto que um dos cônjuges tenha falecido.
O Batismo, a Crisma e a Ordem porém, só podem ser recebidos uma vez, durante a nossa vida. Com efeito, estes três sacramentos, além de nos comunicarem a graça, imprimem na alma um carater indelével. Por eles, a alma consagra-se perpétuamente a Nosso Senhor Jesus Cristo e nunca poderá revogar tal consagração.
Este lindo quadro de Guercino representa uma alma perpétuamente consagrada a Deus pelo sinete do sacramento. Pertence a Cristo, combate por Ele, com as armas da cruz, as santas batalhas da fé. Enfrenta, calma e resoluta, as insídias infernais. Coisa alguma a atemoriza, pois está revestida da própria força de Deus. "Porque pelo Batismo, estais mortos para as coisas terrenas, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Colossenses, 3,3).
Flores da Eucaristia - 24 de Fevereiro
O que sensibiliza sobremodo os pecadores é pensar que Deus esperou por elas. E exclamam: “Ah! ele dignou-se conservar-me esta vida, que eu empregava inteiramente em ofendê-LO!” E derramam lágrimas de gratidão.
Mas, que dizer da bondade de Deus em receber-nos e perdoar-nos?
Oh! É grandiosa, na verdade, a misericórdia divina!
Deus não nos censura, não nos lembra nossa ingratidão nem nossa maldade; estende um véu sobre a sua justiça, impõe-lhe silêncio, para nos mostrar tão somente o seu Coração. Toma-nos em seus braços, estreita-nos ao coração como o pai do filho pródigo, e nos abraça ternamente por entre lágrimas de alegria.
E diante de nossas acusações, não tem outra palavra que esta: - “Dai-lhe novamente a veste primitiva, colocai-lhe no dedo o anel de ouro, e alegra-nos, porque meu filho morrera e agora revive”.
Tudo esqueceu, e esquece mesmo as nossas misérias presentes, e que O ofendemos apesar de tanto amor. A nós, porém, compete não esquecer! Procuremos viver de reconhecimento e de amor para com essa misericórdia.
Mas, que dizer da bondade de Deus em receber-nos e perdoar-nos?
Oh! É grandiosa, na verdade, a misericórdia divina!
Deus não nos censura, não nos lembra nossa ingratidão nem nossa maldade; estende um véu sobre a sua justiça, impõe-lhe silêncio, para nos mostrar tão somente o seu Coração. Toma-nos em seus braços, estreita-nos ao coração como o pai do filho pródigo, e nos abraça ternamente por entre lágrimas de alegria.
E diante de nossas acusações, não tem outra palavra que esta: - “Dai-lhe novamente a veste primitiva, colocai-lhe no dedo o anel de ouro, e alegra-nos, porque meu filho morrera e agora revive”.
Tudo esqueceu, e esquece mesmo as nossas misérias presentes, e que O ofendemos apesar de tanto amor. A nós, porém, compete não esquecer! Procuremos viver de reconhecimento e de amor para com essa misericórdia.
23 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 23 de Fevereiro
Considerando a grande paciência de Deus para com certos ímpios, somos levados a crer que é realidade o que se ouve dizer: - basta ser ímpio para viver longamente, O próprio Espírito Santo assim se exprime: “O justo morre deixando por acabarem as suas boas obras, enquanto o ímpio vive muito tempo em sua malicia”.
É que Deus os espera para convertê-los; deixa-os amontoar crimes sobre crimes para que estes se tornem troféus de sua misericórdia. Agradam-Lhe esses golpes grandiosos da graça, esses milagres de conversão, que constituem dias de festa e de misericórdia, dias de júbilo no Céu.
“Deus nos espera para se apiedar de nós”
Cada hora vale, assim, por um novo perdão, uma nova criação de misericórdia sobre nós; a justiça insiste, pede constantemente a nossa morte, não querendo mais adiá-la, pois cada minuto de nossa vida lhe pertence. A misericórdia arrebata-lhe a sentença, e, assim, nos cria perpetuamente uma vida nova. Oh! Quantas ações de graça devemos à divina misericórdia!
É que Deus os espera para convertê-los; deixa-os amontoar crimes sobre crimes para que estes se tornem troféus de sua misericórdia. Agradam-Lhe esses golpes grandiosos da graça, esses milagres de conversão, que constituem dias de festa e de misericórdia, dias de júbilo no Céu.
“Deus nos espera para se apiedar de nós”
Cada hora vale, assim, por um novo perdão, uma nova criação de misericórdia sobre nós; a justiça insiste, pede constantemente a nossa morte, não querendo mais adiá-la, pois cada minuto de nossa vida lhe pertence. A misericórdia arrebata-lhe a sentença, e, assim, nos cria perpetuamente uma vida nova. Oh! Quantas ações de graça devemos à divina misericórdia!
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 122
22 de fevereiro de 2010
Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel no I Domingo da Quaresma
Pe. Paulo Iubel
Paróquia da Imaculada Conceição
Paróquia da Imaculada Conceição
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 121
121) Que devemos fazer para conservar a graça dos sacramentos?
Para conservar a graça dos sacramentos devemos corresponder com a ação própria, praticando o bem e evitando o mal.
Extenuado de fome e de sede, peregrinava o povo de Deus pelo deserto. No lugar onde acamparam não havia sequer uma nascente de água. Como de costume recorreu Moisés ao Senhor, que lhe ordenou batesse na pedra com sua vara prodigiosa. E o grande condutor bateu-a com força na rocha requeimanda e árida.
Brotou de repente uma água tão abundante e tão fresca, que arrancou gritos de júbilo aos filhos de Israel.
O prodígio operado pela vara de Moisés repetem-no mil vezes os Sacramentos. Tem estes a virtude de Deus para fazer jorrar nas almas, que não lhe opõem resistência, a água viva da graça. Mas assim como para conceder a água prodigiosa, Deus pediu a oração de Moisés, assim também oferece-nos Ele sua graça, mas quer nossa cooperação.
"Quem te criou sem ti - afirma Santo Agostinho - não te salvará sem ti". Cooperemos com Deus no que se refere à nossa alma, fugindo do pecado e seguindo com generosidade os impulsos da graça.
Acorreram todos os filhos de Israel para se dessedentarem na fonte milagrosa. Nem todos, porém, conseguiram a mesma quantidade desejada. Nós, igualmente, peregrinos no deserto da vida, podemos sempre achegar-nos às fontes salutares da graça. Nem todos, porém, conseguem os mesmos frutos de santificação. Isto depende das disposições de cada um. São mais enriquecidas pelos dons de Deus as almas que atendem, pressurosas, aos seus convites, e d'Ele se aproximam com viva fé e ardente desejo.
Com efeito: "Ele encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos" (Lucas, 1, 53).
Para conservar a graça dos sacramentos devemos corresponder com a ação própria, praticando o bem e evitando o mal.
Extenuado de fome e de sede, peregrinava o povo de Deus pelo deserto. No lugar onde acamparam não havia sequer uma nascente de água. Como de costume recorreu Moisés ao Senhor, que lhe ordenou batesse na pedra com sua vara prodigiosa. E o grande condutor bateu-a com força na rocha requeimanda e árida.
Brotou de repente uma água tão abundante e tão fresca, que arrancou gritos de júbilo aos filhos de Israel.
O prodígio operado pela vara de Moisés repetem-no mil vezes os Sacramentos. Tem estes a virtude de Deus para fazer jorrar nas almas, que não lhe opõem resistência, a água viva da graça. Mas assim como para conceder a água prodigiosa, Deus pediu a oração de Moisés, assim também oferece-nos Ele sua graça, mas quer nossa cooperação.
"Quem te criou sem ti - afirma Santo Agostinho - não te salvará sem ti". Cooperemos com Deus no que se refere à nossa alma, fugindo do pecado e seguindo com generosidade os impulsos da graça.
Acorreram todos os filhos de Israel para se dessedentarem na fonte milagrosa. Nem todos, porém, conseguiram a mesma quantidade desejada. Nós, igualmente, peregrinos no deserto da vida, podemos sempre achegar-nos às fontes salutares da graça. Nem todos, porém, conseguem os mesmos frutos de santificação. Isto depende das disposições de cada um. São mais enriquecidas pelos dons de Deus as almas que atendem, pressurosas, aos seus convites, e d'Ele se aproximam com viva fé e ardente desejo.
Com efeito: "Ele encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos" (Lucas, 1, 53).
Flores da Eucaristia - 22 de Fevereiro
Jesus declarou que a fim de procurar uma só ovelha desgarrada deixaria as outras noventa e nove, e que haveria júbilo no Céu, pela conversão de um pecador que pela perseverança de noventa e nove justos.
Oh! Quanto Jesus deseja a volta do pecador! Apresenta-se a essa alma, suplica-lhe, atormenta-lhe o coração, até conseguir seu intento, á semelhança da mãe que chora o extravio de seu filho e o persegue com lágrimas e ternura para fazê-lo voltar ao bom caminho.
Poder-se-ia dizer que se Deus não fosse infinitos e infatigáveis em seu agir, a busca dos pecadores seria suficiente para Lhe absorver a felicidade e o poder.
Nosso Senhor, durante a vida, ocupava-se em conquistá-los, e sempre se entristecia quando pensava neles; chorava muitas vezes a infelicidade dessas almas, e toda a bondade dos justos, e mesmo a santidade de Maria não O consolava. Agora, roga por eles, dedica-lhes especial cuidado, e envia os seus anjos a procurá-los. Faz que o céu e a terra se movimentem para salvar um único pecador.
Oh! Quanto Jesus deseja a volta do pecador! Apresenta-se a essa alma, suplica-lhe, atormenta-lhe o coração, até conseguir seu intento, á semelhança da mãe que chora o extravio de seu filho e o persegue com lágrimas e ternura para fazê-lo voltar ao bom caminho.
Poder-se-ia dizer que se Deus não fosse infinitos e infatigáveis em seu agir, a busca dos pecadores seria suficiente para Lhe absorver a felicidade e o poder.
Nosso Senhor, durante a vida, ocupava-se em conquistá-los, e sempre se entristecia quando pensava neles; chorava muitas vezes a infelicidade dessas almas, e toda a bondade dos justos, e mesmo a santidade de Maria não O consolava. Agora, roga por eles, dedica-lhes especial cuidado, e envia os seus anjos a procurá-los. Faz que o céu e a terra se movimentem para salvar um único pecador.
21 de fevereiro de 2010
Oração a São José pela Santa Igreja
Para se rezar, preferencialmente, após o terço.
Bem-aventurado São José, a Vós recorremos na nossa tribulação, e tendo implorado o socorro de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também o Vosso patrocínio. Por aquela caridade, que Vos ligou com a Imaculada Virgem Mãe de Deus, e pelo amor paternal com que estreitastes em Vossos braços ao Menino Jesus, suplicantes Vos rogamos, que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo adquiriu com o Seu Sangue, e nos socorrais nas nossas necessidades com Vosso auxílio e poder.
Amparai, ó guarda providentíssimo da divina Família, a linhagem escolhida de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, todo contágio de erros e corrupções. Assisti-nos do alto do Céu, ó libertador nosso fortíssimo, na presente luta contra o poder das trevas. E, assim como outrora livrastes do supremo risco de vida ao Menino Jesus, defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos Seus inimigos e contra toda adversidade, e a cada um de nós amparai, com Vosso perpétuo patrocínio, para que, a exemplo Vosso, e coadjuvados com o apoio de Vosso auxílio, possamos viver santamente, piedosamente morrer, e alcançar no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
(Indulgência parcial)
Tempus Quadragesimæ
TEMPO DA QUARESMA
Da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo da Páscoa
EXPOSIÇÃO DOGMÁTICA
O Tempo da Septuagésima já nos demonstrou a necessidade de nos unirmos, pelo espírito de penitência, à obra redentora do Salvador. Pelo jejum e outros exercícios de penitência, a Quaresma vai associar-nos a Ele de maneira efetiva. Mas não há Quaresma que valha, sem esforço pessoal de retificação da vida e de a viver com mais fidelidade, reparando, por qualquer privação voluntária, as negligências de outros tempos. Paralelamente a este esforço, que exige de cada um de nós, a Igreja ergue diante de Deus a cruz de Cristo, o Cordeiro de Deus, que tomou sobre Si os pecados dos homens, e que é o verdadeiro preço da nossa Redenção. À medida que nos aproximarmos da Semana Santa, o pensamento da Paixão tornar-se-á predominante, até chegar o momento de prender por completo a nossa atenção. Já desde o começo da Quaresma, ela nos está presente, e é em união com os sofrimentos de Cristo que o exército cristão vai entregar-se à «santa quarentena», indo ao encontro da Páscoa com a alegre certeza de partilhar da Ressurreição do Senhor.
«Eis o tempo favorável, eis os dias da Salvação» [II Cor. VI, 2. Epístola do I Domingo da Quaresma]. A Igreja apresenta-nos a Quaresma nos mesmos termos com que a apresentava outrora aos catecúmenos e aos penitentes públicos, que se preparavam para as graças pascais do batismo e da reconciliação sacramental. Para nós, como para eles, a Quaresma deve ser um longo retiro, um treino, em que a Igreja nos exercita na prática de uma vida cristã mais perfeita. Aponta-nos o exemplo de Jesus e, através do jejum e da penitência, associa-nos aos seus sofrimentos, para nos fazer participar da Redenção.
Lembremo-nos que não estamos isolados, nem somos os únicos em causa nesta Quaresma, que ora se empreende. É todo o mistério da Redenção que a Igreja põe em ação. Fazemos parte dum conjunto imenso, em que somos solidários de toda a humanidade, resgatada por Jesus Cristo. – A liturgia do tempo não se cansará de o recordar. Nas matinas dos Domingos, as lições do Antigo Testamento, começadas na Septuagésima, continuam a lembrar, a largos traços, a história do povo judeu, em que se consignam os desígnios de Deus acerca da salvação de todo o gênero humano: o afastamento de Esaú em benefício de Jacob (não é a linhagem terrestre, mas a escolha gratuita, agora estendida a todas as nações, que faz os eleitos); José, vendido por seus irmãos, e salvando o Egito, é Jesus salvando o mundo, depois de ser rejeitado e traído pelos seus; Moisés, que arranca o seu povo à escravidão, e o conduz à terra prometida, é Jesus que nos liberta do cativeiro do pecado e abre as portas do Céu. Os evangelhos não são menos eloqüentes: a narrativa da tentação de Jesus, mostra o segundo Adão, novo chefe da humanidade, a contas com as astúcias de Satanás, mas esmagando-o com o seu poder divino; a parábola do homem armado e expulso, por um mais forte, do domínio que usurpara, é ainda afirmação da vitória de Cristo.
Tal é o sentido da nossa Quaresma: um tempo de aprofundamento espiritual, em união com a Igreja inteira, que se prepara para a celebração do mistério pascal. Todos os anos, a exemplo de Cristo, seu chefe, o povo cristão, num esforço renovado, retoma a luta contra a maldade, contra Satanás e o homem de pecado, que cada qual arrasta em si mesmo, para haurir, na Páscoa, um suplemento de vida, renovada nas próprias fontes da vida divina, e continuar a marcha para o Céu.
APONTAMENTOS DE LITURGIA
O Tempo da Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina no Sábado Santo. Os últimos quinze dias deste longo período constituem o Tempo da Paixão. Outrora, a Quaresma começava no primeiro Domingo, mas os dias que o precedem foram acrescentados para perfazer os quarenta dias de jejum. De contrário, ficaria apenas trinta e seis, visto não se jejuar aos Domingos.
O jejum de quarenta dias, «inaugurado pela Lei e pelos Profetas, e consagrado pelo próprio Cristo», foi sempre uma das práticas essenciais da Quaresma. A liturgia a ele alude constantemente, e o prefácio do Tempo recorda-o todos os dias.
Mas o jejum irá de par com a oração. Como todos os exercícios penitenciais da Quaresma, é oferecido a Deus em união com o sacrifício do Salvador, diariamente renovado na Santa Missa. Cada dia da Quaresma tem Missa própria, devido ao fato de outrora toda a comunidade cristã de Roma assistir diariamente à Santa Missa, durante esta quadra. Daí o indicar-se a «estação», a igreja em que se celebrava, nesse dia, a missa da comunidade romana.
Todas as missas feriais incluem, depois da pós-comunhão, uma «oração sobre o povo», precedido dum convite à penitência e à humildade: «Baixai vossas cabeças diante de Deus.» O caráter penitencial é acentuado pelo silêncio do órgão. Os paramentos são roxos. À 2ª, 4ª, e 6ª feiras, repete-se o tracto da Quarta-Feira de Cinzas: «Senhor, não nos trateis como merecem os nossos pecados...»
RUBRICAS
1. Os Domingos da Quaresma são de 1ª Classe. Têm sempre missa e vésperas. A Quarta-Feira de Cinzas e toda a Semana Santa são férias de 1ª Classe e não admitem nenhuma comemoração.
2. A comemoração da féria é privilegiada: faz-se sempre e antes de qualquer outra.
3. As férias das Quatro-Têmporas são de 2ª Classe, e preferidas mesmo às festas particulares de 2ª Classe; as outras férias da Quaresma são de 3ª Classe e preferidas às memórias e às festas de 3ª Classe.
4. As Quatro-Têmporas da Quaresma verificam-se na primeira semana; seguem as mesmas regras das do Advento.
Da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo da Páscoa
EXPOSIÇÃO DOGMÁTICA
O Tempo da Septuagésima já nos demonstrou a necessidade de nos unirmos, pelo espírito de penitência, à obra redentora do Salvador. Pelo jejum e outros exercícios de penitência, a Quaresma vai associar-nos a Ele de maneira efetiva. Mas não há Quaresma que valha, sem esforço pessoal de retificação da vida e de a viver com mais fidelidade, reparando, por qualquer privação voluntária, as negligências de outros tempos. Paralelamente a este esforço, que exige de cada um de nós, a Igreja ergue diante de Deus a cruz de Cristo, o Cordeiro de Deus, que tomou sobre Si os pecados dos homens, e que é o verdadeiro preço da nossa Redenção. À medida que nos aproximarmos da Semana Santa, o pensamento da Paixão tornar-se-á predominante, até chegar o momento de prender por completo a nossa atenção. Já desde o começo da Quaresma, ela nos está presente, e é em união com os sofrimentos de Cristo que o exército cristão vai entregar-se à «santa quarentena», indo ao encontro da Páscoa com a alegre certeza de partilhar da Ressurreição do Senhor.
«Eis o tempo favorável, eis os dias da Salvação» [II Cor. VI, 2. Epístola do I Domingo da Quaresma]. A Igreja apresenta-nos a Quaresma nos mesmos termos com que a apresentava outrora aos catecúmenos e aos penitentes públicos, que se preparavam para as graças pascais do batismo e da reconciliação sacramental. Para nós, como para eles, a Quaresma deve ser um longo retiro, um treino, em que a Igreja nos exercita na prática de uma vida cristã mais perfeita. Aponta-nos o exemplo de Jesus e, através do jejum e da penitência, associa-nos aos seus sofrimentos, para nos fazer participar da Redenção.
Lembremo-nos que não estamos isolados, nem somos os únicos em causa nesta Quaresma, que ora se empreende. É todo o mistério da Redenção que a Igreja põe em ação. Fazemos parte dum conjunto imenso, em que somos solidários de toda a humanidade, resgatada por Jesus Cristo. – A liturgia do tempo não se cansará de o recordar. Nas matinas dos Domingos, as lições do Antigo Testamento, começadas na Septuagésima, continuam a lembrar, a largos traços, a história do povo judeu, em que se consignam os desígnios de Deus acerca da salvação de todo o gênero humano: o afastamento de Esaú em benefício de Jacob (não é a linhagem terrestre, mas a escolha gratuita, agora estendida a todas as nações, que faz os eleitos); José, vendido por seus irmãos, e salvando o Egito, é Jesus salvando o mundo, depois de ser rejeitado e traído pelos seus; Moisés, que arranca o seu povo à escravidão, e o conduz à terra prometida, é Jesus que nos liberta do cativeiro do pecado e abre as portas do Céu. Os evangelhos não são menos eloqüentes: a narrativa da tentação de Jesus, mostra o segundo Adão, novo chefe da humanidade, a contas com as astúcias de Satanás, mas esmagando-o com o seu poder divino; a parábola do homem armado e expulso, por um mais forte, do domínio que usurpara, é ainda afirmação da vitória de Cristo.
Tal é o sentido da nossa Quaresma: um tempo de aprofundamento espiritual, em união com a Igreja inteira, que se prepara para a celebração do mistério pascal. Todos os anos, a exemplo de Cristo, seu chefe, o povo cristão, num esforço renovado, retoma a luta contra a maldade, contra Satanás e o homem de pecado, que cada qual arrasta em si mesmo, para haurir, na Páscoa, um suplemento de vida, renovada nas próprias fontes da vida divina, e continuar a marcha para o Céu.
APONTAMENTOS DE LITURGIA
O Tempo da Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina no Sábado Santo. Os últimos quinze dias deste longo período constituem o Tempo da Paixão. Outrora, a Quaresma começava no primeiro Domingo, mas os dias que o precedem foram acrescentados para perfazer os quarenta dias de jejum. De contrário, ficaria apenas trinta e seis, visto não se jejuar aos Domingos.
O jejum de quarenta dias, «inaugurado pela Lei e pelos Profetas, e consagrado pelo próprio Cristo», foi sempre uma das práticas essenciais da Quaresma. A liturgia a ele alude constantemente, e o prefácio do Tempo recorda-o todos os dias.
Mas o jejum irá de par com a oração. Como todos os exercícios penitenciais da Quaresma, é oferecido a Deus em união com o sacrifício do Salvador, diariamente renovado na Santa Missa. Cada dia da Quaresma tem Missa própria, devido ao fato de outrora toda a comunidade cristã de Roma assistir diariamente à Santa Missa, durante esta quadra. Daí o indicar-se a «estação», a igreja em que se celebrava, nesse dia, a missa da comunidade romana.
Todas as missas feriais incluem, depois da pós-comunhão, uma «oração sobre o povo», precedido dum convite à penitência e à humildade: «Baixai vossas cabeças diante de Deus.» O caráter penitencial é acentuado pelo silêncio do órgão. Os paramentos são roxos. À 2ª, 4ª, e 6ª feiras, repete-se o tracto da Quarta-Feira de Cinzas: «Senhor, não nos trateis como merecem os nossos pecados...»
RUBRICAS
1. Os Domingos da Quaresma são de 1ª Classe. Têm sempre missa e vésperas. A Quarta-Feira de Cinzas e toda a Semana Santa são férias de 1ª Classe e não admitem nenhuma comemoração.
2. A comemoração da féria é privilegiada: faz-se sempre e antes de qualquer outra.
3. As férias das Quatro-Têmporas são de 2ª Classe, e preferidas mesmo às festas particulares de 2ª Classe; as outras férias da Quaresma são de 3ª Classe e preferidas às memórias e às festas de 3ª Classe.
4. As Quatro-Têmporas da Quaresma verificam-se na primeira semana; seguem as mesmas regras das do Advento.
D. Gaspar Lefebvre, OSB
Missal Romano Quotidiano
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 120
120) Quem recebe um sacramento de vivos sabendo que não está em graça de Deus, comete pecado?
Quem recebe um sacramento de vivos, sabendo que não está em graça de Deus, comete pecado gravíssimo de sacrilégio, por que recebe indignamente uma coisa sagrada.
Avançavam os esbirros pelo horto de Getsemani, de olhar sinistro, com espadas e bastões, capitaneados pelo apóstolo traídor - Judas.
Jesus, divinamente majestoso, vai-lhes ao encontro. O traidor adianta-se, vacilante, saudando-O: "Salve! Mestre!" E dá-lhe um beijo.
Que horror! A expressão mais pura do amor, torna-se para Judas o pérfido sinal da traição! Os próprios soldados estremecem diante de tal monstruosidade! O contacto daqueles lábios sacrílegos com sua face puríssima, deve ter causado a Jesus a impressão do roçar viscoso de uma serpente. "Amigo - respondeu-lhe majestosamente -, com um beijo atraiçoas o Filho do Homem?" Oh! infeliz Judas! Ter-lhe-ia sido mil vezes melhor nunca haver nascido!
Comete, no entanto, igual monstruosidade a alma que se aproxima dos sacramentos de vivos em pecado mortal. Sente-se perfeitamente indigna de Jesus, mas vai assim mesmo, servindo-se dos sacramentos para crucíficar de novo o Filho de Deus em si mesma (Hebreus, 6,6). O sacrilégio é gravíssimo e Deus castiga-o visívelmente com morte súbita e outras punições tremendas.
Antes de nos aproximarmos dos sacramentos, examinemos nossa consciência, lembrando-nos de que "as coisas santas devem ser tratadas santamente".
Quem recebe um sacramento de vivos, sabendo que não está em graça de Deus, comete pecado gravíssimo de sacrilégio, por que recebe indignamente uma coisa sagrada.
Avançavam os esbirros pelo horto de Getsemani, de olhar sinistro, com espadas e bastões, capitaneados pelo apóstolo traídor - Judas.
Jesus, divinamente majestoso, vai-lhes ao encontro. O traidor adianta-se, vacilante, saudando-O: "Salve! Mestre!" E dá-lhe um beijo.
Que horror! A expressão mais pura do amor, torna-se para Judas o pérfido sinal da traição! Os próprios soldados estremecem diante de tal monstruosidade! O contacto daqueles lábios sacrílegos com sua face puríssima, deve ter causado a Jesus a impressão do roçar viscoso de uma serpente. "Amigo - respondeu-lhe majestosamente -, com um beijo atraiçoas o Filho do Homem?" Oh! infeliz Judas! Ter-lhe-ia sido mil vezes melhor nunca haver nascido!
Comete, no entanto, igual monstruosidade a alma que se aproxima dos sacramentos de vivos em pecado mortal. Sente-se perfeitamente indigna de Jesus, mas vai assim mesmo, servindo-se dos sacramentos para crucíficar de novo o Filho de Deus em si mesma (Hebreus, 6,6). O sacrilégio é gravíssimo e Deus castiga-o visívelmente com morte súbita e outras punições tremendas.
Antes de nos aproximarmos dos sacramentos, examinemos nossa consciência, lembrando-nos de que "as coisas santas devem ser tratadas santamente".
Flores da Eucaristia - 21 de Fevereiro
“Venham todos a mim!” Ah! Se pudéssemos ver a alegria de Nosso Senhor quando alguém O procura! Dir-se-ia que é o principal interessado, como se fosse lucrar alguma coisa com isto.
A bondade de Jesus desce até ao reconhecimento. Sim, é Lhe agradável tudo quanto Lhe damos, e de tudo se regozija, ao ponto de crermos que o nosso dom Lhe é necessário. Chega mesmo a nos pedir, nos suplicar: “filho, dá-me o teu coração!”
Confiai, portanto unicamente em Nosso Senhor Jesus Cristo; ide a Ele em procura da graça. Porque esperá-la da criatura, que não a possui para dar? A graça é prerrogativa de Nosso Senhor, e Ele a concede somente à alma que A procura cheia de confiança e disposta a recebê-la puramente.
Empregai muita delicadeza neste ponto, confiando o vosso coração ao divino Mestre. E porque não depositar n’Ele absoluta confiança? Vossa alma está entregue aos cuidados de Jesus, e ninguém como Ele possui o segredo do que mais lhe convém.
A bondade de Jesus desce até ao reconhecimento. Sim, é Lhe agradável tudo quanto Lhe damos, e de tudo se regozija, ao ponto de crermos que o nosso dom Lhe é necessário. Chega mesmo a nos pedir, nos suplicar: “filho, dá-me o teu coração!”
Confiai, portanto unicamente em Nosso Senhor Jesus Cristo; ide a Ele em procura da graça. Porque esperá-la da criatura, que não a possui para dar? A graça é prerrogativa de Nosso Senhor, e Ele a concede somente à alma que A procura cheia de confiança e disposta a recebê-la puramente.
Empregai muita delicadeza neste ponto, confiando o vosso coração ao divino Mestre. E porque não depositar n’Ele absoluta confiança? Vossa alma está entregue aos cuidados de Jesus, e ninguém como Ele possui o segredo do que mais lhe convém.
20 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 119
119) Quais são os Sacramentos que nos aumentam a graça?
Aumentam-nos a graça a Confirmação, a Comunhão, a Extrema-Unção, a Ordem e o Matrimônio, que se chamam sacramentos de vivos, porque aqueles que os recebem devem já viver espiritualmente pela graça de Deus.
A chamazinha trêmula da lâmpada ilumina plásticamente o perfil do jovem, enquanto a penumbra estende-se em meio às trevas da noite. O rapaz alimenta serenamente a lâmpada, com rosto calmo e atento. Por que temer? Na luz que brilha, encontra alegria e segurança.
Eis uma belíssima alegoria da alma na graça e no amor de Deus! E, para que esta luz divina não se extinga, mas, pelo contrário, se torne cada vez mais luminosa e ardente, a alma frequënta os sacramentos.
Procura-os, porque tem eles a finalidade de alimentar e aperfeiçoar a vida sobrenatural. Chegará a atingir a plenitude da idade de Cristo, conforme diz S. Paulo aos Efésios (4,3) e os fulgores da mais alta santidade.
Os sacramentos abraçam toda a vida do homem. Santificam seus períodos principais e provêm às suas necessidades espirituais. Se com os sacramentos dos mortos - o Batismo e a Penitência - a alma nasce e ressurge para a vida sobrenatural, com os sacramentos dos vivos, conserva, aumenta e aperfeiçoa esta vida divina. De fato, com a Crisma, a alma se robustece e cresce até a maturidade. Com a Eucaristia, nutre-se dum alimento divino. Com a Extrema-Unção, é confortada na última batalha da vida.
Pela Ordem e pelo Matrimônio, recebe os auxílios necessários para cumprir santamente os próprios deveres, seja no sacerdócio, seja na vida conjugal.
Aumentam-nos a graça a Confirmação, a Comunhão, a Extrema-Unção, a Ordem e o Matrimônio, que se chamam sacramentos de vivos, porque aqueles que os recebem devem já viver espiritualmente pela graça de Deus.
A chamazinha trêmula da lâmpada ilumina plásticamente o perfil do jovem, enquanto a penumbra estende-se em meio às trevas da noite. O rapaz alimenta serenamente a lâmpada, com rosto calmo e atento. Por que temer? Na luz que brilha, encontra alegria e segurança.
Eis uma belíssima alegoria da alma na graça e no amor de Deus! E, para que esta luz divina não se extinga, mas, pelo contrário, se torne cada vez mais luminosa e ardente, a alma frequënta os sacramentos.
Procura-os, porque tem eles a finalidade de alimentar e aperfeiçoar a vida sobrenatural. Chegará a atingir a plenitude da idade de Cristo, conforme diz S. Paulo aos Efésios (4,3) e os fulgores da mais alta santidade.
Os sacramentos abraçam toda a vida do homem. Santificam seus períodos principais e provêm às suas necessidades espirituais. Se com os sacramentos dos mortos - o Batismo e a Penitência - a alma nasce e ressurge para a vida sobrenatural, com os sacramentos dos vivos, conserva, aumenta e aperfeiçoa esta vida divina. De fato, com a Crisma, a alma se robustece e cresce até a maturidade. Com a Eucaristia, nutre-se dum alimento divino. Com a Extrema-Unção, é confortada na última batalha da vida.
Pela Ordem e pelo Matrimônio, recebe os auxílios necessários para cumprir santamente os próprios deveres, seja no sacerdócio, seja na vida conjugal.
Primeiro domingo da Quaresma: Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
Sermão de Santo Antônio de Pádua
EXÓRDIO - O DESERTO DE ENGADI1. "Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo", etc. (Mt 4, 1).
Lemos no primeiro livro dos Reis que Davi demorou-se no deserto de Engadi (cf. 1Re 24, 1-2). Davi quer dizer "de mão forte" e indica Jesus Cristo, que, com as mãos pregadas na cruz, destruiu as potências dos ares (diabólicas). Ó maravilhoso poder: vencer o próprio inimigo com as mãos presas! Cristo demorou-se no deserto de Engadi, nome que se interpreta como "olho da tentação".
Observa que o olho da tentação é tríplice. O primeiro é o da gula, do qual se lê no Gênesis: "E a mulher viu que [o fruto] da árvore era bom para comer, belo aos olhos e de aspecto agradável; tomou do seu fruto, comeu dele e deu-o ao seu marido" (Gn 3, 6). O segundo é o da soberba e da vanglória, do qual Jó, falando do diabo, diz: "Olha tudo o que é alto: ele é o rei de todos os filhos da soberba" (Jó 41, 25). O terceiro é o da avareza, do qual fala o profeta Zacarias: "Este é o seu olho em toda a terra" (Zc 5, 6). Cristo, então, permaneceu no deserto de Engadi por quarenta dias e quarenta noites; durante eles, sofreu do diabo as tentações da gula, da vanglória e da avareza.
2. É dito, por isso, no evangelho de hoje: "Jesus foi conduzido ao deserto". Observa que os desertos são três, e em cada um desses foi conduzido Jesus: o primeiro é o seio da Virgem, o segundo é aquele do evangelho de hoje, o terceiro é o patíbulo da cruz. Ao primeiro, foi conduzido só pela misericórdia, ao segundo, para dar-nos o exemplo, ao terceiro, para obedecer o Pai.
Do primeiro diz Isaías: "Mandai, Senhor, o cordeiro dominador da terra, da pedra do deserto ató o monte da filha de Sião" (Is 16, 1). Ó Senhor, Pai, mandai o cordeiro, não o leão, o dominador, não o destruidor, da pedra do deserto, isto é, da bem-aventurada Virgem que é chamada "pedra do deserto": "pedra", pelo firme propósito da virgindade, pelo qual respondeu ao anjo: "Como pode acontecer isso, pois não conheço homem?" (Lc 1, 34), vale dizer: fiz o firme propósito de não conhecê-lo; "do deserto", porque não arável [lat. inarabilis]: permaneceu, de fato, intacta, virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Mandai-o ao monte da filha de Sião, isto é, à santa igreja, que é filha da celeste Jerusalém.
Do segundo deserto diz Mateus: "Jesus foi conduzido ao deserto, para ser tentado pelo diabo", etc.
Do terceiro fala João Batista: "Eu sou a voz daquele que clama no deserto" (Jo 1, 23). João Batista é dito "voz" porque, como a voz precede a palavra, assim ele precedeu o Filho de Deus. Eu, disse, dou a voz de Cristo, que clama no deserto, isto é, sobre o patíbulo da cruz: "Pai, nas vossas mãos eu entrego o meu espírito" (Lc 23, 46). Nesse deserto tudo foi cheio de espinhos e ele foi privado de toda forma de humano socorro.
A TRÍPLICE TENTAÇÃO DE ADÃO E DE JESUS CRISTO
3. "Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto". Frequentemente se pergunda por quem Jesus foi conduzido ao deserto. Lucas o diz claramente: "Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-se do Jordão e foi conduzido pelo Espírito ao deserto" (Lc 4, 1). Foi conduzido por aquele mesmo Espírito do qual estava cheio, e do qual ele mesmo diz, pela boca de Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me consagrou com a unção" (Is 61, 1). Por aquele Espírito, pelo qual foi "ungido" (consagrado) mais que os seus companheiros (cf. Hb 1, 9), foi conduzido ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
Como o Filho de Deus, o nosso Zorobabel, nome que se interpreta como "mestre da Babilônia", viera reconstruir o mundo arruinado pelo pecado, e, como médico, para curar os doentes, foi necessário que ele curasse os maus com os remédios opostos: como na arte médica as coisas quentes se curam com o frio, e as coisas frias com o calor.
A ruína e a fragilidade do gênero humano foi o pecado de Adão, constituído de três paixões: a gula, a vanglória, a avareza. Diz, de fato, o verso: "A gula, a vanglória e a ganância venceram o velho Adão" (autor desconhecido). Esses três pecados os achas escritos no Gênesis: "Disse a serpente à mulher: No dia em que comerdes deste fruto, abrir-se-ão os vossos olhos", eis a gula; "sereis como deuses", eis a vanglória; "conhecereis o bem e o mal", eis a avareza (Gn 3, 4-5). Esses foram as três lanças com as quais foi assassinado Adão junto com os seus filhos [com a sua descendência].
Lemos no segundo livro dos Reis: "Joab tomou na mão três lanças e as meteu no coração de Absalão" (2Re 18, 14). Joab quer dizer "inimigo" e justamente indica o diabo, que é o inimigo do gênero humano. Ele, com a mão da falsa promessa, "tomou três lanças", isto é, a gula, a vanglória e a avareza, "e as meteu no coração", no qual está a fonte do calor e da vida do homem - "dele, diz Salomão, procede a vida" (Pr 4, 23) -, para apagar o calor do amor divino e tirar completamente a vida; "no coração de Absalão", nome que quer dizer "paz do pai". E esse foi Adão, que foi posto num lugar de paz e de delícias a fim de que, obedecendo o Pai, conservasse eternamente a su apaz. Mas, já que não quis obedecer o Pai, perdeu a paz e, no seu coração, o diabo meteu as três lanças e o privou completamente da vida.
4. O Filho de Deus veio, portanto, no tempo favorável e, obedecendo a Deus Pai, reintegrou aquilo que estava perdito, curou os vícios com os remédios opostos. Adão foi posto no paraíso no qual, imerso nas delícias, caiu. Jesus, pelo contrário, foi conduzido ao deserto, no qual, persistindo no jejum, derrotou o diabo.
Observai como concordam entre si, no Gênesis e em Mateus, as três tentações: "Disse a serpente: No dia em que comerdes dele"; "e, aproximando-se, o tentador lhe disse: Se és o Filho de Deus, dize que estas pedras se tornem pães" (Mt 4, 3): eis a tentação da gula. Da mesma forma: "Sereis como deuses"; "então o diabo levou-o à cidade santa, e o pôs sobre o pináculo do templo" (Mt 4, 5), eis a vanglória. E enfim: "Conehcereis o bem e o mal"; "novamente, o diabo levou-o para sobre um monte altíssimo, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e lhe disse: Tudo isto eu te darei, se, prostrando-te, me adorares" (Mt 4, 8-9). O diabo, quanto é pérfido, tanto perfidamente fala: essa é a tentação da avareza.
Mas a Sabedoria, por sempre agir sabiamente, superou as três tentações do diabo com as três sentenças do Deuteronômio.
Jesus, quando o diabo o tentou pela gula, respondeu: "O homem não vive somente de pão" (Mt 4, 4; cf. Dt 8, 3), como se dissesse: Como o homem exterior vive de pão material, assim o homem interior vive do pão celeste, que é a palavra de Deus. A Palavra de Deus é o Filho, que é a Sabedoria que procede da boca do Altíssimo (cf. Eclo 24, 5). A sabedoria* é chamada, assim, de sabor. Assim o pão da alma é o sabor da sabedoria, com o qual assabora os dons do Senhor e prova quão suave é o próprio Senhor (cf. Sl 33, 9). Desse pão é dito no livro da Sabedoria: "Preparaste-lhes um pão do céu, que contém toda delícia e todo suave sabor" (Sb 16, 20). E isso pretende quando diz: "Mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4, 4; cf. Dt 8, 3). "De toda palavra", porque a palavra de Deus e a sabedoria têm todo sabor suave, que torna insípido todo prazer da gula. E, como Adão teve nojo dese pão, cedeu à tentação da gula. Justamente, então, é dito: Não só de pão, etc.
Da mesma forma, quando o diabo o tentou pela vanglória, Jesus respondeu: "Não tentarás o Senhor, teu Deus" (Mt 4, 7; cf. Dt 6, 16). Jesus Cristo é Senhor pela criação, é Deus pela eternidade. E esse Jesus o diabo tentou, quando exortou a atirar-se abaixo, do pináculo do templo, o próprio criador do templo, e prometeu a ajuda dos anjos ao Deus de todas as potências celestes. "Não tentarás, então, o Senhor, teu Deus!". Também Adão tentou o Senhor Deus, quando não observou o mandamento do Senhor e Deus, mas prestou fé com leviandade à falsa promessa: "Sereis como deuses". Que vanglória, crer poder tornar-se deuses! Ó miserável! Em vão te enalteces acima de ti mesmo, e, por isso, ainda mais meseravelmente cais abaixo de ti. Não tentes, então, o Senhor, teu Deus.
Enfim, quando o diabo o tentou pela avareza, Jesus respondeu: "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele servirás" (Mt 4, 10; cf. Dt 6, 13; 10, 20). Todos aqueles que amam o dinheiro ou a glória do mundo, ajoelham-se diante do diabo e o adoram.
Nós, pelo contrário, por quem o Senhor veio ao seio da Virgem e sofreu o patíbulo da cruz, instruídos pelo seu exemplo, caminhamos no deserto da penitência e, com a sua ajuda, reprimimos a concupiscência da gula, o vento da vanglória e o fogo da avareza.
Adoramos também nós aquele que os próprios arcanjos adoram, servimos aquele que os anjos servem, aquele que é bendito, glorioso, louvável e excelso pelos séculos eternos. E todo o criado diga: Amém!
* Do lat. sapere: sentir sabor. (N. do T.)
Traduzido por nós de http://www.santantonio.org/portale/sermones/indice.asp?ln=IT&s=0&c=6&p=0
Ver também:
http://www.saopiov.org/2009/03/primeiro-domingo-da-quaresma-para-tras.html
Flores da Eucaristia - 20 de Fevereiro
A alma que vive em santo abandono entrega inteiramente a Deus a própria vontade, para que Ele a governe e a mova como quiser.
Doravante, apenas há de considerar como bem, alegria, felicidade, virtude, zelo, perfeição, o que trouxer o selo divino da vontade de Deus.
Que deseja Deus? Qual a sua vontade? Que Lhe agrada mais? – Eis, em síntese, a lei, a escolha, toda a vida enfim da alma em santo abandono.
E ela se entrega ao serviço de Deus sem outro ponto de vista, sem outro amor que não seja o que Deus lhe determina a cada hora, e como Ele quer.
A alma, no santo abandono, serve a Deus segundo os meios de que dispõe no momento. Não se apega ao seu estado, nem aos meios, nem às graças, mas repousa unicamente na santa Vontade de Deus!
Nosso Senhor é e deve ser para vós o sol de cada dia; todas as manhãs ele se levanta em vossa vida, mas não da mesma maneira. E’ mister que ameis sempre este divino sol de justiça e de amor, seja que ele vos apareça radioso, seja que mostre velado em meio aos ardores do estio, ou sob os gelos do inverno; é sempre o mesmo sol.
Doravante, apenas há de considerar como bem, alegria, felicidade, virtude, zelo, perfeição, o que trouxer o selo divino da vontade de Deus.
Que deseja Deus? Qual a sua vontade? Que Lhe agrada mais? – Eis, em síntese, a lei, a escolha, toda a vida enfim da alma em santo abandono.
E ela se entrega ao serviço de Deus sem outro ponto de vista, sem outro amor que não seja o que Deus lhe determina a cada hora, e como Ele quer.
A alma, no santo abandono, serve a Deus segundo os meios de que dispõe no momento. Não se apega ao seu estado, nem aos meios, nem às graças, mas repousa unicamente na santa Vontade de Deus!
Nosso Senhor é e deve ser para vós o sol de cada dia; todas as manhãs ele se levanta em vossa vida, mas não da mesma maneira. E’ mister que ameis sempre este divino sol de justiça e de amor, seja que ele vos apareça radioso, seja que mostre velado em meio aos ardores do estio, ou sob os gelos do inverno; é sempre o mesmo sol.
19 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 118
118) Quais são os Sacramento que nos dão a primeira graça?
Dão-nos a primeira graça, o Batismo e a Penitência, que se chamam sacramentos de mortos, porque dão a vida da graça às almas mortas pelo pecado.
Jesus comparou-se com o tronco da videira, que comunica a seiva vital aos ramos.
Aludia à graça que, pela sua redenção, nos comunicou: "Eu sou a videira e vós as varas... Se alguém não permanece em mim, será lançado fora como a vara e secará, e enfeixá-lo-ão e o lançarão no fogo, e arderá" (João, 15, 5-6).
A graça de Deus é o princípio da vida sobrenatural. A alma que permanecer unida a Deus pela graça, será uma alma viva. Pelo contrário, será uma alma morta, a que permanecer separada de Deus pelo pecado. O Batismo e a Penitência tem o poder de restituir a vida da graça às almas que estão em pecado. São por isso, chamados sacramentos de mortos, pois fazem a alma passar da morte do pecado para a vida da graça. Estes dois sacramentos são os mais necessários à salvação. Tornou-se célebre na História, o batismo de Clóvis, rei dos Francos. Durante uma tremenda batalha contra os germânicos, ele fez um voto: se obtivesse a vitória, converter-se-ia ao Deus de Clotilde, sua esposa e católica fervorosa. Deus ouviu sua oração. Clotilde teve a alegria de ver seu esposo e três mil de seus soldados receberam o batismo das mãos de S. Remígio, bispo de Reims. Era o ano de 496. Enquanto o rei, profundamente comovido, saía do templo, apresentou-se-lhe no átrio um pajenzinho que, oferecendo-lhe um lírio, disse-lhe graciosamente: "Filho primogênito da Igreja, eis o presente que o Céu te manda". Era o símbolo da graça de Deus, que circunda a alma de luz e de candor.
Dão-nos a primeira graça, o Batismo e a Penitência, que se chamam sacramentos de mortos, porque dão a vida da graça às almas mortas pelo pecado.
Jesus comparou-se com o tronco da videira, que comunica a seiva vital aos ramos.
Aludia à graça que, pela sua redenção, nos comunicou: "Eu sou a videira e vós as varas... Se alguém não permanece em mim, será lançado fora como a vara e secará, e enfeixá-lo-ão e o lançarão no fogo, e arderá" (João, 15, 5-6).
A graça de Deus é o princípio da vida sobrenatural. A alma que permanecer unida a Deus pela graça, será uma alma viva. Pelo contrário, será uma alma morta, a que permanecer separada de Deus pelo pecado. O Batismo e a Penitência tem o poder de restituir a vida da graça às almas que estão em pecado. São por isso, chamados sacramentos de mortos, pois fazem a alma passar da morte do pecado para a vida da graça. Estes dois sacramentos são os mais necessários à salvação. Tornou-se célebre na História, o batismo de Clóvis, rei dos Francos. Durante uma tremenda batalha contra os germânicos, ele fez um voto: se obtivesse a vitória, converter-se-ia ao Deus de Clotilde, sua esposa e católica fervorosa. Deus ouviu sua oração. Clotilde teve a alegria de ver seu esposo e três mil de seus soldados receberam o batismo das mãos de S. Remígio, bispo de Reims. Era o ano de 496. Enquanto o rei, profundamente comovido, saía do templo, apresentou-se-lhe no átrio um pajenzinho que, oferecendo-lhe um lírio, disse-lhe graciosamente: "Filho primogênito da Igreja, eis o presente que o Céu te manda". Era o símbolo da graça de Deus, que circunda a alma de luz e de candor.
Flores da Eucaristia - 19 de Fevereiro
A alma, no santo abandono, semelhante a uma criancinha nas mãos de Deus, entrega-Lhe o espírito para que Ele seja a sua luz, e como Lhe aprouver: clara ou velada, de fé ou de manifestação. Somente quer saber o que Deus quer que ela saiba; é a ceguinha de Deus, que lhe abre ou fecha os olhos como quer; e se ela pudesse fazer escolha, haveria de preferir ser pobre a humilde de espírito.
A alma, no santo abandono, dá o coração a Deus, com toda a simplicidade, para amá-lo em tudo e somente a Ele, em todas as coisas e em qualquer estado. Sentir-se-á feliz se Ele quiser abrasá-lo no seu amor, e receberá com reconhecimento uma graça de consolação, se Ele a quiser conceder-lhe. Mas se Nosso Senhor lhe fizer beber algumas gotas do seu cálice de fel ou partilhar de seus desamparos, de seus abandonos, de suas desolações, de sua tristeza, a alma, em santo abandono, sorverá com amor esse cálice, participará da agonia de Jesus, e ser-Lhe-á fiel na provação.
A alma, no santo abandono, dá o coração a Deus, com toda a simplicidade, para amá-lo em tudo e somente a Ele, em todas as coisas e em qualquer estado. Sentir-se-á feliz se Ele quiser abrasá-lo no seu amor, e receberá com reconhecimento uma graça de consolação, se Ele a quiser conceder-lhe. Mas se Nosso Senhor lhe fizer beber algumas gotas do seu cálice de fel ou partilhar de seus desamparos, de seus abandonos, de suas desolações, de sua tristeza, a alma, em santo abandono, sorverá com amor esse cálice, participará da agonia de Jesus, e ser-Lhe-á fiel na provação.
18 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 117
117) Como nos santificam os Sacramento?
Os sacramentos santificam-nos dando-nos a primeira graça santificante, que apaga o pecado, ou aumentando-nos a graça que já possuímos.
Depois de haver caminhado durante muito tempo ao sol quente do meio-dia, Jesus, cansado e com muita sede, sentou-se à beira do poço de Jacó. Esse poço ficava perto da cidade de Sicar, na Samaria. Mandara Jesus os seus apóstolos à cidade mais próxima, à procura de alimentos, para tomarem sua refeição. Chegou ao poço uma mulher samaritana, para buscar água, conforme o costume daquele tempo. Jesus, então, pediu-lhe de beber. "Como é possível - perquntou-lhe a mulher - que tu sendo judeu, peças de beber a mim, que sou samaritana?" Espantou-se ela, porque entre os judeus e os samaritanos reinavam grandes desentendimentos e inimizades. "Se conhecesses o dom de Deus - disse-lhe Jesus - e quem é aquele que te pede de beber, tu mesma talvez lho tivesses pedido a ele, e ele, te haveria dado da água viva". O que Jesus oferecia à samaritana pecadora, era a sua divina graça, dom incomparável, por meio do qual Deus nos eleva a Si, fazendo-nos participantes de sua natureza divina.
Jesus veio à Terra, "para que tivéssemos a vida e a tivéssemos em abundância" (João, 10,10). E, realmente, é esta vida divina que nos santifica, que em estreita amizade nos une a Deus e nos torna capazes de contemplá-Lo um dia na bem-aventurança eterna.
Os sacramentos são os grandes canais que conduzem às nossas almas a água santificadora da vida espiritual. Quando a alma está em pecado, o sacramento confere-lhe a graça. Se a alma já vive na amizade de Deus, os sacramentos, embelezando-a, fazem-na cada vez mais luminosa aos olhares divinos.
"Ó Senhor - exclamemos com a Samaritana -, dá-me dessa água para eu não ter sede" (João, 4,15).
Os sacramentos santificam-nos dando-nos a primeira graça santificante, que apaga o pecado, ou aumentando-nos a graça que já possuímos.
Depois de haver caminhado durante muito tempo ao sol quente do meio-dia, Jesus, cansado e com muita sede, sentou-se à beira do poço de Jacó. Esse poço ficava perto da cidade de Sicar, na Samaria. Mandara Jesus os seus apóstolos à cidade mais próxima, à procura de alimentos, para tomarem sua refeição. Chegou ao poço uma mulher samaritana, para buscar água, conforme o costume daquele tempo. Jesus, então, pediu-lhe de beber. "Como é possível - perquntou-lhe a mulher - que tu sendo judeu, peças de beber a mim, que sou samaritana?" Espantou-se ela, porque entre os judeus e os samaritanos reinavam grandes desentendimentos e inimizades. "Se conhecesses o dom de Deus - disse-lhe Jesus - e quem é aquele que te pede de beber, tu mesma talvez lho tivesses pedido a ele, e ele, te haveria dado da água viva". O que Jesus oferecia à samaritana pecadora, era a sua divina graça, dom incomparável, por meio do qual Deus nos eleva a Si, fazendo-nos participantes de sua natureza divina.
Jesus veio à Terra, "para que tivéssemos a vida e a tivéssemos em abundância" (João, 10,10). E, realmente, é esta vida divina que nos santifica, que em estreita amizade nos une a Deus e nos torna capazes de contemplá-Lo um dia na bem-aventurança eterna.
Os sacramentos são os grandes canais que conduzem às nossas almas a água santificadora da vida espiritual. Quando a alma está em pecado, o sacramento confere-lhe a graça. Se a alma já vive na amizade de Deus, os sacramentos, embelezando-a, fazem-na cada vez mais luminosa aos olhares divinos.
"Ó Senhor - exclamemos com a Samaritana -, dá-me dessa água para eu não ter sede" (João, 4,15).
Flores da Eucaristia - 18 de Fevereiro
Os homens são maus, procuram arrebatar à alma que vive no santo abandono os seus bens, sua liberdade, sua reputação, e ela se deixa despojar de tudo sem cólera e sem desespero. Possui o seu Deus, que lhe tem amor. E’ portanto, bastante rica, e se sente assim mais livre para ir ao encontro do Pai Celeste!
Algumas vezes o próprio Deus se mostra severo, parece abandonar a alma querida, deixando-a entregue ao furor dos demônios, aos horrores das tentações; ela sofre então o martírio da consciência, mas esta é a vontade de Deus.
“Fere se podes, dirá ela ao demônio, tu que fizeste flagelar o meu Mestre, que O tentaste e O transportastes nos braços. Quanto a mim, discípulos de um tal Mestre, não tenho medo de ti; só me falarás o que Deus te permitir. Jesus está comigo.
Somente se conhece um bom soldado no campo de batalha, um gênio por sua obra, uma verdadeira piedade na provação.
Algumas vezes o próprio Deus se mostra severo, parece abandonar a alma querida, deixando-a entregue ao furor dos demônios, aos horrores das tentações; ela sofre então o martírio da consciência, mas esta é a vontade de Deus.
“Fere se podes, dirá ela ao demônio, tu que fizeste flagelar o meu Mestre, que O tentaste e O transportastes nos braços. Quanto a mim, discípulos de um tal Mestre, não tenho medo de ti; só me falarás o que Deus te permitir. Jesus está comigo.
Somente se conhece um bom soldado no campo de batalha, um gênio por sua obra, uma verdadeira piedade na provação.
17 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 17 de Fevereiro
O santo abandono é o estado da alma que se entrega, sem condição nem reserva, ao bel prazer de Deus, quer na ordem da natureza, quer na ordem da graça.
A alma, no santo abandono, quer tudo o que Deus quer, como e porque Ele quer, quanto ao estado do corpo: a saúde ou a doença, este ou aquele país, as condições de trabalho, de domicílio, de sociedade – tudo é indiferente, tudo agradável, mercê desta única sentença:
“Deus assim quer, é o bel prazer de Deus”.
Sem se preocupar com o futuro, a alma no santo abandono, dorme tranquilamente no regaço materno, da Divina Providência, ou repousa em paz aos seus pés. O filho que tem uma boa mamãe não se inquieta com o futuro; ela pensa por ele.
Os elementos se entrechocam, é a tempestade; o mar ameaça tudo engolfar, todos tremem de medo, mas o filho, no santo abandono, dorme sem receio no colo maternal da Divina Providência. Não há tempestade para ele.
A alma, no santo abandono, quer tudo o que Deus quer, como e porque Ele quer, quanto ao estado do corpo: a saúde ou a doença, este ou aquele país, as condições de trabalho, de domicílio, de sociedade – tudo é indiferente, tudo agradável, mercê desta única sentença:
“Deus assim quer, é o bel prazer de Deus”.
Sem se preocupar com o futuro, a alma no santo abandono, dorme tranquilamente no regaço materno, da Divina Providência, ou repousa em paz aos seus pés. O filho que tem uma boa mamãe não se inquieta com o futuro; ela pensa por ele.
Os elementos se entrechocam, é a tempestade; o mar ameaça tudo engolfar, todos tremem de medo, mas o filho, no santo abandono, dorme sem receio no colo maternal da Divina Providência. Não há tempestade para ele.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 116
116) Quem é o ministro do Sacramento?
Ministro do sacramento é a pessoa competente que o faz ou confere, em nome e por autoridade de Jesus Cristo.
"Todo poder me foi dado no Céu e na Terra - disse Jesus Cristo aos Apóstolos, antes de subir ao Céu -; ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mateus, 28, 18-19).
Jesus redimiu todos os homens à custa de seu preciosíssimo Sangue. Tem Ele, por conseguinte, direito de reuní-los todos num reino universal. Por esse motivo, ordenou que fossem os Apóstolos a todas as partes do mundo, em seu nome, para instruírem, batizarem e santificarem os povos. Desde os primeiros tempos do Cristianismo vem a Igreja instruindo e santificando as almas.
São ministros dos sacramentos os que receberam de Jesus Cristo a capacidade, isto é, o poder de realizar e de administrar os sacramentos aos fiéis. A Igreja, baseando-se na vontade de Jesus Cristo, estabeleceu o ministro próprio de cada sacramento.
O ministro do Batismo é o Sacerdote e, em caso de necessidade, qualquer pessoa.
O ministro da Crisma e da Ordem é o bispo. O ministro da Eucaristia, da Penitência e da Extrema-Unção é o sacerdote. Os ministros do Matrimônio são os próprios nubentes.
Como é sublime a dignidade dos ministros do Senhor! Eis porque afirma São Paulo: "Assim, todos nos considerem como ministros de Cristo, e dispenseiros dos mistérios de Deus" (1.ª Coríntios 4,1).
Ministro do sacramento é a pessoa competente que o faz ou confere, em nome e por autoridade de Jesus Cristo.
"Todo poder me foi dado no Céu e na Terra - disse Jesus Cristo aos Apóstolos, antes de subir ao Céu -; ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mateus, 28, 18-19).
Jesus redimiu todos os homens à custa de seu preciosíssimo Sangue. Tem Ele, por conseguinte, direito de reuní-los todos num reino universal. Por esse motivo, ordenou que fossem os Apóstolos a todas as partes do mundo, em seu nome, para instruírem, batizarem e santificarem os povos. Desde os primeiros tempos do Cristianismo vem a Igreja instruindo e santificando as almas.
São ministros dos sacramentos os que receberam de Jesus Cristo a capacidade, isto é, o poder de realizar e de administrar os sacramentos aos fiéis. A Igreja, baseando-se na vontade de Jesus Cristo, estabeleceu o ministro próprio de cada sacramento.
O ministro do Batismo é o Sacerdote e, em caso de necessidade, qualquer pessoa.
O ministro da Crisma e da Ordem é o bispo. O ministro da Eucaristia, da Penitência e da Extrema-Unção é o sacerdote. Os ministros do Matrimônio são os próprios nubentes.
Como é sublime a dignidade dos ministros do Senhor! Eis porque afirma São Paulo: "Assim, todos nos considerem como ministros de Cristo, e dispenseiros dos mistérios de Deus" (1.ª Coríntios 4,1).
16 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 16 de Fevereiro
Pode acaso quem conhece bem Jesus comparar com Ele alguma coisa, e viver sem Ele quem experimentou as delícias do seu amor? Nunca! Seria grande infortúnio!
Com efeito, que felicidade para a alma pertencer totalmente a esse bom Mestre e querer estar sempre com Ele. Tal escolha é superior a todas as coroas e as mais brilhantes posições sociais, pois é verdadeiramente rico aquele a quem Jesus é todo o seu Bem.
Jamais vos afasteis, portanto, de Jesus; seja qual for o tempo, pertencei-Lhe sempre, pois o tempo é sempre belo para a alma que vive sob os raios do amor divino. Desde que Nosso Senhor esteja contente com o que fazemos, deve-nos ser indiferente a maneira por que Lhe damos prazer: pela doença ou pela saúde, por um estado de sensibilidade ou de fervor, de submissão ou de práticas piedosas.
Observai bem esta lei: querer somente o que Deus quer, como Ele quer e quando Ele quer. O santo abandono é o mais puro, é o maior amor.
Com efeito, que felicidade para a alma pertencer totalmente a esse bom Mestre e querer estar sempre com Ele. Tal escolha é superior a todas as coroas e as mais brilhantes posições sociais, pois é verdadeiramente rico aquele a quem Jesus é todo o seu Bem.
Jamais vos afasteis, portanto, de Jesus; seja qual for o tempo, pertencei-Lhe sempre, pois o tempo é sempre belo para a alma que vive sob os raios do amor divino. Desde que Nosso Senhor esteja contente com o que fazemos, deve-nos ser indiferente a maneira por que Lhe damos prazer: pela doença ou pela saúde, por um estado de sensibilidade ou de fervor, de submissão ou de práticas piedosas.
Observai bem esta lei: querer somente o que Deus quer, como Ele quer e quando Ele quer. O santo abandono é o mais puro, é o maior amor.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 115
115) Que é a "forma" do Sacramento?
"Forma" do Sacramanto são as palavras que o ministro deve proferir no próprio ato de aplicar a matéria.
Foi o próprio Jesus Cristo que estabeleceu os elementos constituivos de cada sacramento. Estes resultam da união da matéria e da forma aplicadas conjuntamente pelo ministro, que tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.
O quadro representa também os elementos constitutivos de cada sacramento. Batismo: o ministro de Deus derrama a água na cabeça do batizando, enquanto pronuncia as palavras da forma. Crisma: o bispo unge com o santo Crisma a fronte do crismando. Eucaristia: o sacerdote consagra e distribui o Pão da Vida. Penitência: o sacerdote concede, em nome de Deus, o perdão aos pecadores. Ordem: o bispo confere o sacerdócio aos candidatos, mediante a imposição das mãos. Matrimônio: o ministro de Deus abençoa as núpicias dos noivos cristãos.
Não é para admirar que Deus se sirva de coisas tão humildes, para comunicar às almas o incomparável dom de sua divina Graça. Não se serviu Ele do barro para fazer o homem? Assim também, serve-se até hoje de coisas materiais e de "palavras onipotentes", para produzir nas almas prodígios de graça. "Pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos" (Mateus, 21,42).
"Forma" do Sacramanto são as palavras que o ministro deve proferir no próprio ato de aplicar a matéria.
Foi o próprio Jesus Cristo que estabeleceu os elementos constituivos de cada sacramento. Estes resultam da união da matéria e da forma aplicadas conjuntamente pelo ministro, que tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.
O quadro representa também os elementos constitutivos de cada sacramento. Batismo: o ministro de Deus derrama a água na cabeça do batizando, enquanto pronuncia as palavras da forma. Crisma: o bispo unge com o santo Crisma a fronte do crismando. Eucaristia: o sacerdote consagra e distribui o Pão da Vida. Penitência: o sacerdote concede, em nome de Deus, o perdão aos pecadores. Ordem: o bispo confere o sacerdócio aos candidatos, mediante a imposição das mãos. Matrimônio: o ministro de Deus abençoa as núpicias dos noivos cristãos.
Não é para admirar que Deus se sirva de coisas tão humildes, para comunicar às almas o incomparável dom de sua divina Graça. Não se serviu Ele do barro para fazer o homem? Assim também, serve-se até hoje de coisas materiais e de "palavras onipotentes", para produzir nas almas prodígios de graça. "Pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos" (Mateus, 21,42).
15 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 15 de Fevereiro
Há uma grande lei de santidade, sempre verdadeira, sempre boa e fecunda em obras: é a lei da conformidade com a santa e sempre amável vontade de Deus.
A Vontade de Deus antes de tudo, acima de tudo e em todos: eis a mais cabal perfeição, e à qual todos os outros meios de salvação devem estar subordinados.
Firmemos este grande princípio: ir a Deus, aos deveres, ao próximo, animados por um espírito de amor, de amor à santa Vontade atual de Deus, e porque Ele assim quer. Tudo será então um variado exercício desta mesma vontade divina e amável que nos dirige. E ficaremos tranqüilos quanto ao mais.
Ah! Como nos sentimos bem por toda a parte com esta regra divina da adorável Providência! Estamos como filhos nos braços de terna mãe. A sua graça às vezes nos impele, e então viajamos alegres; outras vezes Ele se limita a nos dar a mão, sendo-nos preciso caminhar, mas nada custa, em companhia de Jesus. E acontece o mesmo que Ele nos deixa sozinhos, no deserto, para nos ensinar que por nós mesmos nada podemos, e então clamamos por esse bom mestre.
Estais certos de que Deus vos ama de um amor todo gratuito, e seja esta a base de vossa confiança.
A Vontade de Deus antes de tudo, acima de tudo e em todos: eis a mais cabal perfeição, e à qual todos os outros meios de salvação devem estar subordinados.
Firmemos este grande princípio: ir a Deus, aos deveres, ao próximo, animados por um espírito de amor, de amor à santa Vontade atual de Deus, e porque Ele assim quer. Tudo será então um variado exercício desta mesma vontade divina e amável que nos dirige. E ficaremos tranqüilos quanto ao mais.
Ah! Como nos sentimos bem por toda a parte com esta regra divina da adorável Providência! Estamos como filhos nos braços de terna mãe. A sua graça às vezes nos impele, e então viajamos alegres; outras vezes Ele se limita a nos dar a mão, sendo-nos preciso caminhar, mas nada custa, em companhia de Jesus. E acontece o mesmo que Ele nos deixa sozinhos, no deserto, para nos ensinar que por nós mesmos nada podemos, e então clamamos por esse bom mestre.
Estais certos de que Deus vos ama de um amor todo gratuito, e seja esta a base de vossa confiança.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 114
14 de fevereiro de 2010
Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel no Domingo da Quinquagésima
Pe. Paulo Iubel
Paróquia Imaculada Conceição
Paróquia Imaculada Conceição
Flores da Eucaristia - 14 de Fevereiro
Sede como o operário que faz tudo quanto lhe pedem sem se afligir com o que deve fazer no dia seguinte.
Conservai a vossa alma junto a Jesus no Ssmo. Sacramento, e entregai-vos depois a todos e a tudo, com paz e liberdade. Que o vosso espírito esteja sempre sobre os raios deste bom e belo sol; seja o coração livre como o ar, e tenha a vontade por única escolha a Vontade atual de Deus, amando tudo quanto Deus ama, indiferente a tudo o que não se dirige a Deus, desprezando tudo o que Lhe é contrário.
Conheceis então, a seu tempo, o que Deus quer, o que Ele não quer, e somente o seu beneplácito será a norma de vosso agir. Nessa vontade divina, atual e pessoal, está a graça particular de santificação, graça que se prende a cada hora e a todo e qualquer ato; terminada a hora e o tempo de agir, a graça terá passado.
Quão bela e fácil é esta regra de amor! Contentai-vos com a santa Vontade de Deus no momento. Entregai-vos a tudo e a nada; a tudo queira mais. Dai-vos a todos e a tudo o bel prazer divino. Vivei dia por dia, ou melhor, momento a momento.
Conservai a vossa alma junto a Jesus no Ssmo. Sacramento, e entregai-vos depois a todos e a tudo, com paz e liberdade. Que o vosso espírito esteja sempre sobre os raios deste bom e belo sol; seja o coração livre como o ar, e tenha a vontade por única escolha a Vontade atual de Deus, amando tudo quanto Deus ama, indiferente a tudo o que não se dirige a Deus, desprezando tudo o que Lhe é contrário.
Conheceis então, a seu tempo, o que Deus quer, o que Ele não quer, e somente o seu beneplácito será a norma de vosso agir. Nessa vontade divina, atual e pessoal, está a graça particular de santificação, graça que se prende a cada hora e a todo e qualquer ato; terminada a hora e o tempo de agir, a graça terá passado.
Quão bela e fácil é esta regra de amor! Contentai-vos com a santa Vontade de Deus no momento. Entregai-vos a tudo e a nada; a tudo queira mais. Dai-vos a todos e a tudo o bel prazer divino. Vivei dia por dia, ou melhor, momento a momento.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 113
13 de fevereiro de 2010
Domingo da Qüinquagésima: Eis que subimos a Jerusalém...
2.ª Homilia sobre os Evangelhos, do Papa São Gregório Magno
O nosso Redentor, prevendo a perturbação que a sua paixão provocaria nos ânimos dos discípulos, predisse-lhes muito antes a pena dessa mesma paixão e a glória da sua ressurreição, para que, enquanto Ele estivesse morto, eles fossem capazes de entender que era como Ele predissera, e, assim, não duvidassem da ressurreição. Mas, porque os discípulos, demasiado carnais, não podiam chegar a entender as palavras deste mistério, Ele recorreu a um milagre. Diante dos seus olhos, um cego recebeu a luz. Destarte, aqueles que não podiam entender os mistérios através de palavras, por meio de feitos, foram persuadidos, a crê-los.
Mas os milagres de nosso Senhor e Salvador devem ser recebidos, caríssimos irmãos, de modo que sejam cridos como tendo sido feitos, mas também como pretendendo significar-nos alguma coisa. As obras, pois, de Deus, pelo seu poder, ostentam uma coisa, e, pelo seu mistério, dizem outra. Eis, portanto, que ignoramos quem fosse historicamente esse cego, mas conhecemos quem ele significa no mistério. Porque o cego é a raça humana, que, nos primeiros pais, foi expulsa das alegrias do paraíso, e, ignorando a claridade da luz eterna, padece a desventura das suas trevas. Mas, ao mesmo tempo, é iluminada pela presença do seu Redentor, de modo que já veja, pelo desejo dela, as alegrias da luz interna, e, por meio de boas obras, ponha seus passos no caminho da vida.
É notável que o cego tenha sido iluminado justo quando se diz que Jesus se aproximava de Jericó. O nome "Jericó" significa "lua", e lua, na linguagem sagrada, simboliza a carne defectível, porque seu decréscimo no ciclo mensal se compara ao defeito da nossa mortalidade. Então, aproximando-se o nosso Criador de Jericó, restitui a luz a um cego, isto é: quando a divindade assumiu a defectibilidade da nostra carne, o gênero humano recebeu a luz que perdera. Por isso, em sofrendo Deus sob o fardo de ser um humano, o homem é elevado até Deus. Além disso, descreve-se o cego como estando sentado mendigando junto ao caminho, e eis que a própria Verdade disse: Eu sou o caminho.
Quem, pois, não conhece a claridade da luz eterna, é cego. Mas, se já crê no redentor, senta-se junto ao caminho. Porém, se já crê mas de modo que deixa de rogar que quer receber a luz eterna, e pára de rezar, então é um cego que se senta junto ao caminho, mas quase não mendiga. Se, todavia, crê e ora, senta-se junto ao caminho e mendiga.
O nosso Redentor, prevendo a perturbação que a sua paixão provocaria nos ânimos dos discípulos, predisse-lhes muito antes a pena dessa mesma paixão e a glória da sua ressurreição, para que, enquanto Ele estivesse morto, eles fossem capazes de entender que era como Ele predissera, e, assim, não duvidassem da ressurreição. Mas, porque os discípulos, demasiado carnais, não podiam chegar a entender as palavras deste mistério, Ele recorreu a um milagre. Diante dos seus olhos, um cego recebeu a luz. Destarte, aqueles que não podiam entender os mistérios através de palavras, por meio de feitos, foram persuadidos, a crê-los.
Mas os milagres de nosso Senhor e Salvador devem ser recebidos, caríssimos irmãos, de modo que sejam cridos como tendo sido feitos, mas também como pretendendo significar-nos alguma coisa. As obras, pois, de Deus, pelo seu poder, ostentam uma coisa, e, pelo seu mistério, dizem outra. Eis, portanto, que ignoramos quem fosse historicamente esse cego, mas conhecemos quem ele significa no mistério. Porque o cego é a raça humana, que, nos primeiros pais, foi expulsa das alegrias do paraíso, e, ignorando a claridade da luz eterna, padece a desventura das suas trevas. Mas, ao mesmo tempo, é iluminada pela presença do seu Redentor, de modo que já veja, pelo desejo dela, as alegrias da luz interna, e, por meio de boas obras, ponha seus passos no caminho da vida.
É notável que o cego tenha sido iluminado justo quando se diz que Jesus se aproximava de Jericó. O nome "Jericó" significa "lua", e lua, na linguagem sagrada, simboliza a carne defectível, porque seu decréscimo no ciclo mensal se compara ao defeito da nossa mortalidade. Então, aproximando-se o nosso Criador de Jericó, restitui a luz a um cego, isto é: quando a divindade assumiu a defectibilidade da nostra carne, o gênero humano recebeu a luz que perdera. Por isso, em sofrendo Deus sob o fardo de ser um humano, o homem é elevado até Deus. Além disso, descreve-se o cego como estando sentado mendigando junto ao caminho, e eis que a própria Verdade disse: Eu sou o caminho.
Quem, pois, não conhece a claridade da luz eterna, é cego. Mas, se já crê no redentor, senta-se junto ao caminho. Porém, se já crê mas de modo que deixa de rogar que quer receber a luz eterna, e pára de rezar, então é um cego que se senta junto ao caminho, mas quase não mendiga. Se, todavia, crê e ora, senta-se junto ao caminho e mendiga.
Recorrer à Santíssima Virgem
Como se mesmo depois da morte quisesse continuar a guerra que declarara ao desalento, São Francisco de Sales arrancou ao próprio demônio uma confissão repleta de estímulo até para as almas mais criminosas.
Trouxeram para junto do túmulo do bispo de Genebra, no tempo em que se instruía o processo de sua beatificação, um jovem que havia cinco anos estava possuído pelo espírito maligno. Tardou vários dias em ver-se curado e, entretanto, foi submetido pelo bispo Charles-Auguste de Sales e pela Madre de Chaugy a vários interrogatórios junto dos restos mortais do Santo. Relata uma testemunha ocular que, numa dessas ocasiões, o demônio gritava com mais furor e confusão, dizendo: - "Por que hei de sair?", e a Madre de Chaugy exclamou com aquela veemência que lhe era peculiar: - "Ó Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, socorrei-nos!"
A essas palavras, o espírito infernal redobrou os seus horríveis alaridos e bradou: - "Maria! Maria! Ah! E eu, que não tenho Maria!... Não pronuncieis esse nome, que me faz estremecer. Se houvesse uma Maria para mim, como a tendes para vós, não seria o que sou!... Mas eu não tenho Maria!" Todos choravam. - "Ah!", continuou o demônio, "se eu tivesse um só instante dos muitos que desperdiçais, sim, um só instante e uma Maria, não seria um demônio!"*
Pois bem. Nós que vivemos (Sl 113, 18) temos o momento presente para regressar a Deus, e temos Maria para nos obter essa graça. Quem há então que possa desesperar?
_____
* Relato da Irmã E.-C. de la Tour, do primeiro mosteiro da Visitação.
Extraído de TISSOT, J. A arte de aproveitar as próprias faltas. 2.ª ed. Quadrante, São Paulo 1995.
Trouxeram para junto do túmulo do bispo de Genebra, no tempo em que se instruía o processo de sua beatificação, um jovem que havia cinco anos estava possuído pelo espírito maligno. Tardou vários dias em ver-se curado e, entretanto, foi submetido pelo bispo Charles-Auguste de Sales e pela Madre de Chaugy a vários interrogatórios junto dos restos mortais do Santo. Relata uma testemunha ocular que, numa dessas ocasiões, o demônio gritava com mais furor e confusão, dizendo: - "Por que hei de sair?", e a Madre de Chaugy exclamou com aquela veemência que lhe era peculiar: - "Ó Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, socorrei-nos!"
A essas palavras, o espírito infernal redobrou os seus horríveis alaridos e bradou: - "Maria! Maria! Ah! E eu, que não tenho Maria!... Não pronuncieis esse nome, que me faz estremecer. Se houvesse uma Maria para mim, como a tendes para vós, não seria o que sou!... Mas eu não tenho Maria!" Todos choravam. - "Ah!", continuou o demônio, "se eu tivesse um só instante dos muitos que desperdiçais, sim, um só instante e uma Maria, não seria um demônio!"*
Pois bem. Nós que vivemos (Sl 113, 18) temos o momento presente para regressar a Deus, e temos Maria para nos obter essa graça. Quem há então que possa desesperar?
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* Relato da Irmã E.-C. de la Tour, do primeiro mosteiro da Visitação.
Extraído de TISSOT, J. A arte de aproveitar as próprias faltas. 2.ª ed. Quadrante, São Paulo 1995.
Flores da Eucaristia - 13 de Fevereiro
Considerai todas as coisas através do prisma divino e tudo se revestirá de seu belo colorido!
Lembrai-vos que uma natureza triste debilita o corpo e o espírito, e que a tristeza espiritual paralisa o coração e a piedade.
Considerai, pois, sempre, as inefáveis bondades de Deus para convosco, sua mão paternal tão previdente, tão amorosa, até nos menores sacrifícios que vos pede! Considerai antes a sua bondade que a vossa malícia, suas graças que os vossos pecados, seus benefícios que os vossos sofrimentos, sua força que a vossa fraqueza, seu amor que a vossa tibieza, e, então, apegar-vos-eis, pelo coração e pela vida, a esta amável e incessante bondade.
Sim, permanecei na divina e paternal bondade de Deus, como a criancinha, que nada sabe, nada faz, tudo põe a perder, mas que vive nessa doce bondade.
Lembrai-vos que uma natureza triste debilita o corpo e o espírito, e que a tristeza espiritual paralisa o coração e a piedade.
Considerai, pois, sempre, as inefáveis bondades de Deus para convosco, sua mão paternal tão previdente, tão amorosa, até nos menores sacrifícios que vos pede! Considerai antes a sua bondade que a vossa malícia, suas graças que os vossos pecados, seus benefícios que os vossos sofrimentos, sua força que a vossa fraqueza, seu amor que a vossa tibieza, e, então, apegar-vos-eis, pelo coração e pela vida, a esta amável e incessante bondade.
Sim, permanecei na divina e paternal bondade de Deus, como a criancinha, que nada sabe, nada faz, tudo põe a perder, mas que vive nessa doce bondade.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 112
OS SACRAMENTOS
Que são os Sacramentos?
Sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, initituídos por Jesus Cristo para nos santificar.
O papa S. Clemente, conforme uma tradição, foi desterrado para o deserto de Quersoneso.
Encontrou lá cerca de dois mil condenados que sofriam horrivelmente por falta de água. Pediu o santo pontífice e obteve de Deus um milagre. No cume de um morro, que ficava nas proximidades, apareceu um cordeiro branco, que mostrava com a pata direita uma fonte de água pura. Os exilados puderam, enfim, dessedentar-se e o deserto se transformou num delicioso oásis.
Lembra-nos este belo exemplo outra água - a água espiritual da graça - e outro Cordeiro - Nosso Senhor Jesus Cristo - que por nós se imolou no Gólgota. De seu lado aberto, fez jorrar a Água viva e santificadora, fonte inesgotável de vida eterna.
A arte cristã costuma representar os Sacramentos como sete canais, por meio dos quais Jesus comunica às almas a água invisível de sua divina graça.
O quadro apresenta um pormenor da fachada superior da Basílica de S. Paulo, fora dos muros, em Roma. O Cordeiro divino, do qual dimanam misteriosas águas, aparece aos olhares do visitante em artístico mosaico, com cintilações de côr de ouro, azul, escarlate. Algumas ovelhinhas - símbolo das almas - ali estão a dessedentar-se. Aproximemo-nos, pois, destas fontes salvadoras, exclamando com o salmista: "Assim como o cervo suspira pelas fontes das águas, assim a minha alma suspira por ti, ó Deus. A minha alma tem sêde do Deus forte e vivo" (Salmo, 41, 2-3).
12 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 12 de Fevereiro
Habituai-vos a ver passar as coisas do mundo como as gotas de um riacho; deixai-as correr, murmurando, agitando-se, entrechocando-se. Quanto a vós descansai aos pé de Nosso Senhor, e se as criaturas vierem a faltar-vos ou provar-vos, ouví a voz de Deus que voz diz: - Eu te basto!
Não há estado mais feliz que o da alma só desejosa de agradar a Deus, que procura somente a estima e a proteção de Deus, e a do próximo como enquanto Deus quer. Então, nem os ventos, nem as tempestades humanas conseguem perturbá-la, porque Deus é o seu tudo.
Com efeito, quando Deus está contente, estejamos também. Se Deus nos ama, que nos importa o resto? Se temos Deus ao nosso favor, porque nos inquietarmos e nos entristecermos com o que está contra nós?
Ide portanto a Nosso Senhor sempre com uma grande simplicidade d’alma e um santo abandono, considerando apenas estas duas coisas: vossa miséria e sua bondade, e seu amor por vós. E se o mundo vos ignorar, esquecer-vos, bendizei a Deus. Haveis de amá-Lo então com maior pureza, como faziam os santos.
Não há estado mais feliz que o da alma só desejosa de agradar a Deus, que procura somente a estima e a proteção de Deus, e a do próximo como enquanto Deus quer. Então, nem os ventos, nem as tempestades humanas conseguem perturbá-la, porque Deus é o seu tudo.
Com efeito, quando Deus está contente, estejamos também. Se Deus nos ama, que nos importa o resto? Se temos Deus ao nosso favor, porque nos inquietarmos e nos entristecermos com o que está contra nós?
Ide portanto a Nosso Senhor sempre com uma grande simplicidade d’alma e um santo abandono, considerando apenas estas duas coisas: vossa miséria e sua bondade, e seu amor por vós. E se o mundo vos ignorar, esquecer-vos, bendizei a Deus. Haveis de amá-Lo então com maior pureza, como faziam os santos.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 111 - 5ª Parte
111) Quai são as principais virtudes morais?
Vª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 4) Temperança.
Estava um dia o rei Davi lutando contra seus inimigos, quando sentiu uma grande sede.
No lugar do acampamento não havia água. Três de seus destemidos soldados, passando pelas tropas inimigas, com risco da própria vida, foram buscar água. Quando lha ofereceram num capacete, Davi exclamou: "Não beberei o sangue de meus valorosos soldados!" Enquanto isto dizia, jogou a água por terra, fazendo assim um sacrifício ao Senhor.
Eis um belíssino exemplo de temperança, virtude que nos ensina a ser sóbrios e moderados no descanso, nas refeições, nos divertimentos. A temperança ajuda-nos a dominar nossas paixões.
Quem se habituassse, desde criança, a satisfazer seus caprichos, quando crescido se tornaria escravo das suas paixões e não conseguiria mais livrar-se delas.
S. Paulo diz que os gulosos, os preguiçosos e os negligentes não entrarão no reino dos céus. A temperança é a ginástica da vontade, que conserva nosso corpo são e nossa razão decidida. Precisamos habituar-nos, desde criança, à mortificação, se quisermos possuir um caráter firme e resoluto. Só assim venceremos as muitas batalhas da vida.
Diz o Senhor: "O homem sóbrio prolonga a sua vida" (Eclesiástico, 37,34).
Vª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 4) Temperança.
Estava um dia o rei Davi lutando contra seus inimigos, quando sentiu uma grande sede.
No lugar do acampamento não havia água. Três de seus destemidos soldados, passando pelas tropas inimigas, com risco da própria vida, foram buscar água. Quando lha ofereceram num capacete, Davi exclamou: "Não beberei o sangue de meus valorosos soldados!" Enquanto isto dizia, jogou a água por terra, fazendo assim um sacrifício ao Senhor.
Eis um belíssino exemplo de temperança, virtude que nos ensina a ser sóbrios e moderados no descanso, nas refeições, nos divertimentos. A temperança ajuda-nos a dominar nossas paixões.
Quem se habituassse, desde criança, a satisfazer seus caprichos, quando crescido se tornaria escravo das suas paixões e não conseguiria mais livrar-se delas.
S. Paulo diz que os gulosos, os preguiçosos e os negligentes não entrarão no reino dos céus. A temperança é a ginástica da vontade, que conserva nosso corpo são e nossa razão decidida. Precisamos habituar-nos, desde criança, à mortificação, se quisermos possuir um caráter firme e resoluto. Só assim venceremos as muitas batalhas da vida.
Diz o Senhor: "O homem sóbrio prolonga a sua vida" (Eclesiástico, 37,34).
11 de fevereiro de 2010
A Ladainha de Nossa Senhora, ou Ladainha Lauretana
Origem das ladainhas
A palavra ladainha vem do grego e significa súplica. Mas desde o início da Igreja ela foi utilizada para indicar não quaisquer súplicas, mas as que eram rezadas em conjunto pelos fiéis que iam em procissão às diversas igrejas. Há, naturalmente, numerosas ladainhas, dependendo do que é pedido nas diversas procissões.
Quando a casa na qual morou Nossa Senhora na Palestina foi transportada milagrosamente para a cidade de Loreto (Itália), em 1291, a feliz novidade espalhou-se rapidamente, dando início a numerosas peregrinações. Com o correr do tempo, uma série de súplicas a Nossa Senhora foi sendo composta pelos peregrinos que ali iam, os quais A invocavam por seus principais títulos de glória. Posteriormente essa ladainha era cantada diariamente no Santuário, e os peregrinos que de lá voltavam a popularizaram em todo o orbe católico. Chama-se lauretana por ter sua origem em Loreto.
Algumas invocações têm sido acrescentadas pelos Papas ao longo dos tempos, outras são agregadas para honrar a proteção de Nossa Senhora a alguma Ordem religiosa, como fazem os carmelitas, os quais rezam a ladainha lauretana carmelitana, com quatro invocações a mais. Mas o corpo central das ladainhas permanece o mesmo.
Composição da Ladainha
No início da Ladainha Lauretana, as invocações não se dirigem a Nossa Senhora, mas a Nosso Senhor e à Santíssima Trindade, pois dizemos Senhor, tende piedade de nós, Jesus Cristo, ouvi-nos, etc. Depois invocamos o Padre Eterno, o Filho e o Espírito Santo. Por quê?
Tudo em Nossa Senhora nos conduz a seu divino Filho, e por meio dEle à Santíssima Trindade, que é nosso fim último. Isto é algo que os protestantes não entendem ou não querem entender: Maria Santíssima é o melhor caminho para se chegar a Deus.
Após essa introdução da ladainha, seguem-se três invocações, nas quais pronunciamos o nome da Virgem (Santa Maria) e lembramos dois de seus principais privilégios: o ser Mãe de Deus e Virgem das virgens. A seguir, há um grupo de 13 invocações para honrarmos a Maternidade de Nossa Senhora, e outras seis para honrar sua Virgindade. Em seguida, 13 figuras simbólicas; quatro invocações de sua misericórdia e, finalmente, 12 invocações dEla enquanto Rainha gloriosa e poderosa.
Em geral, é no grupo das 13 invocações com figuras simbólicas que surgem as maiores dificuldades de compreensão. Nossa civilização fechou-se para o simbolismo, e aquilo que poderia ser até evidente em outras épocas, hoje ficou obscurecido pelo exclusivismo concedido ao espírito prático. A própria vida contemporânea contribui para isto. Assim, por exemplo, como explicar ou ressaltar, a pessoas que ficam fechadas em cidades feias e perigosas, a beleza de uma estrela? Igualmente, o ritmo de vida corrida e excitante de hoje não favorece a meditação ou a contemplação das maravilhas da criação.
Alguns significados
Vejamos então o significado destas 13 invocações simbólicas.
Espelho de Justiça — Justiça, aqui, entende-se em seu sentido mais amplo de santidade. Nossa Senhora é chamada assim, porque Ela é um espelho da perfeição cristã. Toda perfeição pode ser admirada nEla, do mesmo modo como podemos admirar uma luz refletida na água.
Sede da Sabedoria — Nosso Senhor Jesus Cristo é a Sabedoria, pois, enquanto Deus, tudo sabe e tudo conhece. Ora, Nossa Senhora durante nove meses encerrou dentro de si seu divino Filho; Ela foi, portanto, a sede da Sabedoria. E continua a sê-lo, pois é nEla que encontramos infalivelmente a Nosso Senhor.
Causa de Nossa Alegria — a verdadeira alegria não é o riso. Rir muito nem sempre significa felicidade. É muito mais feliz a mãe carregando amorosamente seu filho do que um papalvo que ri à-toa. E a maior alegria que um homem pode ter é a de salvar-se e estar com Deus por toda a eternidade. Ora, antes da vinda de Nosso Senhor, o Céu estava fechado para nós. Foi o sacrifício do Calvário que nos reconciliou com o Criador e nos proporcionou a verdadeira e eterna felicidade. Como foi por meio de Nossa Senhora que o Redentor da humanidade veio à Terra, Maria Santíssima é, pois, a causa de nossa maior alegria.
Vaso Espiritual — Nada tem mais valor do que a verdadeira Fé. Na Paixão e Morte de Nosso Senhor, quando até os Apóstolos duvidaram e fugiram, foi Nossa Senhora quem recolheu e guardou, como num vaso sagrado, o tesouro da Fé inabalável.
Vaso Honorífico — Em nossa época, a honra quase não é considerada. Pelo contrário, muitas vezes a falta de caráter e a sem-vergonhice são louvadas. Mas a honra e a glória, na realidade, valem muito. E Nossa Senhora guardou cuidadosamente em sua alma todas a graças recebidas, e manteve a honra do gênero humano decaído. Se não tivesse existido Nossa Senhora, ficaria faltando na criação quem representasse a perfeição da criatura, fiel até o extremo heroísmo.
Vaso Insigne de Devoção — Devoto quer dizer dedicado a Deus. A criatura que mais se dedicou e viveu em função de Deus foi Nossa Senhora, tendo-o realizado de forma tal, que melhor é impossível.
Rosa Mística — A rosa é a rainha das flores. É aquela que possui de forma mais definida e esplêndida tudo quanto carateriza uma flor. Igualmente Nossa Senhora, no campo da vida espiritual ou mística, possui de forma mais primorosa tudo aquilo que representa a perfeição.
Torre de Davi — Lemos na Sagrada Escritura que o rei Davi tomou a fortaleza de Jerusalém dos jebuseus e edificou a cidade em torno dela. "E Davi habitou a fortaleza, e por isso se chamou cidade de Davi" (Paralipômenos, 11-7). Naturalmente, o rei Davi fortificou a cidade, para torná-la inexpugnável, e a dotou de forte guarnição. A Igreja Católica é a nova Jerusalém, e nela temos uma torre ou fortaleza que nenhum inimigo pode invadir ou destruir, que é Nossa Senhora. Ela constitui o ponto de maior resistência e melhor defesa. Por isso, nesta invocação honramos a Nossa Senhora reconhecendo que nunca houve, nem haverá, quem melhor proteja os fiéis e defenda a honra de Deus do que Ela.
Torre de Marfim — O marfim é um material que tem caraterísticas raras na natureza. Ele é ao mesmo tempo muito forte e muito claro. Igualmente Nossa Senhora é muito forte espiritualmente, a maior inimiga dos inimigos de Deus, e de uma pureza alvíssima. Assim Ela contraria a idéia falsa de que as coisas de Deus devam ser sempre muito doces, suaves e fracas, ou que a verdadeira força têm-na os impuros.
Casa de Ouro — O ouro é o mais nobre dos metais. Por isso, sempre que desejamos dar alguma coisa que seja insuperável, a oferecemos em ouro — uma medalha de ouro numa competição, por exemplo. Se tivéssemos que receber o próprio Deus, procuraríamos fazê-lo numa casa que não fosse superável, neste sentido uma casa de ouro. E a Virgem Santíssima é a casa de ouro que acolheu Nosso Senhor quando veio ao mundo.
Arca da Aliança — No Antigo Testamento, na Arca da Aliança ficavam guardadas as tábuas da lei dadas por Deus a Moisés e um punhado do maná recebido milagrosamente no deserto. Por isso ela lembrava as promessas e a proteção de Deus. Nossa Senhora é, no Novo Testamento, a Arca da Aliança que protege o povo eleito da Igreja Católica e lembra as infinitas misericórdias de Deus.
Porta do Céu — Nossa Senhora é invocada desse modo, pois foi por meio dEla que Jesus Cristo veio à Terra, e é por Ela que nos vêm todas as graças, as quais têm como finalidade nos levar ao Céu, nossa morada eterna. Assim, Ela favorece nossa entrada no Céu, como a porta favorece a entrada num local.
Estrela da Manhã — Pouco antes de nascer o sol, quando a escuridão é maior e vai começar a clarear, aparece no horizonte uma estrela de maior luminosidade. Depois, quando as outras estrelas desaparecem na claridade nascente, ela ainda permanece. Assim foi Nossa Senhora, pois seu nascimento significava que logo nasceria o Sol de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando a Fé se perdia até entre o povo eleito, Ela continuava a acreditar e esperar. Ela é o modelo da perseverança na provação e o anúncio da Luz que virá.
Temos assim, resumidamente, algumas explicações das invocações da Ladainha Lauretana. Esperemos que a compreensão delas nos ajude a rezar com maior fervor tão meritória oração.
André Damino, Na escola de Maria, Ed. Paulinas, 4ª edição, São Paulo, 1962.
FONTE: Frente Universitária Lepanto
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 111 - 4ª Parte
111) Quai são as principais virtudes morais?
IVª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 3) Fortaleza.
Era S. Lourenço um dos diáconos encarregados dos serviços da Igreja em Roma. Muito estimado pelo papa Sisto II, havia deste recebido o encargo de administrar os bens da Igreja e de distribuir os rendimentos aos pobres. Na terrível perseguição desencadeada pelo imperador Valeriano, o papa foi preso e condenado ao suplício.
Seguia-o Lourenço chorando, mas o papa lhe disse: "Não chores, que te está reservado um martírio mais doloroso. Dentro de cinco dias, seguir-me-ás". S. Lourenço, então, distribuiu todos os bens aos pobres. Quando o Prefeito de Roma lhe ordenou que entregasse os tesouros da Igreja, o santo mandou desfilar diante do prefeito um piedoso batalhão de velhos, estropiados, mendigos, órfãos e viúvas... O prefeito, indignado, ordenou que o santo fosse estendido numa grelha para ser queimado a fogo lento. Que horrível tortura! Mas nem por isso perdeu S. Lourenço a alegria. Muito pelo contrário, dizia brincando: "Minha carne já está assada. Comei-a, se quiserdes!"
Oh! heróica fortaleza!
A fortaleza é a virtude que nos faz enfrentar sem timidez e temor qualquer perigo, mesmo a própria morte, por amor de Deus e do próximo. É cristãmente forte quem luta pelo bem, resiste às tentações, sofre com paciência as adversidades e, enfim, quem está disposto a tudo sacrificar, até a vida pelo triunfo de Deus e de sua Igreja.
Luís Carlos, grande poeta brasileiro, assim canta em sua "Exortação":
Sofres, mas não declines da confiança
Que, sereno, puseste no futuro!
Se és bom, tens o caminho mais seguro:
O bem é uma subida que não cansa.
E, se tens n'alma o céu, por que temê-las?
As pedras que o homem contra Deus atira
Ao contato do céu tornam-se estrelas!
IVª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 3) Fortaleza.
Era S. Lourenço um dos diáconos encarregados dos serviços da Igreja em Roma. Muito estimado pelo papa Sisto II, havia deste recebido o encargo de administrar os bens da Igreja e de distribuir os rendimentos aos pobres. Na terrível perseguição desencadeada pelo imperador Valeriano, o papa foi preso e condenado ao suplício.
Seguia-o Lourenço chorando, mas o papa lhe disse: "Não chores, que te está reservado um martírio mais doloroso. Dentro de cinco dias, seguir-me-ás". S. Lourenço, então, distribuiu todos os bens aos pobres. Quando o Prefeito de Roma lhe ordenou que entregasse os tesouros da Igreja, o santo mandou desfilar diante do prefeito um piedoso batalhão de velhos, estropiados, mendigos, órfãos e viúvas... O prefeito, indignado, ordenou que o santo fosse estendido numa grelha para ser queimado a fogo lento. Que horrível tortura! Mas nem por isso perdeu S. Lourenço a alegria. Muito pelo contrário, dizia brincando: "Minha carne já está assada. Comei-a, se quiserdes!"
Oh! heróica fortaleza!
A fortaleza é a virtude que nos faz enfrentar sem timidez e temor qualquer perigo, mesmo a própria morte, por amor de Deus e do próximo. É cristãmente forte quem luta pelo bem, resiste às tentações, sofre com paciência as adversidades e, enfim, quem está disposto a tudo sacrificar, até a vida pelo triunfo de Deus e de sua Igreja.
Luís Carlos, grande poeta brasileiro, assim canta em sua "Exortação":
Sofres, mas não declines da confiança
Que, sereno, puseste no futuro!
Se és bom, tens o caminho mais seguro:
O bem é uma subida que não cansa.
E, se tens n'alma o céu, por que temê-las?
As pedras que o homem contra Deus atira
Ao contato do céu tornam-se estrelas!
Flores da Eucaristia - 11 de Fevereiro
Procurai ser de Jesus como os anjos do céu, no júbilo, na alegria de seu divino serviço, na simplicidade do dom irrevogável, pelo qual não vos permitis o olhar sobre vós mesmos.
A chama que se eleva do fogo, a ele não retorna porque, impelida por outra que se levanta, sobe sempre; não dispõe de tempo nem de movimento para voltar atrás.
Deus só, basta à nossa alma. Em possuí-Lo, estão todos os bens - em amá-Lo. Nada pode substituir a Nosso Senhor, que tudo substitui divinamente; podemos nos privar de tudo exceto Dele, a quem somente devemos agradar e nos entregar; as criaturas não passam de espinhos.
Jesus, nosso bom Mestre, conta com tão poucas almas de elite, que Lhe sejam régias servas! Deveis valer por mil, e vosso serviço por dez mil, mercê de uma ardente e generosa piedade eucarística. Não é justo que Ele tenha almas grandes aos olhos do mundo, almas a quem o século desejaria conquistar? Amai, portanto, e servi regiamente a esse bom Rei.
A chama que se eleva do fogo, a ele não retorna porque, impelida por outra que se levanta, sobe sempre; não dispõe de tempo nem de movimento para voltar atrás.
Deus só, basta à nossa alma. Em possuí-Lo, estão todos os bens - em amá-Lo. Nada pode substituir a Nosso Senhor, que tudo substitui divinamente; podemos nos privar de tudo exceto Dele, a quem somente devemos agradar e nos entregar; as criaturas não passam de espinhos.
Jesus, nosso bom Mestre, conta com tão poucas almas de elite, que Lhe sejam régias servas! Deveis valer por mil, e vosso serviço por dez mil, mercê de uma ardente e generosa piedade eucarística. Não é justo que Ele tenha almas grandes aos olhos do mundo, almas a quem o século desejaria conquistar? Amai, portanto, e servi regiamente a esse bom Rei.
10 de fevereiro de 2010
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 111 - 3ª Parte
111) Quai são as principais virtudes morais?
IIIª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 2) Justiça.
Um dia os cobradores de impostos do Templo de Jerusalém chegaram-se a S. Pedro e lhe perguntaram: "Vosso Mestre não paga a didracma?" - "Sim" respondeu São Pedro. E, de fato, chegando Jesus à casa onde costumava descansar com seus Apóstolos, disse: "Vai ao mar, e lança o anzol e o primeiro peixe que subir, toma-o e, abrindo-lhe a boca, acharás dentro um estáter; tira-o e dá-lho por mi e por ti" (Mateus, 17). E assim fez S. Pedro.
Jesus era justo, e, por isso, respeitava os direitos alheios, obedecia à autoridade e pagava o seu tributo.
A justiça é a virtude que faz dar a cada um o que lhe é devido.
Quem é justo, respeita os direitos dos pais e de todos. Dá-lhes o que lhes compete: amor, obediência, respeito. Quem é justo, porta-se como um homem de bem e é estimado por todos.
Jesus chamou os justos de bem-aventurados: "Bem-aventurados os que têm fome e sêde de justiça, porque serão saciados" (Mateus, 5,6).
Serão na terra abençoados e terão como prêmio o Céu. Lembremo-nos aqui de S. José a que o Santo Evangelho denomina Homem Justo. "A justiça estabelece o domínio da razão sobre as paixões e o de Deus sobre a própria razão (Bossuet).
Habituemo-nos a ser justos em tôdas as situações. Deixou dito Jesus: "O que é fiel no pouco, é também fiel no muito; e o que é injusto no pouco, é também injusto no muito" (Lucas, 16, 10).
IIIª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 2) Justiça.
Um dia os cobradores de impostos do Templo de Jerusalém chegaram-se a S. Pedro e lhe perguntaram: "Vosso Mestre não paga a didracma?" - "Sim" respondeu São Pedro. E, de fato, chegando Jesus à casa onde costumava descansar com seus Apóstolos, disse: "Vai ao mar, e lança o anzol e o primeiro peixe que subir, toma-o e, abrindo-lhe a boca, acharás dentro um estáter; tira-o e dá-lho por mi e por ti" (Mateus, 17). E assim fez S. Pedro.
Jesus era justo, e, por isso, respeitava os direitos alheios, obedecia à autoridade e pagava o seu tributo.
A justiça é a virtude que faz dar a cada um o que lhe é devido.
Quem é justo, respeita os direitos dos pais e de todos. Dá-lhes o que lhes compete: amor, obediência, respeito. Quem é justo, porta-se como um homem de bem e é estimado por todos.
Jesus chamou os justos de bem-aventurados: "Bem-aventurados os que têm fome e sêde de justiça, porque serão saciados" (Mateus, 5,6).
Serão na terra abençoados e terão como prêmio o Céu. Lembremo-nos aqui de S. José a que o Santo Evangelho denomina Homem Justo. "A justiça estabelece o domínio da razão sobre as paixões e o de Deus sobre a própria razão (Bossuet).
Habituemo-nos a ser justos em tôdas as situações. Deixou dito Jesus: "O que é fiel no pouco, é também fiel no muito; e o que é injusto no pouco, é também injusto no muito" (Lucas, 16, 10).
Flores da Eucaristia - 10 de Fevereiro
Tende confiança em Jesus mesmo quando o desânimo vos assaltar, quando o vosso corpo ou o vosso espírito se sentir sem forças, recusando-se a vos ajudar. Dizei então: - Não confio em mim mesmo e sim em vós ó meu Deus; de quiserdes auxiliar-me, tudo posso convosco. Nada possuo, quase nada me é possível fazer; começarei, entretanto, e vós terminareis.
Trabalhai então; fazei o pouco de que fordes capaz, e Nosso Senhor se encarregará do resto.
Abandonai-vos inteiramente à Divina Providência. Deixai-vos conduzir pelos acontecimentos, pelas obrigações de estado, e, principalmente, pelo sopro da graça. Que a vossa alma, semelhante à vela de uma barquinha, se desfralde ao movimento da brisa celestial, para seguir-lhe o impulso.
O sopro da Vontade de Deus é sempre propício á vela de nossa embarcação, mas é necessário conservá-la desfraldada e firme, e ter os olhos fitos em Jesus Cristo, que a comanda. Deixai-lhe o cuidado de dirigir a barquinha a essa ou aquela praia; tende apenas um cuidado - remar sob as ordens divinas.
Trabalhai então; fazei o pouco de que fordes capaz, e Nosso Senhor se encarregará do resto.
Abandonai-vos inteiramente à Divina Providência. Deixai-vos conduzir pelos acontecimentos, pelas obrigações de estado, e, principalmente, pelo sopro da graça. Que a vossa alma, semelhante à vela de uma barquinha, se desfralde ao movimento da brisa celestial, para seguir-lhe o impulso.
O sopro da Vontade de Deus é sempre propício á vela de nossa embarcação, mas é necessário conservá-la desfraldada e firme, e ter os olhos fitos em Jesus Cristo, que a comanda. Deixai-lhe o cuidado de dirigir a barquinha a essa ou aquela praia; tende apenas um cuidado - remar sob as ordens divinas.
9 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 09 de Fevereiro
A finalidade da Eucaristia não somente aproximar o homem de Deus, destruindo o temor instintivo e dominante, mas, principalmente, depositar em seu coração a confiança.
Ao contemplarmos as santas espécies, lembremo-nos logo de tudo quanto foi Jesus na sua vida mortal e de tudo quanto Ele é: amor, bondade, misericórdia, ternura.
É Ele quem nos procura, suprimindo todas as distâncias. Espera-nos com paciência e longanimidade admiráveis, para que nos aproximemos Dele e O recebamos.
Dá-se a todos sem a ninguém repelir; fica à espera do pescador, e estende os braços durante a quarentena, sessenta anos, aquele que, um dia, se renderá aos seus convites. Fica à disposição do pobre que vem recebê-Lo pela manhã antes do trabalho, qual suave benção para o dia que desponta.
O maná caía no campo dos Israelitas antes da aurora, afim de que o celeste alimento se fizesse esperar. Nosso Senhor permanece dobre o altar prevenindo a visita mais matinal.
Feliz de quem recebe a primeira benção do Salvador!
Ao contemplarmos as santas espécies, lembremo-nos logo de tudo quanto foi Jesus na sua vida mortal e de tudo quanto Ele é: amor, bondade, misericórdia, ternura.
É Ele quem nos procura, suprimindo todas as distâncias. Espera-nos com paciência e longanimidade admiráveis, para que nos aproximemos Dele e O recebamos.
Dá-se a todos sem a ninguém repelir; fica à espera do pescador, e estende os braços durante a quarentena, sessenta anos, aquele que, um dia, se renderá aos seus convites. Fica à disposição do pobre que vem recebê-Lo pela manhã antes do trabalho, qual suave benção para o dia que desponta.
O maná caía no campo dos Israelitas antes da aurora, afim de que o celeste alimento se fizesse esperar. Nosso Senhor permanece dobre o altar prevenindo a visita mais matinal.
Feliz de quem recebe a primeira benção do Salvador!
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 111 - 2ª Parte
111) Quai são as principais virtudes morais?
IIª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 1) Prudência.
As virtudes cardeais são como um eixo, em torno do qual gira a vida cristã.
A prudência estuda e escolhe em todas as circunstâncias os melhores meios que devemos empregar para atingir o nosso último fim, isto é, Deus.
Como é expressiva a alegoria da prudência, apresentada por Tiepolo! Está ela de pé, como sentinela avançada, fixando os olhos no céu, sua meta final. Do céu se desprende a luz que a ilumina e a guia na senda da virtude. No seu braço direito, enrola-se uma serpente, símbolo da prudência: "Sêde pois, prudentes, como as serpentes" (Mateus, 10,16), disse Jesus. Para se esquivar a ciladas, a serpente deixa o corpo à vista e esconde a cabeça, parte essencial. Assim deve fazer o cristão prudente: deixar-se martirizar, se for preciso, mas salvar a própria alma! A donzela traz um espelho na mão esquerda. É porque antes de agir a pessoa prudente examina seus projetos no espelho da razão, iluminada pala fé; depois, encara serenamente a sua iniciativa, julga com retidão, prevê as dificuldades e, por fim, supera-as todas. Não confia no próprio juízo, mas aconselha-se com pessoas sábias. Caminha franca e seguramente pela estrada real da santidade, como se fosse guiada por um farol. A imprudente, pelo contrário, anda nas trevas e, vacilante, tropeça e cai a cada passo.
"Cuidai pois, irmãos, em andar com prudência - adverte S. Paulo - não como estultos, mas como circunspectos, recobrando o tempo. Considerai qual é a vontade de Deus" ( Efésios, 5,15).
IIª parte: As principais virtudes morais são: a religião e as quatro virtudes cardeais: 1) Prudência.
As virtudes cardeais são como um eixo, em torno do qual gira a vida cristã.
A prudência estuda e escolhe em todas as circunstâncias os melhores meios que devemos empregar para atingir o nosso último fim, isto é, Deus.
Como é expressiva a alegoria da prudência, apresentada por Tiepolo! Está ela de pé, como sentinela avançada, fixando os olhos no céu, sua meta final. Do céu se desprende a luz que a ilumina e a guia na senda da virtude. No seu braço direito, enrola-se uma serpente, símbolo da prudência: "Sêde pois, prudentes, como as serpentes" (Mateus, 10,16), disse Jesus. Para se esquivar a ciladas, a serpente deixa o corpo à vista e esconde a cabeça, parte essencial. Assim deve fazer o cristão prudente: deixar-se martirizar, se for preciso, mas salvar a própria alma! A donzela traz um espelho na mão esquerda. É porque antes de agir a pessoa prudente examina seus projetos no espelho da razão, iluminada pala fé; depois, encara serenamente a sua iniciativa, julga com retidão, prevê as dificuldades e, por fim, supera-as todas. Não confia no próprio juízo, mas aconselha-se com pessoas sábias. Caminha franca e seguramente pela estrada real da santidade, como se fosse guiada por um farol. A imprudente, pelo contrário, anda nas trevas e, vacilante, tropeça e cai a cada passo.
"Cuidai pois, irmãos, em andar com prudência - adverte S. Paulo - não como estultos, mas como circunspectos, recobrando o tempo. Considerai qual é a vontade de Deus" ( Efésios, 5,15).
8 de fevereiro de 2010
A fé, ou é íntegra, ou não existe - Pe. Manoel Bernardes
A Fé, ou é íntegra, ou não existe
(Pe. Manoel Bernardes. Luz e Calor. Parte I, doutrina IV, n. 1).
Se alguém não crê em [algum] qualquer artigo ou ponto de nossa santa Fé Católica, ou advertidamente duvida de ser verdade, consentindo em pensar que é coisa que pode ser não ser assim: neste caso a fé com que crê os outros pontos ou artigos, não é verdadeira e sobrenatural, senão uma sombra e semelhança dela, porque por sua infidelidade se lhe destruiu a fé divina; e é claro que se crera nos mais artigos pelo motivo que deve crer (que é a veracidade de Deus, e a Sua revelação declarada pela autoridade da Igreja), esse mesmo motivo o obrigara a crer todos inteiramente, pois Deus, que revelou uns, revelou também os outros, e a Igreja, que ensina aqueles, ensina também estes. Por onde o herege que confessa a Deus Uno e Trino, porém nega a presença real de Cristo na Eucaristia, de nenhum destes pontos tem fé verdadeira, porque (como em semelhante caso disse São Jerônimo) no primeiro caso fez do Evangelho de Cristo, evangelho do homem; no segundo, fez do Evangelho de Cristo, evangelho do demônio (In cap. I ad Galat. V. II). Esta é (diz gravemente Arnóbio) a nobreza, a excelência da Fé Católica, cuja luz se parece com a dos olhos: se picamos estes, ainda que não seja mais que com a ponta de uma agulha em qualquer parte deles, toda a sua luz se turba, e ficamos às escuras. Se ofendemos a Fé, ainda que seja em só ponto, e com uma só dúvida consentida com advertência, toda a sua luz se perde, e ficamos nas trevas da infidelidade.
Flores da Eucaristia - 08 de Fevereiro
Deus pensa por nós. Procurai ser como a criança, que apenas sente, ama e agradece; ou como a pombinha alva e pura da arca, que somente nela encontra pousada, e que não tem outro canto nem outro suspiro que o canto e o suspiro do amor!
Não vos contemplais no espelho do amor próprio porque vos assustaria; nem no das criaturas: teríeis medo; nem tão pouco na balança do mérito, pois à pobreza levaria vantagem; nem nas falsas luzes das palavras humanas. Contemplai-vos no terno Coração de Jesus, através de sua bondade tão maternal, tão meiga, e não tereis receio algum. Evitai tomar nota do que dais ao divino Mestre, de calcular o que vos falta. Lançai-vos, qual palha ou pedaço de ferro cheio de ferrugem, nesse foco incandescente, e em pouco tempo vos haveis de purificar, refazer, abrasar, incendiar!
Coragem! O mais belo sacrifício oferecido a Jesus é o próprio eu; a mais bela homenagem, o coração; a mais bela coroa; a da flor matutina que se abre ao sol nascente e se fecha ao pôr do sol.
Não vos contemplais no espelho do amor próprio porque vos assustaria; nem no das criaturas: teríeis medo; nem tão pouco na balança do mérito, pois à pobreza levaria vantagem; nem nas falsas luzes das palavras humanas. Contemplai-vos no terno Coração de Jesus, através de sua bondade tão maternal, tão meiga, e não tereis receio algum. Evitai tomar nota do que dais ao divino Mestre, de calcular o que vos falta. Lançai-vos, qual palha ou pedaço de ferro cheio de ferrugem, nesse foco incandescente, e em pouco tempo vos haveis de purificar, refazer, abrasar, incendiar!
Coragem! O mais belo sacrifício oferecido a Jesus é o próprio eu; a mais bela homenagem, o coração; a mais bela coroa; a da flor matutina que se abre ao sol nascente e se fecha ao pôr do sol.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 111 - 1ª Parte
111) Quais são as principais virtudes morais?
Iª parte: As principais virtudes morais são: a religião - que nos faz prestar a Deus o culto devido.
É a religião a mais excelente das virtudes morais. Leva-nos a prestar a Deus o culto supremo que lhe é devido. É o vínculo suave que nos une a Deus. É também a mais perfeita manifestação das três virtudes teologais, das quais recebe toda a vida.
Neste quadro magnífico de Veronese está a virtude da Religião alegoricamente representada por uma figura feminina, que levanta e mostra um cálice velado. O cálice esconde o Deus do Arcano, a Divina Eucaristia, em torno da qual se inclina todo o culto cristão. A Religião une-nos intimamente a Deus, afeiçoa-nos à adoração, à ação de graças e à oração.
Praticaram esta virtude divina os apóstolos e os mártires, os pontífices nas basílicas, os monges e os anacoretas nos desertos e nos cenóbios, as virgens nos claustros, os combatentes nos campos de batalha, os doutores nas cátedras e o povo nas ruas e nas estradas.
"A fé ultrapassa todo véu, penetra todos os arcanos e, quanto mais viva se adianta, tanto mais luz conquista. Inflama-se, exalta e faz do próprio mistério o farol e o fogo da sua vida e do seu trabalho" (De um discurso de Pio XII, aos 18 de Abril de 1939).
Iª parte: As principais virtudes morais são: a religião - que nos faz prestar a Deus o culto devido.
É a religião a mais excelente das virtudes morais. Leva-nos a prestar a Deus o culto supremo que lhe é devido. É o vínculo suave que nos une a Deus. É também a mais perfeita manifestação das três virtudes teologais, das quais recebe toda a vida.
Neste quadro magnífico de Veronese está a virtude da Religião alegoricamente representada por uma figura feminina, que levanta e mostra um cálice velado. O cálice esconde o Deus do Arcano, a Divina Eucaristia, em torno da qual se inclina todo o culto cristão. A Religião une-nos intimamente a Deus, afeiçoa-nos à adoração, à ação de graças e à oração.
Praticaram esta virtude divina os apóstolos e os mártires, os pontífices nas basílicas, os monges e os anacoretas nos desertos e nos cenóbios, as virgens nos claustros, os combatentes nos campos de batalha, os doutores nas cátedras e o povo nas ruas e nas estradas.
"A fé ultrapassa todo véu, penetra todos os arcanos e, quanto mais viva se adianta, tanto mais luz conquista. Inflama-se, exalta e faz do próprio mistério o farol e o fogo da sua vida e do seu trabalho" (De um discurso de Pio XII, aos 18 de Abril de 1939).
7 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 07 de Fevereiro
Que o vosso coração seja sempre todo de Deus pela pureza de intenção, pelo afeto ao seu amor, pela confiança em sua divina misericórdia.
Fazei a miúdo aspirações de amor ao divino Mestre, pois que essas aspirações são para a alma o que a respiração é para o coração – a vida.
É preciso chegar ao ponto em que só Jesus nos baste. Ditosa direção, a de Nosso Senhor! Mas é mister encerrarmo-nos no seu Coração divino para aí sermos moídos como trigo, impregnados de seu espírito e cinzelados por suas mãos divinas.
E nesse centro divinal do Coração de Jesus, porque temer os vendavais de fora? Mesmo quando Jesus parece dormir nenhum receio devemos ter; fiquemos a velar aos seus pés e descansemos tranqüilos. A calma e a bonança somente se encontram nessa habitação divina; a verdadeira virtude e a que nos faz viver de Jesus, e o puro amor e o de abnegação.
Ah! Pertencei inteiramente a Nosso Senhor, como Ele é todo vosso. Que não haja reserva no dom, divisão no amor, nem outro centro senão a sua adorável e sempre amável vontade.
Fazei a miúdo aspirações de amor ao divino Mestre, pois que essas aspirações são para a alma o que a respiração é para o coração – a vida.
É preciso chegar ao ponto em que só Jesus nos baste. Ditosa direção, a de Nosso Senhor! Mas é mister encerrarmo-nos no seu Coração divino para aí sermos moídos como trigo, impregnados de seu espírito e cinzelados por suas mãos divinas.
E nesse centro divinal do Coração de Jesus, porque temer os vendavais de fora? Mesmo quando Jesus parece dormir nenhum receio devemos ter; fiquemos a velar aos seus pés e descansemos tranqüilos. A calma e a bonança somente se encontram nessa habitação divina; a verdadeira virtude e a que nos faz viver de Jesus, e o puro amor e o de abnegação.
Ah! Pertencei inteiramente a Nosso Senhor, como Ele é todo vosso. Que não haja reserva no dom, divisão no amor, nem outro centro senão a sua adorável e sempre amável vontade.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 110
110) O que é a caridade?
É a virtude sobrenatural pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao proxímo como a nós mesmos, por amor de Deus.
A fé faz-nos crer em Deus, nosso único fim; a esperança faz-nos desejá-Lo e a caridade faz-nos amá-lo.
Um dia alguém perguntou a Jesus qual era o primeiro e o maior de todos os mandamentos. Respondeu-lhe Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças. O segundo é semelhante ao primeiro: Amarás a teu próximo como a ti mesmo".
Consiste, pois, a caridade, na prática destes dois mandamentos. Em primeiro lugar, devemos amar a Deus acima de todas as coisas; e depois, ao próximo como a nós mesmos.
Devemos considerá-lo como nosso irmão. Se alguém disser que ama a Deus, mas não dá prova de amor a seu irmão, é um mentiroso.
Amar é fazer o bem ou, pelo menos, desejar fazê-lo.
Olha esse pobre frade dando o seu pão a essa pobre mulher. Ele é pobre, mas socorre de boa vontade os que são mais pobres que ele.
Precisamos, à imitação do que fez Jesus na Cruz, amar e perdoar nossos inimigos, que são também nosso próximo.
"Amai! - escreveu um grande homem - que o amor é a asa da alma para chegar a Deus, ao belo, ao sublime, pois estes últimos são como a sombra de Deus na Terra" (Mazzinni).
"Aquele que não ama - diz S. João, o Apóstolo do Amor - permanece na morte" (I.ª S. João, 3, 14).
É a virtude sobrenatural pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao proxímo como a nós mesmos, por amor de Deus.
A fé faz-nos crer em Deus, nosso único fim; a esperança faz-nos desejá-Lo e a caridade faz-nos amá-lo.
Um dia alguém perguntou a Jesus qual era o primeiro e o maior de todos os mandamentos. Respondeu-lhe Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças. O segundo é semelhante ao primeiro: Amarás a teu próximo como a ti mesmo".
Consiste, pois, a caridade, na prática destes dois mandamentos. Em primeiro lugar, devemos amar a Deus acima de todas as coisas; e depois, ao próximo como a nós mesmos.
Devemos considerá-lo como nosso irmão. Se alguém disser que ama a Deus, mas não dá prova de amor a seu irmão, é um mentiroso.
Amar é fazer o bem ou, pelo menos, desejar fazê-lo.
Olha esse pobre frade dando o seu pão a essa pobre mulher. Ele é pobre, mas socorre de boa vontade os que são mais pobres que ele.
Precisamos, à imitação do que fez Jesus na Cruz, amar e perdoar nossos inimigos, que são também nosso próximo.
"Amai! - escreveu um grande homem - que o amor é a asa da alma para chegar a Deus, ao belo, ao sublime, pois estes últimos são como a sombra de Deus na Terra" (Mazzinni).
"Aquele que não ama - diz S. João, o Apóstolo do Amor - permanece na morte" (I.ª S. João, 3, 14).
Missa Tridentina em Curitiba: Sermão do Pe. Paulo Iubel no Domingo da Sexagésima (06/02/2010)
Pe. Paulo Iubel
Paróquia Imaculada Conceição
Paróquia Imaculada Conceição
6 de fevereiro de 2010
Flores da Eucaristia - 06 de Fevereiro
Quem souber fazer estas duas coisas: - confessar e amar o próprio nada, e lançar-se nos braços da confiança em Deus – possuirá a ciência necessária para se tornar um grande santo.
Ide ao encontro do bom Mestre como a criancinha despida de mérito e de força vai ao coração de sua mamãe. Um ato de submissão e de abandono é superior a tudo o mais que puderdes fazer e vosso lugar predileto devem ser junto ao divino Mestre para vê-lO, ouvi-Lo e vos sentirdes bem ao seu lado.
Não é vos inquietando e vos perturbando que alcançareis a paz do coração, mas abandonando-vos à bondade e misericórdia divinas. Esta paz repousa primeiramente na humanidade com que a alma suporta sua própria miséria, e depois na simplicidade da obediência para agir segundo o espírito de fé.
Vivei de Deus, de Jesus Eucaristia. Não cuideis do passado, nem do futuro, mas do presente, atento à Vontade divina do bom Mestre, e Ele vos conduzirá pela mão através de todas as dificuldades, até a graça e a perfeição de seu amor.
Ide ao encontro do bom Mestre como a criancinha despida de mérito e de força vai ao coração de sua mamãe. Um ato de submissão e de abandono é superior a tudo o mais que puderdes fazer e vosso lugar predileto devem ser junto ao divino Mestre para vê-lO, ouvi-Lo e vos sentirdes bem ao seu lado.
Não é vos inquietando e vos perturbando que alcançareis a paz do coração, mas abandonando-vos à bondade e misericórdia divinas. Esta paz repousa primeiramente na humanidade com que a alma suporta sua própria miséria, e depois na simplicidade da obediência para agir segundo o espírito de fé.
Vivei de Deus, de Jesus Eucaristia. Não cuideis do passado, nem do futuro, mas do presente, atento à Vontade divina do bom Mestre, e Ele vos conduzirá pela mão através de todas as dificuldades, até a graça e a perfeição de seu amor.
"Deixai vir a mim as criancinhas ..." (Mateus, 19, 14) - Parte 109
109) Que é a esperança?
A esperança é a virtude sobrenatural pela qual confiamos em Deus e d'Ele esperamos a vida eterna e as graças necessárias para a conseguir neste mundo com as boas obras.
Prometeu o Senhor grandes coisas àqueles que observarem seus Mandamentos: a felicidade eterna no Céu e todas as graças para conseguí-la.
De nossa parte, temos confiança absoluta em Deus, que é infinita Bondade e infinito Poder.
Além disso, confiamos nos merecimentos infinitos de Jesus Cristo, que morreu por nosso amor. Esta confiança recebemo-la de Deus mesmo, que no-la infundiu no santo Batismo, porque a esperança é uma virtude sobrenatural.
Deve o cristão, com o auxílio de Deus, praticar boas obras, se quiser merecer o Céu.
Vês este soldado morto? É o mártir santo Alexandre, nascido em Bérgamo. Cortaram-lhe a cabeça, porque ele não quis renegar sua fé. Tinha certeza de que no Céu o esperava a coroa da vitória.
É verdade que a porta do Céu é estreita; Jesus, porém, ajuda-nos a transpô-la. As boas obras serão a moeda com a qual pagaremos a entrada.
Havia entre o Céu e a Terra um abismo intranponível. Mas Deus, sobre esse abismo construiu uma ponte, sustentada por gigantescos pilares. A ponte é a esperança, os pilares são a Eucaristia e a Divina Graça.
Assim diz o sábio Salomão: "O que espera é ditoso" (Provérbios, 16,20).
A esperança é a virtude sobrenatural pela qual confiamos em Deus e d'Ele esperamos a vida eterna e as graças necessárias para a conseguir neste mundo com as boas obras.
Prometeu o Senhor grandes coisas àqueles que observarem seus Mandamentos: a felicidade eterna no Céu e todas as graças para conseguí-la.
De nossa parte, temos confiança absoluta em Deus, que é infinita Bondade e infinito Poder.
Além disso, confiamos nos merecimentos infinitos de Jesus Cristo, que morreu por nosso amor. Esta confiança recebemo-la de Deus mesmo, que no-la infundiu no santo Batismo, porque a esperança é uma virtude sobrenatural.
Deve o cristão, com o auxílio de Deus, praticar boas obras, se quiser merecer o Céu.
Vês este soldado morto? É o mártir santo Alexandre, nascido em Bérgamo. Cortaram-lhe a cabeça, porque ele não quis renegar sua fé. Tinha certeza de que no Céu o esperava a coroa da vitória.
É verdade que a porta do Céu é estreita; Jesus, porém, ajuda-nos a transpô-la. As boas obras serão a moeda com a qual pagaremos a entrada.
Havia entre o Céu e a Terra um abismo intranponível. Mas Deus, sobre esse abismo construiu uma ponte, sustentada por gigantescos pilares. A ponte é a esperança, os pilares são a Eucaristia e a Divina Graça.
Assim diz o sábio Salomão: "O que espera é ditoso" (Provérbios, 16,20).
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