22 de fevereiro de 2009

PARA A SALVAÇÃO DA ALMA É NECESSÁRIO SUBMETER-SE AO ROMANO PONTÍFICE - Citações papais dogmáticas

Eis algumas citações papais dogmáticas sobre a necessidade da submissão ao Romano Pontífice para a salvação.

S.S. Bonifácio I: Carta “Instituto”, aos bispos da Tessália; 11 de março de 422.


Cap. I. A instituição da nascente Igreja universal tomou início no múnus honorífico do bem-aventurado Pedro, no qual está seu governo e ápice. Da sua fonte fluiu, à medida que crescia a veneração da religião, a disciplina eclesiástica em todas as Igrejas. As disposições di Concílio de Nicéia não testemunham outra coisa, a tal ponto que não ousou definir nada sobre ele, vendo que era impossível propor algo acima de seu mérito, pois sabia, afinal, que tudo lhe era concedido pela palavra do Senhor. É certo que esta Igreja Romana é, para as Igrejas espalhadas pelo orbe inteiro, como a cabeça de seus membros: quem dela se desliga seja banido da religião cristã, já que deixou de estar inserido nela.


S.S Bonifácio I: Carta “Manet beatum”, a Rufo e aos outros bispos da Macedônia; 11 de março de 422.


Esteja longe dos sacerdotes do Senhor que algum deles caia na culpa de, em nova tentativa ilícita, tornar-se inimigo das deliberações dos antepassados, sabendo ter como rival de modo particular aquele junto ao qual nosso Cristo estabeleceu o ápice do sacerdócio; se alguém ousar ultrajá-lo, não poderá habitar no reino dos céus. “A ti”, disse Ele, “darei as chaves do reino dos céus”, e neste ninguém entrará sem o favor do porteiro.


S.S. Bonifácio VIII: Bula “Unam Sanctam”, de 18 de novembro de 1302.


Ora, esta autoridade, mesmo se dada a um homem e exercida por meio de um homem, não é humana, mas antes, um poder divino, dado pela boca divina a Pedro, a ele e aos seus sucessores, no próprio Cristo, que ele, como rocha firme, professara, na ocasião que o Senhor disse ao mesmo Pedro: “Tudo o que ligares” etc. [Mt. 16, 19]. Portanto, quem resiste a este poder assim ordenada por Deus, “resiste à ordenação de Deus” [Rm. 13, 2], a menos que imagine, qual um maniqueu, que haja dois princípios, coisa que julgamos falsa e herética, dado que, segundo o testemunho de Moisés, não nos princípios, mas “no princípio Deus criou o céu e a terra” [Gn 1, 1].


E declaramos, enunciamos, definimos que, para toda humana criatura, é necessário para a salvação submeter-se ao Romano Pontífice.


S.S. Clemente VI: Carta dogmática “Super quibusdam”, a Melkhitar Katholikós dos Armênios; de 29 de setembro de 1351.

Exame de fé dos Armênios feito pelo Papa Clemente VI.


II. Perguntamos se tu e os armênios que te devem obediência credes que nenhum daqueles que estão na condição de peregrinos poderá no fim ser salvo fora da fé desta Igreja e da obediência aos Romanos Pontífices. (...) Se tens crido e crês que todos aqueles que se sublevaram contra a fé romana e morreram em condição de impenitência final são condenados e desceram para os eternos suplícios do inferno.


Concílio de Constança (16º Ecumênico), 05 de novembro de 1414 – 22 de abril de 1418.

Decreto dos Erros de João Wyclif, aprovado por S.S. Martinho V em 22 de novembro de 1418.


Erro 41. Não é necessário para a salvação crer que a Igreja Romana seja superior a todas as outras Igrejas – [Censura:] É um erro, se por Igreja Romana se entende a Igreja universal ou um concílio geral, ou enquanto se nega o primado do Sumo Pontífice sobre outras Igrejas particulares.


S.S. Pio IX: Concílio Vaticano I: Constituição “Pastor Æternus”, 18 de julho de 1870.


Cap. I: A Instituição do Primado Apostólico em S. Pedro.

[...]

Cânon: Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu direta e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado.


Cap. II: A Perpetuidade do primado de S. Pedro nos Romanos Pontífices.

[...]

Cânon: Se, portanto, alguém negar ser de direito divino e por instituição do próprio Cristo que S. Pedro tem perpétuos sucessores no primado da Igreja universal; ou que o Romano Pontífice é o sucessor de S. Pedro no mesmo primado – seja excomungado.


Cap. III: A natureza e o caráter do Primado do Pontífice Romano.

[...]

Cânon: Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.


Cap. IV: O Magistério Infalível do Romano Pontífice.

[...]

Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis.


Cânon: Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, o que Deus não permita, – seja anátema.


S.S. Pio XII: Carta do S. Ofício ao Arcebispo de Boston, de 08 de outubro de 1949.


Por isso, ninguém será salvo se, sabendo que a Igreja foi divinamente instituída por Cristo, todavia não aceita submeter-se à Igreja ou recusa obediência ao Romano Pontífice, vigário de Cristo na terra.


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